Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

BOA: Análise Eleitoral no Piauí e principalmente em Teresina


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Este blog vai tratar das Eleições municipais no Piauí e principalmente na capital Teresina, trazendo matérias com análises e opiniões de pessoas que estavam por trás dos candidatos, na coordenação, no marketing e nas estratégias.

Vamos entender melhor o que vai acontecer a partir de agora, como os partidos vão se comportar e quais as perspectivas daqui pra frente.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Parlamentares avaliam as eleições municipais 2008


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Sem a realização de sessão ordinária por falta de quórum, os parlamentares aproveitaram a folga e comentaram o resultado das eleições em todo o Estado.

O presidente da Casa, Themístocles Filho (PMDB), avaliou o processo eleitoral como pasitivo para seu partido, apesar da derrota de seu pai, Themístocles Sampaio, em Esperantina, onde foi eleito o petista Francisco Antônio. Em todo o Estado, o PMDB elegeu 31 prefeitos. Em Teresina, o PMDB elegeu dois vereadores, Zé Nito e Luiz Lobão, mantendo-se com o mesmo número de assentos na Câmara. Inácio Carvalho e Carmem Lúcia não conseguiram se reeleger.

Já João Madison, deputado da base oposicionista do PMDB, disse ser 'excepcional' o resultado do partido nas urnas. O principal motivo para toda essa alegria de Madison foi a vitória em Corrente de seu candidato, Ribeiro.

O presidente Estadual do PT, deputado Fábio Novo, destacou o avanço do partido, que passou de cinco prefeitos para 22 no interior do Estado. Apesar da derrota expressiva na capital, Fábio avaliou que houve crescimento e amadurecimento do partido também em Teresina.

Quem também se mostrou satisfeito com as eleições de domingo foi o secretário municipal de administração de Teresina, o deputado Luciano Nunes. "A vitória do prefeito Silvio Mendes foi muito importante, mas ainda é cedo para se falar em 2010. O deputado licenciado e secretário das cidades Flávio Nogueira, presidente regional do PDT, também considerou o pleito positivo. O PDT elegeu 15 prefeitos, além do número expressivo de vice-prefeitos e vereadores em todo o Piauí.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Heráclito condena a "indústria das pesquisas' nas eleições


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O senador Heráclito Fortes (DEM) esteve com os prefeitos eleitos e reeleitos no Piauí e condenou 'máquinas poderosas, desmandos e provocações' dos adversários durante a campanha. O senador denunciou a existência de uma 'indústria de pesquisas' no Estado, que cometeu erros graves. Heráclito destacou a vitória do prefeito reeleito de Teresina, Silvio Mendes.

"A sensação que eu tinha, percorrendo as ruas da cidade, era de que Silvio Mendes não disputava uma eleição, mas, sim, era homenageado por toda uma cidade".

O senador disse que, com a chegada do PT ao poder, esperava que esses abusos com a máquina pública fossem eliminados, "mas o que se vê é o contrário", lamentou.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Balanços das eleições municipais por políticos de expressão


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O senador Heráclito Fortes (DEM) avalia que o candidato Nazareno Fonteles (PT) perdeu a disputa eleitoral em Teresina devido ao abandono do seu partido, que priorizou as campanhas no interior do Estado.

Segundo o senador, "o PT deixou de ser um partido urbano e passou a ser de grotões".

O deputado Antônio Felix ficou satisfeito com o desempenho do PPS no Piauí. Segundo ele, o PPS conseguiu eleger 7 prefeitos no Estado e 81 vereadores. "Participamos de mais de 20 coligações vencedoras e conseguimos algo inédito no Brasil, a eleição do prefeito Joãozinho Félix pela 4ª vez consecutiva.

O deputado federal Ciro Nogueira (PP) ficou surpreso com o resultado das eleições em Teresina e no interior.

Ele considera que seu partido se manteve bem no geral, mas estranhou a derrota do vereador Valdinar Pereira, em Teresina e de alguns prefeitos no interior.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

PTB e PSB substituem PMDB e DEM como maiores partidos


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O PTB e o PSB se confirmaram como os maiores partidos do Piauí em números de prefeituras, dos 125 candidatos que lançou o PTB elegeu 73 e o PSB dos 74 que lançou elegeu 39 prefeitos. Os dois partidos ocupam hoje os lugares que já foram ocupados pelo extinto PFL (hoje DEM) e pelo PMDB, como os maiores partidos do Estado. Hoje PTB e PSB tem juntos 112 prefeituras. Em 2004 o PMDB e o PFL (DEM) possuíam juntos 103 das 223 prefeituras do Estado.

No caso do PSB, o crescimento foi em quatro anos foi de mais de 100%, pois o partido pulou de apenas 2 prefeitos eleitos em 2004 para 39 eleitos este ano. O PTB saiu da casa dos 20 prefeitos para 73, sendo que deste total 71 já estavam filiados ao partido.

O PSDB, único partido que permanece na oposição no Piauí saiu de 35 prefeitos eleitos em 2004 para 14 eleitos no último domingo. O PT mais que triplicou o número de prefeitos desde 2004 quando o partido elegeu apenas 7 prefeitos e saiu das eleições de 2008 com 18 prefeitos eleitos.

Os números confirmam a possibilidade de polarização da campanha para Governo do Estado em 2010 entre o senador Jão Vicente Claudino, presidente do PTB e o vice-governador Wilson Martins, presidente do PSB.

O crescimento dos dois partidos foi mantido pela quantidade de prefeitos que mudaram de partido antes da eleição, a maioria dos prefeitos deixou o DEM, o PSDB e o PMDB. Na eleição de domingo a maioria dos prefeitos que mudaram para PSB e PTB foram reeleitos e os dois partidos conseguiram eleger novos nomes, o que explica também o crescimento das duas siglas.

