180graus

Pesquisas em gráficos - 31/12/2013 às 16h50

Informativo do 'BrVox' chega a todo PI e com aprovação de Wilsão: 70%

Gráficos mostram pesquisa realizada em Teresina com números para vereadores e secretários

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O Instituto BrVox começou a distribuição do seu informativo nesta quarta-feira (31/12) e será distribuído por todo o Piauí, chegando aos prefeitos, vereadores e secretários da capital e interior do estado.

O informativo foi produzido sob a coordenação de Paulo Costa e Aécio Miranda, tendo ainda participação de Jhussyenna Reis na compilação de dados, Cláudio Costa no projeto gráfico e diagramação e Isabel Ribeiro na revisão e checagem de dados.

No impresso, a repercussão nos portais de Internet do Piauí dos números referentes à aprovação do governador Wilson Martins (PSB) em pesquisa feita pelo BrVox entre os dias 5 a 11 de dezembro em 53 cidades, incluindo a capital Teresina, com 1.069 eleitores. O resultado foi de 70,07% dos entrevistados aprovando a gestão de Wilsão.

CLIQUE E VEJA PESQUISA: WILSÃO TEM 70% DE APROVAÇÃO

Ainda no informativo dados referentes à pesquisa realizada na capital entre os dias 17 e 18 de dezembro com 700 eleitores de bairros de todas as regiões (zonas Norte, Sul, Sudeste e Leste) da cidade. Há números com intenções de votos para presidente, governador e senador, além da avaliação das gestões no Estado e Município. Gráficos representam bem os números.

Informativo BrVox vai chegar a prefeituras, gabinetes, escritórios e empresários em todo PiauíInformativo BrVox vai chegar a prefeituras, gabinetes, escritórios e empresários em todo Piauí

CONFIRA A PESQUISA: W.DIAS 33%, SILVIO 33% E ZÉ FILHO 7%

Outro destaque do Informativo BrVox é a publicação dos artigos dos jornalistas Allisson Paixão (editor chefe do 180graus), Zózimo Tavares (editor chefe do jornal Diário do Povo), Marcos Melo (repórter da TV Antena 10) e Fenelon Rocha (coordenador estadual de Comunicação do Governo do Estado). Logo abaixo os textos na íntegra:

Gráficos mostram os números da pesquisa BrVox feita no Piauí inteiro e em TeresinaGráficos mostram os números da pesquisa BrVox feita no Piauí inteiro e em Teresina

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-Oposição: ruim com ela, pior sem ela!

Por Allisson Paixão

A classe política piauiense se acostumou com a falta de oposição. Desde que o PT chegou ao Poder, em 2002, com Wellington Dias elegendo-se governador, cada vez mais essa ala, digamos, ‘questionadora’ praticamente desapareceu.

O Partido dos Trabalhadores tinha, àquela época, o PFL (hoje DEM) como seu principal adversário. Não só no âmbito local, mas nacionalmente. Grandes caciques que não se privavam de atacar o então presidente eleito Lula (PT) e Wellington Dias.

Com o passar dos anos, de maneira estratégica e organizada, o PT foi atraindo um por um. Tudo que é partido virou aliado. Com o PFL, nem o PSDB, outro adversário histórico dos petistas, foi fiel. Ficou tão isolado que se acabou, virou outra sigla e até ex-pefelistas de carteirinha, como por exemplo Fernando Monteiro e Edson Ferreira, viraram Governo.

O apelido ‘bancada do Amém’ virou deboche. Mas para quem assim os chama! Basta ver o que acontece hoje, com o governador Wilson Martins (PSB) passeando em céu de brigadeiro. Praticamente os trinta deputados estaduais na Assembleia Legislativa, os dez deputados federais na Câmara Federal e os três senadores não questionam uma ameaça de passo em falso do Governo. Ou vai dizer que já viu alguma vez o Ciro Nogueira ir pra tribuna bater em Wilsão?

Felizmente, boa parte da população ainda percebe que questionar o Estado, de uma maneira geral, ainda é algo muito importante para a democracia. Por isso todos vimos protestos como o #VemPraRua. A imprensa, ou pelo menos parte dela, é claro, atualmente é quem mais contribui para este ‘incômodo’ de cobrar de quem está no poder. Pior é que até a imprensa, quando incomoda, sofre retaliação. E as vezes dos próprios colegas jornalistas. Hoje em dia se você critica um grupo político ou partidário, é logo chamado de ‘chantagista’. Que até existe, mas que não é o caso de quem trabalha para bem informar a sociedade.

