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A farra das Bolsas · 06/10/2017 - 13h44

“Bolsa em Família” - Benesses do Parfor e UAB  são distribuídas entre parentes na UESPI

Relação de familiares beneficiados expõe as vísceras de uma universidade patrimonialista


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Por Rômulo Rocha -  De Brasília

 

O BRASIL... BRASIL

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) parece ter regredido aos tempos do Brasil Colônia, um Brasil exacerbadamente patrimonialista. A distribuição de bolsas dos Programas Parfor e UAB expressam uma clara demonstração disso. Além desses programas, há ainda a distribuição de bolsas em um convênio firmado com a Seadprev, que almejava fazer um diagnóstico sobre a estrutura administrativa do estado do Piauí.

O entendimento é o de que na UESPI parece que funciona o programa “bolsa em família”. O 180 já expôs que Rosiane de Morais Santos e Carla Cibele Alves, esposas do reitor e coordenador geral do Parfor, respectivamente, são beneficiárias de bolsas de professor formador pelo Parfor. Mas a distribuição familiar de bolsa não para nas mulheres fortes da universidade.

O jovem Marcus Pierre de Carvalho Baptista, filho da coordenadora adjunta do Parfor, professora Elisabeth Mary de Carvalho Baptista, é outro beneficiário. O jovem, recém graduado, já recebeu bolsa de professor formador em 2016.

Figuram ainda na lista do “bolsa em família”, sem ser selecionadas em edital,  Rosangela Cordeiro Torres  e Antonia Edileuza Cordeiro Torres Lima, irmãs da senhora Rosemary Cordeiro Torres Brito, coordenador do curso de biologia do Parfor

 Alguns casos chamam ainda mais a atenção, como o da professora Roselis Ribeiro Machado, que emplacou vários nomes de familiares como beneficiários de bolsas. Ligados a ela, recebem bolsa pelo programa da Universidade Aberta do Brasil, sem participar de edital, o marido, Alexandre da Costa Machado Matos; a irmã, Elinalva Ribeiro Barbosa Almeida; e a cunhada, Ivana Mara da Costa Machado Matos. Apenas a última possuiria currículo lattes.

Nouga Cardoso, o reitor da UESPI
Nouga Cardoso, o reitor da UESPI    AsCom/Uespi

 

A BOLSA DE R$ 8 MIL

No convênio entre a Uespi e a Seadprev, a professora Roselis  recebia bolsas como coordenadora geral adjunta no valor de R$ 8.000,00, além do pagamento de R$ 25.000,00  sem qualquer comprovação de despesas, conforme aponta o relatório do Tribunal de Contas do Estado do Piauí.

Além de receber uma bolsa bem “gordinha”, outros familiares da professora Roselis também constam no relatório da Corte de Contas como bolsistas.

É o caso de seus sobrinhos Theresa Rachel da Costa, Machado Matos Carvalho e  Luis Machado Matos Neto; de sua enteada Sara Gabriele Castro Machado Matos; e de sua filha Alexandra Ribeiro Machado. 

O Convenio SEADPREV-UESPI é marcado ainda por várias outras irregularidades, como a compra de tablets superfaturados.

Como se disse, o Brasil... sendo Brasil.

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