Brasil fecha acordo para produção de medicamentos de ponta
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta terça-feira (28), um acordo de R$ 1,25 bilhão para a transferência de tecnologia em biotecnologia entre a multinacional americana Pfizer, a israelense Protalix e o Ministério da Saúde, por meio do laboratório público Biomanguinhos. Em cinco anos, o medicamento para o tratamento da doença de Gaucher, taliglucerase alfa, passará a ser produzido pelo laboratório brasileiro. O valor representa o total de compras para o tratamento dos pacientes atendidos pelo SUS (R$ 250 milhões por ano). O acordo, portanto, garante a aquisição do produto, a transferência de tecnologia e deve gerar uma economia de R$ 70 milhões aos cofres públicos no período. A Pfizer detém os direitos comerciais do produto em todo o mundo, exceto em Israel.
A produção do medicamento em território brasileiro é estratégica para o tratamento dos pacientes diagnosticados com a doença de Gaucher. Até agosto, o único medicamento com registro no Brasil e que poderia ser comprado pelo governo federal para atender a esses pacientes era a imiglucerase. Contudo, o remédio está em falta em todo o mundo desde que o único produtor mundial (a Genzyme) comunicou, em julho de 2009, a suspensão temporária da fabricação do remédio depois de contaminação de seus equipamentos por um vírus. Para isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização antecipada de compra e distribuição da taliglucerase alfa antecipadamente. A expectativa é que o registro final deve ocorrer em fevereiro, assim como em países como os Estados Unidos.
“Ao longo dos cinco anos de vigência do acordo, o Ministério da Saúde economizará R$ 70 milhões (5,6%). Estamos utilizando o poder de compra do governo federal para garantir a assistência aos pacientes, para capacitar o país em tecnologia e para gerar economia aos cofres públicos”, afirmou Reinaldo Guimarães, secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde. Segundo ele, outras negociações estão em curso com empresas americanas. Com a MSD (Merck & CO.), por exemplo, está sendo negociado a transferência de tecnologia do medicamento Raltegravir, que foi introduzido no coquetel contra aids oferecido pelo SUS, em 2009. O acordo se aproxima dos R$ 250 milhões por ano. O medicamento tem patente válida até 2019, e o processo de transferência de tecnologia deve terminar quatro anos antes, sendo, portanto, uma importante contribuição para garantir a sustentabilidade do programa DST/Aids do Brasil.
Outras três parcerias público-privadas foram anunciadas nesta terça-feira. Trata-se de medicamentos para esclerose múltipla (BetaInterferona 1ª, parceria entre Ache – Biosintética e Biomanguinhos), antiasmático (Formoterol + Budesonida, parceira entre Chemo e Farmanguinhos) e imunosupressor (Sirolimo, parceria entre a Libbs e Farmanguinhos). Todas somam R$ 350 milhões. O Ministério da Saúde articulou desde 2009 um total de 20 acordos de transferência de tecnologia, para 25 produtos, envolvendo nove laboratórios públicos e 17 privados (sete estrangeiros e dez nacionais). Além de incentivar a produção nacional, representam uma economia de R$ 250 milhões.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta terça-feira (28), um acordo de R$ 1,25 bilhão para a transferência de tecnologia em biotecnologia entre a multinacional americana Pfizer, a israelense Protalix e o Ministério da Saúde, por meio do laboratório público Biomanguinhos. Em cinco anos, o medicamento para o tratamento da doença de Gaucher, taliglucerase alfa, passará a ser produzido pelo laboratório brasileiro. O valor representa o total de compras para o tratamento dos pacientes atendidos pelo SUS (R$ 250 milhões por ano). O acordo, portanto, garante a aquisição do produto, a transferência de tecnologia e deve gerar uma economia de R$ 70 milhões (5,6%) aos cofres públicos no período. A Pfizer detém os direitos comerciais do produto em todo o mundo, exceto em Israel.
A produção do medicamento em território brasileiro é estratégica para o tratamento dos pacientes diagnosticados com a doença de Gaucher. Até agosto, o único medicamento com registro no Brasil e que poderia ser comprado pelo governo federal para atender a esses pacientes era a imiglucerase. Contudo, o remédio está em falta em todo o mundo desde que o único produtor mundial (a Genzyme) comunicou, em julho de 2009, a suspensão temporária da fabricação do remédio depois de contaminação de seus equipamentos por um vírus. Para isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização antecipada de compra e distribuição da taliglucerase alfa antecipadamente. A expectativa é que o registro final deve ocorrer em fevereiro, assim como em países como os Estados Unidos.
“Ao longo dos cinco anos de vigência do acordo, o Ministério da Saúde economizará R$ 70 milhões (5,6%). Estamos utilizando o poder de compra do governo federal para garantir a assistência aos pacientes, para capacitar o país em tecnologia e para gerar economia aos cofres públicos”, afirmou Reinaldo Guimarães, secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde. Segundo ele, outras negociações estão em curso com empresas americanas. Com a MSD (Merck & CO.), por exemplo, está sendo negociado a transferência de tecnologia do medicamento Raltegravir, que foi introduzido no coquetel contra aids oferecido pelo SUS, em 2009. O acordo se aproxima dos R$ 250 milhões por ano. O medicamento tem patente válida até 2019, e o processo de transferência de tecnologia deve terminar quatro anos antes, sendo, portanto, uma importante contribuição para garantir a sustentabilidade do programa DST/Aids do Brasil.
Outras três parcerias público-privadas foram anunciadas nesta terça-feira. Trata-se de medicamentos para esclerose múltipla (BetaInterferona 1ª, parceria entre Ache – Biosintética e Biomanguinhos), antiasmático (Formoterol + Budesonida, parceira entre Chemo e Farmanguinhos) e imunosupressor (Sirolimo, parceria entre a Libbs e Farmanguinhos). Todas somam R$ 350 milhões. O Ministério da Saúde articulou desde 2009 um total de 20 acordos de transferência de tecnologia, para 25 produtos, envolvendo nove laboratórios públicos e 17 privados (sete estrangeiros e dez nacionais). Além de incentivar a produção nacional, representam uma economia de R$ 250 milhões.
Registro do medicamento Avandia foi cancelado pela Anvisa
Na semana passada esta coluna anunciou a suspensão da comercialização do medicamento Avandia® na Europa e a restrição do seu uso nos EUA
Nesta quarta-feira (29/9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou aqui no Brasil, o registro do medicamento Avandia®, fabricado pela empresa Glaxo Smith Kline, que tem como princípio-ativo a substância rosiglitazona. A decisão foi tomada após a avaliação de estudos que demostraram que os riscos da utilização do medicamento superam seus benefícios. Também foi determinado que o laboratório produtor do medicamento faça o recolhimento do produto em todo o país.
Em análise executada, pela área de farmacovigilância da Anvisa, dos dados de segurança do medicamento Avandia® em nível mundial, foi estimado que 41,6% dos casos de óbitos notificados estavam relacionados com infarto do miocárdio, 11% insuficiência cardíaca e 47,4% de outras causas, incluindo outros problemas cardiovasculares e cerebrovasculares. Foi ainda estimada uma proporção maior do que 5 vezes mais casos de insuficiência cardíaca com uso de rosiglitazona comparado com a pioglitazona.
O Avandia é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2. Os pacientes que fazem uso deste medicamento devem procurar o seu médico para realizar a mudança necessária no tratamento. Atualmente, existem nove classes de medicamentos para este tipo de diabetes.
Entre os problemas identificados durante a avaliação do Avandia, está a alta probabilidade de ocorrência de infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, derrame e outros distúrbios cardíacos associados à utilização do produto
Existem disponíveis pelo menos nove classes terapêuticas como alternativa para
a resistência insulínica e do diabetes tipo 2, permitindo uma substituição de tratamento para os usuários da rosiglitazona por outros medicamentos com melhor perfil de segurança.
Devido a esses fatos, a Anvisa considerou que a relação benefício/risco apresenta-se desfavorável em relação ao benefício, não justificando sua mitigação, devido à alta probabilidade de ocorrência de doenças isquêmicas.
Recomendações da Anvisa aos usuários do Avandia®:
- Contatar com seu prescritor, o mais breve possível, com o intuito de proceder a
substituição do Avandia® por outro tratamento;
- Não efetuar a suspensão de uso e nem a troca do medicamento sem que antes o
precritor seja consultado;
- Relatar ao seu prescritor a suspeita de problemas cardiovasculares não antes detectados, caso existam;
- Buscar maiores esclarecimentos, se necessário, junto ao seu prescritor ou ao farmacêutico, visando uma substituição de tratamento de forma programada;
- Buscar esclarecimentos e orientações, se necessário, quanto ao recolhimento do produto ou outros esclarecimentos pertinentes junto a empresa GlaxoSmithKline Brasil ou à farmácia em que adquiriu seu produto.
