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Hipercolesterolemia é risco - 13/03/2017 às 15h19

2/3 dos brasileiros desconhecem as próprias taxas de colesterol

Um levantamento divulgado na semana passada, revelou que 67% dos brasileiros desconhece a sua taxa de colesterol sanguíneo e as atitudes que devem ser tomadas para o controle da doença. O estudo foi do Departamento de Aterosclerose da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia)em parceria com a multinacional farmacêutica Sanofi, e realizado pelo Instituto Ipsos.

O levantamento demonstrou que a população não tem conhecimento da gravidade do problema causado pela hipercolesterolemia e sua implicação direta no aumento do risco de doenças cardiovasculares. Segundo a SBC, estima-se que 300 mil pessoas morrem anualmente no Brasil em decorrência de doenças cardiovasculares e o LDL elevado (colesterol ruim) é um dos principais fatores de risco, sendo tão prejudicial quanto a obesidade, o tabagismo e o sedentarismo

O levantamento revelou ainda que quase noventa porcento da população entende que até as crianças devem medir as taxas regularmente, porém, a maioria não sabe declarar quais são as suas taxas.

Para medir nível de colesterol, o paciente deve fazer um exame de sangue. O resultado revela o nível de colesterol total, o LDL o HDL, e a quantidade de triglicérides no sangue. O resultado ideal para o colesterol total é menor que 200mg/DL.

E você? Sabe qual a sua taxa de colesterol?

Fonte: Com informações do R7

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Mielofibrose - 01/03/2017 às 09h23

Palidez, perda de peso, sudorese noturna, fadiga, hematomas espontâneos, podem ser mielofibrose

Sintomas como: palidez, perda de peso, sudorese noturna, fadiga, hematomas sem razão aparente e falta de energia, muitas vezes são passageiros e indicam apenas uma virose ou indisposição, porém, quando persistem por um longo período e são acompanhados por febre, hemorragias, infecções frequentes e dor ou volume atípico no abdome, esses sintomas podem indicar problemas bem mais graves, como a mielofibrose.

A mielofibrose é um tipo de câncer do sangue, que pertencente ao grupo das doenças mieloproliferativas, que ocorre quando as células-tronco sofrem uma mutação e formam uma fibrose (cicatriz) na medula óssea. Com cada vez mais células mutantes se replicando, a produção de células sanguíneas é afetada, reduzindo a quantidade de glóbulos vermelho, brancos ou plaquetas no organismo. Para compensar esse desfalque, o baço intensifica a produção de glóbulos vermelhos e, com isso, aumenta de volume, podendo passar de 150g e 15cm, em média, para até 10kg e 36cm de comprimento. Esse aumento pode gerar dor ou volume incomum abaixo da costela esquerda, o que costuma intensificar a sensação de cansaço e fadiga, além de acender o sinal de alerta para a presença desta doença mais complexa.

A causa da mielofibrose ainda é desconhecida, embora exista uma alteração genética envolvida e aparece em paciente em uma faixa etária entre os 50 e 80 anos, idade em que geralmente já existe outros sintomas e doenças envolvidas, o que dificulta o diagnóstico e deve alertar aos profissionais de saúde para avaliar a possibilidade de mielofibrose quando o paciente se queixar de cansaço extremo e progressivo.

Por se tratar de uma doença rara, o que não a coloca nas preocupações médicas de rotina e de evolução lenta, em que o paciente leva algum tempo para desenvolver os sintomas mais severos, o diagnóstico geralmente já é feito tardiamente, o que termina por acarretar prejuízos para o paciente.

O diagnóstico sugestivo pode ser feito por um simples hemograma, onde se pode verificar possíveis alterações no número de células sanguíneas. Em casos em que haja um diagnóstico sugestivo associado a sintomas também, o médico deve solicitar uma biópsia da medula óssea, afim de confirmar essas alterações.

Se não receberem o tratamento adequado e à tempo, as pessoas com mielofibrose sofrem com sintomas debilitantes, tornando-se incapazes de seguir suas rotinas de forma funcional. Com sintomas avançados, o paciente diagnosticado tardiamente acaba sendo prejudicado, pois quanto antes o tratamento for iniciado, maior o ganho de qualidade de vida e potencial controle da doença.

Fonte: Com informações enviadas por Caroline Ferreira, da Edelman Significa

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Dos BO's à fosfoetanolamina - 22/02/2017 às 09h11

Cuidado com a empurroterapia

Foi no ano de 1999, precisamente em 05 de maio, que, Aparecido Bueno Camargo apresentou em depoimento na CPI dos medicamentos, o termo “Bons pra Otários” como a tradução corriqueira entre os donos de farmácia, para os medicamentos BO's, que designariam aqueles que geram bônus para os proprietários das farmácias e aos balconista que os empurram ao cliente, embora muitas vezes tenha sua eficácia questionada.

