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Possível nova indicação - 26/04/2017 às 06h33

A aspirina e suas possíveis novas indicações

Esta coluna tem noticiado por diversas vezes, a descoberta da possibilidades de novos usos terapêuticos para medicamentos já há muito tempo em uso. Um deles, utilizado há mais de 100 anos, continua surpreendendo: trata-se do Ácido Acetilsalicílico, mais conhecidos pelos nomes comerciais de Aspirina®da Bayer e AAS® da Sanofi-Aventis e de dezenas de outros nomes de outros laboratórios produtores.

O acido acetilsalicílico foi descoberto em 1897 na Alemanha pela Bayer, que a batizou com o nome comercial de Aspirina®. Nos últimos 120 anos tem sido usada para dor de cabeça, febre e problemas reumáticos, entre outras ações. No final do século passado, passou a ser recomendada para prevenção de infarto em doses máximas de 100 miligramas/dia.

No início deste mês, a reunião anual da Associação Americana para Pesquisas em Câncer, foi apresentado um estudo que associava o uso regular e por longo tempo do ácido acetilsalicílico em doses baixas a possível redução de casos de câncer e consequente morte.

Realizada com um número de total de 130.183 pacientes sendo 86.206 mulheres e 43.977 homens, a pesquisa mostrou redução de mortalidade em 7% para o sexo feminino e 11% para o masculino de acordo com o divulgado pela professora Yin Cao e colaboradores do Massachusetts General Hospital e Universidade de Harvard, EUA.

Há controvérsias

Porém, de acordo com o blog "HealthNewsReview.org", coordenado pelo professor Gary Schwitzer, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, EUA, e que analisa a qualidade das notícias sobre saúde e medicina publicadas na imprensa americana, a pesquisa não prova que a aspirina reduz o risco de morte por câncer. O que ele mostra são pessoas mais conscientes e cuidadosas em relação a problemas de saúde do que as que não tomam remédio regularmente.

Por outro lado, a aspirina possibilita risco de hemorragia nos portadores de úlceras gastrointestinais, hipertensão sem controle ou com uso concomitante de anticoagulantes e drogas não esteroidais, além de ser fatal para quem apresenta alergia ao produto.

Fonte: Com informações da Folha de S.Paulo

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SNGPC - 24/04/2017 às 07h41

Segundo a Anvisa, o Piauí tem 640 farmácias que vendem controlados

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa, 59 mil farmácia em todo o país possuem autorização para a venda de medicamentos de controle especial, seja os psicotrópicos (desde 2007) ou os antibióticos (desde 2013).

Os medicamentos controlados são aqueles que só podem ser comprados se você apresentar uma receita especial em duas vias ou com talonário. Essa categoria inclui medicamentos com tarja preta e os de tarja vermelha.

O texto divulgado informa ainda, o numero de farmácia por grupo de 100 mil habitantes em cada estado, estando, pelo texto, o Piauí em 19º colocação, com o número de 20 farmácias por 100 mil habitantes, o que daria um total de aproximadamente 640 farmácia habilitadas a vender medicamentos de controle especial em todo o estado.

O texto não deixa de nos trazer algumas preocupações pelos motivos a seguir:

1º - Existem muitas farmácia que não vendem psicotrópicos, porém, desconheço a existência de alguma farmácia no Estado que não venda antibióticos;

2º - O número divulgado em relação ao Piauí, daria uma média de 2,86 farmácia por município, o que, conhecendo parte dos municípios piauienses, nos parece um tanto improvável que tenhamos somente este número de farmácia;

3º- O texto coloca que o objetivo do SNGPC é melhorar as ações da vigilância sanitária relacionadas ao monitoramento sanitário e farmacoepidemiológico dos medicamentos envolvidos. Porém a realidade é que muitos municípios não possuem fiscais qualificados para dar conta deste controle tão importante para a saúde e o bem estar da sociedade, até por conta renovação constante dos quadros;

4º – Dos 1800 profissionais treinados anualmente, segundo o texto da Anvisa, quantos ainda estão de fato trabalhando em vigilância sanitária? Muitos gestores não formam quadros e carreira destes profissionais e não realizam concursos, sendo a maioria deles ocupantes de cargos comissionados, o que compromete a autonomia. Portanto, ainda é um quadro que tem uma grande possibilidade de vir a ser renovado a cada gestão, perdendo-se milhões em capacitação de quadro inconstantes;

Sempre elogiamos a Anvisa no que se trata da implantação do SNGPC como instrumento de controle de medicamentos especiais, embora também tenhamos algumas críticas já manifestadas anteriormente, principalmente na forma que o mesmo foi implantado, começando pelas farmácias e não pelas distribuidoras. Porém o sistema informatizado nunca substituirá a fiscalização presencial.

