Compartilhar Tweet 1



Caro Toni Rodrigues,

Sobre notícia publicada em sua conceituada coluna no site 180graus, intitulada “Robert Rios agora é que está mapeando as drogas em Teresina”, gostaria de esclarecer que existe uma permanente rotatividade dos pontos de drogas em qualquer lugar do mundo, obrigando a polícia a fazer a localização contínua desses pontos de distribuição de entorpecentes. Centenas e centenas de bocas de fumo foram destruídas em nossa gestão, mas a cada dia, em algum ponto, em qualquer cidade uma nova boca surge.

Esse é o trabalho exaustivo do setor de inteligência da Segurança Pública. A destruição de pontos de drogas com a conseqüente prisão dos traficantes faz surgir outro ponto e novos traficantes, gerando um círculo vicioso, onde a polícia permanentemente corre atrás de bandidos.

Atenciosamente,

Robert Rios Magalhães

Sec. Estadual de Segurança Pública


Compartilhar Tweet 1



O secretário estadual de Fazenda, Antonio Silvano Alencar, criticou políticos em geral e o vereador e deputado eleito Firmino Filho (PSDB) em particular por atacarem o novo imposto criado pelo governo do Piauí sobre compras pela internet.

Silvano disse que alguns políticos criticam o imposto apenas para tentarem aparecer como defensores da sociedade, quando na verdade deveriam lutar junto ao Congresso Nacional pela reforma tributária em nível nacional.

No final de semana Firmino criticou o imposto dizendo que se trata de bitributação.

"O governo não consegue resolver seus problemas fiscais com outros estados e termina onerando o contribuinte duplamente", disse ele, acrescentando que "a sociedade é chamada, mais uma vez, para pagar a conta."

O secretário defende a cobrança do ICMS no destino e disse que em compras de estados produtores todos os benefícios ficam por lá: empregos, impostos e lucros, sobrando para nós apenas o lixo.

"Um computador, por exemplo, quando termina seu tempo de vida útil, torna-se um problema para o meio ambiente que nós temos que resolver", acrescenta.

Enfatizou que a cobrança de impostos pela internet é uma realidade, que "ninguém gosta de pagar impostos, mas esta é uma situação da qual não podemos nos esquivar."

TERCEIRIZADOS

Silvano Alencar concedeu entrevista a emissora de tevê na noite de ontem e respondeu a uma série de perguntas de populares sobre problemas enfrentados pelo governo.

Ele disse que todos os terceirizados que ainda não receberam salários relativos ao ano passado podem ficar tranquilos que "seus problemas serão resolvidos."

O secretário de Fazenda também tratou sobre a polêmica que envolve servidores do DER/PI.

Eles tiveram salários reduzidos por determinação judicial no final de 2010 e segundo Alencar "a situação será regularizada em conformidade com as condições financeiras do estado e as determinações da Justiça."

Sobre convocação de PM's recentemente aprovados em concurso público, explicou que serão chamados para atender demandas de programas como "Ronda Cidadão".

Falou, ainda, sobre o atraso de salários de funcionários de cooperativa de comunicação que presta serviços para a TV Antares.

Disse que o estado deve a eles os valores de novembro e dezembro e que até o final deste mês terá condições de iniciar diálogo visando marcar o pagamento.


Compartilhar Tweet 1



Em "A Grande Família" tudo é possível. Trata-se de seriado da Rede Globo levado ao ar toda semana na noite de quinta-feira após a novela das 9. Os personagens já são por demais conhecidos e muito engraçados, a começar pelo Agostinho, genro-problema e que está sempre tentando dar um golpe em qualquer pessoa que passa diante dele, inclusive, e principalmente, em seu próprio sogro, o Lineu.

"A Grande Família" é uma espécie de metáfora da vida brasileira em que existem pessoas de todos os tipos, com características variadas e geralmente conflitantes. Mas ninguém, absolutamente ninguém, nunca passa em branco. O conceito do seriado poderia muito bem ser traduzido para a política e daria episódios igualmente engraçados.

Num deles, Lineu seria eleito prefeito ou governador – quem sabe até mesmo presidente da República. Sua mulher, Nenê, seria primeira-dama e também eleita para mandato eletivo - vereadora ou deputada; e nesta condição seria convocada para cargo público da maior importância no 1º escalão, abrindo espaço para a convocação do seu suplente.

Agostinho, que no seriado da Globo já tentou ingressar na política, mas foi barrado por eleitores de bom senso, também poderia receber apoio do sogro para eleger-se em mandato eletivo, mas caso não fosse possível poderia ser o titular da Fazenda Pública, responsável pela gestão do dinheiro do executivo. Não sobraria para ninguém. Não sobraria nada mesmo.

Claro que se poderia pensar em alguém melhor, mas neste caso não nos ocorre nenhuma lembrança. "Tuco", o filho de Lineu e Nenê, poderia ser o chefe do gabinete do prefeito ou governador e neste caso em nada ficaria a dever a muitos casos da vida real em que a vida imita a arte e vice-versa. O cara não consegue se entender com mulher nenhuma e se recusa em crescer e desgrudar da barra da saia de mamãe.

"Bebel", a filha e eterna insatisfeita, poderia ser silenciada com um presentinho de mandato eletivo ou então com DAS generoso em que não precisaria comparecer ao trabalho - receberia em casa cuidando do seu filho, o "Florzinho", e ainda ajudaria nas despesas do marido, que não tem um pingo de organização financeira (talvez a política para ele, da forma como é praticada em alguns rincões do Brasil, seja mesmo o melhor caminho).

"Beiçola", com seus pastéis de vento, poderia ser contratado como marmiteiro oficial e então venderia suas quentinhas para o poder público que as repassaria aos servidores que ficam fazendo hora extra ou que não querem ir em casa almoçar; neste caso, teriam desconto dos valores do alimento no contracheque ao final do mês. O alimento também poderia ser vendido para penitenciárias onde detentos costumam comer qualquer coisa – e nem adianta fazer rebelião porque não se resolve coisa alguma desse jeito neste país da ficção.

"Mendonça", o amigo-conquistador, seria imediatamente eleito para a Câmara Federal e deixaria sua mulher na Assembleia Legislativa - com ele esse negócio de Câmara de Vereadores não funciona. "Paulão da Regulagem", que tem uma vocação enorme para o inusitado, poderia tranquilamente ser indicado para a Secretaria de Educação, onde, por conta de sua incapacidade em concatenar raciocínio, contrataria uma organização não governamental a peso de ouro para treinar meninos pobres que como ele não tiveram chance de ingressar na universidade e fazer cursinhos que varam a noite em prédio público condenado pelo Corpo de Bombeiros e que a qualquer momento ameaça desabar sobre as cabeças dos seus ocupantes.

Claro que esse tipo de situação só seria possível na ficção. Ou será que alguém teria coragem de colocar um enredo assim tão absurdo em prática? Seria o cúmulo do nepotismo, praticado da forma mais escancarada possível, inclusive com respaldo popular, porque a população estaria aliviada da fome e muito possivelmente da miséria absoluta através de programas de inclusão que mais parecem com as práticas antigas de coronéis da política sertaneja, mas que vêm dando certo, neste mundo da imaginação autoral, para os que se apropriam da política como se fosse um negócio de família.


Compartilhar Tweet 1



O senador eleito Ciro Nogueira está neste momento incomunicável muito provavelmente para não ter que prestar esclarecimentos sobre declarações suas ao jornalista Allisson Paixão, aqui do 180graus, feitas no domingo, dia 2, pela manhã, e que tiveram repercussão imediata na mídia e nos meios políticos.

Ele disse textualmente, em entrevista gravada pelo jornalista, que seu partido teria uma postura de "independência" em relação ao governo Wilson Martins deixando claro que estava insatisfeito por conta de não ocupar espaços no 1º escalão do governo como pretendia fazer. Era um rompimento a Wilsão, mas sem ser oposição.

Quando foi na segunda-feira, dia 3, à tarde, a assessoria de imprensa de Ciro Nogueira, num email intitulado 'PP aguarda conversa com o governador Wilson Martins', enviado pelo 'cironogueirasenador@gmail.com', assinado pela assessora Sanmya Meneses, ele demonstrou que mudou de opinião e ainda lutar sim por participação no Governo.

Para os comentaristas da política local, trata-se de algo comum por estas bandas: usar de veículos de comunicação para fazer chantagem com os governos. Foi algo parecido com o que fez o secretário de Turismo, Silvio Leite, que até chorou na televisão para comover sua excelência a mantê-lo no cargo (e conseguiu), numa atitude que pode até ser entendida desta mesma forma.

A chantagem vem sendo instrumento político bastante comum no Piauí em que os governantes necessitam de maioria no Legislativo afim de encobrir supostas irregularidades por eles praticadas ao longo do mandato, tanto que faz-se muito por isso -até mesmo leilão de cargos públicos, que são rateados entre partidos e lideranças. Nesta terça-feira, dia 4, apareceu a nova informação sobre o notável senador eleito, de acordo com sua assessoria, onde diz, após chamar a informação de boato: "Prefiro comentar pessoalmente sobre o assunto. Devo conversar com o governador Wilson Martins em data ainda ser definida".

