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A exploração sexual - 02/02/2012 às 02:08h

Projeto Flor de Cacto combate a exploração infantil no Piauí

Os municípios atendidos serão Marcolândia, Floriano, Parnaíba, Luís Correia, União e São João

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A exploração sexual de adolescentes e o abuso de crianças é um problema que há muito vem preocupando as autoridades de todo o país. No Piauí, a situação não é diferente. Contudo, o Governo do Estado vem trabalhando para fortalecer as ações de combate ao abuso e a exploração infantil. Por meio do projeto Flor de Cacto, a Secretaria Estadual da Assistência Social e Cidadania (Sasc) vem executando ações em seis municípios piauienses, sendo eles Marcolândia, Floriano, Parnaíba, Luís Correia, União e São João da Fronteira.

De acordo com Maria da Cruz, coordenadora do projeto Flor de Cacto, os municípios foram escolhidos após a realização de uma pesquisa feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que detectou as cidades com a maior incidência de casos de exploração sexual. Através do projeto são executadas ações de sensibilização junto às comunidades, diagnóstico da rede de atendimento e do sistema de garantias de direito, além da provocação das entidades responsáveis para o cumprimento de suas obrigações junto às vítimas.

“Em cada uma das cidades escolhidas faremos um Seminário com o intuito de apresentar o diagnóstico encontrado. Feito isso, formamos uma comissão composta por 10 pessoas, as quais irão compor um plano operacional contra o abuso e a exploração infantil”, explica Maria da Cruz, acrescentando que a maior dificuldade encontrada durante a execução do projeto foi, justamente, a falta de integração dos órgãos quando do atendimento às vítimas.

Para denunciar a exploração infantil, as vítimas devem denunciar o agressor junto aos Conselhos Tutelares dos Municípios, assim como para as delegacias municipais e a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Além destes polos, as crianças e os adolescentes também podem recorrer ao Disk 100.

Perfil do agressor
Geralmente, o potencial agressor é aquela pessoa de quem menos se suspeita. Ele tem um cuidado especial pela vítima, é uma pessoa próxima e demonstra-se excessivamente preocupado com qualquer ação praticada pela criança ou adolescente. Na maioria das vezes são pessoas bem relacionadas na comunidade em que vivem e são bastante ciumentos.

Segundo Maria da Cruz, as denúncias partem, quase que exclusivamente, dos vizinhos e da própria vítima. “É muito raro acontecer da mãe da criança se pronunciar sobre o assunto, pois esta quase nunca acredita que seu filho esteja sofrendo algum tipo de violência”, revela a coordenadora do projeto Flor de Cactos ao comentar que as famílias podem observar melhor as pessoas que rodeiam seus filhos, bem como tomar cuidado com as pessoas com que eles se relacionam.
 


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Fonte: Com informações Ccom
Edição: Ellyo Teixeira
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