A data, atualmente é relembrada por acadêmicos de farmácia e farmacêuticos de todo o Brasil, como o dia de luta pelo uso racional de medicamentos. Porém, passado já quase 18 anos, raramente tenho entrado em uma farmácia em que não recebido a oferta de um medicamentos que não necessito, como uma vitamina ou algum suplemento alimentar com alegações de propriedades funcionais, demonstrando que a prática da empurroterapia continua a pleno vapor.

Como já colocamos aqui por diversas vezes, não existe medicamentos isento de perigos, como por exemplo: um dos produtos que mais me ofertam são as vitaminas, porém, o uso de algumas destas por pacientes oncológicos, podem estimular metástase do tumor e comprometer o tratamento em curso ou até mesmo acelerar a morte do paciente.

Muitos estudo tem apontado que, a suplementação de cálcio pode trazer mais riscos de ataques cardíacos do que benefícios a estrutura óssea do paciente e redução do número de fraturas, porém, estes produtos continuam sendo empurrados, inclusive por comerciais de TV.

Outro produto que muito me ofertaram no passado, era a tal cartilagem de tubarão, para evitar e até combater o câncer. Posteriormente descobriu-se que os tubarões também podem ser acometidos por onze tipos de câncer, dois deles inclusive no tecido cartilaginoso. Atualmente já não sei se este produto vende, mas fez a fortuna de muita gente.

Me preocupo agora com a nova tentativa de algumas pessoas equivocadas ou mesmo ávidas de lucro, de querer vender a fosfoetanolamina como suplemento alimentar funcional, para ajudar no tratamento do câncer, ou até mesmo evitar esta moléstia, quando até agora os resultados científicos mostraram que o produto não possui nenhuma propriedade terapêutica. Para mim, que tenho na família pacientes oncológicos, é uma forma de se aproveitar da fragilidade das pessoas ante o momento difícil que atravessam. O produto não é registrado no Brasil como medicamento e nem como suplemento alimentar, porém, há relatos de brasileiros o produzindo fora do país para vendê-lo pela internet.

Ressalto aqui que é importante não confundir a empurroterapia com a prescrição farmacêutica, uma atividade legal e regulamenta pelo CFF, em que o profissional pode prescrever medicamentos que não necessitam de prescrição médica ou odontológica, e que é de suma importância para evitar interações medicamentosas como outro medicamentos já em uso.

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Qualifar-SUS - 17/02/2017 às 10h15

Saúde libera R$ 5,8 mi referente ao 4º ciclo do Qualifar-SUS - 23 municípios do Piaui são aprovados

Dentre as ações mais onerosas, porém, com maior poder de resolutividade do SUS, está a assistência farmacêutica integral. Mais de 95% dos procedimentos tem a sua finalização em uma prescrição de medicamentos, que, se utilizada de forma inadequada, trará certamente, mais problemas do que resolução.

Um terço das internações, são decorrente de problemas relacionados ao uso de medicamentos, seja pela utilização de forma errada, seja pela suspensão do tratamento em decorrência do desentendimento por parte do paciente do tempo necessário de uso ou, seja ainda, pela associação medicamentosa de medicamentos receitados em várias prescrições diferentes ou associação com medicamentos isento de prescrição. De todas as formas, somente uma dispensação correta de medicamentos poderá minimizar estes índices.

Como forma de qualificar e melhorar a assistência farmacêutica junto aos municípios com maior dificuldade de investimentos, o Ministério da Saúde criou o Qualifar-SUS, um programa que visa estruturar a assistência farmacêutica.

Buscando esta melhoria, o Ministério da Saúde vai investir mais R$ 5,8 milhões para aprimorar a qualidade e estrutura dos serviços farmacêuticos de 968 municípios brasileiros. A iniciativa faz parte do Eixo Estrutura do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (Qualifar-SUS). Os valores poderão ser usados para o aprimoramento dos serviços de conectividade dos locais e para a melhoria da organização dos estoques de medicamentos. Isso só é permitido com o recurso de capital para estruturação das Centrais de Abastecimento Farmacêutico e Farmácia no âmbito da Atenção Básica. A portaria de liberação financeira já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Os repasses do Eixo Estrutura do Qualifar-SUS são realizados trimestralmente.

