Projeto de Lei de Regina · 06/09/2017 às 00h07

MP que muda regras para certidão de nascimento vai à sanção


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  Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 776/2017, que muda a Lei de Registros Públicos (6.015/1973) para permitir que a certidão de nascimento indique como naturalidade do filho o município de residência da mãe na data do nascimento, se localizado no País. Atualmente, a lei prevê apenas o registro de onde ocorreu o parto como naturalidade da criança.

O texto aprovado, que segue para a sanção presidencial, é um projeto de lei de conversão, da senadora Regina Souza (PT-PI), e inclui duas emendas apresentadas pelos senadores. A proposta foi aprovada no Senado no dia 23 de agosto e retornou à análise dos deputados.

Uma das emendas prevê que os cartórios poderão prestar, mediante convênio, outros serviços remunerados à população em credenciamento ou em matrícula com órgãos públicos e entidades interessadas. A outra mantém no atual texto da Lei de Registros Públicos dispositivo que torna obrigatório o registro de nascimento de criança de menos de 1 ano mesmo diante de óbito.


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Acontece no dia 5 de setembro, no espaço Celebração Eventos, o evento Viva Mulher.

Uma noite de palestras voltada para a mulher moderna, que vai discutir sobre bem estar, autoestima e empoderamento.

Irão palestrar a jornalista Vivi Oliveira, com o tema "Ser Feliz: a missão da mulher do futuro"; Izabel Lins, com "A volta por cima"; e Márcia Leal, falando sobre "Mulher Salto 15: Faça ele correr atrás de você".

Os ingressos podem ser comprados, pelo valor de R$ 50, na Ferni do Teresina Shopping e no salão Fran Cabelos, na Avenida Higino Cunha.

Taxa de assassinatos subiu · 16/07/2017 às 12h15 | Última atualização em 16/07/2017 às 12h24

'Piores estados' para ser mulher no Brasil: Piauí está em 23º no ranking


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O site de Exame divulgou neste domingo (16/07) dados de 2015, de levantamento pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), sobre a violência contra as mulheres.

No ranking dos estados mais violentos, o Piauí aparece em 23º lugar, com taxa de morte de 4,1 para cada grupo de 100 mil mulheres.

Aparece à frente de Minas Gerais, Distrito Federal, Santa Catarina e São Paulo. Mas registrou aumento de 62% na variação da taxa de assassinato de mulheres.

"No geral, a proporção de mulheres assassinadas tem crescido nos últimos anos. Segundo o estudo, a taxa de homicídios entre mulheres saltou 7,5% entre 2005 e 2015. Por outro lado, em alguns estados, houve melhora na variação da taxa de violência: São Paulo teve uma redução de 35% nesse período", traz Exame.


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No entanto, a presença de mulheres em cargos de liderança ainda é baixa: 79% dos principais líderes empresariais do mundo todo são homens

De acordo com o Relatório Global Gender Diversity 2016, elaborado pela Hays, as empresas com maior diversidade de gênero não apenas são mais rentáveis como contratam e retêm mais os melhores profissionais. No entanto, as mulheres ainda têm menor presença no local de trabalho, recebem salários mais baixos e ocupam menos cargos de responsabilidade que os homens.

O estudo revela que, embora a maioria das mulheres seja ambiciosa para progredir na carreira, 47% delas sentem que não têm a oportunidade de fazê-lo. Entretanto, foi revelado que a presença de mulheres em cargos altos, além de ajudar a aumentar a percepção feminina de sobre oportunidades de carreira, também aumenta a percepção delas sobre igualdade salarial.

Igualdade salarial para quem?

Em termos de salário, falamos há pouco tempo sobre as grandes diferenças, mas parece que os números não são o suficiente para tornar o mundo consciente dessa discriminação. Tanto é assim que, como mostrado na pesquisa, na Espanha, 72% dos homens acham que existe igualdade salarial entre os sexos, em comparação com 42% das mulheres que pensam o mesmo.

Que a existência de políticas de igualdade de gênero tem um impacto positivo sobre homens e mulheres, é um fato. Elas ajudam a aumentar a positividade em três aspectos fundamentais: a autopromoção de funcionários, percepção da igualdade salarial e oportunidades de carreira. Portanto, é necessário que as entidades se mobilizem em busca de uma política de empresa mais igualitária.

Um problema global · 14/07/2017 às 09h55 | Última atualização em 15/07/2017 às 11h30

Diferenças entre homens e mulheres no trabalho: por que elas ainda existem?


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Entre 142 países no ranking de igualdade de salários por gênero, o Brasil ocupa a posição 124

A desigualdade entre homens e mulheres no trabalho é um problema global, e, apesar de sua diminuição ter de fato ocorrido na última década, a progressão é lenta e irregular. Um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial mostrou que essa questão provavelmente só será resolvida no ano de 2095.

Entre 142 países no ranking de igualdade de salários por gênero, o Brasil ocupa a posição 124. Já entre os 22 países das Américas, nosso país aparece em 21º lugar, à frente apenas do Chile, e atrás de países como Bolívia, Honduras e Panamá.

A jornalista Mariana* foi contratada juntamente a outros colegas, todos homens, para exercer a mesma função que os demais – no mesmo departamento e com o mesmo cargo. Ainda assim, seu salário é inferior. “No papel, eu tenho outra função e recebo bem menos do que os outros colegas, homens, que estão no cargo correto e têm um salário maior”, diz.

Além disso, é constantemente cobrada sobre sua aparência. “Os superiores já reclamaram do meu cabelo, da minha maquiagem, das minhas roupas. Sugeriram até que eu usasse lentes de contato no lugar dos óculos. Nunca vi homens recebendo o mesmo tipo de cobrança”, conta ela.

Como o ranking do Fórum Econômico Mundial mostrou, situações como a de Mariana* são comuns nas empresas do mundo todo. A questão é...

Por que os homens ainda recebem mais do que as mulheres, mesmo quando exercem os mesmos cargos?

Para Allan Lopes, responsável pela área de Recursos Humanos da Soar Desenvolvimento Humano, isso ainda ocorre por conta de três possíveis cenários. O primeiro é o de que a empresa não possui um processo de cargos e salários definido, ou tem uma gestão imatura. Desta forma, o salário de cada colaborador é decidido no momento da contratação, e não há regra coerente que garanta a equiparação dos salários de profissionais que exerçam o mesmo cargo.

A segunda hipótese é devida ao contexto histórico de o homem possuir o papel de provedor. Apesar de nossa sociedade ter evoluído sobre o conceito de que o homem saía de casa para buscar o sustento para sua família enquanto a mulher cuidava da moradia e dos filhos, é comum pessoas e empresas ficarem presas a antigos conceitos.

Por fim, quando as mulheres se tornam mães, é comum que, além da licença maternidade, muitas optem por se dedicar ao filhos por um tempo. E, ao avaliar um currículo, o recrutador às vezes não entende que esse afastamento aconteceu por conta da maternidade. Os avaliadores tendem a pensar que, se um candidato ficou fora do mercado de trabalho por um longo período, isso significa que se desatualizou, e, portanto, seu salário pode ser menor.

Já Eline Kullock, especialista em Recursos Humanos e sócia da Stanton Chase International, empresa especializada em executive search, afirma que o motivo é pura e simplesmente o machismo enraizado na sociedade. “Não há outro motivo. Já houve muitas mudanças, mas elas ocorrem aos poucos. Não se muda uma cultura arraigada em um estalar de dedos. É necessário fazer este movimento (de igualdade dentro das empresas) sempre, para que a cultura de que os gêneros devem ser considerados da mesma forma se torne vigente e normal”, afirma.

Cargos de liderança

Apesar de os cargos de liderança ocupados por mulheres terem aumentado neste ano, uma média geral aponta que apenas 19% são preenchidos por elas. A questão cultural ainda prevalece, principalmente quando falamos de empresas imaturas, que possuem gestão fraca e cultura de diversidade inexistente.

