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Zika, a epidemia da década - 23/05/2016 às 18h25

A cada nova pesquisa o Zika vírus revela-se ainda mais perigoso

A cada nova pesquisa realizada, evidencia-se o quanto o Zika vírus é muito mais perigoso do que se imaginava anteriormente. No início pensava-se tratar apenas de uma infecção aguda, que provocava dores no corpo, febre que durava alguns dias e o paciente se recuperava completamente. Porém, com a propagação do vírus pelo país , a realidade revelou uma epidemia bem mais perigosa.

No início foi a síndrome de Guillain Barré, uma doença grave que afeta o sistema neurológico de adultos e crianças. Posteriormente, a “explosão” de casos de microcefalia em recém-nascidos, principalmente na região nordeste do país, agora, novas pesquisas revelam que o vírus pode estar por trás de ainda mais danos às funções neurológicas do apenas a Guillain Barré e a microcefalia, e afetar os bebês de até um quinto das mulheres infectadas.

Apesar de as taxas de avanço do contágio terem diminuído em algumas partes do país, graças a mais informações sobre prevenção, a busca por uma vacina está ainda no estágio inicial. Além disso, o zika continua a se espalhar pelo continente.

Problemas cerebrais detectados

O que médicos brasileiros têm constatado em bebês de mães que tiveram Zika, muitos danos cerebrais não tão óbvios quanto a microcefalia. São más-formações que até podem não ter o mesmo impacto no desenvolvimento da criança, mas que estão ocorrendo com uma frequência alarmante.

Segundo o obstetra Roberto Sá, que trabalha em hospitais públicos e privadas do Rio de Janeiro, a doença pode provocar calcificações no cérebro, um aumento no número das dilatações nos ventrículos cerebrais e a destruição ou má-formação da parte posterior do cérebro e lista uma série de problemas que vem encontrando com uma crescente regularidade: ventriculomegalia (aumento dos ventrículos cerebrais), danos à fossa posterior do crânio, craniossinostose (fechamento prematuro das suturas craniais, fazendo com que a cabeça se desenvolva da maneira errada) e calcificação cerebral.

O médico ainda aponta para preocupação adicional, lembrando que geralmente não há um vestígio óbvio ou sintoma do dano neurológico até as checagens mais tardias do desenvolvimento do bebê.

Riscos de anormalidades

Um estudo realizado na Polinésia Francesa, (segundo surto de Zika em populações maiores e o primeiro fora da África) apontou que 1% das mulheres infectadas durante a gravidez teriam bebês com microcefalia, porém, alguns dos principais cientistas envolvidos nas investigações sobre a doença no Brasil estimam que até 20% das gestações afetadas podem resultar em vários outros tipos de danos ao cérebro.

Um estudo publicado pelo periódico New England Journal of Medicine aponta que 29% dos exames mostraram anormalidades em bebês no útero, incluindo restrições ao crescimento intrauterino e morte do feto, em mulheres com resultados positivos para infecção pelo zika.

Como é virtualmente impossível estudar os fetos em desenvolvimento, pesquisadores do Instituto D'Or, no Rio de Janeiro, estão usando células-tronco para criar tecidos que se desenvolvem como o cérebro humano. Esses tecidos são depois infectados com o vírus Zika. A pesquisa tem revelado que há algo no vírus que o torna mais inclinado a matar células cerebrais em desenvolvimento. Uma outra grande e preocupante descoberta da pesquisa é que o Zika provoca uma grande redução do crescimento do córtex, a camada externa do cérebro.

Fonte: Com informações da BBC

N1H1 - 18/05/2016 às 21h38

N1H1 apresenta taxa de quase 20% de letalidade

O Ministério da Saúde divulgou no início desta semana um novo balanço do Ministério da Saúde com os números da gripe H1N1 em todo o Brasil.

Somente este ano, até o dia 9 de maio, foram registrados 2.375 casos da gripe H1N1, destes 470 pessoas morreram, o que representa uma taxa de letalidade de 19,79%, ou seja, de cada dez pessoas que contraíram a doença, duas foram a óbito.

O estado com o maior número de mortes é São Paulo, com 223 óbitos, que representa 47,45% das mortes no país. Em seguida o Rio Grande do Sul, com 39 mortes (8,30%); Goiás, com 26 (5,53%); e Paraná, com 24 (5,11%).