Fica evidente que este tipo de postura, que não é particular de Ciro Nogueira, em nada contribui para o desenvolvimento sócio-econômico e cultural da população, porém demonstra de forma cabal que a palavra não vale mais nada para os políticos, que antes eram até chamados de senhores, mas que hoje são tachados, nas ruas e praças, lugares de aglomeração popular, de oportunistas - querem apenas o poder pelo poder e em nome disso não perdem nenhuma oportunidade de pressionar seus próprios aliados.

CASO SEMELHANTE: CRISE FINANCEIRA
No passado recente, costumamos ouvir no mundo ilusório do governo de que as finanças do estado estavam equilibradas e que o grande responsável por isso era ninguém menos do que o ex-secretário de Fazenda, Antonio Rodrigues Neto, sendo que o próprio atual governador contribuiu, e muito, para difundir esta falsa afirmação, que ele agora comprova na carne. O atual secretário de Fazenda, Silvano Alencar, afirma que existe crise - a mesma que era negada no governo anterior; e o governo não tem mais para onde correr. Por isso, não se pense que Wilson Martins está mandando arrochar despesas de custeio e manutenção e cancelando contratos com terceirizados e comissionados porque tem a austeridade nos gastos públicos como meta em si - muito antes pelo contrário, o que acontece é que a crise existe e finalmente é admitida.

POR FALAR EM FINANÇAS, QUE SITUAÇÃO...
Pior que isso. Se Wellington Dias contou com a bênção dadivosa de Lula, o mesmo não acontecerá com Wilsão em relação a Dilma que promete ser uma presidente dura, que não admite politicagem com os recursos públicos. Caso se confirme tal expectativa, o governador realmente está em maus lençóis, porque não temos mais o parque nacional da Serra das Confusões para ser vendido ao governo federal, não temos mais o parque da Serra Vermelha para ser explorado por carvoarias nem tampouco o BEP para ser vendido ao Banco do Brasil. O negócio parece mais feio do que pintam, notadamente quando surgem informações de que o "rombo" nas finanças públicas do estado chega ao patamar apocalíptico de R$ 600 milhões.

MAS O POVO ACEITA E CONTINUA VOTANDO NELES
Lamenta-se que a maioria da população esteja aceitando tudo isso acontecer de forma passiva e até colaborativa, porque ajudou a eleger a verdadeira "árvore genealógica" que hoje está no poder - mulher de governador na Assembleia, mulher de ex-governador também na Assembleia, filho de ex-deputado como deputado, filho de deputado federal em cargo de secretário, filha de deputado estadual guardando vaga para o pai que ainda não tomou posse, mulher de deputado federal que se elege senador também eleita para ocupar sua vaga na Câmara Federal e assim por diante - muito mais diante do que se pensa. O que se vê no Piauí de hoje é uma depreciação moral sem precedentes da atividade pública que deveria ser nobre porquanto lida com o interesse maior da sociedade; o que se vê é a transformação do estado em laboratório para as piores práticas políticas - e tudo isso, meus senhores e minhas senhoras, em pleno século XXI.


Compartilhar Tweet 1



Ao que tudo indica a cidade de Piripiri permanecerá no cenário político do estado com dois representantes na Assembleia. Permanece Marden Menezes (PSDB), reeleito em outubro, mas sai José Pinto (PDT), que perdeu as eleições.

A outra vaga da cidade da região norte será assumida pelo suplente Odival José de Andrade (PSB), convocado com a nomeação de Wilson Brandão, seu partidário, para a Secretaria de Governo. Junto com Odival, serão convocados outros seis suplentes, uma verdadeira "enxurrada" de parlamentares para a próxima legislatura, que começa em fevereiro.

O governador Wilson Martins será o grande responsável pela gastança gerada com esse tipo de procedimento, logo ele, que assume um estado em condições financeiras visivelmente precárias. O próprio chefe do executivo não se cansa de repetir em suas atuais entrevistas que o Piauí está em crise, mas não explica direito o que tem a Europa a ver com isso.

Sim, porque antes a crise vinha dos EUA - e todos sabemos disso muito bem, mas seus efeitos não seriam sentidos por aqui mais do que uma "marolinha". Em todo caso, a tal dificuldade parece existir, para o chefe do executivo, apenas no discurso.

Não fosse assim ele não estaria fazendo a convocação de nada menos que sete parlamentares para atuar em seu secretariado, gerando uma despesa adicional para o Legislativo de aproximadamente R$ 84 mil somente de salários. Os gabinetes destes suplentes costumam acomodar, em sua maioria, assessores dos titulares e apenas uma parte deles é indicada pelo convocado.

Lilian Martins (PSB) já foi empossada como secretária de Saúde, assumindo em seu lugar o suplente João Mádison (PMDB). Robert Rios (PC do B), convocado para a Segurança Pública, terá como suplente convocado Mauro Tapety (também peemedebista).

Warton Santos (PMDB) está na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e para seu lugar será convocado Tadeu Maia Filho (PSB). Henrique Rebelo (PT), na Justiça, abre vaga para Cícero Magalhães, seu companheiro de partido, enquanto que Ubiraci Carvalho (PDT), chamado para Defesa Civil, abre espaço para Antonio Uchoa, outro pedetista.

Para a Secretaria das Cidades, será convocado, tão logo assuma, o professor Merlong Solanol (PT), cuja convocação abre vaga para a suplente Flora Izabel (sua partidária). O Poder Legislativo do Piauí costuma apresentar-se transparente no tocante aos debates políticos, mas em termos financeiros ainda precisa melhorar muito.

Os gastos da Assembleia com 30 parlamentares totalizam R$ 2,880 milhões contando com salários e verba de gabinete, hoje estimada em R$ 84 mil. Com a convocação dos suplentes, pode-se criar despesas adicionais de aproximadamente R$ 580 mil com a manutenção de gabinetes, perfazendo um total de R$ 672 mil em se considerando também os vencimentos de parlamentares.

SECRETARIA DE FAZENDA · 03/01/2011 - 09h15

Estado não paga o que deve a fornecedores e empreiteiras


Compartilhar Tweet 1



Segundo secretário de Fazenda, Silvano Alencar, o estado encerrou o exercício financeiro de 2010 devendo a fornecedores e prestadores de serviços.

Ele disse que a prioridade para o fechamento do ano foi a folha de pagamento do funcionalismo público, que conta inclusive com tabela anual de 2011 já devidamente divulgada.

Conforme Alencar, os recursos do estado foram insuficientes em 2010 para fazer frente aos compromissos, razão pela qual foram estabelecidas algumas prioridades.

“Gostaríamos muito de ter resolvido todas as pendências, mas infelizmente não foi possível porque não temos dinheiro em caixa”, comentou o secretário ainda na sexta-feira, dia 31 de dezembro.

O titular da Sefaz reconhece que o estado precisa dos serviços de terceirizados mas não teve como fazer o pagamento.

Muitos fornecedores de mão de obra terceirizada tiveram os seus contratos rescindidos sem fazer jus ao pagamento do que lhe é devido.

Empresas que prestam serviços ao estado há 25 anos, foram dispensadas na sexta-feira e não se sabe quando haverá renovação do contrato.

Alencar enfatizou que a dificuldade financeira é sempre um obstáculo na administração pública do Piauí, vez que o estado sempre funcionou com recursos federais.

O secretário não sabe quando será possível arcar com pagamento destas despesas, no entanto complementa que “pode ser ao longo deste ano.”

LITERATURA · 03/01/2011 - 08h02

Por que já não leio livros de Paulo Coelho


Compartilhar Tweet 1



Eu até que podia fazer coro ao governador Wilson Martins e dizer-me um grande leitor de Paulo Coelho porque de fato comecei a dar uma olhada em seus livros há muito tempo, desde 1988, quando ele escreveu "O Alquimista".
Naquela época eu gostava muito de uma passagem em que ele dizia o seguinte:

“O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas que conheci na minha vida sempre tinham tempo para tudo. As que nada faziam estavam sempre cansadas, não davam conta do pouco trabalho que precisavam realizar, e se queixavam constantemente que o dia era curto demais. Na verdade, elas tinham medo de combater o Bom Combate.

O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são nossas certezas. Porque não queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios, justos e corretos no pouco que pedimos da existência. Olhamos para além das muralhas do nosso dia-dia e ouvimos o ruído de lanças que se quebram, o cheiro de suor e de pólvora, as grandes quedas e os olhares sedentos de conquista dos guerreiros. Mas nunca percebemos a alegria, a imensa Alegria que está no coração de quem está lutando, porque para estes não importa nem a vitória nem a derrota, importa apenas combater o Bom Combate.

Finalmente, o terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a Paz. A vida passa a ser uma tarde de Domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos então que estamos maduros, deixamos de lado as fantasias da infância, e conseguimos nossa realização pessoal e profissional. Ficamos surpresos quando alguém de nossa idade diz que quer ainda isto ou aquilo da vida. Mas na verdade, no íntimo de nosso coração, sabemos que o que aconteceu foi que renunciamos à luta por nossos sonhos, a combater o Bom Combate.”

***

Parei de ler Paulo Coelho quando soube que era dele a letra da música cantada por Raul Seixas e que eu escutava muito quando era menino "Eu nasci há dez mil anos atrás". Não posso gostar de ler alguém que comete erro tão primário e grotesco com a escrita, embora admita que é preciso coragem para largar tudo e viver de escrever num país em que a maioria não gosta de ler. Existe redundância na frase "nasci há dez mil anos atrás".

