180graus

SEGURANÇA - 15/01/2011 às 07h02

Robert Rios esclarece sobre mapeamento de drogas

Caro Toni Rodrigues,

Sobre notícia publicada em sua conceituada coluna no site 180graus, intitulada “Robert Rios agora é que está mapeando as drogas em Teresina”, gostaria de esclarecer que existe uma permanente rotatividade dos pontos de drogas em qualquer lugar do mundo, obrigando a polícia a fazer a localização contínua desses pontos de distribuição de entorpecentes. Centenas e centenas de bocas de fumo foram destruídas em nossa gestão, mas a cada dia, em algum ponto, em qualquer cidade uma nova boca surge.

Esse é o trabalho exaustivo do setor de inteligência da Segurança Pública. A destruição de pontos de drogas com a conseqüente prisão dos traficantes faz surgir outro ponto e novos traficantes, gerando um círculo vicioso, onde a polícia permanentemente corre atrás de bandidos.

Atenciosamente,

Robert Rios Magalhães

Sec. Estadual de Segurança Pública

SECRETÁRIO - 10/01/2011 às 19h30

Silvano critica postura de Firmino Filho sobre novo imposto

O secretário estadual de Fazenda, Antonio Silvano Alencar, criticou políticos em geral e o vereador e deputado eleito Firmino Filho (PSDB) em particular por atacarem o novo imposto criado pelo governo do Piauí sobre compras pela internet.

Silvano disse que alguns políticos criticam o imposto apenas para tentarem aparecer como defensores da sociedade, quando na verdade deveriam lutar junto ao Congresso Nacional pela reforma tributária em nível nacional.

No final de semana Firmino criticou o imposto dizendo que se trata de bitributação.

"O governo não consegue resolver seus problemas fiscais com outros estados e termina onerando o contribuinte duplamente", disse ele, acrescentando que "a sociedade é chamada, mais uma vez, para pagar a conta."

O secretário defende a cobrança do ICMS no destino e disse que em compras de estados produtores todos os benefícios ficam por lá: empregos, impostos e lucros, sobrando para nós apenas o lixo.

"Um computador, por exemplo, quando termina seu tempo de vida útil, torna-se um problema para o meio ambiente que nós temos que resolver", acrescenta.

Enfatizou que a cobrança de impostos pela internet é uma realidade, que "ninguém gosta de pagar impostos, mas esta é uma situação da qual não podemos nos esquivar."

TERCEIRIZADOS

Silvano Alencar concedeu entrevista a emissora de tevê na noite de ontem e respondeu a uma série de perguntas de populares sobre problemas enfrentados pelo governo.

Ele disse que todos os terceirizados que ainda não receberam salários relativos ao ano passado podem ficar tranquilos que "seus problemas serão resolvidos."

O secretário de Fazenda também tratou sobre a polêmica que envolve servidores do DER/PI.

Eles tiveram salários reduzidos por determinação judicial no final de 2010 e segundo Alencar "a situação será regularizada em conformidade com as condições financeiras do estado e as determinações da Justiça."

Sobre convocação de PM's recentemente aprovados em concurso público, explicou que serão chamados para atender demandas de programas como "Ronda Cidadão".

Falou, ainda, sobre o atraso de salários de funcionários de cooperativa de comunicação que presta serviços para a TV Antares.

Disse que o estado deve a eles os valores de novembro e dezembro e que até o final deste mês terá condições de iniciar diálogo visando marcar o pagamento.

ARTIGO - 08/01/2011 às 09h30

“A Grande Família” (ou a vida imita a arte)

Em "A Grande Família" tudo é possível. Trata-se de seriado da Rede Globo levado ao ar toda semana na noite de quinta-feira após a novela das 9. Os personagens já são por demais conhecidos e muito engraçados, a começar pelo Agostinho, genro-problema e que está sempre tentando dar um golpe em qualquer pessoa que passa diante dele, inclusive, e principalmente, em seu próprio sogro, o Lineu.

