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Contaminação cruzada - 02/05/2016 às 21h25

Cortador de frios contaminado pode transmitir bactéria Listeria monocytogenes por duzentas fatias

Uma pesquisa conduzida na USP , mostra como se dá a contaminação cruzada da bactéria Listeria monocytogenes no processo de corte de frios.

A contaminação cruzada é o processo de transferência de micro-organismos de um alimento contaminado para outro não contaminado. O estudo simulou a contaminação cruzada em um fatiador de frios e conseguiu demonstrar que essa bactéria é transferida a duas centenas de fatias de rosbife cortadas por um aparelho contaminado com o micro-organismo.

O estudo comprova que, apesar de o processamento térmico desses alimentos ser suficiente para eliminar esse micro-organismo, a ocorrência de contaminação cruzada pós-processamento pode resultar em aumento do risco à saúde do consumidor. A Listeria monocytogenes é uma bactéria que pode colocar em risco a vida de pessoas com imunidade baixa e a dos bebês durante a gravidez. O micro-organismo é um patógeno que pode estar presente em alimentos prontos para o consumo, pois são mantidos em refrigeração e possuem longa vida de prateleira, favorecendo a multiplicação deste patógeno.

A Listeria monocytogenes é causadora da doença listeriose, infecção que tem incidência baixa, mas alto grau de severidade e alto índice de mortalidade (20% a 30%) e cujos sintomas em um adulto normal são semelhantes aos da gripe. A bactéria apresenta um maior risco de maior gravidade em gestantes, recém-nascidos, idosos e pacientes debilitados e imuno-deprimidos. No caso das gestantes, a listeriose materno-fetal ocorre com mais frequência no último trimestre da gestação. Os sintomas iniciais são semelhantes a uma gripe, com febre, mialgias e dor de cabeça, seguidos de complicações, como aborto, feto natimorto, nascimento prematuro e infecções neonatais.

Já a listeriose invasiva, se caracteriza por bacteremia, doença caracterizada pela grande presença de bactérias no sangue, com ou sem focos evidentes de infecção, ou por afetar o sistema nervoso central podendo causar meningite, meningoencefalite e abscessos no cérebro. Afeta pincipalmente pacientes com mais de 50 anos, causando febre, alterações na percepção sensorial e dor de cabeça.

A Listeria sobrevive a grande variação de temperatura, de quatro graus negativos até 50 graus Celsius. Portanto, o problema pode se dar tanto em locais onde as pessoas pedem o produto fatiado quanto para quem compra a peça inteira ou ainda fatiada e acondicionada em embalagens de isopor.

Um dos principais objetivos da pesquisa é alertar as autoridades sanitárias no Brasil. O País não tem legislação para garantir que produtos como o rosbife e outros frios estejam livres da Listeria, bem como exigir um processo de limpeza e sanitização adequados em locais de fatiamento, e não faz alertas para os grupos mais vulneráveis ao risco de contaminação.

A pesquisa foi realizada pela mestranda Daniele Faria, orientada pela professora Bernadette Franco, coordenadora do Centro de Pesquisa em Alimentos/ Food Research Center (FoRC) da USP.

Fonte: Acadêmica Agência de Comunicação USP

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Esperança aos diabéticos - 29/04/2016 às 06h39

Mais uma descoberta que pode gerar tratamento definitivo do diabetes

Este ano estamos tem trazido grandes esperanças para os pacientes diabéticos, principalmente os que são acometidos pela forma mais grave, o do tipo 1.

Ainda no dia 13 de abril, escrevemos sobre um tratamento em teste que utiliza linfócitos T reguladores para evitar que o próprio organismo destruas, por meio de processo autoimune, as células produtoras de insulina do organismo. Este processo, barrará a sua destruição, evitando que a doença progrida.

Agora, um estudo publicado na revista “Cell Metabolism”, relata um processo descoberto por cientistas americanos, descobriram como ativar o crescimento de células beta pancreáticas funcionais em laboratório, sendo um passo importante para uma terapia celular para a diabetes repondo as células betas (produtoras de insulina) já destruídas.

Há muito que a comunidade científica tentava obter células beta a partir de células estaminais, também conhecidas como células-mãe. Estas células, têm a capacidade de se transformar em outros tipos de células, incluídas as do cérebro, do coração, dos ossos, dos músculos e da pele, porém, conseguiram chegar apenas a uma etapa precursora do processo de diferenciação. O diferencial deste estudo, conduzido por investigadores do Instituto Salk, nos EUA, foi a descoberta de uma proteína que capaz de produzir a maturação in vitro das células beta, capazes de produzir insulina.