Muitas empresas ainda precisam entender corretamente o conceito de liderança e perceber que apenas as competências definem o potencial de um profissional para os cargos estratégicos, independente de gêneros. Segundo Allan, as mulheres que buscam cargos de liderança também devem se preparar para essas posições, obtendo uma formação acadêmica interdisciplinar e alcançando altos níveis de excelência nas funções que executam – o que, aparentemente, já acontece. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de mulheres que ingressam no ensino superior é maior do que o de homens. Em 2013, aproximadamente 6 milhões de matrículas foram feitas. Destas, 3,4 milhões foram de mulheres, contra 2,7 milhões de homens. Na hora de concluir os estudos, 491 mil alunas formaram-se, frente aos 338 mil homens que terminaram seus cursos.

Como as empresas estão agindo

Atualmente, há empresas com metas de número de mulheres em cargo de chefia ou no comitê de diretores, o que se denominou “diversidade”, e abrange também os gays. Grandes organizações já perceberam o poder de adotar programas de diversidade para minimizar os impactos culturais e favorecer um ambiente onde todos possam desenvolver seu trabalho da mesma forma.

A empresa multinacional de tecnologia Oracle, por exemplo, possui um programa de desenvolvimento chamado Oracle Women's Leadership (Liderança de Mulheres da Oracle, em tradução livre), que suporta e incentiva o crescimento das lideranças femininas dentro da empresa. A Accenture, empresa global de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing, lançou neste ano uma iniciativa chamada AWAKE, que visa promover oportunidades iguais e debater opções para uma sociedade mais justa, principalmente destacando o protagonismo da mulher.

“Podemos perceber que muitas empresas já estão no caminho certo para essa mudança positiva. Porém, acredito que as empresas pequenas precisam migrar suas culturas rapidamente para conseguirem sobreviver”, diz Allan. Segundo ele, desenvolver um ambiente e que a diversidade é respeitada é o primeiro passo para um crescimento sustentável. E algumas soluções mais simples para estas empresas podem estar em palestras de conscientização, treinamentos sobre o tema e adequação em sua estrutura e gestão para igualar as relações de trabalho com urgência.

Homens x Mulheres: as diferenças realmente existem?

Desde crianças, ouvimos que homens e mulheres são diferentes. Hoje, boa parte do mito já se desfez, mas não completamente. Eline, por exemplo, afirma que, pelas próprias características masculinas e femininas há, sim, diferenças na forma de agir. Segundo ela, a mulher foi mais acostumada, nas épocas passadas, a permanecer na tribo e interagir – enquanto o homem saía para caçar.

Nosso cérebro é mais preparado para conversar com outras pessoas, perceber emoções, lidar com o grupo, ter a atenção distribuída, enquanto o homem foi treinado por séculos para ter uma visão espacial aprimorada (precisava se mexer na selva, jogar sua arma enquanto a presa se movia), a ter sua atenção focada, a decidir. “Logo, suas habilidades serão diferentes na hora do trabalho. Claro que nem todos são assim, mas há uma tendência a que sejam mais dessa forma”, diz.

Já Allan não acredita nessa teoria. Para ele, cada pessoa cria afinidades com determinadas habilidades ou competências ao longo da vida, porém, nada impede que novas aptidões sejam desenvolvidas no curso de sua jornada profissional. Ele conta que já atendeu e viu inúmeros casos de pessoas que, em busca de um objetivo, aprenderam novas formas de trabalhar, se capacitaram e hoje executam suas novas funções com maestria.

Por isso, é importante que as empresas tenham uma cultura de diversidade que ofereça condições iguais a todos. Desta forma, garantem que terão sempre os melhores talentos se desenvolvendo, no melhor ambiente possível.

Pesquisa realizada nos EUA · 13/07/2017 às 17h38

Você não está estragando seu filho: ciência desmente mito antigo


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De acordo um estudo do Departamento de Psicologia da Universidade de Notre Dame, quanto mais cedo as crianças recebem conforto e carinho, melhor. Tudo o que os pais fazem nos primeiros meses e anos afeta realmente a forma como o cérebro do bebê vai crescer o resto das suas vidas. Por isso, muito colo, toque e embalo, é tudo que as crianças pequenas precisam.

Mito: colo pode deixar filho mal-acostumado?

Quando seus filhos são pequenos, os pais são obrigados a ouvir todo tipo de recomendação. É que todo mundo tem uma opinião ou conselho para dar na educação dos pequenos e é comum que digam que vocês estão estragando a criança oferecendo muito afago, colo ou carinho.

Porém, a pesquisa comprovou exatamente o que muitos pais erroneamente temiam: que é impossível "estragar" seus filhos com afagos. Deixá-los chorar pode, na verdade, piorar o seu desenvolvimento. As crianças que são embaladas no colo durante a primeira infância se tornam adultas mais empáticas, saudáveis, produtivas e gentis, além de menos deprimidas.

Segundo a pesquisadora Darcia Narvaez, as crianças crescem melhor assim. E, se você as mantêm calmas - porque todos os tipos de sistemas cognitivos estão se estabelecendo - tudo vai se desenvolver da maneira que tem que ser. Porém, se os pais as deixam chorar muito, esses sistemas vão ser facilmente desencadeados em estresse.


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A CLT garante a segurança da funcionária grávida por afirmar que é fundamental assegurar o conforto do bebê e permitir condições dignas de cuidados e saúde da criança. Além de uma série de direitos assegurados por lei, as mães gestantes têm estabilidade de emprego durante toda gravidez e de até cinco meses após o parto. Ou seja, não é permitido realizar demissão sem justa causa, no período da gestação e até cinco meses após o parto.

Período de estabilidade e demissão por justa causa
Na prática, a mulher não pode ser demitida por deliberação da empresa a partir do momento de sua gravidez, o que se chama período de estabilidade. A Consolidação das Leis Trabalhistas do Brasil, a CLT, define que a mulher grávida obtém a chamada estabilidade a partir do momento em que fica grávida, durando até cinco meses após o parto.

Essa previsão de tempo serve como uma medida protetiva para a criança, garantindo que ela não seja prejudicada (através da demissão da mãe) já no momento em que nasce, tornando suas condições de vida e oportunidades mais restritas.

Também é importante esclarecer que período de estabilidade começa a valer a partir do momento da gravidez, e não a partir do momento da descoberta e anúncio da gravidez ou do diagnóstico médico. Este é um fator importante, pois há decisões que obrigam que as demissões sejam canceladas, em casos em que se descobre que a mulher já estava grávida antes do momento da demissão.

Mesmo tendo segurança, mulheres grávidas podem ser demitidas por justa causa. O caso mais frequente de infração ao artigo 482 da Consolidação das Leis Trabalhistas é a falta injustificada, com a alegação de que por estar grávida não pode comparecer ao trabalho. Toda vez que necessária a ausência, a gestante deverá comprovar por meio de atestado médico tal impossibilidade.

Pesquisa feita na Bélgica · 11/07/2017 às 11h20

Ciência prova que cuidar dos filhos cansa mais do que trabalhar


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Ajudar na lição de casa, administrar as atividades extracurriculares, preparar a lancheira... criar um filho não é uma tarefa fácil mas, por amor aos pequenos, muitos pais acabam descobrindo habilidades que nem imaginavam que possuíam.

Entretanto, de um modo geral, ser mamãe ou papai em tempo integral ainda não é reconhecido pela sociedade como uma atividade complexa que, assim como outros trabalhos exercidos fora de casa, exige muita dedicação. Quem assume esta responsabilidade ainda ouve questionamentos do tipo: “Por que está cansado? Você não trabalha, só cuida das crianças!”.

Cuidar dos filhos cansa mais do que trabalhar:

Rebatendo esse questionamento, um estudo da Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica, apontou que cuidar dos filhos cansa mais do que trabalhar. Nesta pesquisa, 2.000 pais foram ouvidos, e 1 a cada 10 deles afirmaram que cuidar dos filhos compromete a saúde emocional e física.

Os resultados apontaram que 13% dos participantes possuíam altos níveis de exaustão, abatimento e sentimento de incompetência, alguns dos sintomas que caracterizam burnout parental. Os índices variam de 11,6% para os papais e de 12,9% para as mamães.

O que é burnout parental
Burnout parental é uma ramificação da síndrome de burnout, distúrbio psíquico causado pela sobrecarga e estresse extremo, geralmente no trabalho, e neste caso, o de cuidar das crianças. As causas exatas do problema ainda não são conhecidas, mas sabe-se que ele está ligado à sobrecarga cognitiva.

