Política brasileira · 10/09/2017 - 11h07

Teoria da Conspiração – quem quiser que não acredite, para mim os EUA estão por trás de tudo


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Antes do golpe de 1964 acontecer, alguns analistas advertiam sobre interesses americanos nos destinos do Brasil. Eram tratado com desdém, chamados de malucos. Com o passar dos tempos, a história mostrou quem tinha razão.

Vivemos em 2016 um novo golpe no país. Novamente alguns analistas mostram a interferência direta dos EUA na política brasileira, mas como em 1964 eles não são levados a sério.

Eu acredito neles!

E reproduzo hoje dois artigos nesta linha. Um de Ricardo Cappelli que é Secretário Chefe da Representação Institucional do Governo do Maranhão no DF, e outro do jornalista Florestan Fernandes

Cuidado com as nuvens! É preciso entender momento crítico da guerra em curso no Brasil

Por Ricardo Cappelli

Por que Janot apostou sua carreira numa absurda “imunidade total” para um gângster como Joesley?

O fato da JBS ser a segunda anunciante da Globo é mera coincidência?

Por que Janot, seguindo a linha revelada pelo áudio de um criminoso cheirando cocaína, agiu na tentativa de desmoralizar o Supremo?

Se iria entregar os áudios sob sigilo ao STF, por que antecipar detalhes contra o Supremo em coletiva à imprensa?

Medo de Raquel Dodge apurar que seu ex-braço direito, que foi trabalhar para JBS, envolveu a PGR numa “trapalhada-conspiração” contra o Estado Brasileiro a serviço de interesses espúrios?

Por que no dia seguinte a sua maior derrota Janot, em sintonia com a Globo, apresenta uma covarde denúncia contra Dilma e Lula?

A PF descobriu as malas de dinheiro de Geddel somente ontem? Meras coincidências??

E a capa CANALHA do Globo associando de forma subliminar as malas de Geddel à Lula e Dilma?

E porque Gilmar chamou Janot de delinquente???

E por que o Estadão em editorial pede a cabeça de Janot?

E o dinheiro supostamente recebido pela mulher de Moro de um doleiro enrolado até o pescoço?

O simulacro de combate à corrupção por supostos arautos da moralidade esconde um jogo muito mais profundo e pesado que venho denunciando há tempos. O objetivo é a desconstrução da nação, a falência de nossas instituições e de nossa soberania para que os “Abutres” assumam a direção. Recentemente, o renomado, experiente e equilibrado ex-chanceler Celso Amorim afirmou: “Quem quiser, que acredite em coincidências. Eu só acredito em teoria da conspiração!”

Quem assistiu a coletiva do atual PGR na segunda feira viu ali um homem desequilibrado emocionalmente e acuado. Mais tarde, ele mesmo afirmou “agir por medo de decepcionar”. Janot apostou tudo numa aventura com um quadrilheiro de quinta. Com um áudio pego por uma colega de MP revelando a farsa, ficou encurralado. Tem Raquel Dodge no seu “cangote”. Circulam boatos que Marcelo Miller não teria agido sozinho e que Raquel seria implacável na apuração. Acuado, o que fez Janot? Tratou de mexer no xadrez lançando uma inaceitável suspeição sobre o STF a partir do áudio de um quadrilheiro protegido por ele. A reação foi imediata, com Gilmar chamando Janot de “delinquente”. Em risco na PGR e rompido com o STF, o que faz Janot? O de sempre, tiro diversionista na esquerda com apoio da Globo. “Me salvem pelo amor de Deus”, e tome denúncia contra Lula e Dilma. Quer mais nuvem de fumaça? Surge uma mala de 50 milhões de reais de um corrupto famoso e conhecido. Nada mal, fumaça a vontade para desviar o foco do atual PGR. Descoberta só ontem? Haja coincidência.

A “Aliança do Coliseu”, formada pela Globo com setores antinacionais da burocracia estatal, tem no centro a liquidação da política e do Estado Brasileiro. Querem um país de joelhos, governado por uma tecnocracia financeira submissa a interesses internacionais sem qualquer possibilidade de reação, resistência ou mediação pela política. Teoria louca da conspiração??? Adivinhem quem era o encarregado no MPF Brasileiro pelos acordos de cooperação com o MP dos EUA??? Acertou quem disse MARCELO MILLER. Coincidências? Estou com Celso Amorim. Se trata de defender Temer? Óbvio que não. É inegável que Temer sai fortalecido do episódio, e já começou a mover tropas. O editorial do Estadão pedindo a cabeça de Janot é movimento explícito do Planalto.