A propósito, dá saudade é do próprio PT quando este era oposição. Aí sim tinha zoada. Aí sim incomodava como deveria incomodar. Lembra de quando o Wellington Dias ia para a tribuna da Assembleia Legislativa denunciar os escândalos no Detran e os casos de corrupção no Governo?! E o Lula, quando militava no ABC paulista e fazia greves realmente em prol dos trabalhadores?! Usando dos clichês, como a ‘esperança é a última que morre’, tomara que o eleitor faça surgir novidades na eleição do próximo ano. Até porque, se pra quem está no comando a existência da oposição é ruim. Pior ainda é a ausência dela.


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-Dois estilos
Por Zózimo Tavares

Dois estilos serão comparados a partir de agora na política estadual, o do governador Wilson Martins e o petista. Isso ficou claro na última reunião de gestores de 2013, realizada ontem, na Escola de Governo. Foi apresentado à equipe um balanço das realizações do governo, comparativamente com os que lhe antecederam, a partir do primeiro de Alberto Silva (1971-1975).

Pelos dados apresentados à equipe governamental, o saldo é positivo a favor do governador Wilson Martins. A comparação de sua gestão com outras anteriores a de Wellington Dias é para não provocar tanta celeuma, no momento. Está bem claro, no entanto, que o objetivo do governo é fustigar a gestão petista.

O governo deu a senha de que vai chamar o antecessor para a briga quando mandou espalhar placas pelo interior do Estado com a frase: “Estradas bem feitas que duram mais”. Trata-se de uma crítica direta às rodovias asfaltadas pelo governador Wellington Dias, apelidadas de estradas “sonrisal”. Wilson Martins teve de recuperar 1.000 quilômetros delas.

Logo no início de seu segundo mandato, o atual governador proibiu o asfaltamento de estradas pelo sistema TSS (Tratamento Superficial Simples), adotado por Wellington Dias. Desde então, o governo estadual só faz asfalto pelo sistema TSD (Tratamento Superficial Duplo), que garante maior durabilidade à obra.

Ontem, o deputado federal Jesus Rodrigues, um dos líderes do PT, analisou a nova postura do governo. Segundo ele, Wilson Martins realizou muito, mas o fez justamente porque encontrou as condições favoráveis deixadas pelo governo petista. O parlamentar avaliou que o atual governo poderia ter feito mais.

O governador partiu para o ataque ao governo petista como um revide, depois de saber que o PT é o seu principal crítico, mesmo ainda ocupando posições no governo. A tendência é a de a temperatura entre os dois partidos subir daqui para a frente, com a saída do PT do governo, a partir da próxima semana.


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-Observando as nuvens
Por Marcos Melo

Dificilmente haverá, em 2014, um ambiente em que três candidaturas sejam viáveis e competitivas quando o objetivo é chegar ao Palácio de Karnak. Mas são pelo menos três os candidatos que podem atingir este objetivo: Wellington Dias (PT), Silvio Mendes (PSDB) e Zé Filho (PMDB). Há outros nomes, mas as chances, hoje, não chegam a atingir a superfície do razoavelmente possível.

Teremos assim, uma eleição, certamente polarizada em primeiro e segundo turnos. E entre o petista, o tucano e o peemedebista não existe situação mais ou menos confortável. Aliás, nenhum é, nem mesmo em suas siglas, uma unanimidade.

O senador Wellington Dias tem a vantagem de já ter sido governador do Estado, por quase dois mandatos inteiros. Isso lhe dá o nome mais conhecido de Parnaíba à Cristalândia. Mas o que é vantagem é, também, revés: tamanha exposição, traz consigo, naturalmente, rejeição. Soma-se a isso a vexatória candidatura à prefeito de Teresina, que não contribuiu para melhorar sua imagem na capital.

Esta mesma Teresina ainda segura bem o nome de seu ex-prefeito Silvio Mendes. A solidez de seu nome no maior colégio eleitoral do Piauí talvez seja tão intensa quanto a fragilidade de seu potencial eleitorado no interior. E isso lhe impõe a busca de um nome forte de contrapeso, uma dificuldade que a campanha de 2010 ampliou. Foi naquela oportunidade que Silvio se enterrou em isolamento político.