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí, até o dia 16/05, já haviam notificados 106 casos suspeitos de N1H1, sendo 10 deles oriundos de pacientes do Maranhão. Foram registrados 11 óbitos, sendo um deles já associado ao H1N1. Já houve a confirmação laboratorial de 2 casos de N1H1, catorze para Síndrome Respiratória Aguda Grave(SRAG) não especificada, um caso foi isolado o Adenovírus e 89 casos aguardam ainda resultados laboratoriais para o seu encerramento.

Algumas pessoas tem relatado dificuldade para se vacinar contra a gripe, tanto na rede pública como no sistema privado de saúde.

No Piauí, mais de 304 mil doses já foram aplicadas, o que corresponde a 47% do público prioritário. A meta para 2016 é vacinar mais 700 mil pessoas em todo o Estado.

A vacinação é destinada às crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), pessoas com mais de 60 anos, trabalhadores da saúde, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade, bem como doentes crônicos com recomendação médica, pessoas com problemas respiratórios, cardíacos, com baixa imunidade, dentre outros.

Ações preventivas
As principais formas de se prevenir, para quem ainda não se vacinou, passa pela frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas.

Fonte: Portal da Saúde do Piauí e Bom Dia Brasil Globo

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Opiáceos - 16/05/2016 às 06h56

Nos EUA, uso indiscriminado de analgésicos mata mais que acidentes de trânsito

O vício a analgésicos opiáceos tornou tão grave nos EUA que já afeta a expectativa de vida de parte da população, principalmente entre pessoas de meia idade. Estima-se que naquele país há hoje 10 milhões de dependentes de analgésicos e 78 pessoas morrem diariamente em consequência deste vício.

O número de mortes por overdose entre o ano de 1999 a 2014, chega a 250.000 e já é considerada a principal causa de mortes evitáveis, superando inclusive o número de mortes por acidentes de trânsito.

Segundo o médico Andrew Kolodny, diretor executivo do grupo Médicos pela Prescrição Responsável de Opiáceos, a epidemia teria iniciado no ano de 1996, quando o laboratório americano Purdue colocou no mercado o analgésico Oxycodon e convenceu parte dos médicos de que eles já haviam permitido que seus pacientes sofressem demais com dores e, que este opiáceo, não causaria tanta dependência.

A legislação americana tem sido muito permissiva quando se trata de prescrição de opiáceos, respondendo o mercado americano por 80% do consumo mundial desta classe de medicamentos. A legislação brasileira, diferentemente da americana, é bastante rigorosa com este tipo de medicamentos, e o Brasil, um dos países como os menores índices de dependência deste tipo de droga.

Fonte: Com informações da Folha de São Paulo

Micróbios saudáveis - 11/05/2016 às 09h37

Micróbios que ajudam o bom funcionamento do organismo podem ser eliminados por alguns medicamentos

Sabonetes antissépticos, álcool gel a todo momento, limpeza excessiva, algumas pessoas parecem ter verdadeiro pavor dos micróbios. Alguns realmente são bastante perigosos, principalmente se em contato com portas abertas do nosso corpo, como ferimentos, ou se em contato com pessoas com a imunidade muito debilitada e em ambientes com pressão para seleção de cepas resistentes a antibióticos, como no ambiente hospitalar. Porém, no geral e em sua grande maioria, estes seres são benéficos e até mesmo necessários a nossa saúde.

Nosso corpo é uma gigantesca colônia para todos os tipos de micróbios. Estima-se que cada pessoa abrigue um quilo deles em seu interior, especialmente bactérias, em torno de 1.200 espécies diferentes, e muitas delas, participam na digestão de alimentos, produção de proteínas e na modulação do sistema imunológico, todas funções de grande importância para o bom funcionamento do organismo.

Estudo publicados recentemente na revista Science, conduzidos de forma independente na Bélgica e na Holanda, analisaram o conteúdo das fezes de aproximadamente 4.000 pessoas e identificaram 678 grupos de micróbios, sendo que apenas 14 deles, estão presentes em 95% das pessoas. O estudo mostrou ainda que existe uma relação entre a diversidade dos microrganismos que se encontram no intestino e a saúde da pessoa.

Apontam ainda a relações entre essa diversidade do microbioma e a dieta. Pessoas que consomem alimentos como iogurte, vinho e café com regularidade têm uma flora intestinal mais variada. Porém, consumir leite integral e comer muito produz o efeito contrário.