TOTAL DE PREFEITOS POR PARTIDO

EM 2000

PFL......................... 65

PSDB..................... 50

PMDB..................... 46

PP........................... 25

PTB......................... 15

PPS......................... 12

PL............................ 04

PSB......................... 02

PDT......................... 01

PRP......................... 01

PT............................ 01

EM 2004

PFL......................... 59

PMDB..................... 44

PSDB..................... 35

PTB........................ 20

PPS........................ 17

PP........................... 15

PL........................... 10

PDT........................ 08

PT........................... 07

PC DO B................ 03

PMN........................ 03

PSB......................... 02

EM 2008

PTB......................... 73

PSB......................... 39

PMDB...................... 35

PT............................ 18

PSDB...................... 14

PDT......................... 10

PP............................ 09

DEM......................... 08

PPS.......................... 07

PRB.......................... 03

PC DO B.................. 02

PMN.......................... 02

PR............................. 02

PT DO B................... 01

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Governador Wellington Dias avalia que o PT cresceu em Teresina


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Em relação a campanha de Nazareno Fonteles ao Palácio da Cidade, o governador fez uma análise inusitada, relembrando o tempo em que o PT apenas pontuava nas eleições, sem grandes avanços. "Nós perdemos, mas mesmo assim saímos ganhando. Era o que sempre dizíamos. Nazareno foi muito muito melhor que Francisca Trindade e Eu, quando concorremos em 2000, e melhor que Flora Isabel, em 2004. Ele fez o melhor que pode e levantou a militância, levou os petistas para a rua".

Wellington Dias lembrou do esforço político para levar Nazareno às eleições, momento em que partidos como PMDB, PCdoB e PDT pleiteavam candidaturas próprias, e foi necessário um entendimento com a base do governo para que o PT obtivesse esse apoio.

"Silvio Mendes foi bem avaliado pela população, soube se integrar tanto com o governo Estadual quanto Federal, ele não passou a idéia de ser um adversário", afirmou. De acordo com o governador, a postura do candidato tucano foi decisiva no pleito eleitoral.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Decisão de Welligton Dias define alianças para 2010


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O senador João Vicente Claudino (PTB), um dos potenciais candidatos a governador em 2010, acredita que a decisão do governador Wellington Dias em permanecer ou não no mandato vai definir o rumo das alianças para a disputa.Wellington tem a possibilidade de deixar o cargo de governador para concorrer a vaga no Senado ou permanecer no mandato até 2010.

Se deixar o palácio de Karnak, Wellington Dias deixa oportunidade para o vice governador Wilson Martins (PSB), assumir o governo e disputar a reeleição. Se ficar no mandato, fortalece o seu partido , o PT, a apresentar candidato próprio. Ou pode ainda decidir por uma aliança com o PTB, de João Vicente Claudino.

João Vicente afirmou que seu partido, o PTB, poderá ter candidato próprio ao governo em 2010. Com situação confortável no interior do Estado e na capital, o PTB é forte candidato a sucessão de Wellington Dias.

Apesar de ter eleito maior número de prefeitos, num total de 73, João Vicente ainda se mantém comedido nas perspectivas sobre 2010.

O cenário municipal deve se manter o mesmo até as eleições de 2010. Mesmo com a pouca experiência na política, João Vicente já percebeu que os prefeitos deixam para migrar de partidos após as eleições de governador e antes das eleições municipais.

O governador foi taxativo ao declarar que não é de seu interesse pessoal disputar uma nova eleição. Ele destacou que só mudaria de idéia se fosse prioridade para o PT.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Opinião e análise de Zózimo Tavares: Prefeitos derrotados


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Não é fácil derrubar um prefeito que está no poder e concorre à reeleição. Mesmo assim, vários deles foram derrotados nas eleições de domingo passado no Piauí. A principal surpresa ocorreu em União, onde o prefeito Gustavo Medeiros (DEM) perdeu a eleição para o ex-secretário de Educação do Estado, José Barros (PT).

As pesquisas apontavam para a reeleição de Gustavo, embora sinalizassem também para um crescimento da candidatura de José Barros, nas últimas semanas. Em União, a briga pelo poder foi dentro de casa, pois o prefeito mesmo pertencendo ao DEM, votou na reeleição do Governador Wellington Dias. Era, portanto, um aliado de primeira hora do governo.

Houve também surpresa em Uruçuí. O prefeito Chico Filho (PMDB), ao contrário de Gustavo Medeiros, que faz uma administração bem avaliada, inclusive com suas contas aprovadas sem restrições ao TRE, enfrentava um processo de desgaste popular. Mas não dava para avaliar que sua reeleição estava ameaçada.

Uma derrota anunciada era a do prefeito Felipe Santolia (DEM), de Esperantina. Ele enfrentava uma turbulência política e administrativa há vários meses. Enquanto isso, o petista Chico Antônio conquistava espaço a cada dia, avançando em seu território, até acabar por se eleger com uma votação expressiva.

Também foram derrotados como candidatos à reeleição ou apresentando candidatos os prefeitos de Amarante, Corrente, Demerval Lobão, Inhuma, Isaías Coelho, Miguel Alves, Piracuruca e regeneração, entre outros. E quem esteve cara a cara com a derrota foi o prefeito de José de Freitas, Robert Freitas (PSDB), reeleito com uma diferença de apenas 1%.

As urnas de domingo confirmaram, em vários municípios, a máxima política que que não se ganha nem se perde eleição por antecipação.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Análise: Elizeu pode não assumir vaga de deputado federal


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Desde que as urnas lançaram os eleitos no domingo paira a dúvida: o vereador reeleito Elizeu Aguiar (PTB) vai mesmo assumir uma vaga na Câmara dos Deputados? A vaga é do deputado federal licenciado Antônio José Medeiros, que a deixou provisoriamente par assumir o cargo de secretário estadual de educação. O primeiro suplente, B. Sá (PSB) foi eleito prefeito de Oeiras e criou a dúvida para Elizeu Aguiar.