Há quem diga que a maior vantagem reside na candidatura de Zé Filho, que só será candidato caso assuma antes o Governo do Estado. Também uma faca de dois gumes. Em 2013 o ritmo da gestão Wilson Martins (PSB) foi até espantoso, levando-se em consideração o número de obras entregues e prometidas. Estar na cadeira de governador confere a Zé a inegável e incomparável força da máquina estatal. A interrogação reside na habilidade de Zé Filho em governar num ritmo próximo ao deste e, ao mesmo tempo, fazer campanha, segurando ao seu lado uma base que atualmente só enxerga comando em Wilson.

Dizem que na política tudo é “nuvem”. E para o ano que vem, a imprevisibilidade passa pelo humor do eleitorado em ritmo de Copa do Mundo e promessas de manifestações populares. Intenção de voto é diferente de voto na urna.

As pesquisas mostram retratos de momentos específicos dos candidatos e, quando bem elaboradas, podem não definir o resultado final das eleições, mas certamente orientam movimentações de bastidores e tendências do eleitorado. Assim, terminam por influenciar a tempestade e o céu de brigadeiro que cada um terá de enfrentar em 2014. Cabe, então, a Wellington, Silvio e Zé avaliarem bem estas pesquisas e ajustarem suas velas.


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-Com obras e gestão ousada, governo Wilson surpreende

Em reunião, Wilson é festejado como um dos maiores da História
Por Fenelon Rocha

Quando iniciou o governo, para um mandato tampão de nove meses, em abril de 2010, Wilson Martins era visto como um político hábil e determinado. Entre os adversários, no entanto, carregava o apelido de Trator, que remetia menos à determinação que à vontade de ocupar espaços. Três anos e meio depois, a imagem de Wilson é outra, onde sobressai a surpreendente figura de um administrador rigoroso, ousado e com um leque de realizações que o coloca como um dos melhores gestores que já passaram pelo palácio de Karnak.

O que mais surpreendeu no governo Wilson foi a capacidade de reorganizar o Estado: os problemas administrativos eram enormes, faltava dinheiro e sobrava obra parada. Em 2011, promoveu ajustes típicos do setor privado: cortou gastos, começando pelas picapes de luxo; e revisou contratos. Em seguida, adotou um controle de gestão para acompanhar o que planejou para seu mandato. O resultado apareceu. Na gestão, o Piauí é um dos dez estados com as contas em ordem, segundo a revista Exame. Wilson desenvolve, agora, o maior pacote de obras da história piauiense, com especial atenção a Teresina, mas sem esquecer o interior.

As ações podem ser vistas em todos os setores, mas alguns ganham destaque, como as obras viárias (estradas e mobilidade urbana), desenvolvimento rural (barragens e adutoras), saúde (unidades de atendimento) e, principalmente, o setor de educação, onde o Piauí se tornou uma referência nacional.

Gestão rigorosa faz dinheiro render mais
A maior surpresa dos três anos de Wilson Martins é certamente a sua capacidade de gestão, que fez um estado endividado se transformar num estado organizado e com dinheiro em caixa, viabilizando importantes obras sem a ajuda de Brasília.
Com os ajustes na máquina administrativa, hoje a arrecadação própria é maior que os repasses constitucionais, onde pontifica o FPE. Wilson vai começar 2014 com quase R$ 1 bilhão assegurado para as centenas de obras em andamento. Esse dinheiro ainda rende mais pelo novo jeito de administrar, em grande medida inspirado no governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Nestes três anos, o funcionalismo teve os maiores ganhos salariais, com a definição de planos de carreira para mais de 90% dos servidores. O governo fez concursos para mais de 3 mil vagas, já preenchidas.

Planejamento desenha o Piauí do futuro
Em plena campanha de 2010, Wilson Martins prometeu reduzir em 40 mil o déficit habitacional do Piauí, até o final de 2014. O discurso parecia bravata de candidato. Não era: a meta foi superada um ano antes do prazo, com a construção de mais de 41 mil moradias, entre execução direta e programas financiados por instituições como a Caixa.
Planejar e seguir o planejado parece uma das explicações para o êxito do atual governador. Ao iniciar, em janeiro de 2011, o mandato conquistado nas urnas, Wilson tinha um leque de ações para os 4 anos de gestão. Mais que isso, está deixando um planejamento para os governadores que o sucederem. Trata-se do Plano de Desenvolvimento Econômico, que define diretrizes para os próximos 40 anos. “Nenhum gestor pode limitar seu olhar ao próprio mandato. O Piauí é maior que um governo”, diz Wilson.