A melhoria da eficiência por meio do investimento na modernização e na informatização é uma das prioridades do Ministério da Saúde. “É possível fazer mais com recursos que temos disponíveis, otimizando a sua aplicação. Sem dúvida, o investimento na informatização é um dos caminhos. Organizar as farmácias nas unidades públicas de saúde promoverá maior rapidez no atendimento, evitará desperdícios e promoverá boas práticas de gestão” afirma o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Desde a criação do Programa Qualifar-SUS, em 2012, o Ministério da Saúde já destinou mais de R$ 105 milhões para 1.582 municípios, 70% deles está inserido no Programa Brasil sem Miséria. Essa estratégia de qualificar a estrutura dos serviços de saúde integra um conjunto de ações que possuem outros investimentos, como a realizada por meio do Projeto de Qualificação da Assistência Farmacêutica e Intervenção Sistêmica da Assistência Farmacêutica nas Redes de Atenção à Saúde – QualiSUS-Rede.

Desenvolvido em 15 regiões do país, em 486 municípios, o Programa proporcionou compra de computadores, realização de pesquisa diagnóstica sobre os serviços farmacêuticos e ofertas educacionais na modalidade à distância para mais de cinco mil profissionais de saúde.

O PROGRAMA

Organizado em quatro eixos (Estrutura, Educação, Informação e Cuidado), o programa engloba desde investimentos na estruturação dos serviços farmacêuticos até ações de cuidado ao usuário. A proposta é contribuir para o aprimoramento, implementação e integração das atividades da assistência farmacêutica nas ações e serviços de saúde, visando uma atenção contínua, integral, segura, responsável e humanizada.

Acompanhe o programa em www.saude,gov.br/qualifarsus para ficar atento à novas ações que municípios e estados podem participar.

No Piauí, 23 municípios estão habilitados no programa, são estes: Alegrete do PI, Assunção do PI, Barra do Alcântara, Bertolínia, Bom Jesus, Bonfim do PI, Campo Grande do PI, Canto do Buriti, Caxingó, Colônia do Gurguéia, Cristino Castro, Curimatá, Currais, Inhuma, Jurema, Manoel Emídio, Nazaré do PI, Pau D'Arco do PI, Pio IX, São João da Canabrava, São João do PI, Paulistana e Sebastião Leal.

Fonte: Comm informações de Alexandre Penido do Portal Saúde

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Detecção do risco de diabetes - 15/02/2017 às 06h32

Utilização da Hemoglobina glicada para predizer risco de diabetes em crianças e adolescentes

Durante muitos anos, o teste de dosagem da hemoglobina glicada – HbA1c, foi utilizado apenas para o acompanhamento de pacientes diabéticos, com a vantagem de revelar um “histórico” de como as taxas sanguíneas de glicose haviam se comportado nos últimos três meses e não apenas com um resultado pontual, do momento em que foi realizado o exame, como no caso do teste da glicemia em jejum.

Para a o diagnostico do diabetes, geralmente se recorria ao teste para medir a glicemia em jejum e o teste oral de tolerância a glicose (TOTG), inconveniente e desaconselhável para muita gente.

Uma pesquisa publicada na edição de janeiro do periódico Diabetes Care, conclui que o risco de diabetes tipo 2 pode ser previsto e a presença de pré-diabetes pode ser identificada pela dosagem da HbA1c com a mesma precisão do que com outros testes menos convenientes, confirmam pesquisadores dos Estados Unidos.

Analisando os dados de um estudo de longo prazo em uma população indígena americana, os pesquisadores descobriram que não havia diferença entre os exames de HbA1c, glicemia de jejum, e teste oral de tolerância a glicose de duas horas (TOTG) na identificação de crianças que desenvolveriam diabetes futuramente e acreditam que, apesar de o estudo ter sido conduzido em uma população conhecida pelo alto risco de desenvolver diabetes, os resultados são generalizáveis para outros grupos.

O estudo publicada é pioneiro, pois poucos estudos estudaram a associação entre a HbA1c na infância e o risco de desenvolver diabetes por um período tão longo, de 42 anos (1965 à 2007).

Os pesquisadores observaram que crianças e adolescentes do sexo masculino que se encontravam no grupo de de HbA1c mais elevada (5,7% a 6,4%) no início do estudo, tinham uma incidência quatro vezes maior de diabetes durante o seguimento do que aqueles com a menor categoria de HbA1c HbA 1c (? 5,3%). Crianças e adolescentes do sexo feminino com a categoria mais elevada de HbA1c tiveram uma incidência sete vezes maior de diabetes do que aquelas na menor categoria.

Segundo os autores, não houve diferença significativa nos resultados entre a HbA1c e as medidas de glicemia sugere que todos os três exames têm o potencial de oferecer o mesmo nível de sensibilidade e especificidade, para meninos e meninas, dependendo dos limites escolhidos.

Essa pesquisa foi financiada pelo Intramural Research Program do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Os autores relataram não possuir conflitos de interesse relevantes.

Fonte: Com informações de Liam Davenport - Medscape

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