Policial Civil é executado com 15 tiros na Bahia
Desde o início da greve da PM, 70 carros foram roubados e os assassinatos aumentaram
Um policial civil foi executado com 15 tiros durante a onda de violência na Bahia, após a greve da Polícia Militar, que começou na terça-feira (31). Desde o início da paralisação, os número da violência cresceram.
Da 0h de sexta-feira (3) até a tarde deste sábado (4), 70 carros foram roubados, quase o dobro do que é registrado em dias normais.
Marco Prisco, líder do movimento grevista da Polícia Militar na Bahia e presidente da Aspra (Associação dos Policiais, Bombeiros e de Seus Familiares do Estado da Bahia), afirmou que quer espaço para negociação. Segundo Prisco, uma comissão foi montada após indicação do próprio Governo do Estado para tentar chegar a um acordo.
No entanto, até a tarde deste sábado a reunião ainda não tinha ocorrido. A conversa teria começado na noite de sexta-feira (3), de acordo com Prisco e adiada para este sábado.
- Estamos esperando um espaço. Já há uma comissão indicada pelo governo. [A reunião] estava marcada para às 14h, mas não sei porque ainda não aconteceu.
Com a greve dos policiais militares 55 pessoas foram mortas em uma onda de violência que atinge grande parte do Estado. Entre esta sexta-feira (3) e a madrugada deste sábado, 29 pessoas morreram. O último assassinato aconteceu no bairro Plataforma, onde um homem ainda não identificado foi morto, por volta da 0h45.
Além dos assassinatos, foram registradas também dez tentativas de homicídios, sete delas na capital baiana.
Em pronunciamento feito em rede estadual de rádio e televisão por volta das 20h desta sexta-feira, o governador da Bahia, Jacques Wagner, afirmou que a onda de violência que atinge o Estado é resultado da "ação de um pequeno grupo de policiais". Os policiais militares decretaram greve nesta terça-feira (31).
Ainda neste sábado, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso afirmou que a ação criminosa que tem ocorrido na Bahia também tem sido registrada em outros Estados e faz parte de uma "guerra" de movimentos.
- Isso faz parte de uma guerra psicológica, uma estratégia dos movimentos. As providências estão sendo tomadas, a lei e a ordem serão cumpridas.
Cardozo foi recebido pelo governador na base área da cidade. Os dois se reuniram com o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos Nardi, a secretária Nacional de Segurança Pública Regina Miki, o secretário estadual da Segurança Pública, Maurício Barbosa, o comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Alfredo Castro.
- Estamos abertos ao diálogo, mas o que não aceito é que um pequeno grupo cometa atos de desordem em alguns pontos do Estado.
Wagner afirmou que está tomando todas as providências para garantir a segurança no Estado e que 12 mandados de prisão já foram emitidos contra os suspeitos de terem organizado e participado dos tumultos.
O governador disse que entrou em contato com a presidente Dilma Rousseff, que liberou o apoio de militares. Segundo Wagner, 2.350 militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica já estão na Bahia e outros 600 deverão chegar ao Estado ainda neste sábado.
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