Já são mais de 400 pessoas que estão em tratamento por utilização de medicamentos adulterados, na província de Punjab, no Paquistão. É do conhecimento das autoridades do País que cerca de 100 pessoas foram a óbito, podendo este número vir a ser bem maior.
Cerca de quarenta mil pessoas receberam o medicamento no Instituto de Cardiologia de Punjab, desde o dia 15 de dezembro. O problema está restrito aos medicamentos distribuídos neste hospital.
O problema já dura a três semanas e, quando surgiu, foi confundido com um surto de dengue hemorrágica, por possui alguns sintomas parecido com o da dengue, o que levou as autoridades a retardar a determinação real do problema.
Os pacientes, todos com problemas cardio-vasculares, receberam o medicamento gratuitamente, através de um programa estatal. A imprensa aponta a baixa qualidade dos remédios como causa das mortes, mas as autoridades ainda não deram uma versão oficial sobre a situação dos pacientes. Amostras do medicamento foram enviadas a Londres e Paris para investigação.
A polícia prendeu os proprietários de três indústrias farmacêuticas locais, responsáveis pela fabricação dos remédios.
Órgãos internacionais de saúde vem alertando os governos de todo o mundo, sobre a falsificação e a falta de controle sobre a vanda de medicamentos. Estima-se que em alguns países africanos, o percentual de medicamentos adulterados chegue a 50% e em países da América Latina este percentual chegue a 30%.
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