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Dos BO's à fosfoetanolamina - 22/02/2017 às 09h11

Cuidado com a empurroterapia

Foi no ano de 1999, precisamente em 05 de maio, que, Aparecido Bueno Camargo apresentou em depoimento na CPI dos medicamentos, o termo “Bons pra Otários” como a tradução corriqueira entre os donos de farmácia, para os medicamentos BO's, que designariam aqueles que geram bônus para os proprietários das farmácias e aos balconista que os empurram ao cliente, embora muitas vezes tenha sua eficácia questionada.

A data, atualmente é relembrada por acadêmicos de farmácia e farmacêuticos de todo o Brasil, como o dia de luta pelo uso racional de medicamentos. Porém, passado já quase 18 anos, raramente tenho entrado em uma farmácia em que não recebido a oferta de um medicamentos que não necessito, como uma vitamina ou algum suplemento alimentar com alegações de propriedades funcionais, demonstrando que a prática da empurroterapia continua a pleno vapor.

Como já colocamos aqui por diversas vezes, não existe medicamentos isento de perigos, como por exemplo: um dos produtos que mais me ofertam são as vitaminas, porém, o uso de algumas destas por pacientes oncológicos, podem estimular metástase do tumor e comprometer o tratamento em curso ou até mesmo acelerar a morte do paciente.

Muitos estudo tem apontado que, a suplementação de cálcio pode trazer mais riscos de ataques cardíacos do que benefícios a estrutura óssea do paciente e redução do número de fraturas, porém, estes produtos continuam sendo empurrados, inclusive por comerciais de TV.

Outro produto que muito me ofertaram no passado, era a tal cartilagem de tubarão, para evitar e até combater o câncer. Posteriormente descobriu-se que os tubarões também podem ser acometidos por onze tipos de câncer, dois deles inclusive no tecido cartilaginoso. Atualmente já não sei se este produto vende, mas fez a fortuna de muita gente.

Me preocupo agora com a nova tentativa de algumas pessoas equivocadas ou mesmo ávidas de lucro, de querer vender a fosfoetanolamina como suplemento alimentar funcional, para ajudar no tratamento do câncer, ou até mesmo evitar esta moléstia, quando até agora os resultados científicos mostraram que o produto não possui nenhuma propriedade terapêutica. Para mim, que tenho na família pacientes oncológicos, é uma forma de se aproveitar da fragilidade das pessoas ante o momento difícil que atravessam. O produto não é registrado no Brasil como medicamento e nem como suplemento alimentar, porém, há relatos de brasileiros o produzindo fora do país para vendê-lo pela internet.

Ressalto aqui que é importante não confundir a empurroterapia com a prescrição farmacêutica, uma atividade legal e regulamenta pelo CFF, em que o profissional pode prescrever medicamentos que não necessitam de prescrição médica ou odontológica, e que é de suma importância para evitar interações medicamentosas como outro medicamentos já em uso.

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Qualifar-SUS - 17/02/2017 às 10h15

Saúde libera R$ 5,8 mi referente ao 4º ciclo do Qualifar-SUS - 23 municípios do Piaui são aprovados

Dentre as ações mais onerosas, porém, com maior poder de resolutividade do SUS, está a assistência farmacêutica integral. Mais de 95% dos procedimentos tem a sua finalização em uma prescrição de medicamentos, que, se utilizada de forma inadequada, trará certamente, mais problemas do que resolução.

Um terço das internações, são decorrente de problemas relacionados ao uso de medicamentos, seja pela utilização de forma errada, seja pela suspensão do tratamento em decorrência do desentendimento por parte do paciente do tempo necessário de uso ou, seja ainda, pela associação medicamentosa de medicamentos receitados em várias prescrições diferentes ou associação com medicamentos isento de prescrição. De todas as formas, somente uma dispensação correta de medicamentos poderá minimizar estes índices.