Estas descobertas, ainda que algumas em estágio inicial, abrem caminho e são uma grande esperança para o tratamento definitivo do diabetes, uma doença que atinge milhões de pessoas no mundo.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A

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Excesso de exames - 25/04/2016 às 06h42

Diagnótico e tratamento inadequado podem ser pior que a doença

A descoberta precoce de muitas doenças tem levado a cura muitos pacientes que, se esta ocorresse de forma tardia, certamente seria bem mais difícil o tratamento ou poderia até mesmo abreviar-lhe a vida. Porém, para muitos especialistas, o excesso de exames preventivos estão se tornando um problema de saúde.

Presenciamos ao longo das últimas décadas, um crescimento antes inimaginável na sofisticação dos exames, e com isto, os diagnósticos e tratamentos aumentaram. Porém, pesquisas mostram que, a mortalidade não caiu para nenhum tipo de câncer, nem para doenças cardiovasculares, e que certos procedimentos adotados, têm efeitos colaterais piores que algumas formas das doenças.

Vejamos o caso de pacientes que recebem um diagnóstico de câncer. Muitos cânceres possuem desenvolvimento tão lento, que nunca chegarão a causar dano no paciente no decorrer de toda sua vida, e devem apenas ser acompanhados, para detectar crescimento do tumor e necessidade de intervenção com medicamentos ou cirurgia. Ocorre que a detecção precoce, realizadas muitas vezes por triagem, se não acompanhada de explicações precisas do médico acerca do prognóstico e opções de tratamento, pode produzir grande angustia no paciente e familiares e levar este a buscar tratamentos desnecessários.

Nos Estados Unidos, estima-se que 50% das intervenções coronárias são inadequadas ou incertas. Aqui no Brasil, a colocação de “stents” (pequenos tubos que abrem vasos entupidos por placas de gordura no coração) em pacientes assintomáticos, movimenta um mercado de US$ 10 bilhões por ano. O procedimento é invasivo, obriga a pessoa a ficar usando medicamentos e não previne infartos, mesmo em quem tem grande placa. Esta intervenção somente é indicada para melhorar a qualidade de vida de quem tem dor em repouso e outras situações específicas, como no pós-infarto.

Em 2012, iniciou nos EUA uma campanha denominada "Choosing Wisely" (escolhendo com sabedoria), e seus entusiastas afirmam que procedimentos só se justificam se puderem aumentar a expectativa ou a qualidade de vida do paciente. A Sociedade de Brasileira de Cardiologia e a Sociedade de Medicina de Família estão difundindo no Brasil este conceito para seus filiados. A campanha no Brasil, que ganhou o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), adotou a estratégia da norte-americana, impulsionada pelo Conselho Americano de Medicina Interna. A ideia não é impor condutas aos doutores, mas estimular as sociedades médicas a criarem suas listas de procedimentos a serem evitados.

Fonte: Com informações da Exame e do diário da Saúde

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Antioxidante e o câncer - 22/04/2016 às 06h18

Alimentos antioxidantes e vitaminas A, D e E, podem acelerar metástases de tumores

A busca incessante por uma juventude eterna, ou simplesmente, por uma velhice mais produtiva e saudável, leva milhares de pessoas a consumir alimentos e suplementos alimentares com propriedades antioxidantes, moléculas associadas com a melhora da saúde das células e retardo do envelhecimento. Propagandas de suplementos vitamínicos antioxidantes estão em todas as mídias diariamente, aumentando ainda mais este exército de pessoas que utilizam estes produtos.

Os antioxidantes, que podem ser encontrados na alimentação (vitaminas A, C e E) mas também sob forma de suplementos alimentares, permitindo neutralizar os radicais livres das moléculas (ou stress oxidativo) responsáveis pelo envelhecimento dos tecidos.

Porém, segundo um estudo publicado pela revista britânica “Nature”, os antioxidantes,
podem ter um efeito negativo sobre o melanoma, o tipo mais mortal de câncer de pele, por facilitar a propagação das metástases, células cancerosas permitem a um câncer inicial propagar-se para outras partes do corpo.

Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Pesquisa sobre as Crianças, com sede em Dallas, nos Estados Unidos, transplantou células humanas de melanoma sobre camundongos transgênicos e descobriu que o câncer se desenvolvia mais rápido entre aquelas que receberam injeções de antioxidantes do que entre aquelas que não haviam recebido, sugerindo assim que os antioxidantes favorecem a progressão da doença, ao menos no caso no melanoma, por estimular estas metástases.

