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Menino dormiu 24 horas · 21/04/2017 - 13h34

Exame em menino que ingeriu bombom pode não ser feito

Conselho Tutelar foi avisado de que Estado não tem dinheiro para mandar fazer fora do PI


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O Conselho Tutelar de Teresina lamenta que os procedimentos relacionados ao estado de saúde do garoto de 11 anos, que consumiu um bombom supostamente intoxicado dado por um estranho, estejam sendo feitos à revelia dos conselheiros. Nesta manhã de sexta-feira (21/04) o menino foi transferido para o Hospital Areolino de Abreu, e sem que o Conselho fosse informado, foi entregue aos cuidados da mãe.

Segundo a TV Cidade Verde, o menino, que estava internado na UPA do Bairro Renascença, ficou agitado e agressivo durante a madrugada e decidiu-se pela transferência. Já nesta manhã recebeu alta, e deixou a unidade em um táxi, acompanhado da mãe. Tudo feito sem comunicação ao Conselho Tutelar.

Até agora, nenhuma das quatro unidades de saúde que atenderam o menino conseguiram identificar o problema que o provocou sono repentino e convulsões. E o conselheiro Djan Moreira afirmou na reportagem que até agora, amostras para realização de exame toxicológico não tenham sido coletadas. Alertou ainda que, segundo um perito do IML, o Estado não teria dinheiro para mandar o material para um laboratório fora do Piauí.
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Em entrevista ao repórter Thiago Melo, a delegada Luana Alves afirmou que a requisição para o exame já foi feita. "Nós precisamos deste resultado, é fundamental saber que tipo de substância a criança ingeriu e depois tentar identificar quem forneceu", diz. Ainda segundo ela, vários depoimentos deverão ser colhidos na investigação.

- Foto: Reprodução/TV Cidade Verde

Ligação com o jogo virtual "Baleia Azul"
Luana Alves atentou para o cuidado da sociedade em não atribuir ocorrências envolvendo crianças e adolescentes somente ao jogo, que propõe desafios de automutilação e até suicídio. "Agora tudo que acontece querem associar a este jogo, mas tem de haver cautela. Uma certeza é que paus e educadores devem orientar estas crianças a não receber alimentos e objetos de estranhos", alerta.
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Ela não descarta por completo qualquer ligação com o jogo, mas diz que no momento o que interessa é saber que substância tinha no bombom ingerido pelo menino e quem forneceu. Mencionou ainda que a conduta da mãe - que deixa o filho ir para escola sem acompanhante - não deve ser potencializada e nem negligenciada. "Temos que entender, até porque alem desta criança havia outras, e com estas informações é o Conselho Tutelar, que está acompanhando esta família", justifica.