"A Grande Família" é uma espécie de metáfora da vida brasileira em que existem pessoas de todos os tipos, com características variadas e geralmente conflitantes. Mas ninguém, absolutamente ninguém, nunca passa em branco. O conceito do seriado poderia muito bem ser traduzido para a política e daria episódios igualmente engraçados.

Num deles, Lineu seria eleito prefeito ou governador – quem sabe até mesmo presidente da República. Sua mulher, Nenê, seria primeira-dama e também eleita para mandato eletivo - vereadora ou deputada; e nesta condição seria convocada para cargo público da maior importância no 1º escalão, abrindo espaço para a convocação do seu suplente.

Agostinho, que no seriado da Globo já tentou ingressar na política, mas foi barrado por eleitores de bom senso, também poderia receber apoio do sogro para eleger-se em mandato eletivo, mas caso não fosse possível poderia ser o titular da Fazenda Pública, responsável pela gestão do dinheiro do executivo. Não sobraria para ninguém. Não sobraria nada mesmo.

Claro que se poderia pensar em alguém melhor, mas neste caso não nos ocorre nenhuma lembrança. "Tuco", o filho de Lineu e Nenê, poderia ser o chefe do gabinete do prefeito ou governador e neste caso em nada ficaria a dever a muitos casos da vida real em que a vida imita a arte e vice-versa. O cara não consegue se entender com mulher nenhuma e se recusa em crescer e desgrudar da barra da saia de mamãe.

"Bebel", a filha e eterna insatisfeita, poderia ser silenciada com um presentinho de mandato eletivo ou então com DAS generoso em que não precisaria comparecer ao trabalho - receberia em casa cuidando do seu filho, o "Florzinho", e ainda ajudaria nas despesas do marido, que não tem um pingo de organização financeira (talvez a política para ele, da forma como é praticada em alguns rincões do Brasil, seja mesmo o melhor caminho).

"Beiçola", com seus pastéis de vento, poderia ser contratado como marmiteiro oficial e então venderia suas quentinhas para o poder público que as repassaria aos servidores que ficam fazendo hora extra ou que não querem ir em casa almoçar; neste caso, teriam desconto dos valores do alimento no contracheque ao final do mês. O alimento também poderia ser vendido para penitenciárias onde detentos costumam comer qualquer coisa – e nem adianta fazer rebelião porque não se resolve coisa alguma desse jeito neste país da ficção.

"Mendonça", o amigo-conquistador, seria imediatamente eleito para a Câmara Federal e deixaria sua mulher na Assembleia Legislativa - com ele esse negócio de Câmara de Vereadores não funciona. "Paulão da Regulagem", que tem uma vocação enorme para o inusitado, poderia tranquilamente ser indicado para a Secretaria de Educação, onde, por conta de sua incapacidade em concatenar raciocínio, contrataria uma organização não governamental a peso de ouro para treinar meninos pobres que como ele não tiveram chance de ingressar na universidade e fazer cursinhos que varam a noite em prédio público condenado pelo Corpo de Bombeiros e que a qualquer momento ameaça desabar sobre as cabeças dos seus ocupantes.

Claro que esse tipo de situação só seria possível na ficção. Ou será que alguém teria coragem de colocar um enredo assim tão absurdo em prática? Seria o cúmulo do nepotismo, praticado da forma mais escancarada possível, inclusive com respaldo popular, porque a população estaria aliviada da fome e muito possivelmente da miséria absoluta através de programas de inclusão que mais parecem com as práticas antigas de coronéis da política sertaneja, mas que vêm dando certo, neste mundo da imaginação autoral, para os que se apropriam da política como se fosse um negócio de família.

SENADOR ELEITO - 04/01/2011 às 12h05

PP diz que rompe com Wilsão e um dia depois, muda opinião

O senador eleito Ciro Nogueira está neste momento incomunicável muito provavelmente para não ter que prestar esclarecimentos sobre declarações suas ao jornalista Allisson Paixão, aqui do 180graus, feitas no domingo, dia 2, pela manhã, e que tiveram repercussão imediata na mídia e nos meios políticos.