Como forma de qualificar e melhorar a assistência farmacêutica junto aos municípios com maior dificuldade de investimentos, o Ministério da Saúde criou o Qualifar-SUS, um programa que visa estruturar a assistência farmacêutica.

Buscando esta melhoria, o Ministério da Saúde vai investir mais R$ 5,8 milhões para aprimorar a qualidade e estrutura dos serviços farmacêuticos de 968 municípios brasileiros. A iniciativa faz parte do Eixo Estrutura do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (Qualifar-SUS). Os valores poderão ser usados para o aprimoramento dos serviços de conectividade dos locais e para a melhoria da organização dos estoques de medicamentos. Isso só é permitido com o recurso de capital para estruturação das Centrais de Abastecimento Farmacêutico e Farmácia no âmbito da Atenção Básica. A portaria de liberação financeira já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Os repasses do Eixo Estrutura do Qualifar-SUS são realizados trimestralmente.

A melhoria da eficiência por meio do investimento na modernização e na informatização é uma das prioridades do Ministério da Saúde. “É possível fazer mais com recursos que temos disponíveis, otimizando a sua aplicação. Sem dúvida, o investimento na informatização é um dos caminhos. Organizar as farmácias nas unidades públicas de saúde promoverá maior rapidez no atendimento, evitará desperdícios e promoverá boas práticas de gestão” afirma o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Desde a criação do Programa Qualifar-SUS, em 2012, o Ministério da Saúde já destinou mais de R$ 105 milhões para 1.582 municípios, 70% deles está inserido no Programa Brasil sem Miséria. Essa estratégia de qualificar a estrutura dos serviços de saúde integra um conjunto de ações que possuem outros investimentos, como a realizada por meio do Projeto de Qualificação da Assistência Farmacêutica e Intervenção Sistêmica da Assistência Farmacêutica nas Redes de Atenção à Saúde – QualiSUS-Rede.

Desenvolvido em 15 regiões do país, em 486 municípios, o Programa proporcionou compra de computadores, realização de pesquisa diagnóstica sobre os serviços farmacêuticos e ofertas educacionais na modalidade à distância para mais de cinco mil profissionais de saúde.

O PROGRAMA

Organizado em quatro eixos (Estrutura, Educação, Informação e Cuidado), o programa engloba desde investimentos na estruturação dos serviços farmacêuticos até ações de cuidado ao usuário. A proposta é contribuir para o aprimoramento, implementação e integração das atividades da assistência farmacêutica nas ações e serviços de saúde, visando uma atenção contínua, integral, segura, responsável e humanizada.

Acompanhe o programa em www.saude,gov.br/qualifarsus para ficar atento à novas ações que municípios e estados podem participar.

No Piauí, 23 municípios estão habilitados no programa, são estes: Alegrete do PI, Assunção do PI, Barra do Alcântara, Bertolínia, Bom Jesus, Bonfim do PI, Campo Grande do PI, Canto do Buriti, Caxingó, Colônia do Gurguéia, Cristino Castro, Curimatá, Currais, Inhuma, Jurema, Manoel Emídio, Nazaré do PI, Pau D'Arco do PI, Pio IX, São João da Canabrava, São João do PI, Paulistana e Sebastião Leal.

Fonte: Comm informações de Alexandre Penido do Portal Saúde

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Detecção do risco de diabetes - 15/02/2017 às 06h32

Utilização da Hemoglobina glicada para predizer risco de diabetes em crianças e adolescentes

Durante muitos anos, o teste de dosagem da hemoglobina glicada – HbA1c, foi utilizado apenas para o acompanhamento de pacientes diabéticos, com a vantagem de revelar um “histórico” de como as taxas sanguíneas de glicose haviam se comportado nos últimos três meses e não apenas com um resultado pontual, do momento em que foi realizado o exame, como no caso do teste da glicemia em jejum.

Para a o diagnostico do diabetes, geralmente se recorria ao teste para medir a glicemia em jejum e o teste oral de tolerância a glicose (TOTG), inconveniente e desaconselhável para muita gente.

