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Todos de olhos para o céu · 12/11/2016 às 10h27

Superlua, maior e mais brilhante, ilumina o Brasil nesta segunda

Os melhores locais para acompanhar o evento serão alguns Estados do Norte e do Nordeste


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A superlua ocorre quando o perigeu lunar – ponto da órbita em que o satélite está mais perto da Terra – coincide com a fase cheia da Lua. Nesta segunda -feira, 14 de novembro, o fenômeno ficará mais visível, um bom motivo para fazer você olhar para o céu com mais atenção entre 19h30 e 21h30.

A Lua vai estar mais próxima da Terra do que normalmente esteve em quase 70 anos. A distância média normal entre nosso planeta e o satélite é de 384.000 quilômetros. Na última superlua, em 16 de outubro deste ano, a separação chegou a 357.859 quilômetros e, na próxima segunda-feira, estará em 356.511.

“Além da distância que deixará a Lua maior, a trajetória em forma de elipse que ela percorre em torno da Terra muda de tempos em tempos, sem periodicidade, por conta de forças gravitacionais que agem sobre o satélite”, explicou Rundsthen Nader, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e astrônomo do Observatório do Valongo, da UFRJ.

Há superluas que se aproximam muito mais da Terra, como em 1948, e outras que ficam um pouco mais longe, mas a distância real é imperceptível a olho nu. Em noites com céu claro e comparada com a Lua cheia, ela pode parecer até 14% maior e 30% mais brilhante. A Lua só ficará perto do planeta, novamente, em 2034. Especialistas não confirmam se isso irá coincidir com uma outra superlua.

A recomendação dos especialistas é observar o satélite no início da noite para compará-la com prédios, casas, árvores e acidentes geográficos, como a montanha. Sem a necessidade de usar instrumentos astronômicos, os observadores poderão ver aspectos físicos da Lua. “Os observadores conseguirão distinguir alguns detalhes do relevo lunar, como dos mares da Lua [as manchas escuras na superfície do satélite]. As crateras não ficaram visíveis, embora seja possível perceber o sistema de raios da cratera Tycho”, contou Gustavo Rojas, astrônomo e físico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

Essa cratera está localizada no Polo Sul lunar e é considerada a maior cratera da Lua, que está na parte visível do satélite. Para matar a curiosidade até 14 de novembro, o aplicativo Google Earth oferece aos curiosos a opção de viajar virtualmente até a Lua, o chamado Google Moon.

Clima
De acordo com nota oficial no site do Climatempo, a previsão do tempo no anoitecer do dia 14 mostra que pode chover na região Sul, Norte e Centro-Oeste do Brasil — a Lua, então, deve aparecer entre as nuvens. Em parte do Nordeste e alguns Estados do Norte, como Amapá, o satélite deve aparecer soberano no céu limpo, sem previsão de chuva para atrapalhar o evento. Já no Sudeste e no Distrito Federal, há grandes chances de chover e de o céu estar nublado.

De qualquer maneira, lobisomens, seres humanos e amantes da ‘Lua de Cristal’, não deixem de sair de casa para admirar a deslumbrante Superlua da próxima segunda-feira.

(Com informações da VEJA.com)