Recomendações da Anvisa aos profissionais da saúde:
- Recomendar aos seus pacientes imediata substituição do Avandia® por outra alternativa terapêutica;
- Não indicar e não iniciar novos tratamentos com Avandia®;
- Notificar, por meio do Sistema eletrônico de notificações, denominado NOTIVISA, disponível na página da Anvisa, suspeitas de reações adversas cardiovasculares com o uso de Avandia®:
- Buscar esclarecimentos e orientações, se necessário, quanto ao recolhimento do produto ou outros esclarecimentos pertinentes, junto a empresa GlaxoSmithKline Brasil.
A Anvisa reforça a necessidade da promoção do uso seguro e racional de medicamentos e solicita aos profissionais de saúde que notifiquem especialmente as suspeita de reações adversas graves a qualquer medicamento pelo sistema NOTIVISA disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm.
Anvisa suspende nove medicamentos
No Diário Oficial desta quarta-feira (22), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nove medidas suspensivas de produtos em situação irregular. As suspensões são validas para todo o país. Confira abaixo a tabela.
Produto: Lectrum (Acetato de Leuprorrelina) 3,7 mg e 7.5 mg pó liofilizado injetável,
Suspensão da distribuição, comércio e uso de todos os lotes produzidos até dezembro de 2009 produzido pelo Laboratório Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica. O recolhimento é voluntário e implementado pela empresa em face da comprovação de lotes com resultados insatisfatório no teste de uniformidade de conteúdo.
Produto: Albendazol 40 mg/ml Suspensão Oral Genérico . Suspensão da distribuição, comércio e uso do Lote nº 0790063, fab. 02/2010, validade 02/2012, produzido pelo Labortório Teuto Brasileiro por apresentou resultado insatisfatório no ensaio de "Contagem Total de Bactérias Aeróbias.
Produto: Lupron Depot
Suspensão da importação. Importado pela empresa Abbott Laboratórios do Brasil, fabricado pela empresa Takeda Pharmaceutical (Japão), por não atender às exigências regulamentares da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Produto: Ampicilina Sódica + Sulbactam Sódico. Suspensão da importação. Importado pela empresa Antibióticos do Brasil (Cosmópolis/SP), fabricado pela empresa Aurobindo Pharma. (Índia) por não atender às exigências regulamentares da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Produto: Sel – soy Isoflavona de soja. Suspensão da fabricação, distribuição, comércio e uso. Selachii Ind. Com. Imp. Exp (Fortaleza/CE) Por não possui registro na Anvisa.
Produto: Zoldan (Albendazol 400mg), comprimidos.
Suspensão da distribuição, comércio e uso. Lote 13076 (fabr. 02/2009 e val. 02/2012). Produzido pela Vitapan Indústria Farmacêutica, por apresentar desvio de qualidade
Produto: Vacina Haemophilus Influenza B conjugada (Hib) Suspensão da importação. Lote nº 101VZA001Z fabricado em 01/2010 e valido até 01/2012 do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – Fundação Oswaldo Cruz - Bio-Manguinhos .O recolhimento voluntário implementado pela empresa em virtude de verificação de mistura do material de embalagem durante a produção, acarretando a utilização de rótulos diferentes.
Produtos:Oncovin® (1mg Poliof inj ct fa vd amb+dil), e Velban® (10mg po liof inj ct fa vd inc)
suspensão da fabricação, distribuição, comércio e uso. Importado pela empresa Antibióticos do Brasil (Cosmópolis/SP), fabricado pela empresa Gedeon Richter. Por não atender às exigências regulamentares da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Produtos: Fito Fumo e de qualquer outro produto sujeito à Vigilância Sanitária produzido pelo Laboratório Fitoquímico. Por não possuir registro e Autorização de Funcionamento na ANVIS
Medicamento para diabetes utilizado no Brasil é suspenso na Europa
A Agência Europeia do Medicamento (EMA, em inglês) recomendou ontem a suspensão dos medicamentos Avandia e Avandamet (rosiglitazona e rosiglitazona+metformina) utilizados no controle da diabetes tipo 2) que também são comercializados no Brasil. O motivo da suspensão foi por considerar que "os seus benefícios já não superam os seus riscos".
Já a FDA, agência que regula o medicamento nos EUA, optou por restringir a utilização da substancia rosiglitazona somente aos doentes que não conseguem controlar a patologia com outra alternativa.
Embora a recomendação da EMA ainda não tenha sido comunicada à Comissão Europeia mas o fabricante, a GlaxoSmithKline (GSK), decidiu que não comercializa mais embalagens na Europa.
Até a publicação desta matéria, não há no site da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, nenhuma assunto relacionada a suspensão deste medicamento no Brasil.
De qualquer forma, a GSK recomenda aos paciente que utilizem este medicamento a não suspenderem a medicação sem falarem com o médico assistente, para que este prescreva um medicamento substituto. A recomendação da EMA surge na sequência da acumulação de dados que indicam que o Avandia aumenta o risco de problemas cardiovasculares.
FACID realiza VII Semana Científica
A Faculdade Integral Diferencial – FACID está promovendo desde o dia 20/09 e se estenderá até o dia 25/09, a VII Semana Científica que tem como objetivo discutir coletivamente temas de interesse da sociedade e aprofundar questões técnico-científicas pertinentes à comunidade acadêmica.
No evento, ocorrem também o V Seminário de Iniciação Científica, a VI Jornada dos cursos de Enfermagem, Odontologia e Medicina, a II Jornada do curso de Farmácia, a V Jornada dos cursos de Direito e Sistema de Informação a VII Jornada dos cursos de Psicologia e Fisioterapia e o VI Encontro de Pesquisas.
No total da programação, um Simpósio, duas Conferências, dois Seminários, quatro Mesas-redondas, sete Cursos, nove Mini-cursos, dezoito Palestras e a Apresentação de Posters, todos estes, nas diversas áreas do conhecimento ministrado na FACID, tendo como principal tema “Acessibilidade e Cidadania” buscam aprofundar questões técnico-científicas pertinentes à comunidade acadêmica e discutir coletivamente temas de interesse da sociedade, buscando oferecer ao aluno uma formação cientificamente completa e humanizada.
Sindicato dos Farmacêuticos do Piauí realiza Assembleia Geral
Aconteceu em 22/09/2010, no Auditório do Curso de Farmácia da Universidade Federal do Piauí, a Assembleia Geral do Sindicato dos Farmacêuticos do Piauí, que contou com a presença de muitos farmacêuticos do Estado, em especial o que trabalham com dispensação de medicamentos a população, nas farmácias e drogarias.
Dentre as diversas proposta apresentadas, foi definido um piso salarial a ser solicitado pela categoria para uma carga horária de 30 horas semanais e a definição de condições de trabalho que possibilitem o crescimento profissional e a prestação de serviços de qualidade a população.
Com a aprovação da proposta de um piso pela categoria, se iniciarão as negociações com os sindicatos patronais, onde, por não divergir muito dos valores já pagos a categoria pelas principais farmácias da capital, não deverá ser de difícil aprovação.
Espera-se que com a aprovação de um piso salarial, muitos profissionais sejam atraídos para a prestação de serviços farmacêuticos nas farmácias e drogarias em todo o estado, o que possibilitará que os mesmos garantam a população o direito líquido e certo da assistência farmacêutica integral.
Inscrições para Mestrado em Ciências Farmacêuticas da UFPI encerram dia 08/10
A Universidade Federal do Piauí, através da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, do Centro de Ciências da Saúde e da Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, comunica a abertura das inscrições e realização de seleção para preenchimento de 16 (dezesseis) vagas para o Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (Nível: Mestrado). O curso será realizado no Campus Ministro Petrônio Portella em Teresina- Piauí.
Os interessados podem inscrever-se pessoalmente ou por procuração. As inscrições vão até o dia 08/10/2010 e podem ser realizadas na Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Petrônio Portella, no Protocolo Geral, Bloco 07 das 08:30 às 11:30 horas e 14:30 às 17:30 horas (exceto aos sábados, domingos e feriados). Também podem ser realizadas via SEDEX com data limite de postagem no mesmo período. Maiores informações também pelo fone (86) 3215-5590.