Um dos poucos entre os vereadores reeleitos, foram oito apenas, Elizeu Aguiar, adota a cautela ao tratar de assumir ou não a vaga na Câmara dos Deputados. “Como B. Sá só assume em 1ª de janeiro, o primeiro passo é conversar com o Antônio José Medeiros para saber se ele fica ou não”, disse o vereador. A lista de conversas que Elizeu vai ter nos próximos dias não para por aí. Além de Antônio José Medeiros o parlamentar vai conversar com a cúpula de seu partido e o governador Wellington Dias (PT).

“Vou conversar com o meu partido, o presidente do diretório municipal, Elmano Ferrer, do diretório estadual, o senador João Vicente Claudino e o governador Wellington Dias e depois disso tomar uma decisão em torno do assunto”, comentou Elizeu Aguiar. Se resolver manter a vaga na Câmara de Vereadores, Elizeu Aguiar vai deixar a vaga para o terceiro suplente, o ex-deputado federal Simplício Mário (PT) que disputou a prefeitura de Piripiri na última eleição na chapa encabeçada pelo deputado estadual Dr. Pinto.

Simplício era terceiro suplente na legislatura anterior e depois das mortes da deputada Francisca Trindade (PT) e do deputado Afonso Gil (PDT) assumiu a vaga. Se o vereador Elizeu Aguiar resolver assumir a vaga na Câmara dos Deputados, a vereadora Graça Amorim, que não foi reeleita, assume a vaga na Câmara de Teresina.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Análise: Após eleições, deputados estão falando em 2010


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Os deputados voltaram ao trabalho oficialmente ontem e como não poderia deixar de ser, falaram muito de eleições.Valorizando as vitórias e minizando as derrotas, os parlamentares comentaram 2008, mas de olho em 2010. Vários partidos já se apresentam para sentar à mesa de negociações para discutir a sucessão do governador Wellington Dias.

Mesmo com uma redução no número de prefeitos, já que antes ocupava 20% das prefeituras e agora está com 15%, o deputado João Mádison (PMDB) diz que o partido saiu das urnas fortalecido. “Nós acreditamos que saimos fortalecidos. Nossas bases do PMDB fizeram 35 prefeitos, o maior número de vereadores e estamos credenciados para sentar a mesa de negociações para participar de uma chapa majoritária”, disse o parlamentar. Entretanto, o parlamentar adota o tom de humildade para tratar da sucessão de 2010. “Não estamos impondo, mas queremos participar ou lançando um candidato a governador ou um candidato a vice”, comentou.

O deputado destaca que a ascensão do PTB não incomoda e que o PMDB pode compor com o partido em 2010. “Nós podemos participar de uma chapa com qualquer partido. O que não podemos é ficar fora”, disse João Mádison lembrando que há 12 anos o partido não vencia em Corrente e elogiando a exprimeira- dama Adalgisa Moraes Sousa (PMDB). Adalgisa perdeu em Parnaíba para o prefeito José Hamilton (PTB), que conseguiu a reeleição. É a terceira derrota do grupo político do Senador Mão Santa (PMDB) em Parnaíba.

Além de Parnaíba o PTB conquistou as prefeituras de cidades grandes como Piripiri e Floriano. O deputado Nerinho (PTB) ressaltou que o partido fez 71 prefeitos, o correspondente a 33,33%. Mas, PMDB e PTB estiveram unidos em Oeiras e para o deputado Mauro Tapety (PMDB) a derrota foi devido à máquina administrativa do governo do estado. “Houve derrame de dinheiro, abuso da força e nós estamos tranqüilos porque foi um resultado formado pelo governo do estado e temos que aceitar”, diz.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Análise Eleitoral por Zózimo Tavares: O PT é outro


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Até sábado passado, apenas o governador Wellington Dias era forte no PT do Piauí. Desde segunda-feira, o PT é outro. Depois da apuração dos votos de domingo, o partido também passou a ser forte. As previsões do presidente regional do partido, deputado Fábio Novo, se confirmaram.

O PT elegeu 18 prefeitos (Fábio Novo calculava 20, durante a campanha), 25 vice-prefeitos e 160 vereadores. Entre os prefeitos eleitos estão os quatro que já eram do Partido dos Trabalhadores.

Os petistas elegeram prefeitos em municípios importantes, como Esperantina, Pio IX, São Raimundo Nonato, União e Uruçuí. Em São Raimundo Nonato a eleição do padre Herculano Negreiros ainda está sub judice , aguardando decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Eis os municípios que são ou serão administrados pelo PT, a partir de janeiro:

Alagoinha, Canavieira, Esperantina, Jacobina do Piauí, Jatobá do Piauí, Joaquim Pires, Jurema, Nossa Senhora dos Remédios, Paes Landim e Pio IX.

Os outros municípios com prefeitos são estes: São Gonçalo do Gurguéia, São João do Arraial, São Julião, São Pedro do Piauí, São Raimundo Nonato, Sebastião Barros, União e Uruçuí.

O PT sai das urnas, portanto, com peso para, em qualquer situação, sentar-se à cabeceira da mesa das negociações da sucessão de 2010.

Balanço

Dos 93 deputados federais que concorreram à última eleição, 66 perderam. Na Assembléia Legislativa, os três deputados que disputaram o pleito foram todos derrotados. O Dr. Pinto (PDT) perdeu em Piripiri, para Luiz Meneses (PTB); Paulo Martins (PT) perdeu em Campo Maior para Joãozinho Félix (PPS) e Deusimar Tererê (PSDB) foi derrotado em Parnaíba por José Hamilton (PTB).

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Análise: PSDB é o campeão de votos no Piauí


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O PTB saiu como o grande vencedor nas eleições de domingo, no Piauí, no que se refere à conquista de prefeituras: 73, no total. Porém, o PSDB foi à legenda que mais obteve votos no Estado: 351.062, desses mais de 76% foram obtidos na votação recorde que o prefeito Silvio Mendes teve em Teresina. Os tucanos conseguiram eleger somente 14 prefeitos.

Entretanto, a diferença entre os dois partidos, com relação aos votos obtidos, foi de aproximadamente cinco mil eleitores. O partido do senador João Vicente Claudino contabilizou 346.069 votos nos 124 municípios que teve candidatura majoritária. Já na terceira posição, aparece o PT que obteve 221.279 votos para prefeito em todo o Piauí, conseguindo eleger 18 ao todo. Entre eles, Esperantina, Gilbués e União.

