'Valor a combinar' · 30/03/2016 às 10h12 | Última atualização em 30/03/2016 às 11h36

Pai é preso por colocar o próprio filho à venda na internet

Pai é preso por colocar o próprio filho à venda na internet


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Um homem de 24 anos foi preso nesta terça-feira em Minas Gerais por suspeita de ter colocado o próprio filho, um bebê de dez dias, à venda em um site de compras na internet. À polícia, ele afirmou que se tratava de uma brincadeira.

O suspeito deve responder pelos crimes de "prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro, mediante paga ou recompensa" e de "submeter criança ou adolescente a vexame ou a constrangimento", conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo a Polícia Civil, o anúncio foi feito na última segunda-feira e trazia a seguinte descrição: "Vendo lindo bebê com dez dias de vida, homem lindo, com saúde total e comprovada. Ótimo investimento. Valor a combinar".

O suspeito e a mãe da criança, de 23 anos, foram encontrados na cidade de Ibirité, região metropolitana de Belo Horizonte, e lavados para prestar depoimento na delegacia. Junto com eles foram apreendidos o celular da mãe, em que estavam os e-mails de confirmação da postagem, e as roupas que a criança usava no anúncio.

De acordo com a Polícia, o pai da criança inicialmente negou ser o autor do anúncio, mas depois confirmou sua autoria e disse que havia anunciado o filho de brincadeira. À Polícia, ele contou que usou o celular da esposa e elaborou a postagem.

A responsabilidade da mulher não foi confirmada e, por isso, ela foi ouvida e liberada. "Nesse primeiro momento, a responsabilidade dela está afastada, mas nada impede que, no curso das investigações, seja comprovada uma omissão por parte dela ou sua prévia ciência [em relação à postagem]", disse o delegado Pedro Vicira, em vídeo divulgado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Além do recém-nascido, o casal tem outros dois filhos, uma menina, de 4 anos de idade, e um menino, de 2 anos. Os três foram encaminhados para realização de exame de corpo de delito, onde foi constatado que eles não apresentavam sinais de maus tratos, e depois foram entregues ao Conselho Tutelar.

Fonte: Com informações da Veja.com