Uma pesquisa publicada na edição de janeiro do periódico Diabetes Care, conclui que o risco de diabetes tipo 2 pode ser previsto e a presença de pré-diabetes pode ser identificada pela dosagem da HbA1c com a mesma precisão do que com outros testes menos convenientes, confirmam pesquisadores dos Estados Unidos.

Analisando os dados de um estudo de longo prazo em uma população indígena americana, os pesquisadores descobriram que não havia diferença entre os exames de HbA1c, glicemia de jejum, e teste oral de tolerância a glicose de duas horas (TOTG) na identificação de crianças que desenvolveriam diabetes futuramente e acreditam que, apesar de o estudo ter sido conduzido em uma população conhecida pelo alto risco de desenvolver diabetes, os resultados são generalizáveis para outros grupos.

O estudo publicada é pioneiro, pois poucos estudos estudaram a associação entre a HbA1c na infância e o risco de desenvolver diabetes por um período tão longo, de 42 anos (1965 à 2007).

Os pesquisadores observaram que crianças e adolescentes do sexo masculino que se encontravam no grupo de de HbA1c mais elevada (5,7% a 6,4%) no início do estudo, tinham uma incidência quatro vezes maior de diabetes durante o seguimento do que aqueles com a menor categoria de HbA1c HbA 1c (? 5,3%). Crianças e adolescentes do sexo feminino com a categoria mais elevada de HbA1c tiveram uma incidência sete vezes maior de diabetes do que aquelas na menor categoria.

Segundo os autores, não houve diferença significativa nos resultados entre a HbA1c e as medidas de glicemia sugere que todos os três exames têm o potencial de oferecer o mesmo nível de sensibilidade e especificidade, para meninos e meninas, dependendo dos limites escolhidos.

Essa pesquisa foi financiada pelo Intramural Research Program do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Os autores relataram não possuir conflitos de interesse relevantes.

Fonte: Com informações de Liam Davenport - Medscape

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Nova técnica com menos riscos - 12/02/2017 às 06h48

SUS incorpora técnicas modernas para tratamento de varizes

Escleroterapia Ecoguiada com Espuma

Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) já podem contar com uma técnica menos invasiva e mais moderna para o tratamento de varizes. A Escleroterapia Ecoguiada com Espuma, que consiste em aplicar uma substância esclerosante chamada Poidocanol, em forma de espuma, diretamente nas varizes, até que estas desapareçam.

Considerada uma técnica inovadora para o tratamento de varizes, a escleroterapia ecoguiada com espuma não precisa de internação, exige menor tempo de tratamento e promove rápida recuperação. Segundo estudos apresentados à Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias ao SUS (Conitec), a técnica provoca menos dor no pós-operatório e o paciente precisa de menor tempo de licença para tratamento médico.

As varizes costumam aparecer a partir dos 30 anos e a maior incidência é registrada em quem possui histórico familiar e para os que levam vida sedentária, tem pressão alta, obesidade ou passam longos períodos em pé. Os sintomas são dor, queimação, sensação de peso nas pernas e inchaço nos tornozelos. Uma das formas de prevenção é manter hábitos saudáveis de alimentação, além de praticar exercícios regulares.

Fonte: Ministério da Saúde

Doença rara - 02/02/2017 às 08h15

Paciente internado no HU com Doença de Creutzfeldt-Jakob não é motivo de preocupações para população

A recente transferência de um paciente do Rio de Janeiro para Teresina, com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma doença rara, e pouco conhecida da população, tem causado cobertura pela mídia e até preocupação em algumas pessoas. Porém, é uma doença há muito já descrita (1920).

A DCJ é um distúrbio cerebral raro, degenerativo, invariavelmente fatal. Ela afeta cerca de uma pessoa em cada um milhão de pessoas por ano em todo o mundo. A DCJ geralmente aparece em vida mais tarde e corre um curso rápido. Tipicamente, o início dos sintomas ocorre cerca de 60 anos, e cerca de 90 por cento dos indivíduos morrem dentro de um ano.