UFPI realizará especialização em Gestão da Assistência Farmacêutica
A Universidade Federal do Piauí firmou convenio com a Universidade Federal de Santa Catarina e o Ministério da Saúde, para a realização do curso de especialização a distancia em Gestão da Assistência Farmacêutica, destinado a graduados em farmácia e que certamente capacitará muitos farmacêuticos para mudar o perfil da Assistência Farmacêutica em todo o Estado do Piauí.
Os farmacêuticos interessados devem comparecer a Coordenação do curso de farmácia da UFPI e fazer a pré-matrícula até o dia 30 de setembro.
É importante a capacitação de farmacêuticos para atuarem em todo um ciclo de atividades de assistência farmacêutica nos municípios, na realização de atividades que vão do levantamento epidemiológico, passando pelo planejamento, aquisição, armazenamento, distribuição, até uma dispensação orientada ao uso racional e fármacovigilância permanente.
A Assistência Farmacêutica é um ponto primordial para a efetividade das ações de saúde e a economia de recursos. Colocamos sempre a seguinte situação para exemplificar como a ausência da Assistência Farmacêutica traz perda de recursos:
– Quando um paciente procura um médico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o sistema paga a consulta; se o médico tem dúvidas no diagnóstico, solicita exames que também serão pagos pelo Sistema; Ao retornar ao médico, haverá o pagamento de uma nova consulta que poderá gerar uma prescrição e daí podem surgir várias situações além do recebimento do medicamento o uso correto e a cura:
1- O medicamento prescrito não será recebido por falta do mesmo na farmácia, porque não houve um planejamento adequado;
2- O medicamento prescrito não será recebido porque o mesmo não está padronizado pelo município;
3- A farmácia tem o medicamento, o paciente o recebe e o utiliza da forma errada, não fazendo o efeito esperado, o que é muito grave principalmente nas infecções e doenças crônicas;
4- Ainda mais grave, o paciente recebe o medicamento e o utiliza de forma errada, causando-lhe uma intoxicação, que pode levá-lo a uma hospitalização ou até mesmo a óbito.
Para quem acha que estas quatro situações acima são incomuns, uma pesquisa realizada em 1999 em Teresina, detectou que apenas 14% dos medicamentos recebidos nas farmácias do município, seriam utilizados de forma totalmente correta.
Maiores informações poderão ser obtidas no Departamento de Farmácia do UFPI, pelo endereço eletrônico: http://unasus.ufsc.br/ e pelo e-mail farmaciaead@ccs.ufsc.br.
Farmacêuticos do Piauí ouvem propostas dos Candidatos a Governador
Os candidatos ao cargo de Governador do Piauí, foram sabatinados ontem quarta-feira, dia 15 de setembro, às 19:00 horas, no auditório do Curso de Farmácia da Universidade Federal do Piauí UFPI, por farmacêuticos, Conselheiros do Conselho Regional de Farmácia do Piauí e alunos do curso de farmácia da UFPI.
Compareceram a sabatina, os Candidatos a Governador do Piauí: Geraldo Carvalho pelo PSTU, Pastor Macedo pelo PNM, Romualdo Brasil pelo P-SOL e Teresa Brito pelo PV. Os demais candidatos, João Vicente pelo PTB, Major Avelar pelo PSL, Sílvio Mendes pelo PSDB e Wilson Martins pelo PSB, justificaram suas ausências informando que haviam viagens agendadas para a data.
Os candidatos responderam a seis perguntas, previamente formuladas pela categoria farmacêutica em geral e enviadas ao Conselho Regional de Farmácia, e cada um tinha dois minutos para a resposta. As seguintes perguntas foram realizadas aos candidatos:
A primeira pergunta, realizada pelo Dr. Ulisses Aguiar, questionava o que cada candidato, se eleito, pretende fazer para enfrentar os problemas da saúde pública, incluindo o acesso aos medicamentos e aos serviços farmacêuticos.
A segunda pergunta, Dr.ª Ayla Rosal questiona o como cada candidato, se eleito, pretende garantir o direito de cada cidadão ao acesso aos medicamentos de forma gratuita e a assistência farmacêutica integral, conforme definido em Lei.
A terceira, realizada pelo Dr. Osvaldo Bonfim, questionava se os candidatos consideravam justo que somente algumas categorias de profissionais de saúde ter salários e vantagens salariais diferenciados dos demais e se eleitos, e se enviariam projeto de Lei para a efetivação do Plano de Carreiras, cargos e Vencimentos para todas as categorias, ou pretendiam manter o tratamento desigual para as categorias de saúde do serviço público.
A quarta, Dr. Cléber Carvalho, indagou aos candidatos como, se eleitos, pretendiam levar os serviços farmacêutico para as farmácias e hospitais de municípios de menor porte, considerando que tais serviços são imprescindíveis a população.
A quinta, Dr. Alessandro Monteiro, perguntou qual a proposta dos candidatos para as pequenas e médias farmácias de Teresina e dos demais Municípios.
A sexta pergunta, Dr. Raulino Ferreira, indagou aos candidatos, que se eleitos, qual o primeiro projeto de governo que apresentariam a sociedade piauiense.
Após o final da sabatina, foi dado a cada candidato, três minutos para que fizessem as considerações finais.O debate ocorreu de forma organizada e muito tranquila.
Após a sabatina, esta coluna realizou uma enquete junto aos farmacêuticos e alunos presentes, questionando: “Qual o Candidato que para você melhor respondeu as perguntas feitas pelos colegas”.
O resultado da enquete está a seguir:
Teresa Brito: 40,91%
Geraldo Carvalho: 31,82%
Romualdo Brasil: 22,73%
Pastor Macedo: 4,54%
Esta coluna parabeniza ao Plenário do Conselho Regional de Farmácia pela promoção do debate e pela forma organizada como o mesmo ocorreu.
Cuidados que se deve ter em casos de queimaduras na pele
Nas atividades do dia a dia, estamos todos sujeitos a pequenos acidentes no ambiente doméstico, sejam cortes, queimaduras, e arranhões.
Todas estes, exigem cuidados adequados, necessitando ou não de recurso médico em função da gravidade e rápidos, de modo a minimizar a extensão dos danos e a promover uma recuperação sem marcas. Falaremos hoje sobre as queimaduras.
Seja qual a for a causa, as queimaduras estão entre os acidentes mais comuns no ambiente doméstico, e classificam-se por graus, do 1 ao 3, com gravidade crescente. As mais ligeiras são, as de 1º grau e afetam apenas a epiderme, deixando-a quente e vermelha, com sensação de calor e dor. Geralmente, saram em três a seis dias.
Já as de 2º grau são mais dolorosas porque atingem a derme, formando-se ainda bolhas com líquido, com a cicatrização a poder prolongar-se por três semanas. Quanto às de 3º grau, são as mais profundas, envolvendo destruição de tecidos e dos nervos: a pele ganha uma aparência esbranquiçada ou escura, sem dor. A recuperação é muito lenta, podendo ser necessária intervenção cirúrgica para substituição dos tecidos.
As que acontecem em casa quase sempre podem ser tratadas sem recurso à emergência médica. Com excepção das queimaduras elétricas – os chamados “choques” –, pois podem afetar áreas não visíveis.
O primeiro cuidado deve ser aliviar a dor e esfriar a pele, o que se consegue aplicando soro fisiológico ou, na sua falta, água fria corrente, durante 3 a 5 minutos. Se surgirem bolhas, utilizar o mesmo princípio, podendo aplicar-se na zona lesionada uma solução anti-séptica (sem álcool), secando levemente com uma compressa esterilizada – o algodão não deve ser usado pois pode aderir à ferida. O que também não deve ser colocado sobre a queimadura é manteiga, margarina, creme dental ou qualquer outra substancia, mas sim uma gaze absorvente, que deve ser trocada com regularidade. Não se devem furar as bolhas e se elas estourarem por si não se deve corta a pele, pois há o risco de infecção.
Nas queimaduras químicas, é também preciso lavar a pele com água corrente, exceto se o produto for em pó - é que a água pode facilitar a absorção do corrosivo, pelo que se deve limpar a ferida, removendo ao máximo os vestígios. Se houver suspeita de ingestão, deve ligar-se para o Serviço Móvel de Urgência SAMU.
Utilize medicamentos somente com a prescrição do seu médico ou em casos menos graves, com a orientação de um farmacêutico
Cuidados ao adquirir medicamentos
Como já comentamos em matéria anterior há uma preocupação mundial com a falsificação de medicamentos. Muitos países europeus, estão revendo a sua legislação com a finalidade de endurece-la para este tipo de crime tão vil, pois mesmo com todo o rigor ora aplicado, estima-se que aproximadamente 5% dos medicamentos vendidos na Alemanha possam conter algum tipo de adulteração. Em países da América Latina e da África, este valores podem chegar a 30% ou mais.