“Se você trabalhar além do limite da sua capacidade por muito tempo, há esgotamento nervoso e, consequentemente, burnout”, afirma o psiquiatra Fernando Portel, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

A cantora Wanessa revelou ter síndrome do burnout. Mãe de José Marcus e João Francisco e com uma intensa agenda de shows por todo o país, ela contou que a síndrome apareceu depois do nascimento do seu segundo filho.

"Tenho bastante esgotamento físico. Isso aconteceu muito quando virei mãe de dois. Tenho que conciliar o trabalho com a vida de casa e a social de alguma forma. Sou aquela que, quando tem esgotamento, chora", disse no programa.

Adotar atitudes na rotina · 10/07/2017 às 15h15

Seis maneiras de melhorar a aparência da pele sem usar maquiagem


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Por mais improvável que possa parecer - e muitas blogueiras hão de negar até morrer - é possível melhorar sua aparência e visual sem recorrer ao uso de maquiagem. Principalmente, se você adotar algumas atitudes como parte da sua rotina habitual de beleza, sua fisionomia vai estar sempre fresca e bela, pronta para qualquer ocasião.

Hábitos para ter a pele linda sem maquiagem:

1. Remover as células mortas para revelar uma pele mais suave e luminosa. Mesmo que você já use um esfoliante físico (uma fórmula com grânulos que causam abrasão), adicionar um esfoliante químico à sua rotina vai fazer uma grande diferença na aparência da sua pele. Uma vez por semana (ou duas vezes, dependendo do quão sensível sua pele é), pule a aplicação do seu sérum ou hidratante de costume, e o substitua por um esfoliante químico ‘leave-on’.

Dê preferência aos que usam ingredientes como: o ácido glicólico, que esfolia a pele profundamente, livrando os poros da sujeira, oleosidade, bactérias e detritos que possam causar erupções; e a água de rosas, que ajuda a acalmar a pele enquanto o esfoliante faz o seu trabalho. Apenas lembre-se de aplicar protetor solar imediatamente após, uma vez que vai deixar sua pele mais sensível aos raios de sol.

2. Usar produtos com FPS diariamente. O sol provoca uma série de problemas como a ruptura de vasos sanguíneos que causam manchas marrons, de modo que sua pele precisa de protetor solar, mesmo que você não esteja indo para à praia. Na verdade, é essencial usar, pelo menos, uma fórmula com filtro de proteção solar FPS 50.

3. Passar mais tempo a dois. Ter mais sexo com seu parceiro aumenta os hormônios do crescimento, que reforçam a infraestrutura da sua pele e ajudam a fortalecê-la, minimizando linhas finas e rugas, e deixando-a com um frescor invejável. Durante o sexo, a oxitocina também é liberada, que contraria o hormônio do estresse cortisol, que degrada o colágeno e resseca a pele, fazendo as linhas finas e rugas mais proeminentes.

4. Se manter ativa. Trabalhar fora ajuda a manter a calma e equilibra os efeitos do envelhecimento do cortisol. O hábito também também combate o aparecimento de doenças relacionadas com a idade, aumenta a sua capacidade pulmonar, aumenta a circulação para fornecer nutrientes para a pele, e diminui a inflamação graças às betaendorfinas, que o seu corpo produz quando você trabalha fora.

5. Comer bem para ter uma pele melhor. Isso não quer dizer que precisa desistir de sua comida favorita, mas uma dieta bem equilibrada e preenchida com proteína magra (por exemplo, produtos de baixo teor de gordura, como produtos lácteos, carne branca, ovos, e carne magra) deve manter o seu humor estável, e atenuar os níveis de estresse, levando o benefício para sua pele estar melhor do que nunca. A proteína é como o tijolo de construção para determinadas enzimas e hormônios, incluindo aqueles que ajudam a pele a brilhar.

6. Praticar a respiração profunda. A respiração profunda (inalar pelo nariz, permitindo que a sua barriga encha completamente, e expirar pela boca lentamente), mesmo por apenas alguns minutos, pode reduzir os níveis de estresse e combater o envelhecimento. Se a respiração profunda não é para você, ver o seu melhor amigo pessoalmente, em vez de enviar mensagens de texto, ou até mesmo acariciar o seu amigo de quatro pet pode ter o mesmo efeito calmante.


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Qual é seu tipo de TPM? Se você não sabe responder à pergunta ou mesmo acha o questionamento estranho, saiba que não está só. Poucas mulheres estão cientes de que a tensão pré-menstrual possui 5 diferentes categorias.

Estima-se que mais de 200 sintomas diferentes podem estar relacionados à TPM e, justamente por causa de tamanha complexidade, a condição foi separada por tipos, sendo cada um deles caracterizado por determinados grupos de sintomas.

Como identificar tipo de TPM

A TPM tipo A tem a ansiedade como o seu principal sintoma. A do tipo C, por provocar compulsão no período por alimentos doces, calóricos e gordurosos, é a considerada a tensão pré-menstrual inimiga da dieta.

Mulheres que ficam deprimidas durante a TPM provavelmente são as vítimas do tipo D, mas a mais comum costuma ser a TPM tipo H, que tem como característica principal a retenção de líquido e inchaço em determinadas partes do corpo.

A TPM tipo H se diferencia das demais, portanto, por apresentar apenas sintomas físicos, sem afetar diretamente o humor e as emoções. A mais grave, porém, é a do tipo O, que, além de acumular todos os outros sintomas do período, ainda é acompanhada por manifestações atípicas, como cólicas e enjoos.


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Você já se sentiu mais atraente e desejado ao vestir uma roupa vermelha? Você não é o único, a ciência está comprovando essa sensação: um estudo divulgado pelo Jornal Europeu de Psicologia Social lança uma luz sobre o chamado "efeito vermelho".

Cor vermelha deixa pessoas mais autoconfiantes

Chefiada por Anne Berthold, do departamento de psicologia social da Universidade de Zurique, na Suíça, a pesquisa teve como objetivo estudar o efeito da cor vermelha na percepção da autoestima sexual - aquela sensação gostosa quando você se sente especialmente sedutor.

Eles testaram essa hipótese dividindo pessoas em grupos que usavam azul e outro com a cor vermelha e descobriram que os indivíduos do segundo grupo comparativamente se sentiram mais desejados.

"Os resultados mostraram que o 'efeito vermelho' foi mediado pela receptividade sexual e estado de autopercepção que os indivíduos", concluiu o estudo. Trocando em miúdos, isso significa que, de fato, as pessoas se sentes mais sexy vestidos com essa cor atraente.

Não é à toa, afinal, o tom remete remete especialmente à paixão, ao amor e até ao sexo

1 em 4 gestações viram aborto · 04/07/2017 às 12h43

Aborto espontâneo: repouso remunerado é um direito necessário a mulher


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Estima-se que 1 em 4 gestações acabem em aborto espontâneo. Na interrupção involuntária da gravidez antes da 20º semana de gestação, o chamado aborto espontâneo, o sangramento vaginal é o sintoma mais comum de ameaça. Mesmo que nem todo sangramento seja sua causa, a maioria dos abortos espontâneos (75% a 80%) ocorre nas primeiras 12 semanas de gravidez. Porém, muitos casos não são notificados, nem mesmo percebidos, pois ocorrem bem no comecinho.

Aborto espontâneo: respeito pelo afastamento e luto
O que mais se ouve quando alguém perde a gestação ainda muito no comecinho é: “mas ainda nem era um bebê formado”. Em um desabafo emocionante de uma mãe que perdeu a gravidez publicado no site do The Huffington Post Brasil, ela escreveu: “As pessoas fingem que se importam com fetos. Quando temos aborto espontâneo vemos que não”.

No entanto, o direito à mulher que sofreu aborto é garantido. Quando comprovado o aborto espontâneo (não intencional), a mulher ganha repouso remunerado de duas semanas. Não importa o tempo de gestação.

Caso não haja nenhum complicação, o processo de abortamento pode levar de uma a quatro semanas para se completar naturalmente. Contudo, ele acaba afetando muito o emocional da mulher e, novamente, em qualquer estágio da gestação - mesmo que muito no início. Geralmente, a recuperação leva de horas a alguns dias e a menstruação deve voltar em quatro ou seis semanas.