Ele disse textualmente, em entrevista gravada pelo jornalista, que seu partido teria uma postura de "independência" em relação ao governo Wilson Martins deixando claro que estava insatisfeito por conta de não ocupar espaços no 1º escalão do governo como pretendia fazer. Era um rompimento a Wilsão, mas sem ser oposição.

Quando foi na segunda-feira, dia 3, à tarde, a assessoria de imprensa de Ciro Nogueira, num email intitulado 'PP aguarda conversa com o governador Wilson Martins', enviado pelo 'cironogueirasenador@gmail.com', assinado pela assessora Sanmya Meneses, ele demonstrou que mudou de opinião e ainda lutar sim por participação no Governo.

Para os comentaristas da política local, trata-se de algo comum por estas bandas: usar de veículos de comunicação para fazer chantagem com os governos. Foi algo parecido com o que fez o secretário de Turismo, Silvio Leite, que até chorou na televisão para comover sua excelência a mantê-lo no cargo (e conseguiu), numa atitude que pode até ser entendida desta mesma forma.

A chantagem vem sendo instrumento político bastante comum no Piauí em que os governantes necessitam de maioria no Legislativo afim de encobrir supostas irregularidades por eles praticadas ao longo do mandato, tanto que faz-se muito por isso -até mesmo leilão de cargos públicos, que são rateados entre partidos e lideranças. Nesta terça-feira, dia 4, apareceu a nova informação sobre o notável senador eleito, de acordo com sua assessoria, onde diz, após chamar a informação de boato: "Prefiro comentar pessoalmente sobre o assunto. Devo conversar com o governador Wilson Martins em data ainda ser definida".

Fica evidente que este tipo de postura, que não é particular de Ciro Nogueira, em nada contribui para o desenvolvimento sócio-econômico e cultural da população, porém demonstra de forma cabal que a palavra não vale mais nada para os políticos, que antes eram até chamados de senhores, mas que hoje são tachados, nas ruas e praças, lugares de aglomeração popular, de oportunistas - querem apenas o poder pelo poder e em nome disso não perdem nenhuma oportunidade de pressionar seus próprios aliados.

CASO SEMELHANTE: CRISE FINANCEIRA
No passado recente, costumamos ouvir no mundo ilusório do governo de que as finanças do estado estavam equilibradas e que o grande responsável por isso era ninguém menos do que o ex-secretário de Fazenda, Antonio Rodrigues Neto, sendo que o próprio atual governador contribuiu, e muito, para difundir esta falsa afirmação, que ele agora comprova na carne. O atual secretário de Fazenda, Silvano Alencar, afirma que existe crise - a mesma que era negada no governo anterior; e o governo não tem mais para onde correr. Por isso, não se pense que Wilson Martins está mandando arrochar despesas de custeio e manutenção e cancelando contratos com terceirizados e comissionados porque tem a austeridade nos gastos públicos como meta em si - muito antes pelo contrário, o que acontece é que a crise existe e finalmente é admitida.

POR FALAR EM FINANÇAS, QUE SITUAÇÃO...
Pior que isso. Se Wellington Dias contou com a bênção dadivosa de Lula, o mesmo não acontecerá com Wilsão em relação a Dilma que promete ser uma presidente dura, que não admite politicagem com os recursos públicos. Caso se confirme tal expectativa, o governador realmente está em maus lençóis, porque não temos mais o parque nacional da Serra das Confusões para ser vendido ao governo federal, não temos mais o parque da Serra Vermelha para ser explorado por carvoarias nem tampouco o BEP para ser vendido ao Banco do Brasil. O negócio parece mais feio do que pintam, notadamente quando surgem informações de que o "rombo" nas finanças públicas do estado chega ao patamar apocalíptico de R$ 600 milhões.

