Outubro Rosa · 29/10/2015 às 15h51 | Última atualização em 29/10/2015 às 15h52

Ações importantes marcam o Outubro Rosa no Congresso Nacional

Ações importantes marcam o Outubro Rosa no Congresso Nacional


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A deputada federal Iracema Portella (PP-PI) destacou que, na programação do Outubro Rosa deste ano, no Congresso Nacional, várias atividades importantes foram realizadas. Entre elas uma audiência pública, promovida pela Comissão Especial de Combate à Violência contra a Mulher, no último dia 27 de outubro, sobre Prevenção, Cura e Reconstrução Mamária.

Diversos especialistas falaram sobre o tema durante a reunião, esclarecendo pontos fundamentais sobre o câncer de mama. Com experiência profissional de 30 anos, a mastologista Maria Aparecida Pereira disse que o exame de mamografia é a melhor maneira para detectar precocemente o câncer de mama, que apresenta vários fatores de risco, entre eles o consumo regular de álcool e fumo, a obesidade, a herança genética e a exposição a radiações.

De acordo com a médica, em 2014, houve no Brasil 57.129 novos casos da doença, com o registro de 14.388 óbitos. O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres. “A gente só consegue a cura com o diagnóstico precoce. Precisamos lutar para que todas as mulheres tenham direito de fazer a mamografia”, destacou.

A oncologista Luci Ishii, presidente da Associação Brasiliense de Apoio ao Paciente com Câncer, que realiza mutirões preventivos em áreas carentes, acha que é necessário investir mais em esclarecimentos sobre a doença.

“A falta de conhecimento gera o medo e impede o tratamento da doença. Precisamos falar mais sobre o câncer de mama, temos que começar isso cedo, desde a idade escolar. Devemos colocar o tema de tal forma que a paciente em idade de risco não tenha medo de procurar o médico e se cuidar”, ressaltou. “Quanto mais cedo o câncer for detectado, menos sofrido e menos oneroso será o tratamento. E as chances de controle aumentam”, completou Luci.

O cirurgião plástico Marcelo Sampaio, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, falou sobre a importância de as mulheres brasileiras terem acesso à operação de reconstrução mamária. Ele afirmou que esse procedimento ajuda na cura, pois fortalece a autoestima das vítimas. Infelizmente, sublinhou o médico, apenas 10% das brasileiras com câncer de mama têm a chance de fazer essa cirurgia. “Deve existir um esforço coletivo para garantir esse direito”, disse o especialista.

Para a deputada Iracema, a audiência pública reforçou a necessidade de investimentos voltados para prevenção e detecção precoce do câncer de mama. Segunda ela, é fundamental continuar a luta pelo acesso à mamografia, que é o principal método para diagnosticar esse tipo de tumor.

“E precisamos também, sempre, incentivar hábitos saudáveis entre as mulheres, como a prática regular de atividade física, alimentação adequada, combate ao sobrepeso e à obesidade, não fumar e consumir álcool com moderação. Essas são atitudes preventivas que devem fazer parte da rotina das brasileiras”, finalizou a deputada piauiense.