Logo após no ranking dos partidos com maior votação para prefeito, aparece o PMDB com 215.604 votos, obtidos em 74 disputas no Estado. A legenda comandando no Piauí pelo deputado federal Alberto Silva ficou a frente do partido liderado pelo vice-governador Wilson Martins (PSB) por apenas 15 mil votos. O PSB teve mais de 200 mil votos em 82 cidades, das quais conseguiu eleger 40 prefeitos.

Além desses, nenhum outro partido piauiense conseguiu ultrapassar a casa dos 100 mil votos. O que chegou mais próximo foi o DEM, com 68.128 votos em 25 disputas. Oito prefeitos dos Democratas foram eleitos no último domingo no Piauí. Já o PCO e o PHS foram os dois partidos com as menores votações no Estado. Ambos não conseguiram chegar sequer a mil votos. Os dois também só tiveram um candidato a prefeito e ambos foram derrotados.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Warton afirma que deputados do PMDB saem mais fortes da eleição


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Com a terceira colocação no número de prefeitos eleitos, o presidente em exercício do PMDB, deputado Warton Santos, afirmou que individualmente os deputados do partido saíram fortalecidos no pleito de 2008, mas há necessidade de um fortalecimento institucional da sigla.

No que diz respeito ao desempenho geral do PMDB, Warton Santos acredita que os nomes fortes do partido devam se reunir e discutir estratégias para que o partido continue entre os mais influentes do Estado.

“Em 2004 elegemos 44 prefeitos e nesse pleito 35, mas no número de votantes fomos o partido que mais teve votos devido ao grande número de vereadores eleitos. Vamos trabalhar para fortalecer nossos prefeitos eleitos e o partido para o pleito de 2010”, relata o deputado.

Warton Santos coloca que o partido perdeu algumas prefeituras, mas em compensação ganhou novas, destacando que em Picos, Barras, Paulistana e Corrente o PMDB alcançou um número expressivo de votos.

O presidente do PMDB ainda colocou que as eleições de 2010 serão norteadas pela permanência ou não do governador Wellington Dias, mas também pela decisão do PMDB nacional de ter ou não um candidato a presidência da república, caso o partido tenha um postulante ao cargo de presidente, o PMDB automaticamente terá um candidato ao Governo do Estado.

“O momento agora é de reflexão. Individualmente eu saí fortalecido nessas eleições, mas tenho consciência de que se o partido não se unir, definhará”, concluiu o deputado.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Análise: Representação feminina diminui na Câmara


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Oresultado das urnas foi quantitativamente ruim para a representatividade feminina na Câmara Municipal de Teresina. Se em 2004 haviam apenas três mulheres dentre os 21 vereadores eleitos, nesta eleição o índice foi ainda menor. Somente duas parlamentares foram eleitas na capital: Teresa Brito (PV), que vai para seu segundo mandato, e a estreante Rosário Bezerra (PT). Atualmente, além de Teresa Brito, Graça Amorim (PTB) e Carmem Lúcia (PMDB), que tentaram, mas não alcançaram a reeleição, possuem assentos naquela Casa Legislativa.

Campeã em número de projetos de lei, de requerimentos e de proposição de audiências públicas, Teresa Brito diz que com a diminuição da bancada feminina na Câmara, a responsabilidade de suas representantes aumenta muito. “Infelizmente a representação das mulheres diminui. Vamos intensificar esse trabalho de apoio às mulheres e continuar sendo vereadora de todos os segmentos”, disse a parlamentar.

Economista e mestre em Educação, Rosário Bezerra destaca que participa de movimentos sociais há muito tempo. “É uma pena que o número de mulheres na Câmara tenha reduzido. Um dos meus compromissos é o apoio integral às causas da mulher. Temos uma prefeitura essencialmente masculina. A mulher precisa de maior representação”, disse a vereadora eleita.

Além de ir desempenhar o primeiro mandato e de ser uma das duas representantes das mulheres na Câmara, Rosário Bezerra tem outro desafio: ser oposição em uma Casa com maioria situacionista. “Sou vereadora de Teresina. O que for bom para a população, eu irei aprovar e acompanhar. Mas tenho também a missão de fiscalizar, questionar e apresentar alternativas para aquilo que for contra o interesse da população”, acrescentou.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Análise por Zózimo Tavares: A eleição na Câmara


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O ex-prefeito Firmino Filho salvou o PSDB de um vexame em Teresina, na eleição proporcional. Por pouco, os tucanos não amargaram também a derrota imposta ao PTB, que só reelegeu um de seus quatro vereadores. Como campeão de votos nas eleições para a Câmara Municipal, Firmino contribuiu para mais duas vagas, a dele e a do ex-vereador José Ferreira.

Em 2004, os tucanos conseguiram 61 mil votos para a Câmara e elegeram uma bancada de 5 vereadores. O partido tinha sete vereadores porque recebeu duas filiações depois, as de Joninha e de Urbano Eulálio, ambos reeleitos na nova sigla.

Nas eleições de domingo passado, a votação dos tucanos para a Câmara Municipal de Teresina subiu para 82 mil votos, em relação a 2004. A diferença representa exatamente a votação de Firmino Filho. Sem os votos do ex-prefeito, o PSDB teria ficado com no máximo quatro cadeiras de vereador.

As eleições deste ano para Câmara Municipal de Teresina registraram particularidades interessantes. A primeira delas foi a renovação. Dos 21 vereadores, 13 foram derrotados. Apenas 8 retornarão à Casa em janeiro. Outro detalhe foi que todos os candidatos com chance de eleição concorreram em pé de igualdade, respaldados por pesadas estruturas.