Preocupados com a gravidade do que se tem detectado, a World Health Professions Alliance WHPA (Aliança Mundial de Profissionais de Saúde) tem lança material orientativo a profissionais de saúde, para que os mesmos advertam os seus pacientes a adquirirem medicamentos em locais onde a segurança é maior e ajuda-los a identificar possíveis adulterações e medicamentos que possam estar vencidos ou de alguma forma comprometer-lhes o tratamento.
Conforme as orientações da WHPA, os profissionais de saúde devem sempre advertir seus paciente a:
Verificar se o medicamento esta devidamente lacrado e protegido do ambiente externo;
Verificar se quantidade de princípio ativo por unidade, está claramente indicado no rótulo;
Verificar se a dose está claramente indicada;
Verificar se a data de fabricação está visível na caixa e blister;
Verificar se o produto adquirido está dentro da validade;
Observar se os comprimidos e/ou cápsulas estão uniformes, livre de pó, não quebrados, rachados, furados, com cisões ou com tamanhos ou coloração diferente;
Observar se os produtos líquidos não apresentam turvações, vazamentos, precipitações entre outras anomalias.
Há uma grande preocupação também com a melhoria da embalagens dos produtos falsificados e com a dificuldade de identificação dos mesmos, de modo que a instituição orienta aos profissionais de saúde para que advirtam seus pacientes que sempre que desconfiarem de algum produto, procurarem um profissional capacitado para verificar uma possível adulteração.
Recentemente estivemos participando de um evento prático sobre identificação de medicamentos falsificados e podemos constatar a ousadia dos bandidos. Um dos aspectos mais difíceis de serem copiados são os hologramas que algumas empresas estão colocando nas caixas de seus produtos, como por exemplo os medicamentos para o tratamento da disfunção erétil, que estão entre os mais falsificados.
O usuário de medicamentos devem ficar sempre atentos e nunca comprar medicamento em estabelecimento que não seja farmácia devidamente registrada e mesmo assim, em qualquer caso de dúvida, procurar a Anvisa pelo telefone 0800 642 9782.
Prêmio Nacional de Incentivo ao Uso Racional de Medicamentos
Estarão encerrando em 15 de setembro, as inscrições para o Prêmio Nacional de Incentivo ao Uso Racional de Medicamentos. O premio foi criado em 2009 com o intuito de reconhecer o mérito de experiências e estudos voltados à promoção do uso racional de medicamentos importantes para a saúde pública e o trabalho de profissionais que buscam garantir o direito à vida.
A premiação é uma iniciativa do Comitê Nacional para a promoção do Uso Racional de Medicamentos, do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (DAF/SCTIE/MS), como forma de compartilhar o conhecimento e de incentivar a produção técnico-científica na área com aplicação no Sistema Único de Saúde (SUS).
O Concurso está dividido em seis categorias: Experiência bem sucedida de profissionais nos serviços de saúde; Tese de doutorado; Dissertação de mestrado; Monografia de especialização e/ou residência; Trabalho em nível de graduação; e Trabalho desenvolvido em: entidades/instituições; meios de comunicação; e no âmbito da cultura.
O primeiro colocado de cada categoria receberá os seguintes valores referentes exclusivamente à premiação:
CATEGORIA VALOR
a) Experiência bem sucedida de profissionais nos serviços de saúde R$ 15.000,00
b) Tese de doutorado R$ 12.000,00
c) Dissertação de mestrado R$ 10.000,00
d) Monografia de especialização e/ou residência R$ 8.000,00
e) Trabalho em nível de graduação R$ 5.000,00
f) Trabalho desenvolvido em: entidades/instituições; meios de comunicação; e no âmbito da cultura R$ 5.000,00
Aliança de Profissionais de Saúde preocupada com falsificação
Um dos destaques do Congresso Internacional da FIP, ocorrido semana passada em Lisboa, Portugal, foi a preocupação com a falsificação de medicamentos.
Durante o evento estivemos em contato com membros da World Health Professions Alliance WHPA (Aliança Mundial de Profissionais de Saúde) que representa mais de 26 milhões de profissionais de saúde em mais de 130 países, sendo uma aliança do Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN), a Federação Internacional Farmacêutica (FIP), a Confederação Mundial de Fisioterapia (WCPT) a Federação Mundial de Odontologia (FDI) e Associação Médica Mundial WMA.
A WHPA está preocupada com a proliferação de medicamentos falsificados em todo o mundo, o que coloca a saúde pública em risco, onde, por na melhor das hipóteses, fazer pouco ou nenhum efeito e na pior das hipóteses, causando sobrecarga adicional de doenças e até mesmo a morte.
Com a campanha: “Seja Consciente, Tome uma Ação”, dirigida a todos os profissionais de saúde, foi lançado um kit de ferramentas que fornecem a dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, médicos e fisioterapeutas, estratégias para defender investimentos adequados na educação e capacitação dos profissionais de saúde para detectar falsificações e seguramente informar os colegas e pacientes.
O material orienta ao profissional como comunicar-se com o usuário de medicamentos sobre este assunto, alerta sobre aquisição de medicamentos pela Internet, como está atento a possíveis falsificações quando o efeito do medicamento não é o esperado e as providencias que devem ser tomadas, conclamando ainda os profissionais de saúde a advogar em prol da saúde pública. No material, há ainda formulários para reportar as suspeitas de falsificação, cartazes para fixação em hospitais, farmácias, consultórios e ambulatórios.
Esperamos que todos os profissionais de saúde do nosso Estado tomem uma atitude e aliem-se aos órgãos que combatem a fraude de medicamentos, como a OMS, WHPA, a ANVISA, Conselhos das Profissões de Saúde, Sociedades Científicas, Ministério Público, as Polícias Judiciárias, entre outros, para limparmos da face do nosso País esta ofensa grave, vil e criminosa que coloca em risco vidas humanas e compromete a credibilidade dos sistemas de saúde.
Nosso sincero agradecimento pelas foto gentilmente cedidas pela WHPA e a Pfiser
Laboratório Clandestino de Medicamentos
UFPI forma vinte novos farmacêuticos
Formaram-se nesta quinta-feira, 02 de setembro de 2010, pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), vinte novos bacharéis de farmacia, que certamente trarão uma grande diferença na qualidade dos serviços que hoje são prestados na capital.
O farmacêutico formado pelo atual currículo, tem a possibilidade de trabalhar em mais de setenta áreas regulamentadas pelo Conselho Federal de Farmácia, dentro de três grandes áreas: a farmácia, as análises clínicas e a indústria de alimentos, sendo a farmácia uma atividade privativa deste profissional.
Tivemos a oportunidade de acompanhar parte da formação destes novos profissionais, seja quando ministramos palestras a alunos do curso de farmácia da UFPI ou em campanhas pelo uso correto de medicamentos, promovidos pelo Centro Acadêmico, ou ainda como membro da banca examinadora dos seus Trabalhos de Conclusão de Curso. Em todas estas ocasiões, pudemos perceber claramente o compromisso destes egressos em assegurar a população o direito a assistência farmacêutica de qualidade, em qualquer área das ciências farmacêuticas que venham a exercer.
Senti-me extremamente engrandecido com a homenagem de Honra ao Mérito Farmacêutico que nos foi conferida por esta turma tão prodigiosa e generosa e que certamente trará uma grande contribuição na melhora da qualidade de vida da população do Piauí.
A todos estes novos farmacêuticos o nosso muito obrigado por este grande estímulo. Na oportunidade que convido-os juntar-se a outros grandes farmacêuticos que já militam pelo engrandecimento da profissão e pela garantia a população ao direito a uma assistência farmacêutica de qualidade, como os piauienses merecem.