De toda forma, o aborto espontâneo é uma experiência muito emotiva e traumática tanto para mãe quanto para família. É normal que tenham um sentimento de perda. Portanto, permita-se ficar de luto pelo bebê. As emoções sentidas após o aborto são normais e podem ser muito intensas.

Muitas mulheres sentem tristeza ou até mesmo raiva. Várias, inclusive, equivocadamente, colocam uma culpa em si mesmas ou nas pessoas e situações ao redor delas. A oscilação hormonal também é responsável por aumentar a intensidade das emoções, causando choro, falta de apetite e insônia. Por isso, é tão importante se afastar do trabalho por um tempo. Mais do que isso, é um direito.

Os desafios de criar um bebê · 03/07/2017 às 17h21

Estudo mostra como críticas fazem mal às mães; Descubra os maiores vilões


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As mães de crianças pequenas enfrentam numerosas decisões parentais difíceis, a começar pelas escolhas sobre os hábitos de alimentação e sono, disciplina, saúde e segurança. Algumas mães conseguem estabelecer alguma rede de suporte que oferece encorajamento durante os desafios de criar um bebê. Outras mães enfrentam a negatividade e precisam adivinhar sobre as melhores decisões a serem tomadas.

Familiares próximos são principais críticos
Uma pesquisa nacional realizada pelo C.S. Mott Children’s Hospital sobre a saúde da criança conseguiu estabelecer uma amostra norte-americana de mães de crianças de 0 a 5 anos sobre suas percepções sobre as críticas a respeito do sua postura frente à maternidade.

A maioria das mães diz ser criticada por suas escolhas mais frequentemente por sua própria família, seus sogros (31%) ou seus próprios pais (37%). Por outro lado, essas mesmas mães relatam serem menos criticadas por colegas e amigos (14%), outras mães que se encontram em público (12%), comentaristas em redes sociais (7%), provedor de cuidados de saúde de seus filhos (8%) ou babás (6%).

Cerca de 1 em cada 4 mães (23%) foram criticadas por três ou mais grupos.

No geral, 62% acreditam que as mães recebem muitos conselhos inúteis de outras pessoas, enquanto 56% acreditam que as mães são muito culpadas e quase não recebem crédito pelo comportamento de seus filhos.

Publicação feita no DOU · 26/06/2017 às 14h56

Anvisa proíbe venda de anticoncepcional fabricado pela Bayer


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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda e uso de treze lotes do anticoncepcional Gynera, fabricado pela Bayer.

A resolução publicada no Diário Oficial da União considera um comunicado enviado pela própria empresa, de recolhimento voluntário, devido resultados insatisfatórios no estudo de estabilidade.

Pela medida, a empresa deve recolher todo estoque em mercado.

Centro de Referência à Mulher · 10/06/2017 às 05h43

Mulheres vítimas de violência participam de grupo de reflexão


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O Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia reuniu um grupo com dez mulheres durante um encontro de reflexão nesta sexta-feira (09/06), oportunizando a cada uma a possibilidade de compartilhar suas dores, suas histórias, suas necessidades. O grupo de reflexão é um dos serviços iniciais, oferecidos pelo Centro, como etapa importante no processo de acolhimento dessas mulheres que passam por violências diversas, especialmente, a física.

A secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes, esteve presente. “As mulheres adentram no Centro com muitas dores, especialmente, psicológicas. O grupo de reflexão tem essa importância de receber e acolher essas mulheres, dando a elas a oportunidade da partilha, fazendo com que elas compreendam que o problema pelo qual estão passando precisa de uma ajuda especializada, que elas compreendam que não estão sozinhas”, pontuou Macilane Gomes.

A Defensoria Pública do Estado do Piauí esteve presente, por meio da defensora Lia Medeiros, falando sobre os serviços que o órgão disponibiliza às mulheres em situação de violência. Questões legais, judiciais foram abordadas, a exemplo do divórcio. “Foi muito importante esse momento, no sentido de que elas puderam se sentir mais seguras, mais bem conscientizadas”, completou a secretária Macilane Gomes.

Inaugurado em março de 2015, o Centro de Referência Esperança Garcia já atendeu centenas de mulheres, oferecendo acompanhamento psicológico, social e orientação jurídica à mulher que se encontra em situação de violência. Além disso, proporciona atendimento necessário para a superação da violência, contribuindo para o seu fortalecimento e para o resgate de sua cidadania.

O Centro possui uma equipe multidisciplinar que atende das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira, na Rua Lisandro Nogueira, número 1796, na região central de Teresina. Ele está vinculado à SMPM, em parceria com a Ação Social Arquidiocesana (ASA).

Veio dos Estados Unidos · 28/05/2017 às 18h40 | Última atualização em 28/05/2017 às 18h40

Simone, da dupla com Simaria, contrata life coach para emagrecer


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A cantora Simone Mendes, da dupla com a irmã Simaria, contratou a life coach Gabi Dezan para uma nova fase da sua luta contra a balança. Ela, que brinca ao dizer que é a "gordinha mais gostosa do Brasil", pretende eliminar uns quilinhos, e vai investir na empreitada.

Segundo o site R7, neste mês, a cantora iniciou o programa de emagrecimento comandado pela campeã mundial de fisiculturismo Gabi Dezan, e seu marido e sócio, o nutricionista Daniel Dezan.

Gabi mora em Orlando, nos Estados Unidos, e veio ao Brasil para ficar uma semana ao lado de Simone, direcionando-a em sua nova fase. A meta é mudar os hábitos e medidas da cantora.

"Quando montamos o projeto, a ideia é ensinar a pessoa a se alimentar bem para que ela dê sequência. Comer bem é algo para o resto da vida. Tudo foi pensado conforme as necessidades e rotina dela", disse a life coach à reportagem de R7.

Nas redes sociais, a mudança causou alvoroço, e Simone deu logo conta de esclarecer que não pretende virar um graveto.

Com alimentação composta por ovos, arroz, frango, legumes, frutas e legumes, o novo plano alimentar da cantora pede ainda que ela abra mão do açúcar, frituras, farinha branca e bebidas alcoólicas. Perder 6kg é a meta de Simone.

*Com informações do R7

Evento no Parque da Cidadania · 27/05/2017 às 18h11

Mais de 80 casais celebram união em casamento comunitário do Ação Global


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Os noivos Fernanda Amorim e Francélio Martins é um dos 85 casais que oficializaram união, em cerimônia de casamento comunitário realizada pelo Ação Global, na manhã deste sábado (27), em Teresina.

Os dois estavam juntos há 4 anos e 6 meses, e aproveitaram a oportunidade para oficializar a união no civil. Esta noite eles terão ainda cerimônia religiosa, e uma pequena recepção para amigos e familiares.

“Independente de ser uma ação comunitária, ajuda quem quer casar no civil, e nem todos tem essa condição. Bom também para quem não pode fazer festa no religioso, mas quer mostrar a sociedade que sua união está de forma correta”, disse Francélio, elogiando ainda a organização do evento.

- Fotos: Apoliana Oliveira/180graus

A 24ª edição do Ação Global ofereceu atendimentos em serviços gratuitos de cidadania, qualidade de vida e promoção de saúde e atrações artísticas.

Segundo a assessoria da Fiepi, que coordena o evento no Piauí, em parceria com a Rede Globo, o público atendido superou as expectativas.
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Veja ainda

- Presidente nacional do Sesi casa em Teresina durante o Ação Global
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Violência contra a mulher · 21/05/2017 às 16h24

Em dois anos, Lei do Feminicídio pune apenas uma pessoa; confira


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Passados mais de dois anos desde a instauração da Lei do Feminicídio no Brasil, o estado da Bahia registra apenas uma condenação, que prevê a violência de gênero como agravante. O caso ocorreu há cerca de uma semana, quando o Tribunal do Júri de Salvador condenou Rubervaldo Soares dos Santos Júnior a 20 anos, nove meses e 22 dias de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da companheira, que estava grávida dele.

À pena estão somados cinco anos de prisão, porque, segundo o Ministério Público da Bahia (MPE), o crime foi praticado “contra mulher por razões da condição de sexo feminino” e, além disso, o assassinato ocasionou aborto, considerado crime nas leis brasdileiras.