Finalmente, a terceira particularidade foi a fragmentação dos votos. Com isso, à exceção do PSDB, nenhum outro partido elegeu uma bancada expressiva. O PT manteve suas duas cadeiras. O PMDB também renovou suas duas vagas, a exemplo do PV e do PP. O PTB perdeu três vagas, o PCdoB perdeu a única que tinha e os demais partidos com representação na Câmara ficaram apenas com uma vaga. A exceção foi o PSB, com duas cadeiras. Ambas novas.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Análise: Robert Rios diz que houve erro de estratégia


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O secretário de segurança Robert Rios elogiou o desempenho do PcdoB a nível estadual, mas deixou claro que houve um erro em Teresina na estratégia. Para ele, os resultados provaram que a estratégia não foi boa já que o partido não conseguiu eleger nenhum vereador. De acordo com Robert era importante que o partido tivesse um candidato à prefeitura para alavancar a campanha dos vereadores.

O PcdoB conseguiu eleger três prefeitos. Para Robert Rios o partido foi muito bem, principalmente porque conseguiu eleger o prefeito de Piracuruca, Raimundo Louro (PcdoB) que venceu as eleições por 90 votos de diferença. “Eu acho que o meu partido se saiu muito bem. Elegeu três prefeitos e muito bem votados e elegeu um prefeito de uma cidade grande que foi Piracuruca”, destacou Robert Rios a respeito do balanço do PcdoB para o Piauí.

Disse que a estratégia utilizada para as eleições estava errada e criticou a estratégia antes, assim como enfatizou que era necessário que o partido apresentasse um candidato a prefeito. “Em Teresina, a estratégia estava errada, não era boa. Tínhamos que ter candidato, levar às ruas a bandeira do partido. Há quatro anos atrás fui sacrificado, mas andei em todas as ruas de Teresina e fizemos 24 mil votos, o dobro desta eleição”, comentou Robert.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Após eleições, crise no PMDB preocupa Themístocles Filho


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O presidente estadual da Assembléia Legislativa Themístocles Filho (PMDB) dedicou-se ontem a ser um “bombeiro” para apagar o incêndio no PMDB. O parlamentar pediu calma aos companheiros de partido que exigem um comando mais efetivo e atribui a isso a redução do número de prefeituras ocupadas pelo partido.

O próprio presidente estadual do PMDB, deputado federal Alberto Silva entrou em campo para minimizar as críticas dos parlamentares do partido. Para o deputado Themístocles Filho é preciso o partido ouvir a opinião pública. “Quem decide em política é o eleitor. Temos que ouvir o que a opinião pública diz. Cada homem e mulher filiado ao PMDB é importante. Cada vereador, cada deputado estadual e cada deputado federal, senador”, disse o parlamentar. A respeito das críticas dos deputados estaduais peemidebistas Moraes Sousa Filho e João Mádison sobre a falta de comando do PMDB, Themístocles defendeu a conversa.

Para o presidente da Assembléia Legislativa, o importante é que hajam conversas para discutir o futuro do partido e não que os problemas sejam levados para a mídia. “Nós precisamos é conversar mais internamente. Saímos de uma eleição. Há alguns problemas, e espero que com o passar dos dias a gente volte a calmaria”, destacou o parlamentar. Em 2004, o PMDB saiu das urnas com 20,18% das prefeituras piauienses e em 2008 os resultados apontaram que 18,28% dos prefeitos piauienses são do partido.

Themístocles Filho destaca que mesmo com a redução o partido ocupa prefeituras importantes. “Em número de votos o maior partido do Brasil é o PMDB. Temos que olhar as prefeituras estratégicas do PMDB, como Picos e Barras”,disse o parlamentar. O presidente da Assembléia considera que a população vota de maneira diferente para cada esfera de poder. “O povo vota para prefeito de um jeito, para governador de outro jeito e para presidente de outra e quem não entende isso tem problemas”, comentou.

Sobre o assunto o presidente estadual do PMDB, deputado federal Alberto Silva (PMDB) pediu calma, mas também fez críticas aos parlamentares que criticam a falta de comando do partido. “Eles sempre foram de uma ala divergente e não deixamos de andar junto. O sobrinho do Mão Santa deve se acomodar como faz o Themístocles”, destacou o deputado federal.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Análise: PDT elegeu 12 prefeitos no Piauí


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O Partido Democrático Trabalhista (PDT) foi um dos partidos que conseguiu aumentar o número de vereadores e prefeitos eleitos em todo o Piauí. Nas eleições municipais deste ano a sigla elegeu 12 prefeitos, 9 vice-prefeitos e 100 vereadores.

Na avaliação do presidente regional do PDT, deputado Flávio Nogueira, o fato se deve a Clique aqui para salvar os dados deste formulário Salvar credibilidade do partido. "O PDT conquistou a confiança do eleitor, além disso, as lideranças atuais em todo os municípios foram perseverantes e batalhadoras", disse.

Entre os vereadores eleitos, o PDT conseguiu manter o mandato do Dr. Pessoa, na capital. A coligação que o partido fez parte, o Bloco de Esquerda, formada pelo PDT, PSB E PCdoB, elegeu três representantes. Além de Dr. Pessoa, Rodrigo Martins e Edvaldo Marques, do PSB.

As cidades que elegeram prefeitos do PDT foram Palmeirais; São João da Serra; Santa Cruz dos Milagres; Pedro II; Júlio Borges, Hugo Napoleão; Guadalupe; Betânia do Piauí; Arraial; Anísio de Abreu; Fronteiras e Alvorada do Gurguéia.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Análise por Zózimo Tavares: As feridas do PMDB


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O partido com melhor desempenho nas eleições municipais deste ano no Piauí foi o PTB. Mas o que se saiu pior foi o PMDB. O secretário de Governo, deputado Kleber Eulálio, deu um diagnóstico do mal que se abateu sobre o seu partido: O PMDB piauiense encolheu nas urnas porque vive uma crise de identidade. Uma banda é governo e a outra é oposição. Tanto um quanto o outro sofreram derrotas no domingo passado.