Esta não é a primeira vez que uma relação entre antioxidantes e desenvolvimento do câncer é colocada em evidência pela equipe. Em 2014, pesquisadores suecos mostraram que o consumo de suplementos alimentares antioxidantes, mais especificamente a vitamina E, acelerava o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas ou cânceres precoces do pulmão nos camundongos e nas células humanas em laboratório. Estudos mais antigos constatavam um efeito similar de antioxidantes sobre os cânceres de mama e de próstata.

Os pesquisadores pensaram durante muito tempo que as substâncias antioxidantes poderiam ajudar na prevenção do câncer, mas diversos testes clínicos tiveram que ser interrompidos porque os pacientes que recebiam antioxidantes morriam mais rapidamente do que os outros. Ao que se observa, as células cancerosas beneficiam-se mais dos antioxidantes do que as células normais.

Até o momento, contudo, o risco de propagação das metástases não foi comprovado nos seres humanos, apenas nos camundongos que receberam injeções diárias de um precursor da glutationa (protetor celular do stress oxidativo).

Segundo os pesquisadores, este stress oxidativo, considerado nefasto em pessoas saudáveis, poderia - ao contrário - ser bastante benéfico numa pessoa afetada pelo melanoma. Explicam ainda que os resultados poderiam abrir o caminho para tratamentos de pró-oxidantes que permitam evitar a propagação de metástases.

 

Fonte: Com informações do CRF-PR

Novos usos de antigas drogas - 20/04/2016 às 06h10

Medicamento em uso há mais de 60 anos, está sendo testado para retardar o envelhecimento

Sempre que tiramos uma cópia de um documento original, esta sempre terá alguma perda de qualidade. Se insistirmos repetir o processo, tirando cópias de cópias anteriores, chegará um tempo que praticamente teremos um documento ilegível. Assim também são as células do nosso organismo, a medida que repomos as nossas células que envelhecem e morrem, as novas células, cópias das anteriores, não terão a mesma qualidade e erros começarão a acontecer, podendo ocasionar a uma série de doenças, como cânceres e demência.

Observações acerca de pacientes que tomam um medicamento barato e que está no mercado a 60 anos, apontam que o mesmo pode diminuir estes erros e melhorar a expectativa de vida em até 150%.

O grupo de pacientes observado, foram diabéticos tipo 2, que fazem uso de metformina. Nestes pacientes ocorrem, em média, 30% menos cânceres, de quase todos os tipos, exceto o de próstata. Os estudos também mostraram que os diabéticos que tomam metformina vivem mais tempo do que as pessoas que não têm diabetes, apesar da condição, normalmente, reduzir oito anos da expectativa de vida das pessoas. Considerando ainda, que, quando um paciente incia o uso de metformina, são mais obesos e mais doentes do que as pessoas sem diabetes, mas, mesmo assim, sobrevivem em média, 8 anos a mais que elas.

Teste já realizados em vermes, por pesquisadores na Bélgica, constataram que os vermes não só envelheceram de forma mais lenta, como também permaneceram saudáveis por mais tempo. Camundongos tratados com a droga, tiveram seu tempo de vida aumentado em quase 40%, com sinais de que eles ficaram mais jovens por mais tempo. Calculando a proporção em seres humanos, poderíamos aumentar a expectativa de vida em uma taxa que pode variar entre 80 a 120 anos!

Com base nestas observações, a Food and Drug Administration (FDA), a agência de vigilância sanitária dos EUA, autorizou no ano passado, testes do medicamento por suas propriedades antienvelhecimento, testes estes, que iniciaram já este ano. Caso isso seja comprovado, será a primeira vez que o FDA reconhece o envelhecimento, ao invés de uma doença específica, como um alvo de pesquisa de drogas.

A pesquisa iniciada este ano, tem previsão de encerrar em 2022, e está sendo realizada em aproximadamente 3.000 idosos americanos entre 65 e 79 anos, ainda não diabéticos, mas com risco de poder vir a ter câncer, problemas cardíacos e ou doenças mentais, que melhor se encaixam no perfil do estudo.

Mas atenção! Ainda não se tem certeza dos efeitos da metformina, e seu consumo antecipado ao estudo para tratar o envelhecimento não é recomendado, podendo causar riscos desconhecidos à saúde. Somente tome medicamento prescrito pelo seu médico.

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