Para a desembargadora e coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Nágila Brito, a demora para esse tipo de condenação ocorre porque os crimes que envolvem qualquer atentado à vida “exigem mais cuidado e passam por muitos trâmites”. Além disso, ela destaca o fato de as defesas dos acusados recorrerem até a última instância, como forma de ganhar tempo e adiar o julgamento.

“Tudo se recorre nesse país, porque são muitas instâncias, porque [a defesa] ganha tempo, atrasa e se esquece o abalo do crime. O júri vai muito no emocional [durante o julgamento], a população se revolta. Quanto mais demora para isso ocorrer, a tendência é que a sentença seja amenizada”, observa a desembargadora, que destaca a importância de considerar o machismo em qualquer tipo de violência contra a mulher, mesmo que a Justiça “seja cega”.

“Vejo os noticiários e fico apavorada. Os homens matam uma e parecem deixar outra para o dia seguinte. A Justiça, nesse aspecto, tem que ser cega, mas na questão de não observar quem são as partes. Porém, [a Justiça] tem que ter olhos abertos para verificar que o crime contra as mulheres era invisível e não será mais, como injúria, estupro, lesão física, violência psicológica. Nós, mulheres, fomos criadas para ser submissas, isso é inadmissível”, comenta a magistrada.

Apesar da lentidão durante todo o processo, até o momento da sentença final, Nágila Brito cita ações do Judiciário, no sentido de dar celeridade e respostas à população, como forma de amenizar o sentimento de impunidade. Um dos pontos citados por ela é a Campanha Justiça Pela Paz em Casa, que ocorre três vezes ao ano, quando o Judiciário de cada estado intensifica ações como júris de feminicídio, audiências ligadas à Lei Maria da Penha, medidas protetivas e sentenças que envolvem todo tipo de violência contra a mulher. Criada pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, a campanha mobiliza tribunais do país, durante uma semana, três vezes por ano.

Embora os mutirões atuem no sentido de dar celeridade aos casos de violência de gênero, a magistrada do TJBA alerta para a dificuldade que as mulheres encontram, no início do processo, como o momento da denúncia. Para ela, muitas mulheres se sentem desacreditadas e desencorajadas a seguir adiante, seja por despreparo dos profissionais que deveriam prestar apoio, seja por ações machistas, que motivam questionamentos que põem a vítima em “situação constrangedora”.

“Essa é a nossa grande preocupação: capacitar a polícia, que é a primeira porta onde a mulher bate. Não temos delegacias especializadas para a mulher, que sejam suficientes para tanta busca de ajuda. [As vítimas] vão aonde a maioria é de homens, que não fazem o acolhimento adequado. Estamos nessa luta com palestras e capacitação, todos devemos ser capacitados para ter outro olhar. Elas ficam desacreditadas quando não são bem acolhidas”, observa Nágila.

Essa dificuldade ocorre até mesmo em casos em que há tentativa de intervenção em uma situação de violência. A atriz Letícia Paulina conta que presenciou uma briga de casal, no estacionamento de um hipermercado em Salvador. A mulher era espancada, com socos e um capacete, pelo homem, que aparentava ter um relacionamento com ela. Com medo, Letícia acionou os seguranças do local, que se negaram a ajudar, alegando ser “briga de marido e mulher”.

“Ele deu dois murros no rosto dela, além de bater com o capacete, porque ela tentava pegar o celular que ele havia tomado. Enquanto isso, pessoas passavam e nada faziam, além de piadas. Os seguranças se aproximaram, mas disseram que não fariam nada. Ele tentava enforcá-la, gritei muito, ele subiu na moto e acelerou com ela em cima. Não sei em que aquilo acabou, mas denunciei a atitude dos funcionários ao supermercado e sinto não poder ter feito algo por ela”, conta a atriz, que também ligou para a delegacia para contar a omissão dos seguranças. Mesmo assim, disse ter sido desencorajada a seguir a denúncia, porque não seria possível encontrar vítima e agressor.

A orientação de instituições de defesa de direitos humanos, inclusive da mulher, é de que qualquer situação de violência seja denunciada nas delegacias, ou pelo Disque 180. Esse tipo de atitude pode partir de qualquer pessoa que tenha presenciado alguma situação ou que suspeite de violência contra alguma mulher. O objetivo é incentivar as denúncias, que muitas vezes não são feitas pelas vítimas por medo ou ameaças recebidas.

Pensando na dificuldade que algumas mulheres passam em delegacias para fazer a denúncia, a militante feminista Sandra Muñoz atua pessoalmente, dando apoio e suporte a essas mulheres. Nas redes sociais, ela divulga o próprio telefone celular e oferece acompanhamento a qualquer mulher vítima de violência, até a delegacia ou durante o exame de corpo de delito, que comprova as agressões físicas.

“Quando vi esses relatos [de falta de acolhimento], comecei a me preocupar. Desde pequena, vi minha mãe sofrendo violência do meu pai. Desde então, não parei de lutar pelos nossos direitos. Passei a acompanhá-las porque não são respeitadas e há uma mania de romantizar essa violência: geralmente pedem que a vítima dê uma chance ao agressor ou sugerem que ele vai mudar. Não há acolhimento, muitas vezes. Homem não tem de estar em delegacia de mulher, atendendo mulher”, argumenta a militante, que é uma das coordenadoras do coletivo Marcha das Vadias.

De acordo com a Secretaria de Política Para as Mulheres da Bahia, o estado é o segundo no Brasil com maior número de feminicídios e quinto no ranking mundial. Somente entre os meses de janeiro e março, deste ano, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) da Bahia registrou mais de 10 mil casos de violência contra a mulher em todo o estado. Os casos se referem a agressões, estupros e assassinatos. Somente na capital, Salvador, são mais de 2,5 mil registros, o equivalente a 25% do total de casos. O levantamento leva em conta mulheres acima de 18 anos.

Em relação ao estupro, foram 85 em nível estadual, incluindo 23 na capital baiana, no primeiro trimestre de 2017. Segundo a SSP, os meses de abril e maio já registram casos de violência de gênero, mas ainda não há dados quantitativos.

Será quarta, 17, de 07h às 18h · 16/05/2017 às 17h07 | Última atualização em 16/05/2017 às 17h08

Conselho Municipal de Saúde promove plenárias acerca da saúde das mulheres


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O Conselho Municipal de Saúde de Teresina juntamente com a Fundação Municipal de Saúde realizará a I Plenária de Saúde das Mulheres e da I Plenária de Vigilância em Saúde que serão realizadas nesta quarta-feira (17/05), no auditório do Conselho Regional de Enfermagem (COREN-PI), localizado na Rua Magalhães Filho, 655, Centro/Sul.

O objetivo do evento é falar sobre a saúde da mulher no contexto do SUS, desmistificando o serviço e tratamento que é oferecido pelo programa. É importante a participação da população para possa massificar as propostas que serão oferecidas acerca da vigilância na saúde, assim como a saúde das mulheres.

Confira a programação do evento:

MANHÃ

07h30 às 10h30 – Credenciamento
07h30 – Apresentação Cultural
08h00 – Abertura Oficial
08h30 – Leitura do Regimento
09h00 às 09h30 – Mesa 01
Saúde das Mulheres: Desafios para integralidade com Equidade
Palestrante: Macilane Gomes Batista
Assistente Social, secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, mestranda do Programa de Pós-graduação em Sociologia da UFPI.
09h30 às 11h30 - Debate e levantamento das propostas

12h00 às 14h00 - Intervalo para almoço

TARDE

14h00 às 14h30 – Mesa 02
Vigilância em Saúde: um desafio no SUS
Palestrante: Carlos Alberto Rodrigues de Oliveira
Professor Mestre em Vigilância em Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP-FIOCRUZ), enfermeiro do Hospital Universitário da UFPI, e enfermeiro da FMS.
14h30 às 16h30 – Debate e levantamento das propostas
16h30 às 18h00 – Plenária finale eleições de delegados
18h00 – Encerramento e orientação aos delegados

Veja o que os dados apontam! · 15/05/2017 às 08h10

De casa para o trabalho: como a dupla jornada afeta a vida das mães


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Às 6h da manhã o despertador toca e começa a correria: café da manhã, dar banho nos filhos, correr para atender os horários da escola complementar e do trabalho. Nesse momento, uma vasta agenda e orientação de equipe. No intervalo para o almoço, outra maratona: sair do trabalho, buscar as crianças, dar almoço, levá-las ao colégio e voltar para a agenda laboral.

