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Com homenagens dos filhos · 13/03/2016 às 14h00 | Última atualização em 18/03/2016 às 18h44

Festa prestigiada marca aniversário de 80 anos de Altivo Eugênio; Fotos

O encontro reúne políticos, empresários, amigos e familiares de Altivo


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Uma grande festa na cidade de Campo Maior, a 84km de Teresina, marca os 80 anos de Altivo Eugênio, pai do diretor geral do 180graus, Dr Helder Eugênio. O encontro reúne políticos, empresários, amigos e familiares de Altivo, e foi pensado como uma homenagem ao homem que deu origem a uma família de garra e empreendedorismo.

Durante a festa foram homenageados Raimundo Albuquerque, Luis Eduvirges, J. Martins, Aciclino Eugênio, Estevão Faustino, Sílvério Nunes, Maria de Jesus e Antônio Wilson. Todos fazem parte da história de vida de seu Altivo, com quem ele deseja compartilhar seu legado de sabedoria.

Entre os convidados, a vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho, o senador Ciro Nogueira e a esposa Iracema Portella, deputada federal, o presidente da OAB-PI, Chico Lucas, o prefeito de Teresina, Firmino Filho, o presidente da Assembleia Legislativa, Themísticles Filho, os deputados estaduais Fábio Xavier, Aluísio Martins, Rubem Martins, Zé Santana, Júlio Arcoverde, Georgiano Neto, Dr Hélio e Dr Pessoa. Da bancada federal estiveram presentes os deputados Paes Landim e Júlio César, além dos secretários de estado Ziza Carvalho (Meio Ambiente), Guilhermano Pires (Transporte), Daniel Oliveira (Justiça), Francisco Costa (Saúde), e o diretor do Detran-PI, Aarão Lobão.

Entre os amigos de Dr Helder, o empresário Douglas Alexandre, o jornalista e consultor Mário Rosa, o secretário de Comunicação da prefeitura de Teresina, Fernando Said, o superintendente da Receita Estadual, Antônio Luiz, o diretor-presidente da TV Clube, Segisnando Alencar, o empresário Joaquim Bezerra, o advogado Wilson Gondim, o jornalista Toni Rodrigues, entre outras personalidades da região de Campo Maior.

Nascido em Currais no dia 11 de março de 1936, Altivo Eugênio Gomes, filho de Eugênio Gomes de Almeida e de Catarina Maria de Jesus, chegou em Campo Maior ainda pequeno, quando sua família veio trabalhar na Casa Alves, do senhor Francisco Alves Cavalcante.

Em 1961 trabalhou na Junta Comercial de Teresina como escriturário. No ano seguinte, passou a exercer cargo de supervisão na extinta SUCAM, incorporada depois à atual FNS.

Desde criança conhecia Madalena Lira Gomes, com quem se casou em 1964. Do relacionamento nasceram cinco filhos: Dr Helder, Heldervan, Heldernon, Dra. Helderlene e Dr. Heldernilson, e adotaram ainda uma sexta filha, Helderlania.

Altivo sempre foi homem de poucas palavras, mas de uma firmeza convicta transmitida pelo seu característico olhar sério. Ao mesmo tempo em que trabalhava na SUCAM, Altivo empreendia com uma granja de frangos junto com a companheira, Marlene – batizada como Madalena pelo pai, e chamada Marlene pela mãe. Como em tantos outros lares, prevaleceu a vontade da mulher.

O empreendimento da família cresceu e tornou-se a base de sustentação da família que formou três doutores e quatro empresários. Na nova geração da família já contam-se nove netos.

Documentário
Produzido pela Framme, com direção de Alexandre Melo, o documentário Altivo Eugênio – 80 anos, conta um pouco da história do homem que sempre deu educação rígida para os filhos, mas que se revela um apaixonado pela vida. Como os filhos dizem, está com o coração cada dia mais ‘mole’, ‘aberto’, mas o sorriso no rosto sempre foi o mesmo.

Parte da história quem conta é o próprio Altivo Eugênio, desde o seu casamento com Dona Marlene – escondido e às pressas, sobre a construção da sua granja, o rigor da educação com os filhos, que hoje é retribuído com belas homenagens. Em nome dos netos, Helderlaine Eugênio, filha de Dr Helder, parabeniza e agradece pelos ensinamentos. Já o empresário diretor do 180graus, convida para a festa dos 50 anos de casamento de seu Altivo e Dona Marlene.

Em seu discurso durante a solenidade, Dr. Helder Eugênio agradeceu aos convidados pela presença, e destacou a festa como uma forma de reconhecimento pelo esforço do pai em educar os filhos, hoje uma família de sucesso em Campo Maior.