Quem nasce "há" dez mil anos não precisa do complemento "atrás", entende?

Outro dia, folheando obra de sua autoria intitulada "Ser como rio que flui" deparei-me com a seguinte afirmação: "Sentei-me no computador..." Ops, governador. Sentar-se no computador, sobre o computador?! Deve ser por isso que o escritor não consegue construir bem os seus enunciados. O computador certamente não conseguirá codificar os comandos digitados ao teclado com alguém sentado sobre ele.

Para mim ele deveria sentar-se em frente ao computador e só então começar a digitar os seus textos. Mas questão de gosto não se discute. Este é, para o governador Wilson Martins, o maior escritor do Brasil. Mas, pudera. Eu nunca soube sequer que Wilsão era um grande leitor de livros.

DISCURSO - POSSE · 02/01/2011 - 13h28

Estranheza em citações literárias de Wilson Martins


Compartilhar Tweet 1



Em seu discurso de posse o governador Wilson Martins (PSB) citou vários autores célebres, nacional e internacionalmente, numa tentativa de demonstrar intimidade com a literatura, coisa difícil de se perceber no seu cotidiano como político.

Ele foi deputado ao longo de 12 longos anos, ou seja, por três mandatos, e seus pronunciamentos na tribuna do Legislativo estadual sempre foram voltados para a discussão de temas políticos do seu restrito interesse, mas em momento algum, em todo este tempo e depois de tanto falatório, se percebeu qualquer tipo de entrosamento de sua parte com os autores mencionados em seu discurso na posse, tanto na Assembleia quanto em Karnak.

Na Assembleia, ele citou Carlos Drummond de Andrade e Willamy Shakespeare e, em Karnak, falou sobre Paulo Coelho, a quem considera “o maior escritor brasileiro de todos os tempos.” De fato, questão de gosto não se discute, mas vá lá, Coelho é o autor brasileiro mais vendido em todo o planeta – o que não significa dizer, necessariamente, que seja um grande autor.

Ele também foi admitido na Academia Brasileira de Letras. Mas, antes dele, foram admitidos José Sarney, Roberto Marinho e tantos outros que não eram necessariamente escritores e muito menos se pode afirmar que seus escritos sejam grande coisa em se tratando de literatura.

O governador também cometeu uma grande impropriedade ao comparar autores do quilate de Drummond e Shakespeare, que pertencem ao contexto universal da literatura pelo conjunto de sua obra, ao “mago” Paulo Coelho, que ganha dinheiro vendendo livros de autoajuda como se fossem romances ou fruto de experiências pessoais das suas andanças pelo universo mitológico da magia.

Certamente que Wilson Martins não tem nenhuma intimidade com estes autores e apenas leu um discurso previamente escrito por seus assessores. Sua única vantagem foi que ele reproduziu bem o que foi colocado no papel, acredita-se, pelo jornalista Fenelon Rocha e pelo político Luiz Gonzaga Paes Landim, este sim, notabilizado como um leitor de bons livros.

Na posse, em Karnak, ele citou Paulo Coelho para dizer que quando uma pessoa deseja muito uma coisa todo o universo conspira a seu favor. Deve ser urgentemente transformado em peça literária este trecho de seu pronunciamento – o governo como objeto de desejo. A psicologia deve fazer uma tradução apropriada.

Mas como ia dizendo, Wilsão fez uma boa leitura daquilo que lhe foi repassado pelos assessores. Quem não o conhece seguramente pensará que tudo aquilo partiu dele mesmo. Seu vice, Antonio José Moraes Filho, contudo, não teve a mesma sorte. Os redatores colocaram para ele citação sobre um tal Richard cujo segundo nome ele não soube dizer, provocando risos na plateia, inclusive do seu pai, o ex-deputado Antonio José Moraes Souza, que não conseguiu se conter, como os demais, dado o ridículo da cena.

O governo de Wilson Martins pode até ser uma gestão de homens trabalhadores e desejosos de estar no poder. Mas isso não pode, absolutamente, se confundir com um governo de intelectuais. Isso não. Os jovens piauienses devem ser estimulados a procurar Drummond e Shakespeare de outro modo.


Compartilhar Tweet 1



Em discurso de recondução ao cargo no Palácio de Karnak, o governador Wilson Martins afirmou, perante plateia de 1.250 convidados, que pretende fazer um segundo governo transparente e gastar apenas aquilo que o estado arrecadar.

O chefe do executivo citou dificuldades em seu mandato-tampão provocados, segundo ele, pela crise econômica internacional e pelo período eleitoral.

Martins também afirmou que pretende realizar uma administração planejada. “Planejamento é fundamental para o serviço público”, acrescentou.

Segundo ele, fará um governo para todos os piauienses e disse que é preciso esquecer o palanque político. “A eleição acabou. Temos agora que nos unir”, acentuou.

Wilson Martins citou os nomes de vários parlamentares ali presentes, dentre os quais Edson Ferreira e Leal Júnior, ambos do DEM, partido que apoiou a candidatura do seu adversário Silvio Mendes (PSDB).

Ele também mencionou o deputado federal Osmar Júnior (PCdoB) e afagou os deputados Flávio Nogueira (PDT) e Hélio Isaías (PTB), que estariam descontentes porque ainda não conseguiram ser indicados para cargos na administração que ora inicia.

O deputado Fábio Novo, presidente regional do PT, foi citado apenas depois que um assessor passou papel contendo lembrete ao governador com a informação “o deputado Fábio Novo está presente.”

O chefe do executivo disse que estava entrando em palácio para a posse e ouviu alguém dizer: “Olha o teimoso de novo.” O governador disse que enfrentou altos e baixos em seu mandato anterior, iniciado em 1º de abril, mas teimou e conseguiu ser reeleito.

Disse ainda que chega ao segundo mandato com muito mais força, compromisso e vontade de trabalhar. Brincou com a deputada Lilian Martins (PSB), sua mulher: “A Lilian até me pediu para eu não falar muito, porque havia falado tanto na solenidade da Assembleia...”, pontuou.

Manifestou que foi bom não ter ganho no 1º turno, em 3 de outubro, porque assim pôde conversar mais com a população do Piauí. “Essa disputa me deu mais maturidade.”

Martins enfatizou que havia assinado nomeação de 19 secretários do 1º escalão. Alguns devem permanecer apenas interinamente durante o mês de janeiro, a exemplo de Cidades e Defesa Civil.

Finalizando suas palavras, falou que ao chegar em Teresina, no começo dos anos 70, ficou encantado pela praça Pedro II e assistiu muitos filmes de bangue-bangue no Cine Rex.

O governador também contou que usou a carteira de um amigo para entrar em festa no Clube dos Diários “porque não era sócio.”

Wilson Martins foi bastante aplaudido, falou rapidamente aos jornalistas e em seguida partiu para o Salão Branco do Palácio de Karnak a fim de receber cumprimentos.

SECRETARIADOS · 30/12/2010 - 17h02

Wilsão contém “marcha dos desesperados”


Compartilhar Tweet 1



No Piauí criou-se a ideia de que governo é governo. De que ninguém pode viver longe do seu manto protetor, que é imenso e onde cabe todo mundo. Mas parece que tudo não passa de especulação, como sempre.

Governo é governo apenas para alguns. Determinados governantes reconhecem apenas os amigos de primeira hora e passam a mão sobre a cabeça, de forma gentil, dos amigos de segunda, mas sem lhes dar o prêmio cobiçado e pretendido. Pelo menos é o que se depreende do que acontece, neste momento, com PP e PTB.

Os dois partidos decidiram, no 2º turno da eleição de 2010, para o governo do estado, apoiar a candidatura reeleitoral de Wilson Martins. Sob comando do senador eleito Ciro Nogueira e do deputado Hélio Isaías, que recebeu carta branca do presidente regional, senador João Vicente Claudino, pepistas e petebistas seguiram em passos acelerados rumo ao governador.

Wilsão, é claro, ficou todo feliz e agradeceu. Compareceu a uma solenidade de adesão realizada na residência de Ciro Nogueira, uma gigantesca mansão localizada na avenida João XXIII e que apesar da amplitude estava repleta de políticos de todas as cores e tendências. JVC lá não esteve. Alegou que não votaria em Wilsão e que repetiria o voto em si próprio em 31 de outubro.

Ou seja, votaria nulo. Foi o que fez.

Mas Wilsão esteve por lá, recebeu um abraço caloroso de Ciro Nogueira, pai, ex-deputado federal em vários mandatos e que numa única vez tentou ser senador, mas não conseguiu. Foi em 1986, quando seu partido de então, o PFL, foi derrotado por Alberto Silva e ele por Chagas Rodrigues. O governador/candidato fez discurso para a mídia, a mesma de sempre, que abre espaço considerável para colunismo social ao invés de reportagem.