Divulgo abaixo o nome dos novos farmacêuticos:
Dr.ª Annalu da Silva Oliveira de Deus
Dr.ª Candida Maria de Carvalho Morais
Dr.ª Daniella Fernandes de Carvalho
Dr.ª Fernanda Ibiapina Correa
Dr. Giuliano André Silva Santos
Dr. Gustavo Henrique Coimbra de Castro
Dr.ª Jéssica Freire da Silva
Dr. Jônathas Teixeira Mota
Dr. José Ubirajara de Carvalho Sobrinho
Dr.ª Juliana Lima Nascimento
Dr.ª Kamila Maria de Holanda Sousa
Dr. Kayo Alves Figueiredo
Dr.ª Leila Maria de Sousa Andrade
Drª Márcia Rocha de Freitas
Dr. Marxwell Arruda da Rocha Lima
Dr. Rafael Pires Veloso
Dr. Rafael Portela Fontenele
Dr.ª Rosana Mírian Barros Mendes
Dr.ª Stefany Guimarães Sousa
Dr.ª Tássia de Carvalho Coêlho Sérvio

Farmacêuticos do Piauí recebem orientações
Preocupado com o grande número de apreensões de medicamentos falsificados que estão ocorrendo no país e os riscos a saúde da população, esta coluna, com apoio do Conselho Federal de Farmácia CFF e a Sociedade Brasileira de Farmácia Comunitária SBFC, tem promovido uma verdadeira cruzada ao interior do Estado e na capital, visando orientar os farmacêuticos a adequarem os estabelecimentos a Resolução ANVISA n. 44 e alertar-los para o cumprimento da norma.
Com a palestra “Medicamentos Falsos: Risco a Saúde da População e Implicações Legais para os Responsáveis Técnicos”, estamos alertando para a necessidade do farmacêutico acompanhar muito atentamente todas as aquisições realizadas pelos estabelecimentos dos quais são responsáveis, para minimizar os riscos de aquisição de medicamentos não registrados pelos órgãos competentes evitando agravos a saúde da população e problemas com órgãos fiscalizadores.
Este programa de orientações será continuado em diversos outros contatos que já estão sendo agendados com os participantes e poderão vir a contar pontos no sistema de capacitação continuada da SBFC, que visa auferir títulos aos farmacêuticos que trabalham em farmácia comunitária.
Já foram ministradas palestras a farmacêuticos de diversos municípios do Estado, sendo que as palestras tem boa aceitação pelos farmacêuticos, conscientizando os profissionais ao cumprimento irrestrito da norma.
Esperamos com esta ação, está contribuindo para termos farmacêuticos mais qualificados na área de farmácia comunitária e uma farmácia que seja vista pela população, mais como um estabelecimentos de saúde do que com um simples comércio de medicamentos.
Aos farmacêuticos que desejarem receber este ciclo de orientações continuadas, entrar em contato com esta coluna para agendamento.
Anti-inflamatórios causam sangramento gastrointestinal
Um estudo feito com 4.500 pessoas de 32 países, incluindo o Brasil, mostrou que os anti-inflamatórios não hormonais convencionais, tipo ácido acetilsalicílico, diclofenaco, nimesulida entre outros, além de lesionarem o estômago e o duodeno, causam problemas no intestino, algo desconhecido por muitos profissionais de saúde. O medicamento age por inibir a produção de enzimas que causam a inflamação, mas também inibe a produção de enzima que protege a mucosa gastrointestinal.
De acordo com a pesquisa, chamada Condor e publicada no periódico de medicina Lancet, as lesões causadas pela substância no intestino podem provocar perda de sangue oculto nas fezes, o que tem potencial de ocasionar anemia. Sintomas tais como dores abdominais e diarreia também foram relatados.
Muitos usuários destes medicamentos pensam que tomar leite ou antiácido, como o sal de fruta, diminuem os risco de sangramento, porém estas medidas são inócuas para evitar efeitos maléficos no intestino.
Muitos casos de machucados e pequenas inflamações, a utilização de meios físicos como o aquecimento do local da lesão, causam benefícios sem causar danos ao organismo.
Esta coluna sempre recomenda que os medicamentos sejam utilizados sob prescrição médica e orientação de um farmacêutico, é a melhor forma de se proteger contra efeitos adversos de muitos medicamentos.
CDE Raul Bacelar produziu 138 mil exames em julho
Fundado em abril de 1997, o Centro de Diagnóstico Raul Bacelar tem por objetivo centralizar todos os exames da rede ambulatorial da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, por possibilitar a aquisição de equipamentos de grande rotina e consequentemente a redução de custo dos exames.
A época, a produção mensal girava em torno de 30 mil exames mês. Em 2006 a foram adquiridos equipamentos e softwares que permitiram o “interfaceamento” entre 10 unidades de saúde de referência no município de Teresina e o sistema do laboratório, o que possibilitou que o material a ser analisado, fosse coletado na unidade de referência e enviado ao Centro, já etiquetados com código de barras, gerado pelo próprio sistema, que identifica o paciente e os exames que serão realizados, o que torna o sistema seguro evitando erros e trocas.
Após realizada a análise por equipamentos de última geração, um bioquímico analisa os resultados emitidos pela máquina, verifica as conformidades, reavalia todas as inconformidades e somente então libera os resultados para o paciente, que pode recebe-lo na unidade em que realizou o exame, desde que a mesma seja interligada. Dependendo do exame, o paciente pode receber o resultado no mesmo dia em que realizou a coleta, embora o prazo de entrega seja de 72 horas. Após o interfaceamento ocorrido em 2006, o número de exames elevou-se para 80 mil exames mês, atendendo on-line 43% da demanda.
Em março de 2010, mais dezesseis unidades da prefeitura receberam o interfaceamento o que possibilitou que 72% dos resultados a fossem devolvidos on-line a unidade solicitante, alcançando o número de 138 mil exames em julho de 2010.
Nas unidades em que ainda não existe o interfaceamento, o exame é impresso no próprio laboratório e encaminhado a unidade de saúde que onde o mesmo foi solicitado, o que requer um pouco mais de tempo para o recebimento pelo paciente.
Com uma equipe de 38 farmacêuticos-bioquímicos, e 70 outros profissionais de apoio, a atual estrutura possibilita a realização de até 200 mil exames mês nas áreas de grande automação, estando limitado o crescimento apenas as áreas em que a automação é baixa ou inexistente, como a urinálise e a parasitologia.
Esta coluna parabeniza a todos os farmacêuticos-bioquímicos e aos demais funcionários que fazem do Centro de Diagnóstico por Exames Raul Bacelar, uma referência em qualidade e em quantidade, produzindo mensalmente milhares de exames de laboratoriais em prol da saúde pública do município de Teresina.
Juiz nega pedido de liminar para venda remota de controlados
Um Juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais indeferiu pedido de liminar de farmácia que foi autuada pela Anvisa por vender medicamentos por fax e pela Internet. A empresa foi autuada com base em uma de suas regulamentações que proíbe a comercialização, por esses meios, de medicamentos controlados. Segundo a farmácia, essa regulamentação é ilegal e abusiva, pois hoje há a possibilidade de se rastrear e controlar os medicamentos virtualmente.
Em contestação, a ANVISA reforçou a norma que proíbe a venda de remédios de controle especial, cujas receitas precisam ser retidas no estabelecimento, alegando, ainda que esse comércio deve ser feito in loco sob orientação e fiscalização do profissional especializado, isto é, o farmacêutico.
De acordo com o juiz, a empresa deve respeitar as normas ditadas pela ANVISA, que buscam resguardar a saúde humana em todos os sentidos. E, no caso em questão, trata-se da venda de remédios que podem causar sérios danos ao bem-estar do paciente.
O juiz Manoel dos Reis Morais, da 6ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias, ressaltou ainda ao indeferir pedido de liminar de uma farmácia contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA): "Devo lembrar que os serviços e ações afetos à saúde são considerados de relevância e possuem dignidade constitucional, devendo o Poder Público impor-lhes regulamentação, fiscalização e controle".
Essa decisão está sujeita a recurso.
(Fonte: TJ-MG, Feifar)
Conheça a "dor de cabeça" tensional
Denominada cientificamente de cefaleia, a dor de cabeça é definida como a presença de sensação dolorosa na cabeça, no pescoço e na face.
Existem mais de 150 tipos diferentes de cefaleia, que podem ser divididas entre primárias, sendo estas as mais comuns e são causadas por distúrbios bioquímicos do próprio cérebro, que prejudicam o funcionamento de neurotransmissores e/ou seus receptores, desencadeando a dor, sendo elas próprias, a doença e o sintoma.
Há ainda as cefaleias secundárias, que são causadas por problemas em quaisquer regiões do corpo, como tumores cerebrais, meningites, aneurismas, problemas dos olhos, ouvidos, garganta e até um simples resfriado.
No geral, o que leva as pessoas a procurar alguma orientação de um profissional de saúde são as dores de cabeça mais comuns, problemáticas ou incapacitantes, que trazem sofrimento para a vida dos pacientes e representam um grande desafio para os profissionais que buscam ajudá-los.
