Como havíamos colocado na matéria anterior, os fitoterápicos não melhores nem piores que os medicamentos sintetizados quimicamente, são iguais.
Porém, ao contrário do pensamento popular, para o uso racional de fitoterápicos no estado bruto (em forma de extratos, tinturas ou chás) apresenta um “grau de dificuldade” muito maior do que um medicamento sintetizado quimicamente, ou quando o principio ativo é isolado.
Quando o principio ativo de um fitoterápico é isolado e o medicamento é produzido apenas com esta fração do extrato bruto, torna-se possível de se estabelecer as quantidades exata que apresente um resultado eficaz e conhecer a dose tóxica do produto.
No uso de um chá, por exemplo, fica praticamente impossível se estabelecer a quantidade de principio ativo extraída, pois há muitas variáveis, como o local de coleta da planta,o horário da coleta, o tempo que a planta é submetida ao contato com a água quente, o tamanho das partes utilizadas etc.
Pelo motivo destas dificuldades, somente plantas com baixo potencial tóxico, devem ser utilizadas como fitoterápicos em estado bruto, mas mesmo assim, algumas ainda apresentam muitas contra indicações, como veremos na próxima matéria.