Essa é parte da rotina da servidora pública Caroline Paranayba, de 35 anos, mãe de dois filhos: Enrico (4) e Lorenzo (6). "É um grande desafio. Por mais que eu tente agregar soluções, às vezes não encontro serviços que possam se conectar aos meus horários de trabalho", afirma.

Segundo a pesquisa "Mercado de Trabalho: conjuntura e análise", publicada em abril deste ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a elevação da participação feminina no mercado de trabalho configura-se como um dos fenômenos mais marcantes ao longo das últimas décadas. Ainda assim, as atividades dedicadas aos afazeres domésticos recaem majoritariamente sobre as mulheres, o que traz consequências ainda mais significativas para as mães.

De acordo com a socióloga Lourdes Maria Bandeira, da Universidade de Brasília (UnB), ainda existe a cultura da divisão sexual do trabalho onde cabe às mulheres - mesmo àquelas que trabalham fora de casa - a responsabilidade de acompanhar os filhos. As que não trabalham fora ficam com a responsabilidade integral de cuidados da família, além dos cuidados da casa.

Fim do expediente. Hora de sair do trabalho, buscar as crianças na escola, dar banho, preparar o jantar, fazer os exercícios da escola, ter o momento de interação para processar todas as vivências do dia e, então, colocá-las para dormir.

"Além da responsabilidade de ser mulher, tem a responsabilidade de ser mãe. E ser mãe significa que a sociedade ainda cobra delas o acompanhamento e sucesso dos filhos. Se eles têm problemas na escola, ou se possuem alguns conflitos quando adolescentes, a responsabilidade ainda é delas", avalia a socióloga.

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que,nas atividades de afazeres domésticos, as mulheres trabalham, em média, pelo menos o dobro que os homens. No Brasil, essa diferença é ainda mais expressiva. Enquanto os homens dedicam aproximadamente onze horas semanais a afazeres domésticos, entre as mulheres brasileiras, a média de horas dedicadas a essas atividades é em torno de vinte e seis horas. No mercado de trabalho, os homens brasileiros trabalham, em média, quarenta e três horas por semana, enquanto as mulheres trabalham em torno de trinta e seis horas por semana. Considerando o total de horas trabalhadas, a média para as mulheres, 62 horas semanais, é superior à dos homens, .

Essa realidade tem transformado a configuração da sociedade, como a diminuição da taxa de natalidade. "Em nossa sociedade, ser dona de casa ou ser mãe não tem nenhum reconhecimento do ponto de vista institucional. Em outras sociedades - como a Noruega e a Dinamarca, por exemplo -, o fato de procriar futuros cidadãos para o Estado traz a garantia de direitos previdenciários", afirma Lourdes. Para a socióloga, o tempo de trabalho em que as mulheres se doam em detrimento da criação dos filhos é dado gratuitamente ao Estado, quando não computado nas contas públicas.

http://infogr.am/brasil_proporcao_de_homens_que_realizaram_afazeres_domesticos_2001_2015

Uma das formas de melhorar a realidade das mães seria, de acordo com Lourdes, a adoção de políticas de incentivo por parte do Estado. "Uma solução seria a extensão de licença paternidade - para a criação de nova cultura de divisão das responsabilidades na criação dos filhos -, incentivo a jornada de trabalho de 6 horas, salas de aleitamento nos locais de trabalho, além do acesso a creches", pontua.

Ao ser uma alternativa para o cuidado dos filhos, a creche pode influenciar de forma significativa a decisão da entrada da mulher no mercado de trabalho. Essa é a opinião de Caroline que, apesar de poder contar hoje com uma estrutura de apoio de amigos, destaca as dificuldades enfrentadas por ela nos primeiros anos dos filhos. "Eu passei por muitos momentos difíceis quando as crianças eram menores por conta da falta de creche", lembra.

Diana Mello, advogada e pesquisadora, também passou por isso. Mãe solo de um menino, agora com 4 anos, ela só conseguiu concluir o mestrado, dois anos atrás, com a ajuda de amigos, que cuidavam do João, enquanto terminava a dissertação. “Isso começou a me dar ideias para criar uma rede social em Brasília para que as mães pudessem viver mais tranquilas. Eu comecei a divulgar isso para que mães sozinhas se juntassem para cuidarem dos filhos umas das outras de forma que todas tivessem um tempo livre”, explica.

O conceito de creche parental, adotado por ela, tem se popularizado no Brasil e é uma alternativa de solução a essa dificuldade das mães. Mas mesmo para as que têm um companheiro a demanda recai sobre os ombros delas.

De acordo com a especialista Lourdes, o Brasil tem uma memória histórica de famílias centradas no patriarcado, ou seja, na figura e na importância da autoridade masculina. Essa cultura faz com que mulher e filhos “incorporem determinadas obediências”, não só do ponto de vista material, mas também simbólico. Por isso, muitas mulheres se responsabilizam pelos cuidados com os filhos porque “já são criadas e socializadas nesses valores”.

Foi por esse motivo que a técnica de laboratório Patrícia Monah Cunha Bartos Gomes se viu tendo que ensinar o marido a lavar o banheiro, cozinhar arroz e a cuidar minimamente da casa e do pequeno Santiago, de três meses. “Ele chega do trabalho, deita, descansa, lê um livro. Mas eu, quando chego, não dá pra esperar. Vou direto limpar o que está sujo, arrumar tudo o que precisa”, conta a doutora em Botânica. Além das tarefas domésticas e dos cuidados com o bebê, ela ainda cuida de um canil e faz atendimentos terapêuticos.

“O mais difícil é que não foi desenvolvido o senso de que ambos sujamos e ambos devemos limpar. Acho que vem muito da criação machista, que eu também tive com a minha mãe”, explica. No caso dela, no entanto, a demanda era a da sobrecarga: “Já cheguei a apanhar da minha mãe porque o quarto do meu irmão estava bagunçado”.

Segundo dados da PNAD 2013, os meninos de 10 a 14 anos passam, em média, 2,7 horas por semana em atividades domésticas. Já as meninas passam cerca de 7,6 horas. “A gente vê que as meninas ganham brinquedinhos de vassourinha, panelinha, ferro. E os meninos não. E isso é uma coisa que eu quero fazer diferente com meu filho”, comenta.

De acordo com o Ipea, a presença de filhos entre 0 e 5 anos é um fator inibidor da entrada da mulher na força de trabalho; porém, a presença de filhas adolescentes (com mais de 13 anos de idade) sugere a geração de incentivos na participação da mulher no mercado de trabalho, a medida em que haveria uma realocação das obrigações domésticas entre mãe e filha (para o cuidado da casa e dos filhos menores, por exemplo).

Por outro lado, existe um seguimento das mulheres mais jovens que resolveu romper com a conjugalidade e com a condição de serem mães e investem mais na vida profissional.

A coordenadora de Gênero, Raça e Gerações do Ipea, Ana Amélia Camarano, defende que as condições inerentes à reprodução, antes e depois do parto, bem como as diferenças no grau de escolaridade e de expectativa de vida, justificam uma legislação distinta para aposentadoria de mulheres e homens. Segundo ela, essas particularidades precisam ser observadas, até como forma de incentivar a natalidade. “Hoje em dia, a mulher opta e vai continuar optando por não ter filhos. E sem natalidade não há sistema previdenciário que se sustente”, conclui.

Crianças na cama, momento de retornar para a agenda de dona de casa, analisando compromissos e orçamentos. E não é raro ter de levar serviço para casa e trabalhar até 23h30, meia-noite. Fim de todos os expedientes, hora de dormir.

Da designer Lorena Kaz · 17/04/2017 às 10h44 | Última atualização em 20/04/2017 às 15h04

Cartunista cria tirinhas e ajuda mulheres superar a dependência emocional


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Iniciado há 4 anos no Facebook (fb.com/projetomorrerdeamor), a série de quadrinhos sobre dependência emocional produzidos pela ilustradora Lorena Kaz tomou forma e agora compõem o livro homônimo Morrer de Amor e Continuar Vivendo. Lançado no mês de março pela jovem Amora Editora, o exemplar contém 64 histórias em quadrinhos que tratam de temas como autoconhecimento e relacionamentos, além de outros mais profundos, como dependência emocional e empoderamento feminino.