MAS O POVO ACEITA E CONTINUA VOTANDO NELES
Lamenta-se que a maioria da população esteja aceitando tudo isso acontecer de forma passiva e até colaborativa, porque ajudou a eleger a verdadeira "árvore genealógica" que hoje está no poder - mulher de governador na Assembleia, mulher de ex-governador também na Assembleia, filho de ex-deputado como deputado, filho de deputado federal em cargo de secretário, filha de deputado estadual guardando vaga para o pai que ainda não tomou posse, mulher de deputado federal que se elege senador também eleita para ocupar sua vaga na Câmara Federal e assim por diante - muito mais diante do que se pensa. O que se vê no Piauí de hoje é uma depreciação moral sem precedentes da atividade pública que deveria ser nobre porquanto lida com o interesse maior da sociedade; o que se vê é a transformação do estado em laboratório para as piores práticas políticas - e tudo isso, meus senhores e minhas senhoras, em pleno século XXI.

ASSEMBLEIA - 04/01/2011 às 09h10

Convocação de suplentes pode custar mais de R$ 670 mil

Ao que tudo indica a cidade de Piripiri permanecerá no cenário político do estado com dois representantes na Assembleia. Permanece Marden Menezes (PSDB), reeleito em outubro, mas sai José Pinto (PDT), que perdeu as eleições.

A outra vaga da cidade da região norte será assumida pelo suplente Odival José de Andrade (PSB), convocado com a nomeação de Wilson Brandão, seu partidário, para a Secretaria de Governo. Junto com Odival, serão convocados outros seis suplentes, uma verdadeira "enxurrada" de parlamentares para a próxima legislatura, que começa em fevereiro.

O governador Wilson Martins será o grande responsável pela gastança gerada com esse tipo de procedimento, logo ele, que assume um estado em condições financeiras visivelmente precárias. O próprio chefe do executivo não se cansa de repetir em suas atuais entrevistas que o Piauí está em crise, mas não explica direito o que tem a Europa a ver com isso.

Sim, porque antes a crise vinha dos EUA - e todos sabemos disso muito bem, mas seus efeitos não seriam sentidos por aqui mais do que uma "marolinha". Em todo caso, a tal dificuldade parece existir, para o chefe do executivo, apenas no discurso.

Não fosse assim ele não estaria fazendo a convocação de nada menos que sete parlamentares para atuar em seu secretariado, gerando uma despesa adicional para o Legislativo de aproximadamente R$ 84 mil somente de salários. Os gabinetes destes suplentes costumam acomodar, em sua maioria, assessores dos titulares e apenas uma parte deles é indicada pelo convocado.

Lilian Martins (PSB) já foi empossada como secretária de Saúde, assumindo em seu lugar o suplente João Mádison (PMDB). Robert Rios (PC do B), convocado para a Segurança Pública, terá como suplente convocado Mauro Tapety (também peemedebista).

Warton Santos (PMDB) está na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e para seu lugar será convocado Tadeu Maia Filho (PSB). Henrique Rebelo (PT), na Justiça, abre vaga para Cícero Magalhães, seu companheiro de partido, enquanto que Ubiraci Carvalho (PDT), chamado para Defesa Civil, abre espaço para Antonio Uchoa, outro pedetista.

Para a Secretaria das Cidades, será convocado, tão logo assuma, o professor Merlong Solanol (PT), cuja convocação abre vaga para a suplente Flora Izabel (sua partidária). O Poder Legislativo do Piauí costuma apresentar-se transparente no tocante aos debates políticos, mas em termos financeiros ainda precisa melhorar muito.

Os gastos da Assembleia com 30 parlamentares totalizam R$ 2,880 milhões contando com salários e verba de gabinete, hoje estimada em R$ 84 mil. Com a convocação dos suplentes, pode-se criar despesas adicionais de aproximadamente R$ 580 mil com a manutenção de gabinetes, perfazendo um total de R$ 672 mil em se considerando também os vencimentos de parlamentares.

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