Em um país em que ainda é comum vender notas fiscais sem medicamentos a gestores corruptos e medicamentos sem notas fiscais a comerciante desonestos, o SNGPC sem uma efetiva fiscalização presencial é praticamente inócuo. Não causa espanto a ONU afirmar que 20% do medicamento comercializado no Brasil é falso. Pelo menos de acordo com o Art. 273 do CPB.

Fonte: Anvisa

Coração x Anti-inflamatórios - 08/04/2017 às 06h24

Uso indiscriminado de anti-inflamatórios podem causar parada cardíaca

Uma das características do brasileiro no que se refere ao cuidado com a saúde, é a danosa prática da automedicação, que coloca o país como um dos campeões mundiais de intoxicação por medicamentos.

Recentemente, uma nova pesquisa publicada pela revista científica European Heart Journal e comandada pelo Hospital Universitário Gentofte, de Copenhague, sugere que o uso de alguns tipos de anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs), os medicamentos mais consumidos indiscriminadamente pelo brasileiro, pode ser prejudicial ao coração.

De acordo com o estudo, anti-inflamatórios como diclofenaco, naproxeno, ibuprofeno, celecoxib e outros estão associados ao aumento do risco de parada cardíaca. O interessante é observar que em 2004, tivemos a retirada do mercado do rofecoxib, sob a suspeita de ter causado milhares de mortes por parada cardíaca

Para chegar a essa conclusão, entre os anos de 2001 e 2010, pesquisadores analisaram as paradas cardíacas registradas na Dinamarca fora dos hospitais, das 28.947 pessoas que sofreram uma parada cardíaca, 3.376 utilizaram algum tipo de anti-inflamatório até 30 dias antes de o problema acontecer, ou seja, quase 12% delas.

Entre as pessoas que utilizaram algum tipo de AINEs antes de sofrer a parada cardíaca, 51% delas consumiram ibuprofeno e 21,8% fizeram uso do diclofenaco – os dois anti-infamatórios não-esteroides mais consumidos na Dinamarca.

Ainda segundo o estudo, o aumento do risco de parada cardíaca com o uso do ibuprofeno é de mais de 30%. Já o uso do diclofenaco, um dos medicamentos mais consumidos sem prescrição médica no Brasil, pode aumentar a incidência do problema em 50%.

Entre os anti-inflamatórios não-esteroides, o naproxeno se mostrou o menos prejudicial. O estudo afirmou também que os AINEs estão entre os medicamentos mais utilizados no mundo. Entre a população adulta dinamarquesa, 50% das pessoas já utilizaram algum tipo de anti-inflamatório não-esteroide no país

Fonte: Com informações de Exame

Diabetes - 06/04/2017 às 15h03

Estudo sobre efeito do diabetes no coração poderá produzir novos medicamentos

O diabetes, doença que caracteriza-se por um nível elevado de glicose no sangue, e é responsável por uma série de complicações no organismo, como a cegueira, problemas vasculares (nas veias e artérias) e problemas cardíacos, que são responsáveis por 65% das mortes relacionadas com a diabetes.

Recentemente, um estudo conduzido por investigadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Brasil, em colaboração com cientistas da Universidade de Bonn, na Alemanha, da Universidade do País Basco, em Espanha, da Universidade de La Plata, na Argentina, e da FIOCRUZ e UNICAMP, no Brasil, confirmaram que o aumento dos níveis de glicose associados à diabetes causa uma inflamação específica que afeta diretamente o coração e decidiram investigar este processo.

A pesquisa foi conduzida ao se provocar o diabetes em ratinhos controle (normais) e em ratinhos preparados em laboratório, que se tornaram incapazes de produzir um tipo específico de inflamação relacionada com a produção da IL-1-beta.

O estudo constatou que os dois grupos de animais apresentavam um aumento similar nos níveis de glicose, mas apenas os ratinhos controle apresentavam um ritmo cardíaco alterado. Adicionalmente, verificou-se que os animais que não produziam a IL-1-beta sofriam muito menos de arritmias, mesmo quando estavam sob o efeito de cafeína ou dobutamina, fármacos que promovem a taquicardia ventricular.

Os investigadores verificaram que havia uma grande quantidade de IL-1-beta em circulação, especialmente no coração dos ratinhos diabéticos de controle. Observou-se também que a IL-1-beta alterou a função cardíaca quando administrada nos corações de ratinhos sem diabetes ou em células cardíacas humanas.

