Devido os protestos -
OAB-PI, PM e representantes da sociedade civil discutem atuação nos protestos
A fim de assegurar a realização de protestos de maneira pacífica e, ao mesmo tempo, garantir o direito de livre manifestação, membros da Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, juntamente com o Comando da Polícia Militar em Teresina e líderes do movimento, se reunião nesta terça-feira (18/06), às 17h, no auditório da OAB-PI, para debater como a PM atuará na manifestação de caráter nacional, que ocorrerá na próxima quinta-feira (20/06), na Avenida Frei Serafim, em Teresina.
De acordo com Ademar Canabrava, membro da Comissão de Segurança Pública, a intenção é que a ordem pública seja assegurada, protegendo a população, os próprios manifestantes e aqueles que não participam diretamente do ato, mas tem sua presença justificada, como a imprensa. “Vamos nos reunir para que a manifestação ocorra de maneira pacífica, para não colocar em risco o patrimônio e a integridade física de pessoas que querem exercitar o direito constitucional de liberdade de expressão”, destaca o advogado.
A reunião foi uma recomendação do presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado, diante dos recentes confrontos vividos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, que transformou a área pública dessas cidades em verdadeiras praças de guerra, inclusive com excessos praticados por policiais, atingindo cidadãos comuns, sem participação na manifestação. De acordo com o presidente, as Seccionais devem adotar medidas e atuar junto às autoridades locais de segurança pública e aos manifestantes.
“A preocupação da OAB é garantir o cumprimento da Constituição. Em algumas cidades, houve excessos setorizados, que podem ser verificados e devem ser responsabilizados. Temos que preparar o Estado brasileiro e as forças de segurança para tratar de forma mais democrática os movimentos sociais. Os movimentos sociais não podem ser tratados como movimentos criminosos”, frisou Marcos Vinicius.
O movimento em Teresina é contra a repressão policial, a corrupção e o aumento da tarifa do sistema de transporte público. A ação teme um novo reajuste das tarifas nos próximos meses. Melhorias na área da segurança, infraestrutura, saúde e educação também são outras reclamações dos manifestantes.
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