A cefaleia mais comum é a dor de cabeça tensional, que não tem relação direta com a tensão emocional, mas sim com a tensão ou contração exagerada, anormal e mantida de grupos musculares dos ombros, pescoço, couro cabeludo e até face. É uma cefaleia primária, ou seja, provocada por distúrbios bioquímicos do próprio cérebro. E possui algumas características:
Geralmente é uma sensação de peso ou pressão ou aperto, muitas vezes simulando uma faixa ou capacete apertado em volta da cabeça e localiza-se nos dois lados da cabeça, na nuca e na fronte.
É constante, variando de uma dor leve a moderada e pode durar horas ou até mesmo dias. Por geralmente não ser intensa e incapacitante, faz com que seus portadores, mesmo crônicos, não procurem tanto a ajuda médica;
Geralmente é desencadeada pelo estres e pelo o cansaço, agravada por estes fatores e ainda pelo excesso de trabalho e esforço muscular. Não raro essa dor melhora com atividade física ou relaxamento.
Há estudos epidemiológicos que atestam a prevalência dessas dores de cabeça em 84% das mulheres e em 67% dos homens, principalmente na faixa etária de 20 a 50 anos, e geralmente está associada a histórico familiar.
Pode ocorrer náuseas e aversão a luz ou a ruídos, mas somente a um destes fatores esta presente.
Esta coluna informa ainda que esta orientações são meramente informativas, e que somente um médico pode realizar um diagnóstico preciso da origem ou o tipo de cefaleia. O uso de um analgésico por conta própria ou com orientação de um farmacêutico, deve ocorrer se o indivíduo estiver dentro da faixa etária de maior prevalência, e somente se a dor não for intensa, não tenha surgido repentinamente e não dure mais de três dias.
Proposta atualiza regras para industria farmoquímica
Receberá contribuições até o dia 12 de outubro, a nova consulta pública realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) onde a mesma pretende atualizar as normas referentes às Boas Práticas de Fabricação (BPF) de Insumos Farmacêuticos Ativos, ingredientes responsáveis pela ação principal do medicamento.
A norma traz os requisitos necessários para a produção de um insumo farmacêutico ativo de qualidade, abrangendo, por exemplo, procedimentos que devem ser adotados pelas empresas relacionados a equipamentos, processos, sistemas informatizados, controle de qualidade e higiene, tanto do pessoal quanto das instalações e é de fundamental importância o seu cumprimento pelas indústrias, farmoquímicas, uma vez que está associado à diminuição dos riscos sanitários inerentes aos produtos, tornando os medicamentos mais seguros e eficazes
As industrias famoquímicas são as empresas que produzem os princípios ativos e os excipientes utilizados na fabricação de medicamentos pela industria farmacêutica.
A revisão e a atualização das Boas Práticas de Fabricação BPF, estão em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), constantes no relatório publicado em junho deste ano, e com os guias internacionais utilizados por países como Estados Unidos, Japão e países da Europa.
Contribuições à Consulta Pública nº 84/2010 podem ser enviadas à Coordenação de Inspeção de Insumos Farmacêuticos (COINS), por escrito, para o seguinte endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, SIA, Trecho 5, Área Especial 57 Cidade: Brasília - DF CEP: 71.205-050. As sugestões também podem ser feitas por fax: (61) 3462-5730 ou e-mail: cp84.2010@anvisa.gov.br
Fabricantes internacionais.
A Anvisa também tornou obrigatória a Certificação de Boas Práticas de Fabricação para empresas internacionais de insumos farmacêuticos ativos. A resolução nº29/2010, publicada nesta quinta-feira (12), traz as regras que devem ser seguidas pelos fabricantes.
Assim como já ocorre com os fabricantes internacionais de medicamentos, todas as empresas que pretendem exportar os insumos farmacêuticos ativos para o Brasil deverão ser inspecionadas pela Anvisa. Por enquanto, somente as fabricantes dos insumos constantes na IN nº 15/2009 devem solicitar a inspeção. A lista, porém, será atualizada constantemente.
Fonte: Imprensa/Anvisa
Piauí é o segundo pior estado na adesão do SNGPC
Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa, o Piauí é o segundo pior Estado da Federação na adesão do Sistema de Gerenciamento de Produtos Controlados SNGPC. A implantação do Programa foi iniciada em 2007 pelos estados do sul e sudeste do país e o prazo final para adesão ocorreu em 2008, quando passou a ser obrigatória a adesão de todos os estabelecimentos do nordeste brasileiro que vendem produtos controlados.
Os Estados com maior adesão até o momento é o Rio Grande do Sul, com 76,15% dos estabelecimentos aderiram ao SNGPC, seguido pelos estados de Santa Catarina 71,60%, Rio Grande do Norte 70,60%. Os estados do Paraná, Minas Gerais, Paraíba e Espírito Santo apresentaram mais de dois terço dos estabelecimentos que aderiram ao programa, sendo considerado bom pela Anvisa. Os piores percentuais de adesão foram o Amapá, com 26,25%, o Piauí, com 26,44% e Alagoas, com 28,43%. Entre os estados considerados com baixíssimo nível de adesão, estão ainda Roraima, Pará, Bahia e Amazonas, todos com menos de 35% de adesão ao Sistema. Os demais estados da federação estão em um nível intermediário, ou seja, entre 35% e 65% de adesão.
O Sistema permite apontar abusos na prescrição e na dispensação, além de mudanças de comportamento da população. O SNGPC permite ainda a redução da burocracia e a eliminação de quilos de papel nas farmácias, dando ao farmacêutico mais tempo livre para atender os usuários.
Em 30 de março deste ano, a Anvisa apresentou o primeiro balanço do Sistema, focado no consumo de três substancias que vem sendo discutida em razão do uso abusivo e de seus efeitos secundários: a sibutramina e anfepramona (anorexígenos utilizados como inibidores do apetite) e cloridrato de metilfenidato (utilizado para tratar Déficit de Atenção e Hiperatividade). Com estas informações o Conselho Federal de Medicina abriu processos investigativos para apurar se houve comportamento errado por parte dos médicos mais prescritores. Das farmácias brasileiras, mais de 60% foram monitoradas.
Provavelmente a partir de setembro, os antibiótico deverão ser lançados no sistema, o que obrigará a todas as farmácias a o adotarem, considerando que não é mais permitida a emissão de livros de controle de psicotrópicos pelas vigilâncias sanitárias locais.
O sistema é pioneiro no mundo e aponta hábitos de consumo, abusos na prescrição e na dispensação (entrega ao consumo) e situações de risco para a saúde da população, fornecendo elementos para a fiscalização desses ambientes e para a proposição de políticas específicas. Este ano o Unodoc reconheceu em seu relatório anual, os esforços do Brasil no combate a redução do consumo destas substâncias.
Amanhã, sábado 14/07/10 é dia de vacinação
Amanhã, sábado, 14 de agosto, é dia da segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. O Ministério da Saúde reforça o alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de levar as crianças menores de cinco anos aos postos de vacinação para tomar a segunda dose da vacina.
SOBRE A VACINA – Oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra a paralisia infantil é administrada via oral, em gotas, e está disponível durante todo o ano nos postos de saúde para a imunização de rotina. Pelo calendário básico de vacinação, os bebês devem receber a vacina aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses, as crianças recebem o primeiro reforço. Porém, é importante que todas as crianças menores de cinco anos (de 0 a 4 anos 11 meses e 29 dias) tomem as duas doses da vacina durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente.
A vacina não apresenta contra-indicações. Porém, recomenda-se que as crianças que estejam com febre acima de 38º ou com alguma infecção sejam avaliadas por um médico antes de receberem as gotinhas. A vacina também não é recomendada para crianças que tenham problemas de imunodepressão (como pacientes de câncer e aids ou de outras doenças que afetem o sistema imunológico, de defesas do organismo).
A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a contaminação se dá principalmente por via oral.
Alerta Sanitário: Remédios falsificados em farmácias
O mundo tem passado por muitas mudanças, o avanço tecnológico que ocorrem na área da saúde, propiciam melhorias na vida das populações e conseqüentemente a sua longevidade e seu bem estar.
Nas últimas décadas, novas drogas foram disponibilizadas após anos e anos de experiências, milhões de dólares aplicados e uma infinidade de testes para que o usuário tenha um produto em onde se possa prevê os potencias riscos que possa trazer, como reação adversa ou efeitos colaterais.
Não bastasse isto, o monitoramento destes novos produtos continua após muitos anos do lançamento destes no mercado, a fim de se detectar alguma reação ainda não conhecida nos testes que antecederam seu lançamento.
