Preço não é o único critério · 11/01/2017 - 17h45

Ar-condicionado: saiba como escolher o melhor modelo

Ar-condicionado: saiba como escolher o melhor modelo


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O verão brasileiro não tem dado refresco neste início de 2017. Para combater o calor, há quem apele a soluções mais tradicionais, como os ventiladores, e outras pouco usuais, como garrafas com água congelada sobre a pele. Nenhuma supera, no entanto, a brisa gelada do conforto soprada pelo ar-condicionado.

Mas modelo qual comprar? Quais as vantagens e desvantagens de cada um? O site de VEJA elaborou um guia para ajudar na escolha.

OS MODELOS

Existem três tipos principais: o split, o de janela e o móvel. Conheça as vantagens e desvantagens de cada um:

1 – Split

Vantagens: é o mais silencioso dos modelos e, dependendo da potência, o mais capacitado para gelar ambientes grandes. Alguns modelos podem se adequar à arquitetura do ambiente. Além disso, os mais modernos vêm com o sistema inverter, que consome menos energia.

Desvantagens: na média, é mais caro que o de janela. Como o motor vai ficar fora da residência, ele vai alterar o ambiente externo. Alguns prédios não permitem nenhum tipo de mudança na fachada, outros não têm nem espaço para receber a unidade externa. Por fim, prepare-se para o custo de instalação: como é preciso fazer a ligação com tubulações de cobre entre a parte interna e externa, o custo aumenta. O valor pode ser maior que o próprio aparelho.

Manutenção: é possível fazer a limpeza sem retirar o equipamento do ambiente. Cada aparelho vai ter a uma recomendação de cuidados conforme o fabricante.

Preço médio: de 879 reais a 7.699 reais

2 – De janela

Descrição: foi o modelo que popularizou o produto no Brasil. É chamado de janela pelo espaço que ocupa, em geral retangular. É feito em um bloco só: condensador e evaporador ficam no mesmo aparelho.

Vantagens: em média, mesmo os modelos mais potentes são mais baratos que os demais competidores. É mais compacto e funciona bem em ambiente pequenos. A instalação é mais simples e mais barata que a do split.

Desvantagens: como o aparelho é feito em um bloco só, ele é mais barulhento que o split. Consome mais energia que os demais modelos e nem todos possuem controle remoto. Além disso, cada vez mais as empresas estão deixando de fabricá-lo.

Manutenção: além da limpeza dos filtros, é preciso retirá-lo da parede quando há necessidade de reparo e levá-lo para assistência técnica. O processo acaba saindo mais caro e deixa o cômodo onde foi instalado com um buraco na parede, ao menos até que o aparelho retorne.

Preço médio: de 729 reais a 999 reais

3 – Portátil

Descrição: é possível mover esse modelo para quase qualquer ambiente da casa. Ele é mais adequado para cômodo pequenos. Além disso, é o único que não se exige gastos com a instalação. Tem uma tubulação que joga o calor para fora que vai ter que adaptar pontos em cada residência.

Vantagens: pode ser usado em casas e prédios que não podem ser modificados. Alguns modelos vêm com rodinhas para facilitar o deslocamento do aparelho. Instalação mais simples.

Desvantagens: para uma mesma potência, em média, é o mais caro dos três modelos. É bem ruidoso. A mobilidade é limitada, já que possui um tubo flexível que joga o ar quente para fora que exige uma adaptação nos ambientes. Além disso, é bom lembrar que o aparelho vai ocupar um espaço físico dentro da casa. Tem uma limitação de capacidade de BTUs para ofertar.

Manutenção: além das trocas dos filtros, no processo de refrigeração, acumula água que fica armazenada no aparelho – e é preciso retirá-la de tempos em tempos. Nos outros aparelhos há um sistema de drenagem que despeja a água produzida no ambiente externo.

Preço médio: de 1.096 reais a 4.397 reais

Definiu qual modelo comprar? Ainda há mais alguns aspectos a observar:

A escolha da potência: a unidade que mede a capacidade refrigeração de um ar-condicionado é medida em BTUs. Em média, quanto mais BTUs, mais caro é o aparelho. Há vários aspectos do ambiente que devem ser levados em conta no cálculo tais como a posição da casa em relação ao sol, o tipo de janela ou telhado e o número de pessoas que usam o espaço. “Não adianta só calcular pelo tamanho do ambiente”, diz Marcos Gregório da Silva, coordenador-técnico da Escola Senai Oscar Rodrigues Alves, especializada em refrigeração e climatização.

Selos de economia de energia: os produtos brasileiros têm selos de eficiência energética da Procel. Os importados chineses, agora comuns no mercado, não vêm com essa marca.

Fonte: Veja.com