Importancia do controle do colesterol e trigicerídeos
Os altos níveis de colesterol sanguíneo do tipo LDL acabam por ocasionar no decorrer dos anos, a formação de placas de gordura (ateromas) nas paredes das artérias, que associados a outros fatores podem levar a infartos e acidentes vascular cerebral (AVC).
Entre os fatores que levam ao aumento do colesterol estão os alimentares e os genéticos. Níveis elevado de colesterol LDL, "mal colesterol", estão relacionados a formação de ateromas, já níveis satisfatórios de HDL, "colesterol bom, estão relacionados a um efeito contrário, que é a proteção vascular.
Dietas ricas em proteínas e gorduras de origem animal, possuem grande quantidades de colesterol. Em alguns alimentos como os crustáceos, principalmente o camarão e o caranguejo, esta concentração chega a ser oito vezes mais que a carne bovina. Óleos de origem vegetal não possuem colesterol.
Os fatores genéticos, produzem a chamada hipercolesterolemia familiar, que não está relacionada a ingestão de colesterol na dieta, mas a alta produção deste pelo próprio organismo e que dependendo da gravidade, pode levar ao entupimento de artéria no adulto jovem, já na terceira ou quarta década de vida. É extremamente importante o controle permanente desta doença.
É importante a mensuração dos níveis de colesterol pelo menos uma vez por ano e em caso de alteração, seguir a risca a recomendação médica quanto a dieta e/ou ao uso de medicamentos. Geralmente níveis de colesterol até 240 mg/dL podem ser tratados apenas com uma dieta de baixa ingestão de proteínas e gorduras de origem animal.
Diversos medicamentos são utilizados nas hipercolesterolemias e nas dislipidemias, quando também esta envolvido o aumento dos triglicerídeos, porém todos necessitam de acompanhamento rigoroso pelo médico assistente, devido o risco de efeitos colaterais graves.
Recentemente, está em teste pela empresa de biotecnologia Amgen, um novo medicamentos que promete uma revolução no tratamento da hipercolesterolemia, baseado na utilização de anticorpos monoclonais, que agem diretamente na proteína responsável pela produção do HDL.
O medicamentos ainda esta em fase de teste e levará anda alguns anos até que esteja disponível para o tratamento de doentes resistentes as terapias convencionais.
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