A legislação brasileira é rigorosa no que se refere ao lançamento e a comercialização de um produto no mercado brasileiro, e a ANVISA, órgão responsável pela análise, liberação de novos produtos, a regulação e a fiscalização do mercado farmacêutico, é hoje é uma instituição respeitada em todo o mundo.
Mas todos estes benefícios deixam de existir quando a população está exposta a medicamentos falsificados. Diariamente em alguma cidade do Brasil, é possível ler nas manchetes de jornais, sobre idosos morrendo pelo uso de medicamentos falsificados usados para disfunção erétil ou jovens que morrem após tentativa de aborto com o malfadado Citotec, medicamento banido do mercado brasileiro. Diariamente, medicamentos proibidos, utilizados para inibir o sono, como as anfetaminas, conhecidos também como “arrebites”, estão por trás de dezenas de acidentes nas estradas que ceifam muitas vidas, muitas vezes de famílias inteiras.
E o pior é que muito destes medicamentos são adquiridos em farmácias e drogarias, denunciando a fragilidade do sistema fiscalizador. A ANVISA delega a fiscalização as Vigilâncias Sanitárias locais, que muitas vezes são despreparadas, desaparelhadas e com profissionais descomprometidos com a saúde pública. Somente nas fiscalizações esporádicas da ANVISA é que este crime é detectado. A população também pode e denunciar quando encontrar este tipo de medicamento, pois a farmácia que vende um tipo de medicamento falso pode ter muitos outros em seu estoque e a sua saúde pode está em risco ao adquirir medicamento nestes estabelecimentos.
A punição para que pratica este crime é previsto no artigo 273 do Código Penal Brasileiro conforme descrito abaixo, sendo considerado como crime inafiançável e com pena prevista de 10 a 15 anos de reclusão.
Código Penal Brasileiro
Art. 273 - Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais:
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa.
§ 1º - Nas mesmas penas incorre quem importa, vende, expõe à venda, tem em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribui ou entrega a consumo o produto falsificado, corrompido, adulterado ou alterado.
§ 1º-A - Incluem-se entre os produtos a que se refere este artigo os medicamentos, as matérias-primas, os insumos farmacêuticos, os cosméticos, os saneantes e os de uso em diagnóstico.
§ 1º-B - Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1º em relação a produtos em qualquer das seguintes condições:
I - sem registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente;
II - em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior;
III - sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização;
IV - com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade;
V - de procedência ignorada;
VI - adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente.
Responde também pelo mesmo crime o Responsável Técnico pela empresa.
Medicamentos genéricos crescem mais que o esperado
Os medicamentos genéricos estão cumprindo rigorosamente os objetivos sociais e sanitários que motivaram a sua implantação, no Brasil, em 1999, por meio da Lei 9.787. Prova inquestionável disso são os números que a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos) acaba de divulgar. Segundo a instituição, o mercado apresentou uma alta de 34,1%, no primeiro semestre de 2010, e deverá crescer 35%, neste ano. Ora, se está crescendo, é porque o segmento goza da confiança da população. Comprar mais genéricos significa ter mais acesso aos medicamentos. Aí, está uma função social e um benefício sanitário da robusta política que instituiu esses medicamentos, no País.
O mercado de genéricos, no Brasil, apresentou um desempenho muito acima de qualquer expectativa levantada por seus fabricantes. A projeção que estes faziam era de um crescimento em torno de 20% e 25% para este ano. Foram comercializados 200,4 milhões de unidades, no período de janeiro a junho, contra 149,4 milhões, no primeiro semestre de 2009. As vendas, que movimentaram R$ 2,8 bilhões, tiveram um incremento da ordem de 38,1%, comparadas ao semestre anterior.
Mas ainda há pequenos nós a serem desatados. Segundo Odnir Finotti, Presidente da PróGenéricos, embora o mercado exprima um comportamento homogêneo, nas regiões Sudeste e Sul, existe uma penetração maior desses medicamentos. E quanto mais distante dos centros Sul e Sudeste, menor é a participação dos genéricos. Cabe ao Governo desencadear novas campanhas de esclarecimento sobre os genéricos, nas outras regiões.
A falta de informação da população é responsabilizada como um empecilho para uma performance ainda maior do segmento fora do eixo Sul-Sudeste. Ainda assim, atualmente, 90% das doenças podem ser tratadas com esses medicamentos. Os hormônios, cujas patentes são mantidas, são uma exceção. A Anvisa (Agência Nacional de Vigiäncia Sanitária) já tem registrados genéricos de 337 princípios ativos. Dá um total de 15.400 apresentações e 100 diferentes classes terapêuticas.
Desinformação sobre medicamentos pode causar problemas
Há muitos anos no Brasil o medicamento é tratado como uma mercadoria comum e não como um insumo importante a recuperação ou a manutenção da saúde, situação que a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa, vem buscando diuturnamente a sua reversão.
A prática da "empurroterapia", ou seja, o ato praticado pelo balconista ou o proprietário da farmácia, de vender um medicamento que não foi prescrito pelo médico, a um paciente no balcão, é tão difundida que ultrapassa e muito as prescrições médicas.
A ignorância é ousada, quanto menor a escolaridade do balconista, mais "dotô" ele se sente. Tem balconista que se acha o tal, pelo simples fato de ter 20 ou 30 anos vendendo medicamentos. Certamente deve ser um excelente profissional em vendas, mais daí torna-se alguém apto a orientar o uso de um medicamento, falta uma montanha de conhecimento, quanto mais indica-lo a alguém.
Certamente foi por esta prática absurda, que no decorrer de anos e anos de impunidade e ignorância, o Brasil tornou-se o campeão de intoxicações por medicamentos, sendo estes o agente causador de mais de 30% da intoxicações graves registradas no país. O que seria para curar, quando utilizado irracionalmente traz mal muitas vezes maior que a doença que se pretendia tratar.
Alunos de farmácia da UFPI recebem calouros
Como já é tradição, os alunos do curso de farmácia da Universidade Federal do Piauí receberam ontem, 03/08/2010, os calouros que estão iniciando as aulas no segundo período.
A semana do calouro inicia-se com a recepção dos novos alunos pelos veteranos que compõem o Centro Acadêmico de Farmácia (Cafar), onde após uma dinâmica de grupo que objetiva, que todos se apresentem e que se conheçam pelo nome, convidam profissionais atuantes nas diversas áreas da profissão para ministrar palestra sobre as experiências de vida profissional e as perspectivas da profissão nos diversos campos de atuação.
Este ano foram convidados a Prof.a Socorro Cordeiro, o formando Rafael Portela e este colunista que vos escreve. Prof.a Socorro Cordeiro, além de lecionar farmacologia na Instituição, é Diretora do Sindicato dos Farmacêuticos e membro da Sociedade Brasileira de Farmácia Comunitária. O formando Rafael Portela, que está se formando este mês, participou do Centro Acadêmico e falou sobre as experiências como aluno daquela casa. Falamos sobre a experiência de 13 anos de farmácia comunitária tanto pública como privada e os desafios da profissão. Todos os palestrantes falaram dos desafios e das novas responsabilidades para com a comunidade, dada pelas legislações recentes e destacaram a importância da ética no exercício da profissão.
O profissional farmacêutico pode escolher entre mais de 70 campos de atuação determinados por Resoluções do Conselho Federal de Farmácia (CFF). Pode atuar na farmácia tanto na de manipulação como na que comercializa produtos prontos, seja comunitária ou hospitalar, na indústria farmacêutica e de insumos, na indústria de cosméticos, na área de alimentos. Há ainda a área das análises clínicas e a área de ensino e pesquisa. Há possibilidade de também atuar em muitas áreas afins, como meio ambiente e auditorias, entre muitas outras.
Esta coluna agradece ao Centro Acadêmico de Farmácia (Cafar) o convite a participar deste evento e deseja aos novos calouros muito sucesso!
Novos alunos de farmácia
Anvisa faz um alerta para os medicamentos falsificados
Dando continuidade ao combate a falsificação e a pirataria de medicamentos que quase diariamente tem causado vítimas fatais no País, a Anvisa determinou a apreensão e inutilização do lote A202971 do medicamento Cialis (RE 3.497/2010) e do lote 80483004/F do Viagra (RE 3.499/2010), por terem sidos objetos de falsificação.
