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Farra das Bolsas · 08/09/2017 às 17h19 | Última atualização em 08/09/2017 às 17h47

UESPI: militante petista e mulher do coordenador do Parfor recebem bolsa

Ambas não atenderiam aos critérios para serem beneficiadas. Cerca de 1.000 pessoas estariam nessa situação


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Por Rômulo Rocha – De Brasília

 

Uma gama de informações entregues ao Ministério Público Federal e que foram encaminhadas à Polícia Federal para serem apuradas -, diante dos supostos indícios, se há crime na distribuição de benefícios na Universidade Estadual do Piauí (UESPI) -, denotariam uma série de irregularidades em bolsas do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR), cujos recursos para custeio são oriundos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Uma das beneficiadas é Carla Cibele Alves, esposa do Coordenador-Geral do PARFOR, Marivaldo Mendes de Oliveira. Ela recebeu R$ 6.600,00 em seis parcelas de R$ 1.100,00. Mas em seu currículo na Plataforma Lattes, Carla ainda estaria cursando gastronomia em uma faculdade de Teresina. Só que, para receber benefícios de bolsista o docente da instituição pública teria que ter no mínimo o título de especialista e, pelo menos, um ano de docência no ensino superior.

SEM NÍVEL SUPERIOR JÁ RECEBEU ATÉ R$ 14.300,00

Outro caso é o de Maria Assunção Sousa de Aguiar, mais conhecida como Assunção Aguiar, que possuiria somente o ensino médio, conforme informações prestadas à Justiça Eleitoral nas últimas eleições.

Segundo dados do Portal da Transparência da CAPES, no entanto, ela já recebeu o total de R$ 14.300,00 em 13 parcelas de R$ 1.100,00 através de Bolsa do PARFOR.

Assunção Aguiar é suplente de vereador em Teresina pelo PT.

 

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