“Quero agradecer todos vocês que deixaram seus lares, o almoço em casa com os familiares, para vir aqui nos prestigiar. Demos o nosso melhor para recepcionar todos vocês, meu pai, minha mãe, meus irmãos e sobrinhos, nos dedicamos para fazer esta festa linda. Com a graça de Deus posso fazer essa homenagem ao meu pai e minha mãe, pela dedicação que tiveram com nossa educação. O que hoje, 50 anos depois, parece simples, há 40 anos era muito difícil para ele nos dar educação. Hoje, é muito importante não só tê-lo, mas tê-lo com saúde e muita disposição”, disse o empresário.

O prefeito Paulo Martins, cujo pai foi homenageado durante o evento, também se pronunciou durante a solenidade, parabenizando não só seu Altivo, mas aos filhos, em retribuir tudo que ganharam. “Parabéns pela gratidão em homenagear seu pai e aos seus amigos de longa data. É gratificante vez os filhos envolvidos em um evento tão bonito, para compensar tudo feito por eles”.

Já seu Altivo, ao agradecer as homenagens, ressaltou que é um homem de poucas palavras, “pouquíssimas palavras”, e direcionado às autoridades e amigos, agradeceu pela presença e aos filhos, pela “festa maravilhosa”, e por chegar aos 80 anos tão cheio de disposição.

HOMENAGEADOS

Aciclino Eugênio – 72 anos
Aciclino Eugênio Gomes é natural de Barras do Maratoan, onde nasceu no dia 9 de julho de 1947. Filho de Eugênio Gomes de Almeida e de Catarina Maria de Jesus, chegou a Campo Maior aos seis anos de idade, acompanhando o pai que veio trabalhar nos Correios.

Estudou em Campo Maior e em Teresina. Serviu o exército brasileiro no 2º Batalhão de Engenharia e Construção em 1961 e trabalhou no DNOCS em Palmeirais. Por fim, prestou serviço na CEM – Campanha de Erradicação da Malária a partir de 1963, como agente de saúde. Profissão na qual se manteve na extinta SUCAM, vindo a se aposentar após 35 anos de trabalho pela Fundação Nacional de Saúde.

Aciclino casou-se em 25 de setembro de 1971 com Maria Lúcia Vieira Gomes. Tiveram 3 filhos: Nilzana, Fábio e o primogênito Flávio, falecido em 1990 num trágico episódio de afogamento.

É filha de Nilzana a única neta de Aciclino Eugênio, Larissa Rayana.

Silvério Nunes – 82 anos
Silvério Nunes Monteiro nasceu em 21 de junho de 1933, na localidade Unha de Gato em Barras. Em 1935 mudou-se para Campo Maior no “lombo do jegue”. Veio dentro de um Jacá e o irmão no outro. Tem 54 anos de casados com Dona Maria Dalva com quem teve 4 filhos. Rosarinha, Luís Carlos, Marcelo e Assis. Estes já lhe deram onze netos e duas bisnetas

Trabalhou no comércio desde cedo. Aos 18 anos dava expediente na Mercearia de Miguel Mousinho. Antes de completar um ano na empresa, virou sócio-gerente. A partir de 1955 foi trabalhar na Mark Jacob, onde permaneceu até se aposentar em 1982. Neste mesmo ano, transferiu-se para Teresina para gerenciar uma filial da empresa. Mesmo aposentado, continuou trabalhando até 1993.

De volta a Campo Maior, foi morar em uma pequena chácara na zona rural do município, pois a sua casa da sede estava alugada. Foram tomando gosto pela vida no campo, reformaram a casa e foram ficando por lá mesmo. Hoje mantém uma ativa vida de homem do campo em sua pequena fazenda aos pés da Serra de Santo Antônio.

Desde criança é amigo de Altivo Eugênio de quem é padrinho de casamento e companheiro de Rotary Club e não nega a estima que tem pelo amigo e por toda a família Eugênio. Já são 53 anos de Lions. É o mais velho integrante e o que mais tempo de tem no clube do Campo Maior.

Apesar de toda essa vida produtiva diz não se sentir um homem realizado, pois sempre sonhou alto. Pensa em ser como Oscar Niemeyer, trabalhando e sonhando após os 100 anos. E completa “quando o ser humano se diz realizado a máquina do corpo para”.

J. Martins – 82 anos
Joaquim de Sousa Martins nasceu em 1933 no município de José de Freitas. Quando completou 10 anos, seu pai comprou uma propriedade em Barras, já próximo a Campo Maior. Na infância, trabalhava duro na roça, o que o impediu de estudar. Mesmo sem dominar as letras, alimentava o sonho de ter uma casa e construir a sua família, dando oportunidade para seus filhos estudarem.

