2011-12-05 06:35:00

Anti-inflamatórios e analgésicos podem interferir com tratamento da diabetes e hipertensão

O uso indiscriminado de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios está relacionado ao aumento de gastrite e úlceras e em alguns casos pode ser associado também a lesões nos rins.

Porém, o maior problema relacionado ao uso de anti-inflamatórios sem conhecimento ou a orientação de um farmacêutico, pode está no risco de interações com outros medicamentos em uso.

Já alertamos as autoridades sanitárias sobre um previsível aumento de reações adversas a medicamentos, que é muito provável já esteja ocorrendo.

Um dos fatores que pode levar a este aumento foi o maior controle da venda de antibióticos, o que fez que muitos usuários de medicamento que antes apelavam para o uso de antibióticos ao sentir qualquer dor de garganta, passassem a se auto medicar com anti-inflamatórios.

Um outro fator importante é grande números de pessoas que necessitam manter o controle da pressão arterial (os hipertenso) e os níveis de glicose sanguínea (os diabéticos) com o uso de medicamentos, pois os anti-inflamatórios diminuem os efeitos destes.

A maioria dos antiinflamatórios e analgésicos interferem com os anti-hipertensivos e com os medicamentos para o tratamento da diabetes, causando uma diminuição da eficácia destes tratamentos e problemas relacionados a redução desta eficácia que pode ocasionar em um aumento do número de morbidades características da falha destes tratamentos.

A maioria das infecções de garganta são virais e auto-limitadas, ou seja, duram um curto período de tempo e curam sem necessidade de medicamentos, não necessitando do uso de antibióticos ou de antiinflamatórios. Para se ter uma idéia, há estudos que apontam que 9 em cada 10 vezes que as crianças têm infecção de garganta, a mesma é de origem viral. Em muitos casos, o uso de partilhas e tratamentos caseiros podem o trazer alívio esperado.

Não se automedique, procure informações com o seu médico ou farmacêutico antes do uso de qualquer medicamento, pois as reações adversas de um medicamento podem ser mais prejudiciais que a doença

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