Disse ele que recebia de braços abertos o apoio daqueles novos companheiros, que na verdade estavam voltando ao berço paterno ao invés de “aderindo”. Os partidos pertenciam, segundo ele, ao antigo blocão governista e no 1º turno haviam decidido marchar com candidatura própria. Não sendo bem sucedidos, optaram por retornar ao lar verdadeiro ao invés de simplesmente seguir no campo oposto, ou seja, em direção à candidatura do médico Silvio Mendes (PSDB), que esperara pelo apoio de ambos os partidos até a undécima hora até ser surpreendido pelo noticiário político dando conta de encontros entre o governador e o empresário João Claudino Fernandes, além de lideranças do PP e do PTB.

O entendimento foi repudiado por setores da opinião pública que não eram assim tão expressivos vez que na segunda etapa do pleito Wilsão conseguiu ampliar sua maioria sobre o tucano. Um político da oposição comentou que se tratava da “marcha dos desesperados”. Segundo Firmino Filho, nunca em tempo algum na política do Piauí se viu tamanha tentativa de “butim” sobre os cofres públicos do estado.

Talvez na Primeira República. Ou ainda ao tempo do Império. Mas em tempos de democracia sempre houve governo e oposição. O contrário disso é retorno aos tempos da monarquia, embora tal hipótese não deva ser desconsiderada se observarmos que Wilsão, o governador reeleito, é herdeiro de uma tradição dos tempos monárquicos. Descende do famoso Visconde da Parnaíba, considerado um herói da guerra da independência por ter tomado de assalto o quartel das tropas portuguesas, em 1823, durante a ausência de Fidié.

Bem dito, pois. Não estavam nem Fidié nem seus soldados. Visconde da Parnaíba, ou Manuel de Sousa Martins, tomou o quartel das mãos de cozinheiros, cocheiros e alguns burocratas que haviam permanecido na capital da província, Oeiras.

O fato é que na atualidade Wilsão já conta com maioria suficiente na Assembleia. Tem 26 entre 30 deputados. Na bancada federal é a mesma coisa e não será diferente no Senado. Nenhuma secretaria será capaz de alterar essa realidade. Por que então abrir mão de prerrogativas próprias apenas para ser chamado posteriormente de estimulador do “butim”? Enquanto isso, o deputado Fernando Monteiro está bem longe, com sua família, no litoral do Piauí, e sequer participará da solenidade de posse. Ele, que pertence ao PTB, esperava ser convocado para a Secretaria de Defesa Civil. Não foi. Fazer o quê?!

CAJU ANÃO PRECOCE · 27/12/2010 - 20h01

B. Sá pode ter se beneficiado com recursos da Codevasf


Compartilhar Tweet 1



O ex-prefeito de Oeiras e também ex-deputado federal, B. Sá (PSB), não teria condições de ser nomeado para a presidência da Codevasf. Contra ele e seus familiares pesam sérias acusações de beneficiamento com recursos do órgão. O Tribunal de Contas da União publicou acórdão em 7 de novembro do ano em curso sobre irregularidade em convênio celebrado com a Associação Piauiense de Produtores de Sementes e Mudas.

É que a referida associação pagou o montante de R$ 331,734 mil ao Sr. Bessah Araújo Costa Reis Sá, filho do então deputado federal Benedito de Carvalho Sá (o B.Sá), em razão do suposto fornecimento de 180 mil mudas de cajueiro anão precoce. Foram emitidas notas fiscais sobre a transação em 1º de fevereiro e 26 de agosto de 2005.

Os recursos orçamentários que deram suporte ao pagamento resultaram da emenda de bancada do estado do Piauí destinados ao “Apoio a Projetos de Desenvolvimento Sustentável Local Integrado – Apoio ao Desenvolvimento Integrado das Microrregiões do Baixo Parnaíba Piauiense/Campo Maior – estado do Piauí”. Consta da Lei Orçamentária Anual para o exercício de 2004.

"O fato de o Sr. Bessah Araújo Costa Reis Sá, filho do então deputado federal B.Sá, estar regularmente registrado como produtor de mudas de cajueiro não afasta a irregularidade aqui tratada, eis que fere o princípio da moralidade administrativa", enfatiza relatório do TCU.

O Tribunal determina que a Codevasf, em relação aos contratos destinados à distribuição de mudas de cajueiro, adote, no prazo de 90 dias, mecanismos de controle que permitam atestar a execução integral do objeto contratado. De outro lado, a Companhia deve disponibilizar ao Tribunal, também no prazo máximo de 90 dias, todos os elementos que comprovem o efetivo fornecimento, pelo Sr. Bessah Araújo Costa Reis Sá, de 180 mil mudas de caju anão precoce, objeto das notas fiscais emitidas (nºs 623.991 e 663.871), por força do convênio.

Deve ser apresentada a indicação clara e precisa do nome, CPF e endereço dos agricultores beneficiados, bem assim do georreferenciamento dos imóveis e do número de mudas individualmente recebidas pelos agricultores familiares, com o respectivo registro fotográfico.


Compartilhar Tweet 1



Este que vos fala pensava que o PT era um partido socialista em sua essência. Mas não. Possui diversas alas, apenas uma delas prima pelo socialismo como meta. Pois bem. Foi esta que hoje pela manhã colocou mais lenha na fogueira das relações políticas turbulentas entre o partido e o governador reeleito Wilson Martins.

Andam dizendo por aí que estas relações já estavam prejudicadas desde o tempo da campanha. Mas particularmente não acredito. Wilsão não se deixaria levar por pequenas distenções aqui e ali que seguramente poderiam prejudicar o seu projeto de reeleição. A não ser que fosse um grande dissimulado e nisto, sinceramente, não quero crer.

Os socialistas do PT confessaram nesta manhã que o governador declarou sentir “repulsa” por entregar cargos do setor agrário – Secretaria de Desenvolvimento Rural, Emater/PI, dentre outros – ao partido que foi determinante na sua eleição. O porta-voz dos magoados foi Adalberto Pereira, funcionário de carreira do Emater/PI e que milita no PT desde a sua função.

Segundo ele, na carta aos piauienses, foi nomeada uma comissão composta por Wellington Dias, Assis Carvalho e Fábio Novo, três grandes figuras da República, para negociar indicações de cargos junto ao chefe do executivo. Os petistas apresentaram à sua excelência a relação dos órgãos pretendidos pela agremiação. Wilsão, ao ver a lista, simplesmente teria abanado a cabeça negativamente e manifestado “repulsa” com característico movimento labial.

Os três mosqueteiros sequer tentaram argumentar. Conhecem a personalidade do governador. Já conheciam desde muito tempo. Alimentavam uma relação baseada na necessidade de sobrevivência política. Os que sobreviveram ao pleito de outubro estão muito bem acomodados em seus mandatos eletivos. Os que não conseguiram se eleger ou sequer disputaram, estes que aguardem as sobras do banquete. Sua excelência promete um banquete super-reservado.

A carta de Alberto Pereira em nome dos socialistas do partido causou espécie nos meios políticos. Foi o assunto mais comentado do dia, até porque todos parecem esperar pelo fato iminente de que haverá rompimento entre os petistas e o governo. Ou pelo menos entre alguns petistas e o governo. Parte do PT ficará onde estar, de acordo com o que lhe for ofertado.

Não se pode esperar contentamento pela indicação das secretarias de Justiça e de Planejamento. Henrique Rebelo tem voo próprio. É deputado estadual pelo PT mas poderia ser do PSB ou de qualquer partido que estivesse no poder. Seu comportamento tem sido este desde que entrou para a política, migrando de partido em partido como diz a música de Jota Quest: “Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou...” Enquanto Sérgio Miranda é indicação pessoal do governador, que se afeiçoou ao menino-prodígio, muito dinâmico e discreto, que pertence ao PT apenas por uma questão de ingenuidade ideológica. Ele também busca seu lugar ao sol.

Fábio Novo tenta minimizar o impacto da cartinha dos seus companheiros que lança críticas ferrenhas à indicação de Chico Filho para a presidência do Emater por entender que ele nada tem a ver com o projeto administrativo pelo PT no governo do estado, pertencendo ao modelo anterior, o neoliberal, que seria responsável “pelo sucateamento do setor público”. Como são muitos caciques e poucos índios é de se imaginar que tenhamos uma grande confusão pela frente. Talvez nem os encantadores de serpentes consigam escapar impunes.

COMUNICAÇÃO · 19/12/2010 - 08h40

Fenelon reage a texto sobre Wilsão e a imprensa


Compartilhar Tweet 1



Recebi, do jornalista Fenelon Rocha, as seguintes observações sobre comentário postado no blog Banda Larga neste sábado (18):

Meu caro Toni,

Espanta-me ver em sua coluna a matéria com o título “Governador reeleito não defende uma imprensa livre”.
Espanta-me porque você bem sabe que o governador nunca levantou uma única voz contra o livre exercício da imprensa. Muito pelo contrário, Wilson Martins sempre defendeu a liberdade de expressão, no discurso e na prática.

A última campanha é bem um exemplo disso: foi duramente atacado (na maior parte das vezes sem qualquer base real) por alguns meios – você bem sabe quais. E nunca levantou um único dedo para apontar detratores ou pedir o cerceamento da voz de quem quer que seja.

O governador participou de nada menos que 12 debates promovidos pela mídia. E nunca se furtou a atender jornalistas nas solenidades dentro ou fora do Karnak. Se alguns se negam a ir aos atos públicos de Governo e esperam tão somente que o Governador vá até os estúdios de rádio e TV, paciência.