Um dos estudos observou também uma relação, ainda que discreta, entre a composição do microbioma e o índice de massa corporal, e confirmou a relação entre alguns micróbios e doenças como o câncer colorretal e a colite ulcerosa. Os pesquisadores observaram também que problemas de saúde, como um ataque cardíaco, reduzem a presença de algumas bactérias.

O estudo produziu uma conclusão interessante no que trata do uso de medicamentos, tais como antiácidos, antibióticos e antidepressivos, pois são um dos primeiros fatores de alteração da diversidade microbiana. Quando se procura tratar uma infecção, busca-se, com o uso de um antibiótico, erradicar somente uma bactéria prejudicial, porém,em alguns casos, todo o ecossistema será modificado e os risco desta alteração nem sempre são benéficos. O mesmo ocorre também com outras classes de medicamentos.

Outro resultado que chamou a atenção dos pesquisadores é que experiências durante os primeiros meses de vida, como o nascimento com ou sem cesárea e amamentar ou não, não influem na composição da microbiota. Uma relação mais previsível foi o encontrado entre muitos aspectos da dieta ocidental, como a abundância de calorias e carboidratos, comida industrializada e o leite integral, e a baixa diversidade microbiana.

Estudos anteriores já haviam observado que as tribos com modo de vida primitivo têm uma variedade de bactérias muito maior. Nesse grupo, os ianomâmis, uma tribo indígena da Amazônia, são os humanos com o microbioma mais diversificado.

O estudo ajudará a mudar a forma de se tratar diversas doenças intestinais e até mesmo no tratamento da obesidade. O cientista estudam como a transferência de micróbios de uma pessoa saudável para outra poderá ajudar nestes tratamentos.

Fonte: Com informações do "El País" Brasil

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Intolerância ao glúten - 06/05/2016 às 15h37

Pesquisa aponta que até 20% da população pode ter intolerância ao glúten

Estima-se que, no Brasil, uma em cada 650 pessoas tenham doença celíaca, um distúrbio congênito, que pode ter consequências graves no indivíduo e que é causado pela intolerância a uma das proteínas vegetais derivadas do glúten, a gliadina, e, mais raramente, a outras proteínas também.

A doença, em sua forma clássica, caracteriza-se pela diarréia crônica, desnutrição com déficit do crescimento, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta de apetite, distensão abdominal (barriga inchada), vômitos, dor abdominal, osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, glúteos atrofiados, pernas e braços finos, apatia, desnutrição aguda que podem levar o paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.

Recentemente, estudo promovido pela Sociedade Italiana de Hospitais Gastroenterológicos e publicado no periódico científico Nutrients, apontou que alguns destes sintomas, também estão presentes em diversas pessoas que tem sensibilidade ao glúten, embora não tenha a doença celíaca.

Embora os sintomas sejam parecidos, as causas e os danos provocados no organismo, são diferentes. Na doença celíaca o que ocorre é uma reação alérgica grave, enquanto nos pacientes com sensibilidade ao glúten, a exposição ao mesmo induz à disfunção intestinal, alterações na função neuromotora e na microbiota intestinal desenvolvendo uma reação adversa, mas que normalmente, não leva a danos no intestino delgado.

Na pesquisa, realizada com a colaboração de 15 centros multidisciplinares, foram examinado 140 pacientes com idades entre 18 e 75 anos, durante período de seis meses. Os resultados apontaram que, três em cada cinco pacientes que interromperam a ingestão de glúten deixaram de sofrer com sintomas e distúrbios atribuídos à síndrome do intestino irritável ou a outras alterações do funcionamento do aparelho digestivo e que, um em cada cinco, voltaram a ter os sintomas quando o glúten foi reintroduzido.

O glúten está presente em alimentos como trigo, aveia, centeio, cevada e malte, alimentos que fazem parte da dieta humana há milhares de anos. É a composição básica de diversos alimentos do nosso dia a dia, tais como pães, pizzas, macarrões etc, utilizado como espessante em um infinidade de produtos que não são originários do trigo, até mesmo como excipiente na elaboração de alguns medicamentos.

Tanto pra os paciente celíacos como para os que apresentam sensibilidade ao glúten, a única resolução dos sintomas é a remoção desses alimentos da dieta.

Fonte: Com informações do IG e da ACELBRA

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