1º grupo parte no dia 28/11 · 25/11/2016 às 15h05 | Última atualização em 25/11/2016 às 15h06

Policiais militares do 2º BEC, no Piauí, embarcam em missão de paz no Haiti

Policiais militares do 2º BEC, no Piauí, embarcam em missão de paz no Haiti


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Nove militares piauienses do 2º Batalhão de Engenharia de Construção (BEC) irão embarcar para o contingente da força da paz brasileira no Haiti. Os militares ajudam na estabilização do país, na pacificação e desarmamento de grupos guerrilheiros, na provocação de eleições livres, no apoio comunitário e na formação do desenvolvimento daquele país.

O primeiro grupo viaja no próximo dia 28 e vai passar pelo menos 6 meses no país caribenho, mas esse tempo pode ser prorrogado de acordo com as necessidades.

Hilo Max, sargento do exército, que esteve no local há 4 anos, diz que ser convocado para este trabalho é motivo de honra e satisfação. “É o que o nosso comandante sempre fala: sempre tem que deixar um tijolinho de contribuição para aquele país, é um país que precisa muito de ajuda”, completa o sargento.

O cabo Caio se despede da família com a felicidade de se sentir útil para o país. “É uma experiência de trabalho que muitos militares querem ter em participar de uma missão tão importante como essa da ONU”, afirma.


Alessandro da Silva, tenente coronel e comandante do batalhão, já esteve no Haiti por duas vezes e diz que a situação do país desde 2004 é muito precária. “Desde sua independência, sofre sucessivas crises sociais e politicas e a partir de 2004 com a implementação da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) a ONU veio a tentar minimizar todos os problemas que existe naquele país.”

O tenente coronel disse que o exercito brasileiro desenvolve um programa de treinamento para todos os militares que vão para essas missões, cumprindo padrões internacionais das Nações Unidas. “Esses militares ao longo de 6 meses dentro de cada especialidade se preparam tanto psicologicamente como profissionalmente para poder desempenhar atividades especificas tanto no Batalhão de Infantaria de Força e de Paz quanto na companhia de engenharia”, finaliza o tenente.

Desde 2004 o exercito brasileiro comanda a força de paz no Haiti, são os Boinas Azuis. Na época, o país da América Central estava marcado pela violência entre gangues rivais e o auto nível de instabilidade, resultado da renúncia do líder Jean-Bertrand, que teve a vitória eleitoral de 2001 contestada pela oposição. Foi a primeira vez que o Brasil teve condições plenas de assumir uma missão de estabilização de paz.

Fonte: Com informações do Notícia da Manhã (Tv Cidade Verde)