O compromisso de Wilson Martins por uma imprensa livre foi reafirmado no discurso de diplomação, quando pronunciou as seguintes palavras:

"A [construção da Democracia conta com a] pilastra das instituições que dão ressonância à voz e aos anseios da sociedade. Por exemplo, a Imprensa, que se redobra na dura tarefa de se fazer voz de toda uma comunidade. Eu sei que, para muitos, a imprensa incomoda. Mas sem ela o debate necessário à Democracia seria um monólogo, e a própria Democracia não passaria de uma farsa."

E disse ainda:

“Sei o que é enfrentar a ditadura, sei o que é ter a liberdade de expressão cerceada, sei o que é lutar pelo elementar direito de poder dizer o que se pensa. Sei o que é a agrura do autoritarismo e, por isso mesmo, sei muito bem o que é a beleza da liberdade de ir e vir, do direito de poder escolher, de eleger.”

Esteja certo, Toni: temos um governador que defende com toda a alma a liberdade de expressão e a responsabilidade que ela enseja. E, certamente, não vai reagir a eventuais provocações que por ventura tentem passar uma idéia distinta da que ele realmente abraça.

Como jornalista que tem a liberdade de expressão como fundamento básico da boa imprensa, e uma imprensa livre e responsável como pilastra da Democracia, fico muito à vontade como auxiliar de um governo tão comprometido com os pilares de uma sociedade democrática.

Abraços,

Fenelon Rocha

Coordenador de Comunicação do Governo do Estado

Comento, rapidamente:

1. O governador nunca se recusou, de fato, em comparecer aos estúdios de nenhuma emissora de rádio e tevê que não seja a Teresina FM (ele foi e vai a todos os outros), onde apresento programa jornalístico diário. Não entendo por que já que o espaço sempre esteve aberto para ele e também para todos os demais políticos que participaram do pleito. Mas preferências pessoais são preferências pessoais, não é mesmo, Fenelon?

2. Não sei quais emissoras atacaram o governador com ou sem bases reais, conforme insinua o nobre jornalista. Eu mesmo nunca fiz qualquer matéria que não tivesse fundamento e em pelo menos um caso o governador levantou, sim, o dedo para tentar reprimir a minha liberdade de atuação. Foi no caso do envio de cartas a ADH para supostos mutuários de um suposto conjunto habitacional que ainda nem saiu do papel. Fiz a denúncia como forma de apontar falhas no governo para serem corrigidar e não depreciadas. Mas esta é uma compreensão subjetiva, não mesmo?!

3. O nobre jornalista me conhece há muitos anos para saber que não sou dado a provocações. Apenas tenho procurado fazer o meu trabalho com responsabilidade e seriedade que muitas vezes não são reconhecidas por quem está no poder. De todo modo, o espaço estará sempre à disposição para quem dele queira fazer uso. Não posso atirar pedras nos que não querem, mas também não posso concordar que um simples discurso seja fundamento definitivo acerca de comportamento futuro. O PT sempre viveu de discursos e olha só que prática, hein?!

4. Sobre alguns políticos que hoje se dizem combatentes da ditadura, fico imaginando o comportamento que eles têm hoje, num período supostamente democrático, todos chegados por demais às benesses do poder. Imagine naqueles tempos em que além das benesses havia ainda a amarra da repressão. Felizmente, não vivi este tempo, mas os que viveram sabem muito bem que a grande maioria dos políticos piauienses foram vivandeiras da ditadura e não combatentes como hoje tentam insinuar.

Abraços,

Toni Rodrigues

Jornalista profissional

ARTIGO · 01/12/2010 - 14h30

A reforma que não reforma nada


Compartilhar Tweet 1




Foi grande a repercussão em torno da reforma administrativa encaminhada pelo governador Wilson Martins à Assembleia. Na prática, a reforma não muda quase nada, exceto porque extingue coordenadorias petistas ao mesmo tempo em que mantém os cargos de chefia ligados às secretarias mais próximas de sua área de atuação.

Necessário também esclarecer melhor que economia é essa tão repleta de disparidades. Ora serão economizados R$ 10 milhões por ano. Ora serão R$ 12 milhões. Agora, fala-se em R$ 20 milhões. Afinal, de quanto será a redução de gastos com as medidas adotadas por sua excelência?!

Wilson Martins não quer reformar absolutamente nada. O que ele quer é apenas ganhar tempo com a opinião pública e com seus aliados do PT com quem não pode romper agora. Deve esperar o comportamento do governo Dilma em relação aos medalhões. No âmbito local, fala-se que Wellington Dias e Marcelo Castro estão cotados para ser ministros. Temos acompanhado com atenção o noticiário nacional (rádio, TV e jornal) e não vemos absolutamente nada sobre estas figuras. São inexistentes para a mídia nacional?! Talvez venham, de novo, com aquela história de preconceito contra o Piauí. Quanta bobagem.

A "reforma" acaba com algumas coordenadorias, todas de indicação petista. O governo passado tentou colocar os companheiros em cargos técnicos mas não encontrou qualificação na maioria deles. Então criou as coordenadorias ligadas aos movimentos sociais para funcionar como braço político. Isso, de certo modo, explica a grande votação obtida por muitos dos ex-secretários da gestão anterior e do próprio ex-governador que vai para o Senado com votação recorde. O braço político do estado a serviço de um partido e seus coligados.

Wilsão extingue mas não extingue. Os "cabeças" da coisa serão mantidos. Haverá chiadeira, como de fato já está acontecendo, mas logo silenciarão. O piauiense, na média, não tem vocação para confrontar o governo, qualquer que seja ele. Enfim, todos se tornarão vivandeiras e baterão palmas para o governador.

Como candidato, o governador disse reiteradamente que estava disputando para dar continuidade ao projeto administrativo de sucesso do seu camarada Wellington Dias. Pouco depois de anunciada a vitória ele parte para retalhar o modelo que tanto elogiava. Significa dizer que o tal projeto não tinha tanto significado assim. Sua importância na construção do desenvolvimento do estado era limitada. Mas disso todos sabíamos - e também sabemos de que modo esse modelo se tornou vitorioso eleitoralmente.

Não haverá reforma. É apenas retórica político-administrativa. O único projeto a ser continuado por Wilsão, como se percebe, será mesmo o da propaganda exagerada. Ninguém sabe até quando essa tática será admitida pela população. Por enquanto, está funcionando muito bem.

ARTIGO · 01/12/2010 - 14h30

A reforma que não reforma nada


Compartilhar Tweet 1




Foi grande a repercussão em torno da reforma administrativa encaminhada pelo governador Wilson Martins à Assembleia. Na prática, a reforma não muda quase nada, exceto porque extingue coordenadorias petistas ao mesmo tempo em que mantém os cargos de chefia ligados às secretarias mais próximas de sua área de atuação.

Necessário também esclarecer melhor que economia é essa tão repleta de disparidades. Ora serão economizados R$ 10 milhões por ano. Ora serão R$ 12 milhões. Agora, fala-se em R$ 20 milhões. Afinal, de quanto será a redução de gastos com as medidas adotadas por sua excelência?!

Wilson Martins não quer reformar absolutamente nada. O que ele quer é apenas ganhar tempo com a opinião pública e com seus aliados do PT com quem não pode romper agora. Deve esperar o comportamento do governo Dilma em relação aos medalhões. No âmbito local, fala-se que Wellington Dias e Marcelo Castro estão cotados para ser ministros. Temos acompanhado com atenção o noticiário nacional (rádio, TV e jornal) e não vemos absolutamente nada sobre estas figuras. São inexistentes para a mídia nacional?! Talvez venham, de novo, com aquela história de preconceito contra o Piauí. Quanta bobagem.

A "reforma" acaba com algumas coordenadorias, todas de indicação petista. O governo passado tentou colocar os companheiros em cargos técnicos mas não encontrou qualificação na maioria deles. Então criou as coordenadorias ligadas aos movimentos sociais para funcionar como braço político. Isso, de certo modo, explica a grande votação obtida por muitos dos ex-secretários da gestão anterior e do próprio ex-governador que vai para o Senado com votação recorde. O braço político do estado a serviço de um partido e seus coligados.

Wilsão extingue mas não extingue. Os "cabeças" da coisa serão mantidos. Haverá chiadeira, como de fato já está acontecendo, mas logo silenciarão. O piauiense, na média, não tem vocação para confrontar o governo, qualquer que seja ele. Enfim, todos se tornarão vivandeiras e baterão palmas para o governador.

Como candidato, o governador disse reiteradamente que estava disputando para dar continuidade ao projeto administrativo de sucesso do seu camarada Wellington Dias. Pouco depois de anunciada a vitória ele parte para retalhar o modelo que tanto elogiava. Significa dizer que o tal projeto não tinha tanto significado assim. Sua importância na construção do desenvolvimento do estado era limitada. Mas disso todos sabíamos - e também sabemos de que modo esse modelo se tornou vitorioso eleitoralmente.

Não haverá reforma. É apenas retórica político-administrativa. O único projeto a ser continuado por Wilsão, como se percebe, será mesmo o da propaganda exagerada. Ninguém sabe até quando essa tática será admitida pela população. Por enquanto, está funcionando muito bem.