Recentemente o Brasil tem recebido uma quantidade muito grande de medicamentos falsificados que entram no País via fronteiras, oriundos principalmente do Paraguai e da Bolívia. Os medicamentos são produzidos em frábricas de "fundo de quintal" e sem a menor qualidade, visto que as operações de repreenção a este tipo de crime tem encontrado medicamentos produzidos até em betoneiras do tipo utilizada na construção civil e em ambientes totalmente insalubres, infestados por ratos e baratas.
Uma grande preocupação é que a qualidade das caixas e blisteres dos medicamentos falsificados estão cada vez melhor, o que pode confundir o usuário de medicamento na hora da aquisição. Outra preocupação é que antes este tipo de medicamentos era encontrado somente em feiras, sendo vendidos por ambulantes e principalmente na internet, mas atuamente tem sido realiada apreenções até em farmácias de todo o País.
Os campeões de falsificação são os medicamentos para disfunção erétil, como o viagra e o cialis. Outros produtos que são muito falsificados ou fabricados sem condições propícias de higiene e controle são os fitoterápicos, que são produtos produzido a partir de plantas e geralmente associados ao mel de abelhas e vendidos por ambulantes, farmácias e padarias.
Pelo que foi detectado pelos órgãos sanitários, quando uma farmácia vende produtos como Pramil, Reumazim ou Citotec, é uma grande indício que este estabelecimento opera dentro do tráfico de medicamentos falsificados e coloca em risco a vida os seus clientes, podendo ter muitos outros produtos falsificados em suas prateleiras. Cabe ao usuário de medicamentos nunca comprar medicamentos onde saiba vender tais produtos e denunciar a Anvisa ou a polícia.
As penas previstas para este tipo de crime são inafiançáveis e resultam em prisão por um período de 10 a 15 anos, por colocar em risco a saúde da população.
Cultura da desassistência farmacêutica
Os motivos que levam ao desperdício convergem para o mesmo ponto: a falta de serviços farmacêuticos nos sistemas público e privado de saúde, bem como entre os usuários de medicamentos. Havia um desinteresse pelos serviços dos farmacêuticos, que parece ter gerado uma cultura da desassistência.
A boa nova é que, nos últimos anos, a ficha dos gestores e das populações começou a cair, e eles estão se convencendo de que não há outra alternativa. Ou incluem os serviços farmacêuticos na saúde pública e nas farmácias comunitárias ou o setor não imprimirá grandes avanços.
Para o Presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza Santos, inserir os serviços farmacêuticos na saúde pública é condição básica para que os municípios revertam números pessimistas relacionados ao item medicamentos, como o alarmante índice de intoxicações pelo uso desses produtos e os prejuízos aos cofres públicos.
“É impossível se pensar numa saúde pública justa, que atenda ao princípio da universalidade, e moderna, sem que nela sejam incluídos os serviços farmacêuticos”, sintetiza Souza Santos. Citou que há bons exemplos de Municípios que organizaram a sua assistência farmacêutica, tendo à frente um farmacêutico, e obtiveram uma expressiva reversão nos seus problemas.
O Conselheiro Federal Valmir de Santi, por sua vez, cita que boa parte dos 5.564 Municípios brasileiros já implantou o seu programa de assistência farmacêutica. Essa implantação, porém, é parcial, vez que está focada no gerenciamento de medicamentos e pouco voltada para a atenção ao paciente. “Esses Municípios executam as compras, cuidam do vencimento dos produtos adquiridos, exercem algum controle no chamado ciclo do medicamento, mas apenas três Estados, em todo o Brasil (Paraná, São Paulo e Ceará), possuem programas estaduais que favorecem o abastecimento das farmácias públicas com medicamentos mais baratos, comprados das indústrias em escala para atender suas populações”, afirma. Valmir de Santi considera que a presença do farmacêutico é essencial para conseguir melhoras na gestão do medicamento e na atenção aos pacientes dentro dos programas de saúde pública existentes.
Consulta Pública para Nova Resolução da ANVISA
Com o intuito de facilitar a identificação dos medicamentos pelos usuários e evitar erros de medicação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quinta-feira (15), no Diário Oficial da União, a Consulta Pública 72. A população tem 30 dias para enviar sugestões e críticas à proposta de resolução que estabelece os critérios de aceitabilidade dos nomes comerciais de medicamentos.
O objetivo da proposta é disciplinar a formação dos nomes comerciais dos medicamentos, com o intuito de facilitar a identificação desses produtos e evitar erros de medicação. A Lei nº 6360, de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária a que estão sujeitos diversos produtos, inclusive os medicamentos, foi usada como parâmetro.
“A lei prevê que os medicamentos não poderão ter nomes ou designações que induzam a erro. Desta forma, nomes iguais ou parecidos podem, por exemplo, dificultar o reconhecimento dos medicamentos para quem mais precisa deles – o consumidor”, diz a especialista em regulação da Anvisa Tatiana Jubé.
Infelizmente, é mais comum do que se imagina um usuário de medicamentos entrar em uma farmácia e procurar pelo seu medicamento com descrições do tipo “aquele da caixinha da cor tal” ou apontar para um medicamento na prateleira e dizer “aquele que tem uma caixinha parecida com aquela lá” e muitas coisa do gênero, indicando que muitos usuários desconhecem o medicamento que muitas vezes utilizam há anos e pondo em risco a sua saúde por poderem está adquirindo um medicamento que tem a mesma padronagem da caixa, por pertencer ao mesmo fabricante e tem princípios ativos totalmente diferentes.
A proposta de resolução já está disponível no site da Anvisa e as sugestões devem ser encaminhadas, por escrito, para o endereço da Agência Nacional de Vigilância Sanitária/GGMED: SIA Trecho 5, Área Especial 57, Brasília – DF, CEP 71205-250; por fax: 61 3462-5674, ou para o e-mail cp72.2010@anvisa.gov.br.
Minitério Publico do MA e CE cobram Assistência Farmacêutica
Recentemente o Ministério Público do Estado do Maranhão solicitou a todos os signatários do Termo de Ajuste de Conduta – TAC da Assistência Farmacêutica Integral, que estivessem presentes na primeira fiscalização conjunta, para a verificação do cumprimento do acordado no Termo. Pelo documento, todas as farmácias da capital maranhense devem dispor de assistência farmacêutica durante todo o horário de funcionamento. As farmácias em que o farmacêutico não estiver presente estarão sujeitas a pagar multa de aproximadamente R$ 1.200,00 (um mil e duzentos reais) e o profissional poderá responder eticamente perante a Comissão de Ética do Conselho Regional de Farmácia do Maranhão – (CRF-MA). Participam como signatários do TAC, o Ministério Público Estadual do Maranhão, Conselho Federal de Farmácia CFF, o CRF-MA, a Vigilância Sanitária do Estado do Maranhão, a Vigilância Sanitária do Município de São Luís e o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos. O MPE do Maranhão entende que a assistência farmacêutica aos usuários de medicamentos é garantida por Lei e passa a exigir o seu comprimento durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento.
No Ceará, somente este ano o Ministério Público do Estado do Ceará, através do Secretário Executivo do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor-DECON (Procon Estadual), Promotor de Justiça João Gualberto Feitosa Soares, integrada ao Conselho Regional de Farmácia do Ceará (CRF-CE), interditou mais de cem farmácias irregulares no interior do Estado. O Procon CE informa que todos municípios do Ceará serão visitados, no esforço de saneamento do setor infestado pela clandestinidade, a prejudicar a saúde da população. A falta de profissional farmacêutico responsável, inscrito junto ao Conselho Regional de Farmácia (CRF/CE), tem sido o principal motivo das interdições.
O Decon recebe denúncias, inclusive anônimas, que em caso de procedência será acionada a fiscalização. Os infratores estarão sujeitos a penalidade de multa, que varia de 200 UFIRCEs (R$ 485,14) a 3.000.000 de UFIRCEs (R$ 7.277.100,00), apreensão e perda dos medicamentos comercializados, que serão doados para as obras sociais do Estado do Ceará. O exercício ilegal da arte farmacêutica é crime (art. 282 do Código Penal), que comina pena de detenção de seis meses a dois anos.
Atualmente os casos de intoxicações por medicamentos já colocam o medicamento no primeiro lugar como agente intoxicante, fato que tem preocupado as autoridade sanitárias e de defesa do consumidor. A assistência farmacêutica é garantida a todos os usuários de medicamentos pela Lei 5.991/73 e é a principal forma de combater o consumo irracional de medicamentos. Todo paciente ao adquirir ou receber um medicamento tem direito a receber orientações de um farmacêutico de como melhor utilizar o medicamento e minimizar os risco a sua saúde.