As primeiras tirinhas do projeto foram criadas a partir de histórias autobiográficas e, posteriormente, com experiências relatadas em grupos de apoio dos quais Lorena fez parte e de seguidoras da página na internet – atualmente com mais de 176 mil curtidas. "Mais de 40 pessoas por semana me escrevem mensagens de apoio ao projeto, relatos de vida e pedidos de ajuda. Estes contatos me animam muito e me fazem pensar o quanto o projeto é necessário e que estou indo pelo caminho certo".

Em setembro de 2016, durante a 4ª Feira do Livro de Diadema (SP), Lorena conduziu ao lado da psicóloga Angélica Rente o evento Expressando Relacionamento, roda de partilha e arte. Com inspiração nos encontros do grupo MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas), o qual frequentou, as participantes foram convidadas não só a narrar suas histórias, mas também a expressarem seus sentimentos por meio das artes gráficas.

"Durante anos acreditei que minha felicidade e realização pessoal dependiam do meu relacionamento afetivo. Não me sentia capaz de ser feliz sozinha. Com terapia percebi que tinha um alto grau de dependência emocional e que poderia mudar minhas relações se trabalhasse minha autoestima", explica Lorena. "Agora quero ajudar outras mulheres a se valorizarem e saírem da situação de abuso e dependência emocional dentro do relacionamento afetivo".

Na página do projeto no Facebook, a artista publica relatos de seguidoras sobre experiências em relacionamentos para desmistificar estereótipos e aprofundar um pouco mais o conhecimento geral sobre o tema. "Fala-se muito de abuso físico, mas muito pouco sobre outros tipos de abuso, como o verbal e o psicológico ou sobre os motivos que mantém uma pessoa presa ao relacionamento abusivo".

O grande cartunista Ziraldo Alves Pinto, tio de Lorena Kaz, afirma não ter visto nenhum trabalho parecido no mercado editorial, o que a torna uma inventora. “Seu novo livro está aí, tão inteligente nas suas invenções e tão criativo quanto as coisas têm que ser no universo que ela escolheu - ou que a escolheu - para habitar com seu talento.”

Para Silvio Testa, sócio-fundador da Amora Editora, a ilustradora Lorena Kaz foi a escolha certa para a estreia da empresa no mercado. "Nosso foco principal é buscar emocionadores que toquem os leitores ao abordar sentimentos que ampliam horizontes, contribuam para o autoconhecimento e provoquem transformações".

A autora do projeto
Lorena Kaz tem 34 anos, é artista gráfica e ilustradora, formada em Desenho Industrial pela PUC-Rio. Em 2015 lançou o livro “Uma lhama no cinema” (editora Conrad). É autora de várias ilustrações para livros infantis. Seus trabalhos podem ser vistos no site lorenakaz.com.


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"Quantas vezes me vi no banheiro da casa dele, toda encolhida, sentindo a saliva quente dele no meu corpo enquanto ele gritava? 'Pare de chorar como um neném. Você é louca. Ninguém mais te aguentaria.' Quantas vezes fiquei tremendo ali no chão, contando as respirações, quase sufocando num ataque de pânico causado por um desses acessos de loucura? Mas ele nunca me bateu". O relato, que faz parte de artigo escrito pela advogada Reut Amit, mostra que relacionamentos abusivos não são tão fáceis de serem identificados. Como descreve Reut, não é apenas quando se é espancada que se está em um relacionamento abusivo.

A internet têm se tornado um espaço importante tanto como apoio quanto como fonte de informações a vítimas de relacionamento abusivo. Comunidades, redes de discussão e mesmo grandes campanhas online têm ganhado cada vez mais espaço.

Para citar exemplos, nas últimas semanas, duas grandes campanhas, que surgiram a partir de situações de abuso, ganharam destaque nas redes sociai: #EuViviUmRelacionamentoAbusivo e "Mexeu com uma, mexeu com todas" e ficaram entre os tópicos mais comentados na web.

Milhares de mulheres demonstraram apoio umas às outras e expuseram diversos casos de agressão. Os relatos evidenciam que falta apoio às vítimas e mostram a dificuldade em, muitas vezes, reconhecer-se como vítima de um relacionamento abusivo. Outras campanhas já fizeram eco na internet discutindo o mesmo tema, entre elas #EleNãoTeBate, mas e #MeuAmigoSecreto.

Internet

Para as vítimas, a internet é um espaço importante tanto no processo de obter informação e identificar um relacionamento abusivo, quanto no apoio. A estudante Kaline Oliveira, 31 anos, foi uma das mulheres que, pelo Twitter, assumiu nesta semana que viveu um relacionamento abusivo. “Já fazem dois anos, desde o fim do meu namoro, e aprendi a detectar, pelo menos eu acho, alguns traços de homens abusivos. Não vou dizer que estou totalmente de boa para um próximo relacionamento, porque as marcas ficam, mas acho que fiquei mais esperta”, diz.

Para ela, a rede social é de extrema importância “porque não nos sentimos sós, nos mostra o que é certo e errado em diversos aspectos e nos encoraja a tomar uma atitude pelo bem da nossa vida. Porque é isso que é ser mulher nos dias de hoje, é uma luta contínua pelo direito de viver, infelizmente”.

Como muitas vítimas, Kaline não reconhecia que estava em uma relação abusiva. “Acreditava que era o jeito dele, 'diferente' de se importar, mesmo com tantas pessoas ao meu redor, me mostrando o contrário”, conta. “Eram brigas intermináveis, por ciúmes, por coisas mínimas, sabe? Se a gente estava numa festa e eu involuntariamente olhava pro lado, já escutava um 'tá olhando para quem?', se eu era simpática, ou sorria para algum amigo dele ouvia 'gostou dele? quer ficar com ele?'" Segundo ela, levou mais de um ano para se ver livre da relação e, hoje, estar mais confortável para falar sobre o abuso.

A artista visual Brenda Rios, 18 anos, também teve um relacionamento abusivo e o relatou no Twitter na última terça-feira (11). “Acho que em nenhum lugar você se sente à vontade e mais segura para contar sobre isso, talvez a internet traga uma abertura maior e um sigilo”, diz. ”Eu venho de um período de aceitação do que aconteceu e que é necessário agora expor minha história. Mas, no fundo, claro que eu, como outras mulheres, tenho medo do que as pessoas vão achar, de ser julgada e muitas vezes de ser condenada”.

A relação de Brenda durou seis meses. “O relacionamento abusivo, normalmente começa muito velado, como se os abusos que acontecem fossem apenas preocupações e carinho que a outra pessoa tem por você. É tão enraizado na nossa sociedade, de que o ciúmes e a preocupação extrema é algo bom, que essa pessoa apenas se preocupa e te ama, acho que nos sentimos dramáticas e loucas de achar que isso é algo ruim”.

Brenda relata que o parceiro, entre outras situações de abuso, queria controlar o que fazia sempre e demandava muita atenção argumentando que se o amava devia fazer tudo com ele. Ele a fazia se sentir constantemente culpada. “Tudo que está nas redes sociais ganha mais visibilidade”, diz. “Falar sobre abusos é extremamente importante para as mulheres não deixarem passar por essas situações e cortar pela raiz o crescimento da violência contra a mulher. Acho que traz mais coragem e força para elas entenderem que não é um cuidado, o que acontece é um abuso sim”.

Rede de apoio

Para a cofundadora do coletivo Mete a Colher, Renata Albertim, um relacionamento abusivo é todo e qualquer relacionamento que deixa a mulher em situação de inferioridade ou humilhação, seja por tom agressivo na fala ou nos gestos. “É toda a relação em que a mulher se sente de alguma forma inferior, abalada psicologicamente, com medo da relação”.

O coletivo, que surgiu nas redes sociais, tem como principal missão enfrentar a violência doméstica e ajudar mulheres a entender, evitar e se livrar de relacionamentos abusivos. “A internet contribui demais, está aumentando o alcance da informação, que antes ficava em pequenos grupos de pessoas que trabalhavam com isso”, diz Renata. Ela acrescenta: “Elas se sentem muito mais seguras para falar na internet, sentem-se mais fortalecidas. Sentem que não estão sozinhas”.

