Sebrae Jaracaty · 25/03/2009 - 15h17

Alunos expõem trabalhos de pintura em porcelana e azulejo

Esta é a segunda exposição organizada pelo artista com o apoio do Sebrae.


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Até esta sexta-feira, 27, fica em cartaz no hall do 1º andar do Sebrae Jaracaty (Sede), a II Exposição Arte do Fogo, organizada pelo artesão José de Ribamar Carvalho Pinheiro (Ribinha), com apoio do Projeto de Cultura do Sebrae/MA, Vale e Bradesco. A mostra traz ao público mais de 100 trabalhos de 23 alunos do curso Pintura em Porcelana e Azulejo, ministrado por Ribinha entre outubro de 2008 e janeiro deste ano.

 

Esta é a segunda exposição organizada pelo artista com o apoio do Sebrae. A primeira Arte no Fogo aconteceu no ano passado, apenas com peças de Ribinha, um dos mestres que ainda luta para manter viva essa arte quase extinta no Maranhão.

 

Nesta segunda exposição, ele resolveu fazer uma coletiva de arte para mostrar ao público os melhores trabalhos dos alunos iniciantes, numa clara demonstração de que a continuidade da pintura em porcelana precisa de divulgação e, obviamente, empenho e técnica de quem se presta a levá-la a sério.

 

“O empenho dos 23 alunos foi tão significativo que resolvi prestigia-los com essa exposição. Sem dúvida, eles ainda precisam ser aprimorados quanto à técnica de pintura em porcelana, mas já demonstram que têm talento para não deixar essa arte morrer”, sinaliza o artista.

 

As peças em porcelana e azulejaria – dentre pratos, porta-retratos, vasos, bandejas, porta-chaves, cinzeiros, canecas, porta-lápis e outros – estão sendo comercializadas na exposição como mais um incentivo para os alunos. “Assim, eles percebem que essa arte tem retorno por meio de pessoas que a apreciam e compram as peças”, coloca.

 

Mesmo com retorno praticamente garantido, Ribinha destaca uma das dificuldades da pintura em porcelana: o preço do material. “Muita gente desiste e não permanece na pintura em porcelana porque os materiais são um pouco caros: são pincéis especiais, tintas, peças para serem pintadas, enfim... Além disso, a grande maioria não possui forno próprio, o que dificulta a queima das peças, sendo obrigado o aluguel do equipamento de outros”, coloca o artista.

 

Para Ribinha, o apoio de empresas privadas e instituições na realização de cursos de formação de novos talentos é de extrema importância para a divulgação da pintura em porcelana, como aconteceu no curso ministrado para iniciantes. “Mas o trabalho realizado foi apenas o básico. Vamos ofertar, em breve, um curso de aperfeiçoamento para os participantes da antiga turma e para quem quiser aprimorar a sua arte de pintar em porcelana e azulejo, que caracteriza uma parte do artesanato de São Luís”, finaliza.