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Participação na morte de Eliza · 08/07/2016 - 11h35

Caso Samúdio: Delegacia do Rio faz denúncia contra irmão de ex-goleiro

Inquérito complementar foi aberto para analisar a suspeita de que ele seria cúmplice do assassinato


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A DEAM (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher) do Rio de Janeiro indiciou, nesta sexta-feira, Rodrigo Fernandes, irmão do goleiro Bruno Fernandes. Rodrigo foi denunciado pelos crimes de sequestro e tentativa de aborto de Eliza Samudio. Um inquérito complementar foi aberto para analisar a suspeita de que ele seria cúmplice do assassinato da ex-namorada do goleiro.

Rodrigo está preso desde setembro de 2015 no Piauí e declarou na última segunda-feira (4) que sabe onde os restos mortais de Eliza foram enterrados. Em nota, a DEAM afirma ainda que – em relação – às declarações “prestadas pelo autor à Polícia Civil do Piauí foi encaminhada cópia do termo ao Tribunal do Júri de Minas Gerais para providências cabíveis”.

ENTREVISTA POLÊMICA
Em entrevista veiculada na TV Meio Norte nesta terça-feira (05/07), Rodrigo Fernandes deixou bem claro que pretende usar a suposta informação sobre o paradeiro dos restos mortais da modelo Eliza Samúdio, morta em 2010, para garantir proteção. Ao jornalista Ieldyson Vasconcelos ele afirmou que foi o irmão, o ex-goleiro Bruno quem lhe citou na trama e não descartou a possibilidade de que algum advogado do ex-atleta possa lhe procurar na tentativa de calar a história.

Prestado há duas semanas, o depoimento de Rodrigo foi solicitado pela delegacia do Rio de Janeiro. Todas as perguntas, segundo informou a própria Delegacia Geral do Piauí, vieram prontas no conteúdo de uma carta precatória.

INFORMAÇÃO VALIOSA?
Sobre informar a suposta localização do corpo de Eliza, Rodrigo diz que não quer “passar os pés diante das mãos” e garantiu que não adianta a imprensa lhe fazer esta pergunta, já que “esse assunto interessa à justiça”.

“E relacionado o porquê estou citado, começa em junho de 2009. Na investigação encontraram três fotografias minhas, uma num sítio no dia da festa em que a Eliza estava, inclusive vários jogadores do Flamengo, quando [o time] jogou em Belo Horizonte, alguns jogadores retornaram para o Rio, e outros ficaram na festa do Branco. Acharam outra no aeroporto, no dia que ela chegou de viagem, que foram buscar ela. Acharam essa fotografia, tem que comprovar que essa fotografia é a minha, cabe ao investigador confirmar se é montagem ou não. E outra fotografia com placa do Piauí, uma Hilux, e outra com placa no Maranhão, no dia do goleiro Bruno mandou pegar ela [Eliza]”, narra sobre o irmão do ex-goleiro.

Questionado pelo jornalista Ieldyson Vasconcelos se Bruno lhe daria a missão de “dar sumiço” em Eliza, o rapaz diz que o irmão “tomou uma atitude precipitada”. “Até um menor, que ele envolveu no meio, foi o primeiro abrir a boca. A pessoa que ele menos dava a missão, terminou sabendo mais coisas”, diz, sempre no tom enigmático de algumas declarações.

Seu nome, diz Rodrigo, foi citado pelo próprio Bruno. “Foram pegar a Eliza, em 2009 na casa da Milena, onde ela estava acampada, e foi reconhecido o carro do goleiro. Ao entrar no carro ela olhou para o banco de trás e viu uma pessoa deitada, perguntou ao Bruno quem é? ‘É meu irmão’, citou meu nome, isso tudo a Milena contou que a Eliza tinha contado. Pegaram, levaram para o apartamento do Bruno, e tentaram botar ela pra abortar a criança. Ela tinha topado fazer o abordo numa sexta. Deram remédio, quando acordaram ela, botaram num carro de placa do Piauí. Eu estava no Rio, naquela época. Poucos dias depois que a Eliza desapareceu, poucos dias, tinha chegado no Piauí já tava com documentação de trabalho há mais de 2 anos (...) Agora, vamos supor que chegue um advogado que peça pra ‘marcar’ com o Bruno?”, diz sugerindo a possibilidade de que tentem um acordo com ele para “combinar” alguma história.


Fonte: Com informações do Uol