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Programa "Voo Direto" - 05/02/2012 às 06:10h

Governo vai destinar R$ 8 milhões a cidades brasileiras com potencial turístico

Meta é reduzir saldo negativo entre gastos de brasileiros fora e de estrangeiros aqui

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O governo quer atrair mais turistas estrangeiros e reduzir, com isso, a enorme diferença entre o montante que os brasileiros estão gastando lá fora e o dinheiro deixado aqui pelos visitantes internacionais. 

Para isso, a Embratur, autarquia estatal que promove o turismo brasileiro, vai colocar R$ 8 milhões em um programa-piloto para divulgar novos destinos turísticos do país. 

A ideia do programa "Voo Direto" é fazer com que os Estados fechem parcerias com operadoras de turismo para garantir voos fretados para as cidades onde pretendem explorar o potencial turístico.

Segundo o presidente da Embratur, Flavio Dino, os Estados interessados em aderir ao programa deverão entregar um plano promocional, que será avaliado e pontuado.

A proposta que tiver mais pontos vai abocanhar um volume maior de recursos para promover no exterior a localidade escolhida. Um dos critérios a serem avaliados é a ociosidade do aeroporto local: quanto maior for, mais pontos ganha.

O Estado deverá ainda firmar parceria com uma operadora de turismo para garantir frequência de voos. Para baratear os preços, a operadora terá de assumir o compromisso de oferecer voos durante a baixa temporada.

No próximo dia 10, a Embratur vai lançar um edital com as regras de seleção. As propostas deverão ser entregues até o dia 12 de março. Com isso, a expectativa é de que as atividades de promoção sejam iniciadas a partir de maio.

Os gastos de brasileiros no exterior dispararam nos últimos anos. Em 2011, os turistas pagaram US$ 21,1 bilhões (R$ 36,2 bilhões) em despesas e compras em outros países, um crescimento de 29% em relação a 2010, ano em que os gastos já haviam crescido 51%. 

Enquanto isso, os turistas estrangeiros deixaram pouco mais de US$ 6,7 bilhões (R$ 11,5 bilhões) no Brasil, o que provocou um déficit de quase US$ 15 bilhões (R$ 25,7 bilhões) nessa conta no ano passado.

Para o presidente da Embratur, boa parte do saldo negativo das viagens internacionais é justificada pela taxa de câmbio.

Na avaliação de Flavio Dino, é preciso criar medidas que incentivem a entrada de estrangeiros no país, em vez de torcer pela desvalorização do real em relação ao dólar para que os brasileiros deixem de viajar para fora.

- Não dá para imaginar que todos os problemas vão se resolver com uma depreciação cambial.  


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Fonte: Com informações do R7
Edição: Jhone Sousa
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