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Ceará lidera o ranking · 12/10/2017 - 09h50

Piauí é o sétimo estado do país mais violento para adolescentes, diz Unicef

Fortaleza (CE) tem o maior IHA, com 10,94 homicídios para cada grupo de mil adolescentes


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Um levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo das Nações Unidas (Unicef), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, aponta que o Piauí é o sétimo Estado da federação brasileira com maior risco de assassinatos de adolescentes e Teresina é a 8ª capital com risco de morte para adolescentes. 

Fortaleza (CE) tem o maior IHA, com 10,94 homicídios para cada grupo de mil adolescentes, seguida por Maceió (9,37). As cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo registraram a 19ª e a 22ª posição entre as capitais (2,71 e 2,19, respectivamente).

"O que temos visto hoje no Brasil é que a falta de oportunidades tem determinado cruelmente a vida de muitos adolescentes", defende Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil. "Enquanto o Brasil nas últimas décadas conseguiu reduzir a mortalidade infantil significativamente, o número de mortes entre os adolescentes cresceu de uma maneira alarmante. É primordial que o País valorize melhor a segunda década de vida e dê à adolescência a importância que ela merece".

CONFIRA O RELATÓRIO COMPLETO

O cálculo dos riscos relativos atesta a influência de sexo, cor, idade e meio utilizado no homicídio na probabilidade de um adolescente ser vítima de violência letal. Em 2014, os adolescentes do sexo masculino tinham um risco 13,52 vezes superior ao das adolescentes do sexo feminino, e os adolescentes negros, um risco 2,88 vezes superior ao dos brancos. O risco de ser morto por arma de fogo é 6,11 vezes maior do que por outros meios.

 

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