Dispensada pelo clube -
Daniele Hypolito revela mágoa com o Flamengo e atrasa em pagamento
Os passos de Daniele Hypolito na ginástica começaram a ganhar forma quando a então menina de 10 anos chegou ao Flamengo. De 1994 até 2013, foram quase 20 anos de saltos e piruetas que conquistaram títulos. Mas a parceria, que antes era perfeita, terminou de forma dura em março deste ano. O clube demitiu ela e outros 13 ginastas da equipe adulta alegando contenção de despesas. E dois meses após o fim da união, a paulista ainda tem mágoa e critica a forma como foi tratada.
A atleta não culpa a entidade, mas a atual direção, que assumiu em janeiro de 2013. Daniele não aceita a forma que foi descartada e diz que os dirigentes deveriam ter pesquisado a sua história com o clube.
- Eles não tiveram o cuidado de pesquisar a história dos atletas que viviam o dia a dia. É uma pena. Sinto uma tristeza muito grande. No meu último ciclo olímpico, tenho que mudar minha vida e representar outro clube, de outra cidade. Foi pela falta de cuidado que não tiveram. Sempre havia treinado no Flamengo - afirmou a ginasta, que comparou a forma como foi dispensada como se tivesse recebido uma mensagem de Facebook.
Após a saída turbulenta, os atletas entraram em acordo com o Rubro-negro em relação ao pagamento dos salários atrasados, referentes aos meses de novembro e dezembro de 2012. No entanto, até agora, o Flamengo não pagou nenhuma das parcelas do dinheiro, que deveriam ser pagas em seis meses.
- O Flamengo não quitou nada. Tentaram entrar em um acordo de pagar tudo em seis meses. Aceitamos esse acordo, mas a direção queria que assinássemos outro documento. Só que não tem motivo, se era algo que estava no primeiro contrato e eles não apagaram - explicou.
O Flamengo informou, através de sua assessoria de imprensa, que Daniele Hypolito e outros ginastas não assinaram o acordo oferecido. Porém, não deu detalhes sobre o documento.
Ainda sem acertar com nenhuma equipe, Daniele Hypolito está treinando há quase um mês no antigo CT da seleção brasileira de ginástica, em Curitiba (PR). A atleta não está com pressa de definir seu futuro, mesmo que o ciclo olímpico até os Jogos de 2016 já tenham começado.
- Estou tranquila com relação a isso. Continuo meus treinamentos e estou preocupada com isso agora. Em breve, anuncio meu destino, mas sem pressa - falou.
Sem patrocínio e um clube, a ginasta vive com o dinheiro que ganha mensalmente de seus quatro contratos de publicidade - Furnas, Embratel, Nute e Estácio de Sá. Ela citou o fato de o Flamengo ter assinado um contrato de patrocínio com a Caixa e disse que o clube poderia ter pedido para eles aguentarem enquanto tudo era resolvido.
- Poderiam ter pedido para segurarmos a onda. Agora, a Caixa entrou no Flamengo e qual a explicação? - disse, comentando ainda sobre a dificuldade de todos os atletas. - Fechamos contrato de patrocínio após sermos mandados embora. Só que estamos começando a receber agora. Somos atletas e essa é nossa profissão. Temos contas para pagar como todo mundo, somos humanos.
Fonte: Com informações do Extra







