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Investigação inédita no Piauí · 14/11/2013 - 17h01

CASO JULIA REBECA: Polícia investiga se é bullying virtual

APÓS VÍDEO DE SEXO NO 'WHATSAPP', inquérito revelará quem vazou e quem fez chacota


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Após toda a repercussão a respeito do caso que deixou a população da cidade de Parnaíba, Norte do estado, comovida, divulgada pelo 180graus na manhã desta quinta-feira (14/11), e que ganhou inclusive repercussão nacional, a Polícia Civil decidiu investigar a morte da adolescente Julia Rebeca, estudante de 17 anos.

Encontrada morta no domingo passado, dia 10, dentro do seu quarto, enrolada no fio da máquina de fazer 'chapinha' no cabelo, Julia Rebeca se matou deixando um recado à mãe pelas redes sociais Twitter, Instagram e Facebook. Tudo seria motivado pelo vazamento de um vídeo, através do WhatsApp, em que ela aparece em cenas de sexo com um rapaz e com outra adolescente.

"Eu te amo, desculpa eu não ser a filha perfeita mas eu tentei... Desculpa, desculpa... Eu te amo muito mãezinha... Desculpa, desculpa...!! Guarda esse dia 10.11.13", escreveu ela em uma foto em que aparece abraçada à mãe. O vídeo não foi publicado em nenhum veículo de comunicação, no entanto chegou rapidamente a muita gente através, principalmente, de vários grupos de WhatsApp (aplicativo de celular para troca de mensagens instantâneas).

INVESTIGAÇÃO DE BULLYING
Por conta disso, segundo informou o delegado geral James Guerra, a Polícia resolveu entrar no que já está sendo chamado de 'Caso Julia Rebeca' para investigar o que pode ser considerado uma espécie de bullying virtual. "Já está comprovado que foi um suicídio, mas o que pretendemos apurar é o tipo de situação levou a jovem a cometer, o que enfrentou, se sofreu chacota, ameaça, qualquer tipo de situação que lhe perturbou, lhe constrangeu a ponto de cometer o suicídio", afirmou James Guerra.

COMPARTILHAR O VÍDEO É CRIME
O delegado geral espera apenas que a família, que já entrou em contato através de seus advogados, fale mais detalhes sobre o caso e sobre a situação da filha. Ainda em comoção, os familiares ainda evitam falar sobre o delicado assunto. O advogado Paulo Roberto entrou em contato com o portal e solicitou que as fotos da jovem fossem 'borradas', por conta do drama que a família tem enfrentado nos últimos dias. O caso, segundo James Guerra, deve ser levado para a Delegacia de Crimes Virtuais da Polícia Civil do Piauí. "só o fato de o vídeo estar sendo compartilhado nas redes sociais já é crime previsto no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Agora vamos saber como isso pode ter resultado nesse tipo de situação".