Nas eleições de 2004, o PMDB concorreu à Prefeitura de Teresina. Perdeu para o PSDB, mas levou o pleito para o segundo turno, com a candidatura da ex-primeira dama Adalgisa Moraes Souza. A campanha mexeu com os brios do partido. Motivou a militância. Nas eleições deste ano, o PMDB se contentou em apresentar o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo PT. Sumiu na campanha.

Há quatro anos, as lideranças estaduais do PMDB praticamente centralizaram suas ações na campanha de Teresina. Os demais candidatos peemedebistas fizeram suas campanhas no interior , ganhando ou perdendo, pelos seus próprios esforços. Foi assim que o partido conseguiu 44 prefeituras. Este ano, o número de prefeitos eleitos pelo partido caiu para 31.

A maior ferida do PMDB foi aberta na sucessão estadual de 2006, quando uma banda do partido ficou com o governador Wellington Dias e a outra com o senador Mão Santa, que venceu os governistas na convenção e foi o candidato oficial do partido. O PMDB nunca se curou essa ferida e foi com ela para as eleições municipais deste ano.

Todos os partidos da base aliada se fortaleceram no governo, menos o PMDB. E, segundo o deputado Kleber Eulálio, isso não ocorreu por que as lideranças que se dispuseram a mudar de partido não optaram pelo PMDB, por não saberem se ele era governo ou oposição. Assim, quem queria ser governo foi para o PTB ou o PSB.

Ainda em clima de ressaca, os peemedebistas governistas querem, agora, uma definição para o partido. E o pior ainda não passou. Os prefeitos e vereadores eleitos agora pelo PMDB podem nem esquentar a cadeira no partido.

Se não cuidar de suas feridas, o PMDB ficará sem forças para a sucessão de 2010 e, em pouco tempo, vai se esfacelar completamente, como ocorreu com o PFL, hoje DEM.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Segurança: Polícia Militar faz avaliação das eleições


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O major Sá Júnior, relações públicas da Polícia Militar do Estado do Piauí, classificou como 'altamente positiva' a participação da corporação na segurança das eleições, ao afirmar que 'hoje, a Polícia Militar é o único órgão público estadual presente em todos os 224 municípios piauienses'. Na eleição, segundo o major, essa presença se tornou mais efetiva em face do trabalho desenvolvido em colaboração com as polícias Federal e Civil, assegurando a tranqüilidade do pleito.

Uma presença que se estendeu ao vizinho Estado do Maranhão, quando uma patrulha da Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial), atendendo ao pedido do comandante militar do Maranhão, interveio em Benedito Leite, cidade maranhense em frente a Uruçuí, para dar segurança a um grupo de militares do Exército.

Segundo o major Sá Júnior, foi uma exceção porque o trabalho das tropas militares em território piauiense foi normal e tudo se desenrolou dentro de um quadro de normalidade observado em quase todos os municípios piauienses. A corporação, segundo o major Sá Júnior, comportou-se com autoridade mantendo a ordem e o bom andamento do pleito do domingo, dia 5 de outubro.

Para esse trabalho, a Polícia Militar lançou mão de um efetivo militar de mais de 2 mil policiais militares, que se deslocaram para todos os municípios piauienses, onde permaneceram até o fechamento das urnas e sua apuração. Um trabalho que o major Sá Júnior classificou como 'resultado de u planejamento em longo prazo'. Com efeito, um mês antes da data do pleito, o dispositivo militar a ser empregado na sua segurança estava totalmente constituído e testado.

Isso ocorreu sem prejuízo da segurança da capital pelo pessoal dos batalhões do policiamento ostensivo da capital e que pôde intervir em qualquer evento desde que solicitado através do telefone 190. O major Sá Júnior lembrou que a população deve fazer uso desse telefone para comunicar irregularidades de qualquer natureza sem necessidade de identificação. Esse número, segundo o major Sá Júnior, está disponível para atender à sociedade.

Na sexta-feira que antecedeu as eleições, um efetivo formado por mais de 2 mil homens levou a segurança ao interior durante as eleições municipais. Para esse trabalho, segundo o major Sá Júnior, a Polícia Militar lançou mão de seu pessoal da área administrativa para completar o número suficiente de policiais. Essa medida foi adotada com a finalidade de evitar prejuízo ao policiamento da capital. O policiamento que atuou nos 467 locais de votação de Teresina e na região metropolitana não prejudicou as operações de segurança na capital do Estado.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h26

Análise por Zózimo Tavares: PMDB só não cresceu no Piauí


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O Sudeste foi a única região onde o PMDB perdeu votos nas eleições de domingo passado. O partido aumentou em 95% o número de prefeituras no Norte, 25% no Nordeste, 51% no Centro-Oeste e 5% no Sul. No Sudeste, o recuo aconteceu com a perda de 10 cidades no Rio, 20 em São Paulo e 23 em Minas, em relação a 2004.

No Nordeste, o crescimento mais expressivo do PMDB se deu na Bahia, onde o partido é liderado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Lá, o PMDB deu um salto vertiginoso, passando de 20 para 113 prefeituras. Parte do espólio também ficou para o PT, que passou de 19 para 66 cidades com a chegada do petista Jaques Wagner ao governo.

No Piauí, o PMDB ficou tonto, ao examinar esses dados, pois foi o único partido da base governista a murchar nas urnas. O deputado Kleber Eulálio, secretário de governo, ofereceu uma hipótese para o enfraquecimento do seu partido.Segundo ele, isso decorre da falta de identidade do PMDB, que tem duas caras ao mesmo tempo, a de governo e a de oposição.

Esta seria uma das explicações, talvez a de maior visibilidade. Mas há outras, além da briga interna entre as duas correntes do partido. Uma delas é a falta de prestígio dos peemedebistas governistas. Os cargos que eles ocupam no governo estadual não rendem dividendos nem políticos nem eleitorais para o partido.

A esta altura, muitos são apontados como responsáveis pelo encolhimento do PMDB. Há críticas diretas ao presidente regional, deputado federal Alberto Silva, e o senador Mão Santa, que não participaram da campanha dos candidatos peemedebistas. Mas, sem poder, eles teriam força para eleger candidatos que os que tão no poder não conseguiriam?