Posteriormente, os investigadores testaram com sucesso dois fármacos que inibem especificamente este processo inflamatório, o MCC-950 e o anakinra. O primeiro bloqueia a produção da IL-1-beta, enquanto o segundo impede que esta interleucina tenha efeitos ativos nas células do organismo. Na verdade, este último já está a ser utilizado no tratamento de algumas doenças autoimunes, como é o caso da artrite reumatoide. Os investigadores conseguiram reverter as alterações cardíacas nos ratinhos diabéticos.

Emiliano Medei, líder do estudo, refere que a inflamação é uma ferramenta importante para combater as infecções, que termina habitualmente quando o intruso é removido. No entanto, no caso da diabetes não há infecção, mas a hiperglicemia persistente estimula o sistema imunitário a produzir uma inflamação constante, com uma grande produção de IL-1-beta.

O investigador acredita que estas novos medicamentos são bastante promissores no tratamento da doença cardíaca causada pela diabetes. Porém, enquanto novas drogas não são produzidas, o importante é prevenir e conhecer o diabetes!

Fica então a pergunta: a quantas anda o seu nível glicêmico. Faça um teste!

Fonte: com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Guardar e usar corretamente - 28/03/2017 às 20h50

Armazenamento e uso correto dos medicamentos são imprescindíveis para a sua eficácia

Confusão na hora de tomar o medicamento pode acontecer com qualquer pessoa. O paciente deve ficar atento aos cuidados com a rotina, como saber em qual local da casa os medicamentos certos ficam armazenados e em qual horário devem ser administrados. Os efeitos da troca da medicação certa podem ir de uma falta de eficácia do tratamento chegando até a provocar complicações mais sérias.

Todo o cuidado é necessário para não correr o risco. Por isso, lembramos algumas orientações do Ministério da Saúde:

1. Mantenha os medicamentos em lugares secos e frescos, seguros e específicos para este fim, fora do alcance de crianças e animais. Evite guardar os medicamentos com produtos de limpeza, perfumaria e alimentos.

2. Guarde na geladeira apenas os medicamentos líquidos, conforme orientação de um profissional de saúde. Não guarde medicamentos na porta da geladeira ou próximo do congelador. A insulina, por exemplo, perde o efeito se for congelada.

3. Se você utilizar porta-comprimidos para guardar os medicamentos, deixe somente a quantidade suficiente para 24 horas. Os recipientes devem ser cuidadosamente mantidos limpos e secos.

4. O armazenamento de medicamentos deve ser individualizado para evitar erros e trocas com medicamentos de outras pessoas.

5. Lave as mãos antes de manusear qualquer medicamento.

6. Manuseie os medicamentos em lugares claros. Leia sempre os nomes para evitar trocas.

7. É importante o uso regular dos medicamentos, observando os horários prescritos.

8. Tome os comprimidos e as cápsulas sempre com água ou conforme a orientação de um profissional de saúde.

9. Consulte seu médico ou farmacêutico caso seja necessário partir ou triturar os comprimidos.

10. Abra somente um frasco ou embalagem de cada medicamento por vez.

11. Mantenha os medicamentos nas embalagens originais para facilitar sua identificação e o controle da validade.

12. Observe frequentemente a data da validade e não tome medicamentos vencidos.

13. Consulte seu médico ou farmacêutico caso observe qualquer mudança no medicamento: cor, mancha ou cheiro estranho.

14. Utilize preferencialmente o medidor que acompanha o medicamento. Evite o uso de colheres caseiras. Lave-o após o uso.

15. Não passe o bico do tubo do medicamento em feridas ou na pele quando for utilizar pomadas. Você pode contaminar o medicamento.

16. Não encoste no olho ou na pele o bico dos frascos dos colírios e das pomadas para os olhos.

17. Sempre leve todas as receitas, os exames e os medicamentos em uso para todos os atendimentos médicos. Informe ao médico se você toma chás ou faz uso de plantas medicinais.

18. Mantenha a receita médica junto aos medicamentos.

19. Nunca espere o medicamento acabar para providenciar nova receita, para comprá-lo ou buscá-lo na unidade de saúde.

20. Guarde os medicamentos suspensos ou antigos em local separado dos medicamentos em uso.

Lembre-se: o mesmo frasco de colírio não deve ser utilizado por mais de 15 dias, colírios são substancias estéreis e podem contaminar.

Da mesma forma, não utilize o mesmo frasco de solução nasal por mais de 15 dias e não compartilhe com ninguém, pois podem torna-se uma fonte de transmissão de infecções respiratórias

Fonte: Com informações do Ministério da Saúde

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