Enquanto vociferava absurdos como um bufão, Joesley foi explícito: “A Odebrecht matou o legislativo. Nós vamos acabar com o executivo e com o judiciário.” Logo depois é defendido pela Globo e recebe imunidade total de Janot. Coincidências? Estou com Celso Amorim.

A hora é de defender a política e o Estado Brasileiro. Exigir que Joesley e sua quadrilha paguem por todos os seus crimes. Desnudar a farsa comandada pela Aliança do Coliseu contra o Estado Nacional. Exigir apuração rigorosa das relações do doleiro com a família Moro. Exigir apuração rigorosa e independente de tudo que ocorreu na PGR sob a tutela de Marcelo Miller. Que acordos foram firmados com os EUA? Que informações repassadas?? A “Aliança piscou”. A hora é de, mesmo com alianças táticas que pareçam esdrúxulas, avançar sobre o inimigo real do momento. Quem quer prender Lula? A Aliança ou Temer? Geddel e a nova denúncia contra Lula são apenas fumaça. Não podemos errar ou nos dispersar no alvo. Abriram um flanco. Não é hora de desperdiçar munição. Está em jogo o futuro da Política, da Nação e do Estado Brasileiro.

 

Ligando os pontos

Por Florestan Fernandes

Em 2007 a Petrobras descobre campos enormes de petróleo em águas ultra-profundas do nosso litoral. Uma reserva de mais de 80 bilhões de barris de petróleo. Um ano depois, em janeiro de 2008 foram roubados 4 laptops e 2 HDS com informações sigilosas da bacia de Santos. Dados de 30 anos de pesquisas da Petrobras no valor estimado de 2 bilhões de dólares. Em 30 de outubro de 2009, o WikiLeaks uma organização transnacional com sede na Suécia publica em sua página informações “vazadas” de governos e empresas assuntos estratégicos de interesse público. No documento, o nome do juiz Sérgio Moro é citado como participante de uma conferência promovida pelo programa Bridges Project (“Projeto Pontes”), vinculado ao Departamento de Estado Norte-Americano, cujo objetivo era “consolidar o treinamento bilateral [entre Estados Unidos e Brasil] para aplicação da lei”.Em 2013, uma semana após notícias de que a presidente do Brasil, Dilma Rousseff foi espionada pela CIA, o ex-consultor da agência de inteligência americana Edward Snowden indicou que os EUA espionavam também a Petrobras. Em junho de 2013 a “Operação Lava Jato” tem início com o monitoramento das conversas de doleiros no Paraná. Em março de 2014 é deflagrada a primeira fase ofensiva da operação que iria derrubar a presidente da República, paralisar a Petrobras, a economia do país e, sucatear os estaleiros responsáveis pela construção de plataformas e as fabricas de sondas de perfuração. Tudo com a cobertura massificante dos nossos meios de comunicação.Lá se vão 4 anos de uma lavagem que levou para o ralo, milhões de empregos, milhares de empresas públicas e privadas e quase todos os avanços sociais e econômicos. O "novo" velho governo já extingui uma reserva ambiental em território de quase quatro milhões de hectares para atividades privadas de mineração. Anunciou a venda da gigante de energia elétrica Eletrobras, da Casa da Moeda e pasmem, vai oferecer ao mercado em leilões que pretende realizar a partir de 2018 campos de óleo e gás da Petrobrás. Ao todo, 21 áreas, com descobertas de petróleo e gás serão liberadas para petroleiras internacionais. Parte destes poços estão localizados nas três bacias produtoras mais nobres da empresa brasileira - Campos, Santos e Espírito Santo. Nesta quarta-feira 6, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou em seu depoimento ao juiz Sergio Moro que a descoberta do pré-sal fez mal para o Brasil. Como o pre sal, responsável por mais da metade da produção brasileira poderia fazer mal ao país? A afirmação é um claro sinal de submissão aos interesses estratégicos das forças que patrocinam a venda da empresa brasileira. Para que o Brasil permaneça de joelhos é necessário agora impedir a chegada ao poder de grupos desenvolvimentistas comprometidos com a defesa das nossas riquezas. Por isso a eleição de 2018 é incerta e temerosa. Como disse está semana o ex-ministro Bresser Pereira: "O Brasil está se condenando a ser uma economia de propriedade dos países ricos. E nós seremos todos empregados".

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