O nome do coletivo vai contra o ditado “Em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, por acreditar que é responsabilidade também de quem está em volta informar e ajudar as vítimas de relacionamentos abusivos.

Outro exemplo de apoio online é o projeto Morrer de Amor - Apoio Emocional, criado pela ilustradora Lorena Kaz, após viver um relacionamento abusivo. Ela começou fazendo histórias em quadrinho para tratar de questões sociais e relacionamentos. Com o lançamento de um livro, fez a página para divulgá-lo. A intenção era ter um espaço de identificação para mulheres - e também homens - vítimas de relacionamentos abusivos: uma espécie de terapia em grupo, como define.

“Para a vítima conseguir sair é importante perceber que tem alguma coisa errada. Depois, precisa ter coragem de pedir ajuda e de mudar. A internet é importante nesse processo, a vítima consegue perceber que tem algo errado vendo outros relatos, se identificando”.

Segundo Lorena, nas comunidades online, as vítimas recebem apoio inclusive fora da rede. “Tem muita gente te apoiando e te encorajando, até mesmo em coisas reais. Tem gente que diz que precisa de um lugar para dormir e outras pessoas oferecem a própria casa”.

Denúncias

Um dos principais canais de apoio às vítimas é o Ligue 180, ligação que pode ser feita gratuitamente, de qualquer lugar do país. De acordo com os últimos dados, divulgados este ano, o Ligue 180 registrou um aumento no número de denúncias em todo o país de 51% em 2016 em relação a 2015. Foram cerca de 1,3 milhões, mais de 3 mil atendimentos por dia. Metade dessas denúncias são de violência física, 31% de violência psicológica e 5% de violência sexual.

Em 65% dos casos, a violência foi praticada por homens contra as companheiras. E em 38%, o relacionamento entre a vítima e o agressor tem mais de 10 anos de duração.

O Ligue 180 foi criado pela então Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, em 2005, para servir de canal direto de orientação sobre direitos e serviços públicos para a população feminina em todo o país. Hoje a secretaria foi integrada ao Ministério da Justiça.

Também está disponível uma lista, por estado, da rede de atendimento em cada cidade.

Diário Oficial da União · 14/04/2017 às 05h35

Entra em vigor lei que proíbe que mulheres sejam algemadas no parto


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Foi publicada nesta quinta-feira (13/04), no Diário Oficial da União, a Lei nº 13.434, que proíbe que mulheres presas sejam algemadas durante o parto. Aprovada pelo Congresso Nacional no final de março, a lei foi sancionada ontem pela Presidência da República. A nova regra passa a valer nesta quinta-feira.

A lei altera o Artigo 292, Código de Processo Penal e estabelece que é vedado o uso do algemas em mulheres grávidas durante os atos médico-hospitalares preparatórios para a realização do parto e durante o trabalho de parto, bem como em mulheres durante o período de puerpério imediato.

Em nota divulgada à imprensa, a coordenadora de Políticas para Mulheres e Promoção das Diversidades, Susana Inês de Almeida, diz que é comum o uso de algemas em presas grávidas, mesmo durante o parto, sob a alegação de insegurança e risco de fuga. Segundo ela, isso ocorre embora esses riscos sejam mínimos, pois 65% das mulheres são presas por tráfico ou associação, e a maioria é ré primária.

A lei reforça normativos anteriores que já vedavam o uso de algemas nessas situações, como a resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), de 2012, e uma súmula do Supremo Tribunal Federal.

Mulheres nas prisões
Do total de mulheres presas no Brasil, 68% são jovens, com idade entre 18 e 34 anos, 61% são negras e pardas, 62% são analfabetas ou tem o ensino fundamental incompleto e 57% são mães solteiras. A maioria é presa por tráfico de entorpecentes, 30% estão detidas sem condenação e 63% são condenadas a penas de até oito anos.

Os dados foram apresentados pela secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Sílvia Rita Souza, em audiência pública sobre a violência de gênero nos presídios femininos realizada na última terça-feira (11) pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

O crescimento da população carcerária feminina é maior que o de presos do gênero masculino. De 2007 a 2014, o número de mulheres no sistema prisional subiu mais de 560%, enquanto que o registro de homens encarceradas cresceu pouco mais de 200%. Cerca de 95% das mulheres encarceradas no Brasil já sofreram ou sofrem algum tipo de violência dentro das prisões.

Verdadeiro assédio · 07/04/2017 às 17h25 | Última atualização em 07/04/2017 às 17h26

Vitima de agressão, Luiza Brunet, detona José Mayer: ‘abuso e constrangimento’


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A modelo Luiza Brunet, em entrevista concedida à Veja classificou a atitude de José Mayer envolvendo a figurinista Susllem Tonani, como abuso e constrangimento

Brunet que recentemente denunciou o ex-namorado, o empresário Lírio Parisotto, foi uma das celebridades que aderiu imediatamente à campanha 'Mexeu com uma, mexeu com todas. Chega de assédio', promovida por funcionárias da emissora. Contou que não nunca sofreu uma situação de abuso no ambiente das gravações mas sabe que casos assim são comuns, infelizmente.

Na entrevista a modelo, que tem assumido constante posição em defesa das mulheres, também falou que é necessário mudar aquilo que a sociedade chama de 'brincadeira' visto que na verdade são formas de constrangimento e abuso, constituindo verdadeiro assédio sexual e moral.

Na contramão da crise · 30/03/2017 às 16h57 | Última atualização em 30/03/2017 às 17h02

Mulheres dominam o mercado imobiliário em Teresina


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Na contramão da crise econômica que o mercado imobiliário atravessou nos últimos tempos, o destaque feminino no setor cresce com recordes de vendas e empreendedorismo.

As mulheres dominam o setor que volta a respirar com aquecimento devido à queda dos preços do m² em todo o território nacional, que apresentou queda real (descontada a inflação) de 4,58% nos últimos 12 meses, segundo o FipeZap, índice que mede o preço médio do m² de todo o território nacional.

Vera Ramos, empreendedora que está concretizando os planos para a abertura de uma consultoria imobiliária especializada conta que apesar de investir no segmento da beleza se encontrou mesmo dentro do mercado imobiliário. “Eu empreendo desde os 17 anos, mas gosto de dizer que o mercado da beleza foi apenas um ensaio para onde eu realmente me encontrei: o mercado imobiliário”, comenta. “Gosto de participar dos sonhos das pessoas. Quando concretizamos a venda, a sensação é de utilidade e felicidade em participar dessa conquista”, compartilha.

Sobre o setor, a empresária tem expectativas altas. “Já sentimos um aquecimento desde o início do ano. Participei de um evento para corretores da Patrimônio Incorporadora e as nossas expectativas são as melhores possíveis, especialmente devido a melhora geral da conjuntura de financiamento, margens de juros maiores e preços mais baratos dos imóveis”, ressaltou a consultora.

“Também estamos obtendo melhores incentivos das construtoras. A Patrimônio, por exemplo, tem tratamento diferenciado com corretores e que incentiva a fecharmos negócios, especialmente por respeitar as regras do CRECI, o material de divulgação, apartamentos decorados que ajudam o cliente a visualizar melhor a compra”, acrescenta.

O diretor de incorporações, Tellio Totaro, comenta que a relação com os corretores é essencial para concretizar vendas. “Nós procuramos estreitar relações com corretores sempre oferecendo materiais de divulgação de qualidade, promovendo preços justos, produtos com garantia de qualidade”.

Ainda segundo Tellio, a incorporadora investe no Piauí a oito anos e já conta com 46% de suas ações comerciais no estado, devido ao retorno positivo do mercado local. “Posso dizer que as mulheres são as peças-chave no setor no Piauí, são recordistas de vendas e grandes parceiras, se destacando no mercado”, conclui.

Para quem está procurando investir no sonho da casa própria, Tellio afirma que esse é o momento ideal para comprar. “Os preços têm caído em todo o Brasil e em Teresina não é diferente. Para aqueles que estão economizando, a hora de comprar é agora e eles estarão em boas mãos com nossas parceiras corretoras”, afirma.