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100 metros quadrados de lixo - 05/02/2012 às 09:21h

Moradores transformam o dique do Poti Velho num lixão à céu aberto

Com investimentos de mais de R$ 1 milhão, foi inaugurado em 2004 e reformado em 2009

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Carroceiros e os próprios moradores jogam lixo na extensão do dique Carroceiros e os próprios moradores jogam lixo na extensão do dique

Construído para conter as enchentes e evitar desabamento das casas situadas nas regiões ribeirinhas, o dique do Poti-Velho, na zona Norte, virou um lixão a céu aberto. Dos 216 metros de extensão do dique, próximo à região da ponte que liga o bairro Poti Velho à Santa Maria da Codipi, aproximadamente 100 metros quadrados está tomado pelo lixo, grande parte jogado pelos próprios moradores.

Com investimentos de mais de R$ 1 milhão, o dique do Poti Velho foi inaugurado em 2004 e reformado em 2009, quando houve a ameaça de rompimento por conta das enchentes. Na época, o então governador Wellington Dias anunciou entre outras coisas, que o local seria destinado à criação de uma horta comunitária e à prática de esportes. A horta existe, mas o esporte está longe de ser viável, em um local onde o lixo se acumula e o risco de contrair doenças é bem presente.

Contudo, o problema do lixo não acaba no dique, em toda a extensão da avenida que vai até a recém inaugurada Ponte do Mocambinho, há pelo menos sete lixões. Muitos deles, já avançam pela avenida e dificulta a passagem dos veículos e pedestres, já que o local não tem acostamento.

Atravessando a Ponte do Mocambinho, o problema se repete. Na avenida Dr. Josué Moura Santos, na região da Santa Maria da Codipi, continua tomada pelo lixo. Lixo doméstico, restos de material de construção, animais mortos e até garrafas de cerveja podem ser encontrados espalhados nas duas margens da avenida, que liga os bairros Monte Verde ao Conjunto Nova Teresina.

Atualmente, há cinco lixões na região, mas na tentativa de barrar a prática, alguns proprietários estão cercando os terrenos e, ao invés de acabar com o problema, a medida está só provocando a mudança de lugar onde o lixo é jogado. Os locais onde havia muito lixo até novembro do ano passado, agora estão aterrados, e onde havia o verde assemelha-se a uma área de transbordo, mesmo onde há placas da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDUs) proibindo jogar lixo.

Os moradores alegam que carroceiros e os próprios vizinhos jogam lixo no local e que apesar de a Prefeitura sempre fazer a limpeza, a quantidade de lixo jogada todos os dias é insuportável. Em Teresina existem alguns pontos cadastrados e cerca de 68 mil toneladas de lixo são coletados todos os anos nas regiões que abrangem o Centro e a zona Norte da capital, provenientes apenas da capina e varrição, sem contar com o lixo doméstico.

O lixo que é jogado nos terrenos baldios e nas ruas não constitui apenas um problema ambiental, pois atinge diretamente a saúde das pessoas e contribuem bastante com o aumento dos casos de dengue na cidade.
 


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Fonte: Com informações do Diário do Povo
Edição: Yara Pinho
Leia mais: dique, poty velho, lixao
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