Compartilhar Tweet 1



Com Petrônio Portella, o Piauí chegou bem perto de ter um presidente da República. Ele faleceu como ministro da Justiça aos 54 anos de idade na iminência de ser indicato candidato de consenso das forças governistas na sucessão do presidente João Baptista Figueiredo.

Petrônio era considerado um dos mais habilidosos políticos do seu tempo. Foi ele quem articulou a distensão gradativa do regime militar por entender que ações abruptas poderiam gerar derramento de sangue.

Levou ao presidente Figueiredo a ideia de consolidar a abertura gradual proposta na gestão anterior, de Ernesto Geisel, começando pela anistia aos exilados políticos.

Isso permitiu não apenas a volta mas também candidaturas de políticos célebres como Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Fernando Gabeira, dentre outros. Portella idealizou também a realização de eleições para governadores de estados, deputados estaduais, federais, vereadores e parte dos senadores em 1982, encerrando-se esta etapa com o pleito para prefeitos de capitais em 1985.

Foi grande articulador e pensou para si próprio a prerrogativa de convocar eleições presidenciais, o que deveria ser feito pelo primeiro presidente civil após anos de ditadura militar. Morreu antes.

Sua morte retardou a redemocratização, que deveria ocorrer em 82, em pelo menos cinco anos. O Senado vai prestar homenagem ao piauiense hoje por meio de sessão solene.

"Ele seria tranquilamente presidente da República. Era apenas uma questão de tempo", afirma o historiador Fonseca Neto, da Ufpi - Universidade Federal do Piauí.

Petrônio Portela foi deputado estadual, prefeito de Teresina, governador do estado, senador da República, presidente nacional da Arena, presidente do Congresso Nacional e ministro da Justiça do governo Figueiredo (1979-85).

Foi responsável por grandes obras no Piauí. Políticos da situação e oposição reconheciam seu empenho e êxito na redemocratização do país.

Também receberá homenagem no plenário do Senado com lançamento de livro biográfrico escrito pelo jornalista piauiense Zózimo Tavares. O jornalista conta sua vida em três capítulos, mostrando em como ele saiu de político não grato aos militares até chegar à condição de homem de confiança do regime.

Portella era governador do Piauí quando estourou o golpe de 64. Ele, a princípio, decidiu ficar ao lado de João Goulart e até ensaiou resistência, no Piauí, contra o golpe.

Enviou carta ao governador de Pernambuco, Miguel Arraes, considerado de esquerda, apoiando a permanência de Jango, porém ao perceber a dimensão do processo silenciou e aderiu conquistando, a partir de então, uma série de grandes realizações em favor do Piauí.

Em 1º de abril de 64, ele redigiu o seguinte documento oficial: "No momento de incertezas em que já vemos esclarecidos os objetivos do movimento de rebelião em vários estados da Federação, dirijo-me ao povo no cumprimento de um dever, para esclarecer, uma vez mais, minha posição de defesa do mandato do Sr. Presidente da República, Dr. João Goulart, e de protesto contra a ação revolucionária dos que antes faziam intocável a Constituição e hoje não vacilam em desrespeitá-la."

O governador Arraes foi preso pelo movimento golpista e recolhido a Fernando de Noronha. Petrônio retrocedeu em sua posição alegando agir "em nome dos interesses maiores do Piauí."

"O Petrônio era um político muito concentrado no que fazia. Ele tinha foco e só mudava de direção quando seu objetivo era alcançado", diz o ex-senador João Lôbo, seu contemporâneo em política.

REPÓRTER - Toni Rodrigues

CONFIRA ABAIXO CÓPIA DO DOCUMENTO EM QUE PETRÔNIO APÓIA JANGO

Governo tenta vender Serra Ver · 24/11/2010 - 22h02

Governo tenta vender Serra Vermelha omitindo área da JB Carbon


Compartilhar Tweet 1



As peripécias montadas no governo Wellington Dias para permitir a destruição da Serra Vermelha, importante floresta no Sul do Piauí, pela empresa JB Carbon, chegou ao Senado Federal sem que os senadores percebessem as artimanhas que estão por trás da mensagem solicitando o repasse, pelo governo federal, de R$ 150 milhões para o governo estadual.

No texto da mensagem, o governo do Piauí omite a exclusão de 130 mil hectares, pertencente de forma ilícita, a empresa JB Carbon e que a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, armou, segundo denunciantes, para ficar fora da área a ser vendida para o governo federal. Vale lembrar que a empresa vinha destruindo a vegetação nativa para produzir carvão vegetal e teve o projeto suspenso pelo o Ministério do Meio Ambiente, em 2007.

No texto da mensagem encaminhada ao Senado, se percebe claramente a tentativa dos governantes piauienses de vender gato por lebre ao país, quando decorrem sobre a importância biológica da região para a conservação, conforme diversos relatório do MMA. Porém, sem revelar que a principal área é justamente a que lutam para ficar fora da proteção.

Grave também foi a forma como as terras públicas estaduais foram negociadas. Na verdade, são todas elas griladas por empresários e, principalmente, por políticos da região. De acordo com a Constituição Estadual, para comercializar terras públicas é necessário a autorização da Assembléia Legislativa, o que não aconteceu.

Para tentar desconstituir o golpe, o representante do Conselho Nacional do Meio Ambiente no Piauí, Francisco Soares, está denunciando no Senado e no Conselho, em Brasília. "Esse é um dos mais graves escândalos já visto neste Estado", afirma Soares.

W. Dias teve rendimento de R$ · 24/11/2010 - 13h30

W. Dias teve rendimento de R$ 89,1 mil mensais em 2009?!


Compartilhar Tweet 1



Existem duas situações de direito com relação ao ex-governador W. Dias que são por demais interessantes. Numa delas, ele fez doação de dinheiro doado. Ele recebeu dinheiro de empresas e fez doações para colegas de partido.

O dinheiro arrecadado de campanha eleitoral tem fim específico. É intocável. A lei determina como fim específico: para suprir programação eleitoral de rádio e tevê; produção da publicidade; publicidade em si, cavaletes, cartazes, etc; remuneração de pessoal que trabalha em campanha com a divulgação do nome do candidato.

Doutrina eleitoral vigente no país não permite doação de dinheiro arrecadado em campanha para colegas de partido. O dinheiro arrecadado em campanha é intocável. Objetiva prover a campanha do candidato. Outro fato de notória gravidade.

Vamos tratar agora sobre a pessoa física do governador. Ele doou R$ 107 mil para vários candidatos do seu partido ou coligação. Sabemos todos que a legislação eleitoral permite ao contribuinte doar para candidato o valor estimado em 10% do rendimento aferido por ele no ano anterior.

Ora, se W. Dias doou R$ 107 mil nas eleições deste ano, significa dizer que em 2009 ele ganhou, como governador, a quantia de R$ 1,070 milhão. Na condição de governador ele teve um salário mensal (durante 12 meses) estipulado por ele próprio em sua doação de R$ 89,166 mil.

O chefe do executivo estadual não pode ter renda de outro lugar. Só pode ganhar como governador. Se ele for sócio de uma empresa, de outra pessoa jurídica qualquer, ele tem que se desligar. Como funcionário da Caixa Econômica Federal, por exemplo, ele teve que se licenciar e optar pelo vencimento de um ou de outro. O salário de servidor da Caixa ou de governador.

Se ele doou R$ 107 mil e isso representa 10% do que ele ganhou no ano anterior, ele teve uma renda mensal de R$ 89,166 mil. É matemática pura. W. Dias deve ter uma declaração de renda relativa ao ano de 2009. O Ministério Público Eleitoral, certamente, está atento a estes fatos.

Agora, governo pode falar toda · 21/11/2010 - 15h45

Agora, governo pode falar toda a verdade. Ou não?!


Compartilhar Tweet 1



Silvano Alencar está na “Folha de S.Paulo”. Ele é secretário de Fazenda do Piauí. Foi chamado às pressas no governo de Wilson Martins para substituir Franzé Alves. O ex-secretário mal via chegar a hora de entregar o cargo.

Ele encontrou muita bagunça nas finanças do estado mas não podia falar publicamente sobre isso e ficava arretado toda vez que saía matéria de jornal mostrando a realidade. Era chamado em Karnak e cobrado sobre explicações que ele próprio não tinha.

Por isso, quando encerrou o mandato de W. Dias, a primeira coisa que ele fez foi chegar para o atual governador e dizer: “Agradeço pelo convite, mas não tenho condições de permanecer, prefiro cuidar de minha vida.”

Silvano topou o desafio. E parece que fez a lição de casa. Com muita dificuldade, ele tocou o barco durante a campanha. Diga-se de passagem, tornou-se um personagem burocrático, longe dos holofotes da mídia.

Em certos instantes, verdadeiro, até onde o cargo lhe permitia. Durante a campanha seria fatal qualquer vazamento sobre instabilidade. Mas agora a coisa é diferente. Pode-se falar a verdade com todas as letras.

Não é preciso esconder nenhum detalhe. Não é preciso medir as palavras porque não haverá mais cobrança do eleitorado, nem agora nem nunca. A próxima eleição acontece apenas daqui a quatro anos.