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A história costuma ser escrita pelos vencedores. Mas, falar somente de como Sílvio Mendes se reelegeu com, absoluta tranqüilidade, mostra apenas uma versão dos fatos. Por isso, vou expor a visão dualista daqueles que, como eu, participaram da campanha no cenário da batalha do marketing eleitoral, onde a dinâmica é provocada pela ação e reação, pelos erros e acertos dos candidatos. Nesse contexto, Sílvio tinha uma margem de segurança para errar – e não errou, chegando ao final com o mesmo percentual da largada (mais de 70% dos votos). Nazareno precisava fazer tudo certo e ainda torcer para que algo de muito grave acontecesse no caminho de Sílvio. Cometeu muitos erros e não surgiu nenhum fato que pudesse modificar a história.

Como nós compreendíamos o que estava acontecendo nesse jogo fascinante que é uma disputa a cargo majoritário? Quem deseja sair vitorioso não pode fazer uma campanha baseada em “achismo”, muito menos em impressões daqueles que estão envolvidos emocionalmente com a contenda e distorcem a percepção da realidade. A campanha de Sílvio – aliás, desde a sua primeira eleição, em 2004, quando começou com meros 3% das intenções de voto – foi orientada por análises extraídas de pesquisas quantitativas e qualitativas realizadas, constantemente, para se obter um diagnóstico do que e porque estava acontecendo. Ou seja, foi ditada pela opinião da população – que é a verdadeira marqueteira de todas as eleições. Basta escutá-la.

Essa, aliás, é a primeira questão a ser colocada: ou a campanha de Nazareno não trabalhava com pesquisas ou – a julgar pelos indicadores apresentados pelo Datacerto – estavam recebendo informações erradas. O certo é que não havia nenhum indicativo que suas ações seguissem um mínimo de planejamento estratégico com bases científicas.

Uma evidência disso é a própria candidatura de Nazareno. O seu perfil de político o tornava um candidato que a cidade não desejava para a missão de gerente, função que mais caracteriza o cargo de prefeito. Nesse caso, há preferência por técnicos.

Além de ser o candidato tecnicamente errado, Nazareno nada fez para se mostrar a pessoa certa para o lugar certo e na hora certa. Simplesmente, a maioria das pessoas desconhecia a sua história e as suas qualidades que poderiam apresentá-lo como uma alternativa melhor que Sílvio. Por falta dessa habilitação tão elementar, no máximo as pessoas achavam que trocariam “seis por meia dúzia”, ou seja, não tinham nada a ganhar com sua eleição. Isso parece inacreditável, haja vista que Nazareno disputou todas as eleições, nos últimos 20 anos, em todos os níveis (vereador, prefeito, governador, deputado estadual, deputado federal e senador). Mas era o que aparecia nas pesquisas.

Outro erro foi achar que Lula e Wellington Dias poderiam transferir a Nazareno suas imagens, suas popularidades e também os seus votos. O chamado alinhamento dos planetas, na forma como foi colocado, serviu apenas para anular ainda mais a tênue identidade de Nazareno. Chegou-se ao cúmulo de ser enviada a todos os domicílios da capital uma mala direta que trazia apenas as fotos de Lula e Dias, omitindo Nazareno. É preciso entender que a transferência de votos não se dá apenas por vontade das partes; tem que ser combinada com o eleitor, que é o verdadeiro dono do sufrágio. E acontece mais ou menos dentro dos princípios da operação entre doador e receptor de um órgão: tem que haver compatibilidades e procedimentos, se não há rejeição.

Cometeu-se também um erro cromático: o vermelho. O programa era petista demais, talvez perfeito para envolver a militância, mas inadequado para criar vínculos com o eleitor que vota em pessoas e não em partidos, até porque já não acredita mais em diferenças éticas entre as agremiações políticas. Lula sabia disso e ganhou a última eleição presidencial com as cores da bandeira brasileira.

Poderia elencar pelo menos 13 motivos – como gostam os companheiros – que contribuíram para que o melhor desempenho de Nazareno só acontecesse nas pesquisas do Datacerto. Mas estes apenas somariam influência aos que já foram apresentados. E que, fique claro, não devem ser imputados aos competentes profissionais que fizeram a sua comunicação, pois, muito provavelmente, foram frutos de interferências políticas. Nós, que fazemos a comunicação das campanhas, temos a convicção de que os políticos só atrapalham quando se metem nessa área.

E onde Sílvio acertou? Primeiro, na sua administração. Quem aprova tende a votar. Segundo, na sua postura de “não político”, perfeita para um cargo executivo e para se contrapor ao modelo saturado do “político tradicional”. Terceiro, na sua bem consolidada imagem pública: equilíbrio, firmeza, capacidade de entendimento e, sobretudo, trabalho. Mais uma vez, falo de percepções. E foi aí onde a S/A fez a diferença ao potencializar a mais admirável qualidade de Sílvio, segundo as pesquisas, em um poderoso bordão: “Ê, Sílvio trabalhador!”.

Todos os possíveis pontos fracos de Sílvio – decorrentes, principalmente do tempo do modelo no poder – e que poderiam ser atacados pelos adversários foram previamente “vacinados”. Apresentadores jovens em situações interativas e dinâmicas renovaram a sua mensagem. Mostrou-se uma Teresina grande e bonita quando era preciso demonstrar as transformações do seu trabalho. E o próprio Sílvio expôs, in loco, problemas que a cidade ainda não conseguiu resolver, apontando soluções semelhantes já implementadas em outras áreas. Tudo de forma clara, quase que didática. E, pelo resultado das urnas, compreendida perfeitamente pela população.

Agora é hora de começar a escrever a história de 2010. Desejando que seja uma eleição mais disputada. Esta última foi tediosa demais. Não sei como ainda consegui escrever este artigo. Muito menos como você chegou até o fim. Obrigado pela paciência.