Infaestrutura cria base do desenvolvimento
Um dos estados de mais possibilidades naturais, o Piauí começa a se encontrar com seu destino. O caminho para essa mudança histórica tem como principal alicerce a infraestrutura produtiva e urbana criada nestes últimos anos. Na visão do próprio governador Wilson Martins, era o que faltava para o grande salto.
“Potencial o Piauí já tinha antes de Cabral chegar ao Brasil. Faltava criar as condições para esse potencial se transformar em realidade. É o que estamos fazendo”, diz. A mudança mais substantiva é na área de estradas: hoje o estado está totalmente interligado por estradas de boa qualidade. E os cerrados ganham agora os dois trechos mais desejados pelos produtores - a ligação Gilbués-Santa Filomena e a transcerrados.
Wilson encerrará seu mandato com 4.000 km de estradas asfaltadas. Na área de mobilidade urbana, Teresina é o grande cartão postal, com o rodoanel, a duplicação das BRs, a ponte do Mocambinho e a ponte do Meio, na Frei Serafim. Mas os rodoanéis se multiplicaram pelo interior, em cidades como Picos, Parnaíba, União, Bom Jesus e Canto do Buriti. A pavimentação asfáltica atende a mais de 30 cidades do interior. A infraestrutura hídrica também se fortalece, com 2.000 km de adutoras e cerca der 300 pequenas barragens.

Educação do Piauí vira modelo para o país
Mesmo tendo transformado o estado num canteiro de obras, o governador Wilson Martins diz que sua principal obra não é de cimento: é de mudança na cabeça das pessoas. E aponta a educação como o maior feito de seu governo, porque é “uma mudança que se multiplica e possibilita a transformação de fundo na realidade do Piauí”.
Ao apontar a educação como a sua obra maior, Wilson apresenta os indicadores que fizeram do ensino público piauiense um modelo para o Brasil. Foi destaque na Folha de S. Paulo e também em programa da GloboNews. Não é para menos. O PISA, indicador internacional de desempenho, mostra que o Piauí foi quem mais evoluiu: saltou de 21° para 11° entre os estados brasileiros. O PISA confirma outros indicadores, como o IDEB, onde o Piauí foi um dos dois melhores; ou a luta contra o analfabetismo, em que o estado teve o melhor resultado. Nessa transformação, a escola de tempo integral é a grande estrela. Para completar, um programa de intercâmbio está enviando para temporada no exterior, 120 alunos da rede estadual de ensino.

Um dos melhores dos últimos 50 anos
É possível e legítimo comparar governos de épocas distintas e desafios específicos? Categoricamente afirmo: Sempre é possível comparar os resultados conseguidos por diferentes governos, ainda que estes estejam em tempos e circunstâncias bem distintos.
Acrescento que o desempenho - se melhor ou pior - pode até ser explicado em função dessas circunstâncias. Mas o resultado em si pode e deve ser comprado, até mesmo para que se analise o tamanho de cada governo. Não tenho dúvidas de que os números de Wilson Martins o colocam como um dos melhores dos últimos 50 anos.
O que diferencia o atual governo dos antecessores é um novo modelo de gestão, em que o planejamento e monitoramento acompanham as ações. O planejamento deixa um legado para os futuros governos, pois um governante não pode olhar apenas para o período de seu mandato. Wilson deixará um planejamento para os próximos 40 anos. Além disso, o governador que assumir em 2015 terá obras em andamento com recursos assegurados.
Wilson apostou na infraestrutura (estradas, mobilidade urbana) e no social (educação, acesso à saúde, inclusão produtiva). Para completar, está fazendo importantes obras tanto no interior como na capital. Em Teresina, tem muito mais obras que governos mais longevos. E isso é comparável, sim. Dai, pode comparar: Wilson estará muito bem na fita. E o Piauí também, como mostram as muitas avaliações na educação que colocam o Piauí como o estado que mais evoluiu nos últimos três anos.

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