Wilson Martins não disputará mais o governo. Apresentará um candidato que não terá compromisso com essa parte da história. Sem falar que a memória do eleitorado piauiense é muito curta – e todos parecem gostar do desafio da incerteza.

Na “Folha”, diz-se que os estados e municípios serão prejudicados por queda substancial nos repasses da União. Afirma-se que há risco de atraso do 13º salário em alguns estados e que os cortes de despesas são necessários – melhor dizendo, são vitais. No Piauí, informa-se, estaria sendo cortado até gasto com os combustíveis.

Silvano Alencar foi entrevistado. Ele declarou o seguinte, às jornalistas Luiza Bandeira e Estelita Hass Carazzai: “Foram feitos cortes em diárias, combustíveis, locação de veículos e contratação de terceiros. Os investimentos foram afetados. A gente gostaria de fazer estrada, energia elétrica, e não tem o mesmo ritmo. É a mesma coisa da casa da gente: quando tá apertado a gente tira o lazer e vai cortando.”

Durante a campanha foi dito que o governo estava fazendo estrada. Foi dito que o governo estava implantando energia elétrica. Foi apresentado aos eleitores um ritmo administrativo vigoroso, comparável apenas ao período do “Milagre Brasileiro”, no começo dos anos 70, quando tínhamos dinheiro em grande quantidade para atender toda e qualquer demanda.

Silvano tem um histórico confiável. O governo ao qual serve, nem sempre.

MINISTRO DA SAÚDE · 17/11/2010 - 18h02

Temporão desmente Lula em sua passagem pelo Piauí


Compartilhar Tweet 1




Em sua rápida passagem por Teresina, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez algunas declarações sobre o sistema de saúde da capital, que se encontra em situação preocupante, e garantiu que não existe necessidade de intervenção no Hospital de Urgência. Disse ainda que os recursos repassados para o Piauí são em quantidade suficiente para atender a população.

Sinceramente, o ministro não sabe do que está falando. Ele não conhece os políticos piauienses. Parece não conhecer também o próprio presidente da República, que é seu comandante-em-chefe.

Lula esteve no Piauí em outubro, durante a campanha do 1º turno das eleições, participou de solenidade na Escola Técnica Federal e faltou pouco foi pedir votos para Dilma Roussef e Wilson Martins. Mesmo sem pedir votos, ele fez algumas promessas que foram bastante aplaudidas pela população presente.

Muitos são seus admiradores sinceros, verdadeiros adoradores, gente que considera Lula uma espécie de Antônio Conselheiro dos tempos atuais. Um fanático que tenta transformar o Brasil numa grande Canudos. Ele falou na ocasião que voltaria ao Piauí antes de concluir seu mandato, o que fatalmente acontecerá em dezembro, e que viria para entregar o Hospital Universitário da Ufpi.

Temporão, em entrevista à imprensa, declarou que o hospital da Universidade Federal vai resolver o problema dos atendimentos de urgência e emergência na capital, porém será inaugurado apenas em fevereiro do ano que vem. O presidente, então, deve ter falado porque tinha vontade de que fosse concretizar ou então porque não existe, da parte dele, nenhuma preocupação em falar a verdade para a população piauiense.

Aliás, a grande maioria por aqui não se importa se Lula falta com a verdade. Todos os aplaudem sempre, desde a primeira vez em que ele disputou eleição presidentencial. O Antonio Conselheiro mafrense fez apenas uma afirmação com a qual não tinha nenhum compromisso. Seus seguidores passarão a régua e irão logo para a próxima página.

Falar a verdade é uma obrigação de todo cidadão, ainda mais quando investido de função pública. Isso parece ainda mais necessário quando se está ocupando um cargo de relevância como o de presidente da República ou secretário-geral das Nações Unidas. Lula desconhece a grandeza de um e de outro. Parece ter grande propriedade sobre declarações demagógicas.

Espera-se, diante de tudo o que tem acontecido em nosso país e em nosso estado, que Temporão não esteja fazendo como seu chefe, ou seja, apenas contando historinhas de fadas para adultos que parecem crianças carentes de um sorriso ou de um afago.

OPOSIÇÃO / DISTÂNCIA · 15/11/2010 - 17h02

Outros tempos, outros homens e poucos líderes


Compartilhar Tweet 1



Muitos se perguntam qual o caminho da oposição no Piauí. O comportamento daqueles que concorreram contra o governo na última eleição parece confirmar que não existe oposição em nosso estado.

Melhor dizendo: que os opositores se reúnem apenas em época de campanha eleitoral e que logo depois de passado o pleito voltam a cuidar de suas coisas particulares, colocando a política de lado e também descartando a consolidação de um movimento contrário ao poder pelo que ele representa de ruim para a sociedade.

Claro que são os adversários que devem colocar publicamente o que entendem como ruim. Ao governo interessa apenas divulgar o que é positivo - e isso tem feito com muita competência, tanto que os índices de aprovação beiram a estratosfera e os resultados eleitorais confirmam plenamente.

Fazer contraponto a um governo assim será sempre muito difícil, principalmente quando não há disposição por parte dos seus contrários. É o caso do Piauí.

Passada a apuração e confirmada a derrota de Silvio Mendes, os tucanos, que pareciam liderar o bloco oposicionista, recolheram-se a um silêncio tumular, com exceção de Firmino Filho, vereador e deputado eleito pela sigla - e cujo comportamento não tem nada a ver com um pensamento voltado para a formação de grupo e sim para o próximo pleito municipal em Teresina ao qual pretende concorrer.

Este comportamento comprova que já não se fazem mais políticos como antigamente vez que a política passou a ser um exercício apenas ocasional e não em função de um projeto para o estado. O governo tem pontos falhos. São muitos. Não foram explorados de forma competente. Talvez isso não ajudasse a reverter o resultado da eleição, mas certamente reduziria o tamanho da diferença.

O acanhamento com que se comporta faz com que tenhamos a ideia de que Wilson Martins vai governar ainda mais livre e solto do que Wellington Dias, cujos opositores preferiram compor com ele a fazer-lhe oposição mesmo que saudável, apontando falhas no governo com vistas a contribuir para mudanças positivas.

Na campanha, Silvio Mendes acusava os governistas de não terem um projeto para o estado - e sim apenas um projeto de poder pelo poder. O distanciamento com que se porta em relação aos temas políticos indica que ele não assimilou a derrota como uma chance de aprendizado e um estímulo para futuros embates e, quem sabe, vitórias.

Com Alberto Silva foi assim. Ele perdeu duas eleições antes de tornar-se governador mas nunca deixou de estar presente na vida política do estado, seja articulando com lideranças ou tentando romper barreiras que eram colocadas para impedi-lo de se comunicar com a população.

Os meios de comunicação não divulgavam quase nada sobre ele - a não ser quando se tratava de algo contra o então senador. Silva enviava correspondências aos seus amigos e eleitores, que as reproduziam, transformavam em panfletos e distribuíam com a população em feiras livres e praças públicas.

Seus discursos no Senado, com propostas para o desenvolvimento do Piauí, também circulavam em fitas k7 que eram aguardadas ansiosamente e disputadas entre simpatizantes da oposição. Percebe-se que os tempos são outros. Os homens também. Já praticamente não existem líderes.

Polo de saúde · 13/11/2010 - 11h09

Pacientes de fora devem ser bem recebidos em Teresina


Compartilhar Tweet 1



Muita gente malha essa história de paciente que vem de fora buscar atendimento em Teresina, principalmente os políticos. Estão dando tiro no próprio pé.

Deveríamos agradecer porque esta gente que vem do interior do Piauí e de outros estados contribui para a geração de centenas de milhares de empregos, nem é possível quantificar, porque não entra na contabilidade formal.

Por causa deles, os hospitais e clínicas particulares faturam muito dinheiro e com isso fazem a economia girar, através de contratações de novos empregados, inclusive médicos e enfermeiros, além do reinvestimento destes recursos na melhoria dos próprios serviços.

Os taxistas ganham mais corridas, as pensões podem hospedar mais pessoas e com isso ganhar mais dinheiro, fazendo-o circular na aquisição de mercadorias e serviços. Basta ver a pujança do comércio no chamado corredor hospitalar, onde funcionam dezenas destes estabelecimentos, que empregam, na sua maioria, gente humilde.

Não existe, de fato, por que reclamar. Pelo contrário. Teresina deveria recebê-los, todos, de braços abertos, em sinal de agradecimento. Eles representam parte importante da nossa economia.

Agora, isso não significa dizer que nossos políticos não devam lutar pela compensação dos recursos de outros estados, vez que o SUS é implacável no tocante aos repasses. Os valores são transferidos de acordo com a população de cada estado, que por sua vez redistribui automaticamente para municípios, tudo em acordo com a quantidade de habitantes.

Em primeiro lugar, estes repasses deveriam ser feitos em função dos atendimentos realizados. Os governos de outros estados ficam muito agradecidos a Teresina por receber os seus doentes e ainda por cima cuidar deles com alta capacidade resolutiva. Deveriam, além de agradecer, mandar também o dinheiro necessário ao seu tratamento, que eles recebem e aplicam em outras finalidades.

A luta não deve ser contra os pacientes. Eles são importantes e ajudam em nosso desenvolvimento. A luta deve ser em relação aos governos de seus estados porque fazem de tudo menos aplicar em saúde.