Nos estágios iniciais da doença, as pessoas podem ter memória falha, mudanças comportamentais, falta de coordenação e distúrbios visuais. À medida que a doença progride, a deterioração mental torna-se pronunciada e podem ocorrer movimentos involuntários, cegueira, fraqueza das extremidades e coma.

Aproximadamente 85 por cento dos casos a doença aparece mesmo que a pessoa não tenha fatores de risco conhecidos para a doença; Cerca de 5 a 10 por cento dos casos de CJD nos Estados Unidos são hereditários. Em cerca de um por cento dos casos, a doença é transmitida pela exposição ao tecido do cérebro ou do sistema nervoso, geralmente através de certos procedimentos médicos. Não há evidência de que a DCJ seja contagiosa por contato casual com um paciente com DCJ.

A DCJ pertence a uma família de doenças humanas e animais conhecidas como encefalopatias espongiformes transmissíveis (EET). Espongiforme refere-se à aparência característica de cérebros infectados, que se tornam cheios de buracos até que se assemelham a esponjas sob um microscópio. A DCJ é a mais comum das EETs humanas conhecidas. Outras EET's humanas incluem kuru, insónia familiar fatal (FFI) e doença de Gerstmann-Straussler-Scheinker (GSS), todas doenças raríssimas.

Entre as encefalopatias espongiformes transmissíveis em animais, talvez a mais conhecida seja a encefalopatia espongiforme bovina (BSE), que é encontrado em vacas e é muitas vezes referida como doença da "vaca louca"; Há ainda outra bastante conhecida na Austrália, o Scrapie, que afeta ovinos e caprinos; também são conhecidas outras doenças semelhantes, que ocorrem em alces, cervos, felinos e animais de jardim zoológico exóticos.

Quais são os sintomas da doença?
A DCJ é caracterizada por demência rapidamente progressiva. Inicialmente, os indivíduos experimentam problemas com a coordenação muscular; mudanças de personalidade, incluindo memória prejudicada, julgamento e pensamento; visão prejudicada. Pessoas com a doença também podem experimentar insônia, depressão ou sensações incomuns. A DCJ não causa febre ou outros sintomas gripais. Como a doença progride, deficiência mental torna-se grave. Indivíduos frequentemente desenvolvem contrações musculares involuntários chamados mioclonus, e eles podem ficar cegos. Eles acabam por perder a capacidade de se mover e falar e entram em coma. Pneumonia e outras infecções ocorrem frequentemente nestes indivíduos e podem levar à morte.

Como é tratada a doença?
Não há tratamento que possa curar ou controlar a DCJ. Os pesquisadores testaram muitos medicamentos, incluindo amantadina, esteróides, interferon, aciclovir, agentes antivirais e antibióticos. Estudos de uma variedade de outras drogas estão agora em andamento. No entanto, até agora nenhum destes tratamentos tem mostrado qualquer benefício consistente em seres humanos.

O que causa a doença de Creutzfeldt-Jakob?
Alguns pesquisadores acreditam que um incomum "vírus lento" ou outro organismo causa a DCJ. No entanto, eles nunca foram capazes de isolar um vírus ou outro organismo em pessoas com a doença. Além disso, o agente que causa DCJ tem várias características que são incomuns para organismos conhecidos, tais como vírus e bactérias. É difícil de matar, não parece conter qualquer informação genética na forma de ácidos nucleicos (DNA ou RNA), e geralmente tem um longo período de incubação antes dos sintomas aparecerem. Em alguns casos, o período de incubação pode ser de até 50 anos. A principal teoria científica neste momento sustenta que a CJD e as outras EET's são causadas por um tipo de proteína chamada prion.

Não há o menor motivo para preocupações por parte da população, considerando que a doença somente é transmissível por contato com parte do tecido cerebral contaminado.

Fonte: Com informação do National Institute of Neurological Disorders and Stroke

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