Por: Bonifácio Neto

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h25

Após eleições, Assembléia permanece sem alteração


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Os deputados estaduais do Piauí que concorreram a cargos eletivos em municípios do Piauí não tiveram sucesso. Dos 30 deputados, entre titulares e suplentes, apenas três disputaram vagas de prefeituras do interior do Piauí: Paulo Martins (PT), Dr. Pinto (PDT) e Deusimar Brito (PSDB).

O saldo nas urnas não foi muito positivo para os deputados. Em Parnaíba, Tererê foi vencido pelo candidato José Hamilton, do PTB. Já na cidade de Campo Maior, Paulo Martins não teve sucesso e perdeu a vaga para Joãozinho Félix (PPS). E em Piripiri, a superioridade dos votos foi para Luiz Menezes (PTB), consagrando a derrota do deputado Dr. Pinto.

Com isso, pelo menos por enquanto, a atual estrutura política da Assembléia continua a mesma. Mas, há previsão de que até o final do ano esse quadro possa mudar com o possível retorno do secretário de Administração do Município, Luciano Nunes (PSDB) ao cargo de deputado da Casa, atualmente ocupado por Deusimar Brito (Tererê).

O deputado Deusimar Brito informou que ainda não foi comunicado oficialmente sobre a volta do deputado estadual pelo PSDB, Luciano Nunes. “Até hoje não houve uma reunião para determinar isso”, esclareceu. Mas Tererê mostrou-se feliz pela possibilidade de Nunes assumir o cargo na Assembléia. “Fico grato pelo apoio que o secretário me deu, e é um direito dele retornar à Casa”, pontuou.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h25

Análise por Zózimo Tavares: O PMDB e o acaso


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No bloco governista, o PT, o PTB, o PSB e até o PDT reivindicam

cadeiras à mesa das discussões da sucessão estadual de 2.010.

Mas, até o momento, o PMDB não cogita tal pretensão. Seria areia demais para seu caminhão, pois, enquanto os demais partidos governistas ainda soltam rojões pelas vitórias alcançadas no último dia 5, os peemedebistas estão acabrunhados com as derrotas sofridas.

Há 14 anos, o PMDB vivia uma crise parecida. Sem candidato a governador nas eleições de 90, quando o partido se contentou em indicar o candidato a vice do tucano Wall Ferraz, em 1994 era que a sigla estava fraca mesmo. Sem governo e sem perspectiva de poder. Ninguém com alguma expressão eleitoral no partido queria ser candidato ao governo.

Mas aí, praticamente do acaso, surgiu a candidatura de Mão Santa, que entrou no partido já na última hora das filiações, mais para ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo prefeito Wall Ferraz. Não vingou a nova candidatura de Wall. Mão Santa ocupou o seu lugar, eletrizou o partido, encantou o eleitorado e virou governador.

Em 1998, o PMDB estava lá, no poder, firme e forte, concorrendo à reeleição de Mão Santa, contra o maior líder oposicionista de então, o senador Hugo Napoleão. Nova vitória. Mão Santa foi apeado do poder durante o segundo mandato. Mesmo ferido de morte, o partido foi à luta e bancou a candidatura do petista Wellington Dias ao governo.

Com a vitória de Wellington, a vez era novamente dele, em 2006, quando foi para a reeleição. Sua primeira opção era uma composição com o PMDB. O senador Mão Santa recusou a proposta para sua mulher, dona Adalgisa, ser a vice do governador. Preferiu medir forças com os correligionários na convenção. Ele venceu, mas não levou. Os peemedebistas que tinham voto descarregaram sua votação no governador.

Com isso, o senador Mão Santa perdeu a eleição para o governo e o PMDB ficou com apenas alguns cargos sem muita expressão na administração estadual. Os cargos foram entregues aos parlamentares que ficaram contra a candidatura própria e apoiaram a do governador.

Assim, de derrota em derrota, o PMDB está outra vez enfraquecido, sem perspectiva de poder, como em 94, e sem chances de reunificação a médio prazo. E, sem um racha no esquema governista, não receberá qualquer convite para sentar-se à mesa da sucessão de 2.010.

Eleições Municipais · 11/01/2013 às 23h25

Análise do Instituto Piauiense de Opinião Pública - IPOP


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Como sempre tem ocorrido no fim de uma campanha eleitoral, os analistas procuram entender , para terem elementos para explicar, como será o desenho político deixado diante da revelação dos candidatos, dos partidos e das coligações que conseguiram a vitória e dos que não conseguiram êxito na eleição.

É o momento também de se analisar o desempenho dos institutos de pesquisa que durante toda a campanha acompanharam a evolução das intenções de voto nos mais diversos municípios do Estado.

Quero expor o desempenho do Instituto Piauiense de Opinião Pública - IPOP.

O período de referência são as pesquisas contratadas a partir do dia 22 de agosto, quando começou a propaganda eleitoral, até a última pesquisa concluída no dia 2 de setembro. Nesse intervalo foram atendidos 80 municípios e desses, o resultado da última pesquisa foi confirmado em 64 municípios (80%) e em 16 (20%) municípios os resultados do IPOP não foram os resultados apurados nas urnas. Estes percentuais foram os mesmos na reta final da campanha.

É importante a esclarecer que essa diferença entre o resultado da pesquisa e o resultado apurado nas urnas tem que ser analisado considerando duas situações.

A primeira é o período do levantamento dos dados, as pesquisas realizadas o mais próximo possível da eleição, logicamente tende a apresentar com maior precisão e acurácia os resultados das urnas. Outro aspecto são as circunstâncias determinadas pela dinâmica da eleição.

O que os clientes do IPOP descrevem dessas circunstâncias, tanto de quem ganhou quanto de quem perdeu as eleições, foi de um quadro desigual motivados pelos abusos de natureza econômica, política e até intimidações policiais ao eleitor que fizeram com que as estimativas das pesquisas ficassem alteradas diante dessas realidades.

Portanto, a análise do desempenho da pesquisa eleitoral não pode ser puramente numérica nesta campanha de 2008. Digo isso porque tenho 22 anos de experiência no mercado eleitoral piauiense.

Por Batista Teles