Em 1959, virou dono de comércio ainda no interior. A atividade comercial foi que lhe propiciou o entendimento da leitura e da matemática, pois com a necessidade de gerir o estoque e as compras no “caderno” veio a obrigação de anotar e calcular.

Aos 22 anos, casou-se com Odália Soares Martins. Ela tinha 17 anos quando se uniu a J. Martins no dia 19 de outubro de 1956. Já se vão, portanto, 60 anos de casados, tendo como fruto dez filhos: Lúcia, Antonio, Aluísio, Conceição, Licindo Neto, Hilda Maria, Maria Francisca, Paulo, o prefeito, Joaquim Jr e Francisco. Este último falecido num trágico acidente, 22 anos atrás, mas que ainda emociona a família.

As novas gerações da família já contam com 25 netos e dois bisnetos.

Estévão Faustino – 77 anos
Estévão Fortes de Carvalho, o Estévão Faustino, nasceu em 15 de agosto de 1938 em Venâncio, no município de Nazaré do Piauí. É filho de José Faustino - de onde vem o nome pelo qual é conhecido – a quem acompanhava na lida da roça desde os seis anos de idade.

Além da lavoura, cuidava, também, dos animais. Lidava com bode, gado e amansava burro “brabo”. Por muito tempo, trabalhou comprando animais no Piauí para vender no estado do Ceará.

Com as economias da atividade, comprou um caminhão zero. Mudou-se para Belém do Pará onde trabalhou com transportes, chegando a multiplicar a sua frota de veículos.
Casou-se aos 18 anos com Antônia Monteiro de Carvalho em 8 de dezembro de 1956. Tiveram cinco filhos: Maria Madalena, José Faustino Neto, Antônio, Francisca e Osmarina; e criaram mais quatro: Estévão Jr, Guilherme, Charlene e Pedro Henrique. Sua esposa faleceu

Estévão Faustino herdou do pai o gosto da poesia. Sempre apreciou as rimas que vêm com fluência de sua mente criativa. Escreve tanto que, quando os escritos acumulam-se em casa, ou os joga fora ou os queima.

Um dia levou algumas rimas a um radialista motivado pela vaidade de ouvi-las recitadas no rádio. Indagou quanto custaria para o profissional lê-las no ar. O homem do microfone respondeu que não lhe cobraria nada e pediu-lhe mais, pois aquelas poesias renderiam audiência. O resultado foi que Estévão Faustino viveu seu momento de fama, procurado por vários veículos de comunicação. Até pela globo e foi entrevistado.

Albuquerque – 78 anos
Raimundo Nonato de Albuquerque nasceu na Fazenda Paraíso em São Bernardo no Maranhão em 5 de novembro de 1937. Filho de Raimundo Miguel de Albuquerque e Joaquina Portela de Albuquerque. Começou a trabalhar com telecomunicações e eletrônica em 1957, profissão que abraçou para o resto de sua vida.

Em 1962 conheceu Maria da Conceição, que viria a se tornar sua esposa no ano seguinte. Casaram-se em 28 de agosto de 1963 e tiveram onze filhos: Albuquerque Júnior, Kátia, Júlio César, Jakson Lélio, Joaquim, Maria Do Socorro. Veio para Campo Maior em dezembro de 1982 para montar a primeira emissora de rádio da cidade, a Heróis do Jenipapo.

Tornou-se um empreendedor de sucesso com um negócio de venda de antenas parabólicas popularizando a tecnologia pelo interior do Piauí, a Hot Sat. A empresa cresceu mas ganhou novo impulso sob a administração do filho mais velho, Albuquerque Júnior. Com um mix diversificado, fabrica e importa equipamentos eletrônicos variados e climatizadores.

Luiz Eduvirgem – 86 anos
Luiz José Ribamar Osório nasceu em 16 de novembro de 1929, na localidade Matinhos de Campo Maior onde se criou, casou e criou os seus 14 filhos. O conhecido nome Luiz Eduvirgem deve a sua esposa, Francisca Eduvirgem de Sousa Lopes, com quem casou e teve 14 filhos.

Homem de luta, construiu uma grande história de defesa dos direitos dos trabalhadores rurais de sua terra a frente de sindicatos e com forte atuação política apoiada na própria vivência de homem do campo. Luiz Eduvirgem sempre trabalhou, e ainda trabalha, na roça. Sentado em seu banquinho, não se furta da lida diária no cabo da enxada mesmo aos 86 anos.

Na década de 80, escreveu seu nome na história do Brasil tornando-se membro-fundador de duas das instituições mais emblemáticas na luta pelos direitos dos trabalhadores: a CUT e o PT. Mais tarde, fundaria também no Piauí essas duas entidades da qual se tornou sinônimo em Campo Maior. É citado nos discursos do Presidente Lula toda vez que vem a esta terra e é amigo pessoal do Governador Wellington Dias.