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Teria sido apenas 'protesto' - 03/02/2012 às 13:20h

'Nós não administramos hotel', diz secretário sobre rebelião em Picos

Uma possível rebelião teria acontecido na Penitenciária José de Deus Barros, localizada em Picos

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Uma possível rebelião teria acontecido no fim da tarde desta quinta-feira (02/02) na Penitenciária José de Deus Barros, localizada em Picos. De acordo com as informações, a rebelião teria começado às 16h e foi noticiado no twitter do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores da Secretaria de Justiça e de Segurança Pública do Estado do Piauí (Sinpoljuspi).

O Secretário Henrique Rabelo, da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos, se reuniu com a imprensa no fim da manhã desta quinta-feira para esclarecer o que realmente aconteceu.

“Na realidade não houve motim nem rebelião, houve um protesto, nós tomamos medidas, como viemos tomando desde o inicio da nossa gestão, que visam resguardar a sociedade, resguardar os detentos que estão recolhidos nessas casas penitenciárias”, disse. A medida que ele se refere foi a restrição de certos alimentos levados por familiares dos detentos, que por muitas vezes escondem drogas, armas e celulares, segundo o secretário.

“Antes de tudo nós administramos penitenciárias, não administramos hotéis, nem pousadas, nem pensões, essas penitenciárias merecem segurança, e nosso dever é dar segurança que a sociedade civil deseja, tanto no sentido de proteger os detentos, como fazer que a lei fosse cumprida, isso nos temos feito”, afirmou.

“Diminuímos e restringimos a entrada de certos alimentos, essa é uma regalia que estão tendo, já que o estado cumpre o seu papel de dar três refeições por dia para essa população carcerária, nós fazemos o nosso papel, onde temos nutricionistas, temos um cardápio que é dado semanalmente, é uma alimentação balanceada, ninguém passa fome lá, temos alimento de boa qualidade”, disse Henrique Rabelo.

Ele ainda afirma que o procedimento é legal e aplicável às demais penitenciárias do estadão e que a secretaria não vai retroceder. “Fizemos uma portaria administrativa que restringimos os alimentos, só são permitidos por semana leite, sete frutas, 500g de biscoito de água e sal, e 500g de biscoito de maisena. Nós entendemos que isso é mais que suficiente, já que recebem mais de três refeições diárias. Isso foi para facilitar a fiscalização. Vivenciamos constantemente parentes que levam celulares e drogas, e essa medida foi para impedir isso”, concluiu o secretário.

LEIA A MATÉRIA SOBRE A CONFUSÃO NA PENITENCIÁRIA


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Edição: Jhone Sousa
Repórter: Jhone Sousa
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