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Mundial no Brasil - 03/03/2014 às 02h58

"Falta de privacidade" fez com que uma sede da Copa fosse cancelada

Goias perdeu o direito de ser sede por estádio não ter estrutura adequada.

Durante os últimos meses, Goiânia recebeu delegações de várias seleções, mas na lista final divulgada em 31 de janeiro nenhuma delas tinha escolhido a cidade como sede de preparação visando a Copa do Mundo deste ano.

O CCT do Urias Magalhães, do Atlético-GO, o Estádio da Serrinha, do Goiás, e o Estádio Serra Dourada eram os locais disponíveis às seleções. Tanto as dependências do Atlético como as do Goiás são de bom nível e sempre elogiadas por clubes que as utilizam durante o Campeonato Brasileiro.

Geferson Aragão, gerente de projetos especiais da Goiás Turismo, foi o responsável por apresentar aos representantes das seleções classificadas os locais indicados pela Fifa em Goiânia. Aragão acredita que a cidade ofereceu tudo o que poderia para atrair delegações para o período de treinos antes da Copa, mas sem cometer loucuras. Segundo ele, o fato de nenhum dos 32 países ter escolhido Goiânia foi mera opção.

"As seleções são livres para escolher qualquer centro de treinamento aprovado pela Fifa. Temos três centros de treinamento, de Atlético-GO, Goiás e o Serra Dourada, todos aptos, foi questão mesmo de opção. Nossa parte fizemos toda correta, é uma questão de escolha mesmo", analisou.

Aragão lembrou que muitas seleções buscavam resorts afastados das cidades para privacidade. Quesito que não existe no Estádio da Serrinha. "Algumas viram problema com relação ao centro de treinamento do Goiás por causa da altura dos prédios em torno da Serrinha, questão de privacidade, embora tivesse o CT do Parque Anhanguera", frisou.

O Goiás se esforçou para melhorar a estrutura física, que já era considerada uma das melhores do Brasil. Uma reforma na ordem de R$ 4,5 milhões foi feita na construção de campos com padrão Fifa e de um novo vestiário no Estádio da Serrinha, sendo que R$ 2,5 milhões do montante seria conseguido com ajuda do governo estadual através da mudança em uma lei de incentivo ao esporte.

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A melhoria foi realizada para uso próprio, mas também com a finalidade de receber a Seleção Brasileira na véspera da Copa das Confederações. Na ocasião, o Goiás deixou as portas do clube para a própria CBF para retornar no período de treinos para a Copa, além de manifestar o desejo de atrair outras seleções.

Vice-presidente à época, Sérgio Rassi é o presidente atual do Goiás e comentou o fato de Goiânia não ter conseguido atrair nenhuma seleção. Segundo o mandatário, algumas chegaram a demonstrar interesse, mas optaram por outros centros.

"Houve uma pré-intenção de algumas seleções, mas nada que foi concretizado. Acredito que contribui muito para isso o fato de Goiânia não ter uma rede hoteleira grande e ter um aeroporto muito modesto, acho que isso pode ter pesado", salientou.

Quanto à falta de privacidade na Serrinha, Rassi concordou que é um fator de peso inegável. Pois o estádio é localizado em uma região densamente povoada e cercado de prédios residenciais altos. Mas o presidente lembrou que o Goiás também ofereceu a estrutura da Centro de Treinamento do Parque Anhanguera, local onde a privacidade é muito grande.

Fonte: Com informações do Terra

Publicado Por: Kaio Oliveira

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