Um cidadão que se encontra enfermo e procura atendimento em sua cidade, não encontrando, ele imediatamente se desloca para outro local em que haja melhor condição de cura. A capital piauiense se destaca exatamente por isso, porque os problemas que chegam por aqui, em sua maioria, são resolvidos.

A compensação não acontece por uma razão muito simples. Porque no Brasil tudo depende de política, que se alimenta de votos, que se alimenta da miséria, que se impõe sobre todo o resto. É uma conta simples de entender mas não de engolir.


Fonte: Tony Rodrigues

Compartilhar Tweet 1



Em seu pronunciamento durante entrevista na manhã desta quinta-feira (11), o prefeito de Teresina, Elmano Ferrer, apenas confirma o que já vínhamos falando há muito tempo: que o governo federal não dá ao Piauí a atenção devida; ou ao menos a mesma atenção que confere a outros estados, como Ceará e Maranhão, de que somos vizinhos.

De acordo com o prefeito, que demonstrou indignado em sua fala, estamos há muito carecendo de obras de infraestrutura na área urbana da capital, dentre as quais o alargamento de rodovias federais que cortam a cidade em vários pontos, em pelo menos 30km de extensão, e provocam um caos no trânsito no cruzamento com as vias locais.

Isso acontece em rotatórias como na Ladeira do Uruguai, exatamente no início da avenida João XXIII; no cruzamento da BR-316 com a avenida Miguel Rosa e, mais adiante, com a Barão de Gurguéia e Henry Wall de Carvalho; sem contar com o trajeto ao largo do Grande Dirceu. Os acidentes são tantos que até se perde a conta - e os aborrecimentos cotidianos transcendem a simples irritação e geram prejuízos de vários tipos.

Um deles é que muita gente tem que sair mais cedo para chegar a tempo na escola dos filhos e no próprio trabalho, isso quando não acontece algum abalrroamento, porque neste caso não vai adiantar mesmo sair mais cedo. O prefeito disse com todas as letras que em outras capitais o governo federal sido bastante atencioso, o que não é o caso de Teresina, que aqui e ali recebe alguma obra, mas que não dá para fazer frente ao grande desenvolvimento que a cidade encontra em outros setores.

Centenas de empresas se instalaram e outras vieram de fora, ampliando a base econômica teresinense. Com isso, muitos empregos foram gerados nas últimas décadas. Muita gente melhorou de vida e pôde adquirir casa ou apartamento e ter o seu próprio carro. São quase 200 mil veículos circulando pelas suas ruas e avenidas.

O prefeito tem razão em reclamar. Não é possível vivermos numa cidade "estrangulada" pela incapacidade dos nossos políticos em gerar os resultados que esperamos. Elmano Ferrer disse com clareza que a culpa de tudo isso é dos políticos. Prefeito, vereadores, deputados estaduais, federais, senadores e até do governador. Isso porque todos têm compromisso de defender a cidade, outros porque estão nas vias próprias de fazer a defesa lá em cima. Neste caso, temos os deputados federais e senadores.

Mas o que fazem estes senhores?! Eles ficam o tempo inteiro pertinho do poder. Não se cansam da famosa bajulação ao governo, e não importal qual seja o governo nem a que partido pertença. O que eles querem é dizer que são governistas e que estão ao lado de quem realiza pela população. Mas realiza o quê?! Nossos parlamentares federais, em sua maioria, são conhecidos como "a bancada do amém". Não fazem outra coisa a não ser dizer "amém" para o governo.

Elmano Ferrer terá muita dificuldade para convencê-los do contrário. Não vai adiantar dizer que são válidos os esforços para desenvolver Teresina e que a população ficará muito agradecida. Eles estão pouco se lixando para a população; querem apenas os votos e a possibilidade de estar perto do poder, porque aí poderão barganhar os cargos, a famosa "boquinha da noite", como diria o ex-deputado Juarez Tapety: todos querem apenas a "coisinha".

Faz bem o prefeito em espernear. E deve continuar a fazê-lo pelo tempo que lhe resta de mandato. Ele mesmo foi a Brasília, ao gabinete do ministro dos Transportes, acompanhado de seu fiel escudeiro João Henrique Sousa, secretário de Governo, e do chefe, senador JVC. Foi encaminhado apelo para execução de obras de duplicação das rodovias federais que passam "por dentro" de Teresina. Isso aconteceu em abril, logo depois de ser empossado no cargo. Já estamos em novembro, ou seja, sete meses transcorreram sem qualquer providência.

Para nós, determinadas providências costumam demorar muito - e outras nunca acontecem. Esperemos que Elmano esteja trilhando pelo caminho certo e consiga sensibilizar deputados federais, senadores e até mesmo autoridades do governo federal, de quem ele se disse, recentemente, bem próximo, por meio do ministro das Relações Institucionais, Vicente Padilha. Vamos ver se Padilha corresponde aos fatos.

ANÁLISE POLÍTICA · 09/11/2010 - 09h30

Petistas pressionaram governador para não demitir?!


Compartilhar Tweet 1



Em entrevista, o governador Wilson Martins tranquiliza servidores terceirizados que na semana passada foram ameaçados de demissão pelo secretário de Governo, Tadeu Maia. Ele disse que os servidores podem ficar tranquilos que serão preservados todos aqueles que são fundamentais para o bom desempenho dos serviços da máquina pública.

Com sua declaração o governador não apenas desautorização declarações do secretário de Governo e demais auxiliares sobre medidas que pretende adotar. Ele também parece recuar mediante pressão de seus aliados petistas que foram responsáveis pelo aparelhamento da máquina pública através da contratação de empresas e cooperativas para terceirização de serviços.

Os contratos, de acordo com informações, teriam sido feitos com base em licitações; nenhuma empresa ou cooperativa, portanto, teria sido contratada de forma graciosa. O governador passou o dia inteiro em visita aos presidentes de outros Poderes e nas declarações à imprensa a tônica principal foi a crise financeira que afeta o estado.

Há muitos anos que o discurso oficial no Piauí tem sido exatamente o contrário, ou seja, de que o governo se encontra em situação financeiramente equilibrada. Propõe-se até, entre petistas, o endeusamento do ex-secretário Antonio Rodrigues Neto por causa da suposta providência que agora é publicamente negada pelo atual governador.

Não existe equilíbrio algum, de tal modo que por causa disso o estado precisa reduzir o seu tamanho, extinguindo e fundindo secretarias, e também enxugando o número de servidores, sobretudo terceirizados. A não ser que tudo o que temos visto e ouvido não passe de medida diversionista e o governo e seus secretários estejam apenas querendo confundir a opinião pública com essa história de demite e não demite ou então de equilíbrio e dificuldade.

REPÓRTER - Toni Rodrigues


Compartilhar Tweet 1



Engana-se quem pensa que o presidente Lula e o governador Wilson Martins não trataram sobre a recriação da CPMF (o famigerado “imposto do cheque”) durante a campanha eleitoral. Eles falaram sobre o assunto, sim, e não foi apenas uma vez.

O caso foi tema de muitos discursos e entrevistas. Por isso, alguns posicionamentos de jornalistas são equivocados. Eles dizem que o tema não foi abordado durante a campanha e que está sendo aplicado no eleitorado um “estelionato eleitoral”.

Numa única coisa devo concordar. Não houve intensidade na discussão nem preocupação do eleitorado em compreender do que de fato se tratava. Essas questões nacionais parecem, ainda, muito distantes da média geral da população. Por isso Lula e seus seguidores deitam e rolam em cima do “Bolsa Família”, que é uma espécie de vacina contra todo o resto.

A jornalista Eliane Cantanhêde afirma em artigo na “Folha de S.Paulo” deste domingo que Lula e Dilma, ou seus partidários e aliados, durante a campanha, não fizeram nenhuma menção ao propósito de ressuscitar a famigerada contribuição. A medida teria sido anunciada somente após o pleito. A análise da jornalista não procede.

Durante o 2º turno, Lula esteve no Piauí e atirou cachorros contra os senadores Mão Santa e Heráclito Fortes que segundo ele teriam lhe tirado recursos para financiamento da saúde. Na oportunidade, falou da importância de se revitalizar a contribuição através de um Congresso “alinhado”.

O senador eleito Ciro Nogueira é um dos “escalados” para trabalhar na ressurreição do imposto que agora se chamará contribuição social para financiamento da saúde, algo assim.

Com Wilson Martins não foi diferente. Ele afirmou enquanto candidato que iria liderar movimento nacional em defesa do imposto do cheque. Fez isso em discursos em diversos municípios. Em Teresina, reafirmou durante o comício em que contou com a presença de Dilma Roussef no palanque, ali perto da Assembleia, quase em frente à obra inacabada do Centro de Convenções, que, por sinal, permanece inacabada.

O país não precisa de novos impostos. Precisa apenas aplicar corretamente os recursos de que já dispõe. De acordo com levantamento nacional, as receitas durante o governo Lula cresceram duas vezes mais que a CPMF. Nem assim os investimentos em saúde aumentaram.

Pelo contrário. No caso do Piauí, muitos hospitais do estado foram repassados para os municípios. Os prefeitos receberam a incumbência de tomar de conta deles sem que lhes fosse repassado o dinheiro necessário.