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Foram denunciados em Juizado · 20/03/2017 às 22h00 | Última atualização em 23/03/2017 às 16h32

Ex-funcionários terão que provar na justiça acusações contra Dr Helder

Grupo teria se juntado para acusar o empresário de vários crimes, no entanto não provaram nenhum


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Seis ex-funcionários do portal 180graus vão ter que provar na justiça acusações feitas contra o diretor geral da empresa, Dr Helder Eugênio, em depoimento ao Ministério Público do Trabalho, através de um inquérito que originou uma Ação Civil Pública. O grupo é querelado em queixa-crime por calúnia e difamação por fazerem acusações sem apresentarem provas, a maioria baseada em situações que ‘ouviram’ falar.

A queixa-crime foi apresentada em Juizado Especial Cível e Criminal, mas o juiz declinou da competência e o processo foi encaminhado para a Justiça Federal. Porém, foi decretado que seria de responsabilidade da justiça no estado, fato que ocasionou um conflito de competência decidido pelo Superior Tribunal de Justiça. As audiências serão realizadas novamente pelo Juizado Especial, após decisão do STJ, que confirmou a competência do juizado para processar e julgar os casos.

Andreia Sousa, Kerollayne Oliveira, Maiara Nogueira, Nathalia Carvalho, Railson Alves e Rayane Chaves fizeram declarações ao MPT, em fase inquisitória, onde o Dr Helder Eugênio não pode exercer qualquer direito de defesa. Estas mesmas declarações foram vazadas para vários portais de notícias do Piauí, quando o inquérito estava sob sigilo, demonstrando que existe um jogo de interesses muito maior pairando sobre esse caso.

Confira a seguir as declarações dos ex-funcionários:

ANDREIA SOUSA
"Que sabe de um caso de uma empregada que ganhou um carro da empresa e que até hoje o Sr. Helder ameaça de quebrar o carro; que o Sr. Helder somente não tomou o carro porque já estava no nome da empregada; que a empregada é a sra. Jéssica Lages”, disse.

Ela imputou ao Dr Helder Eugênio o crime de ameaça e chegou a afirmar que "tem conhecimento de assédio sexual por parte do Sr. Helder, e que pessoalmente não sofreu", sendo o crime suscitado tipificado no artigo 216-A do Código Penal.

Todavia, quem acaba por incorrer em infração penal é Andreia, porque caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime, além de difamação, causa um fato ofensivo à sua reputação.

KEROLLAYNE OLIVEIRA
Seguiu a mesma linha de acusação e chegou a afirmar que foi obrigada a comentar no perfil no Facebook de uma ex-funcionária sobre o caso que esta outra teria tido com o deputado estadual Marden Menezes em uma postagem contra a empresa, como forma de chantagem, além de outras ameaças.

MAIARA NOGUEIRA
Disse em depoimento que o Dr. Helder Eugênio teria dito que Kerollayne Oliveira era ‘rapariga’ do ex-governador Wilson Martins, entre outras afirmações, como de extorquir pessoas.

NATHALIA CARVALHO
Disse que durante um treinamento Dr Helder Eugênio deu-lhe um tapa no rosto e que ficou com a face ardida e avermelhada, mas a mesma não tomou nenhuma medida após a suposta agressão, apenas imputou-lhe o crime de lesão corporal apenas quando foi depor ao MPT.

RAILSON ALVES
O rapaz disse que os funcionários da empresa são coagidos a todo momento, que o Dr Helder Eugênio xinga os funcionários e faz ameaças. Chegou a dizer que seu advogado sofreu ameaças e por isso deixou de cuidar do seu caso, fato que foi negado por ele, que à OAB afirmou que se afastou por não pagamento dos honorários. Railson ainda se aproveitou da Ação Civil Pública para entrar com uma ação trabalhista pedindo R$ 250 mil, incluindo horas extras que não trabalhou.

RAYANE CHAVES
Também disse que ouviu dizer que Dr Helder Eugênio ameaçava funcionários, que mantinha relações sexuais com funcionários e funcionárias em um quarto da empresa, mas não conseguiu provar nenhuma das afirmações, sequer dizer quem eram estes funcionários e nenhum funcionário ou ex-funcionário fez denúncia de assédio sexual.

AUDIÊNCIA ESTÁ MARCADA
A audiência dos casos está marcada para acontecer no dia 23 de março no Juizado Especial Cível e Criminal Centro 2, na rua Areolino de Abreu, 1643, no Centro de Teresina, que tem como titular o juiz Dr. Reinaldo Araújo Magalhães Dantas.